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Cassirer,
Ernst (1874-1945)

Alemão
de origens judaicas, nascido em Wroclaw.
Estuda em Marburgo, com Hermann
Cohen e Paul Natorp.
Professor em Berlim, desde 1906, e em Hamburgo, entre
1919 e 1930.
Reitor desta Universidade em 1929-1930.
Depois da ascensão
de Hitler ao poder vai para o exílio, ensinando nas Universidades de
Oxford (1933-1935) e Gotemburgo, na Suécia.
Emigra para os Estados Unidos
e ensina em Yale (1941-1944)
e na Columbia University de Nova Iorque (1944-1945).
Neokantiano, criador da chamada filosofia das formas simbólicas. |
Unidade
das formas simbólicas
Assume-se contra a dualismo de Windelband, que opunha as ciências
nomotéticas às ciências idiográficas, propondo a unidade das formas
simbólicas, entendidas como representações activas do mundo e não como
imagens passivas (v. g. o mito, a linguagem verbal e numérica, a arte).
Elas são considerados os meios característicos criados pelo homem
para separar-se do mundo. Mas, através desta separação, o homem
acaba por unir-se mais firmemente ao mundo.
Forma
como abstracção ideante
Considera, assim, que o princípio constitutivo das ciências da
cultura não deve ser procurado nos valores, mas sim
na forma, considerada como uma unidade na orientação, não uma
unidade no ser, isto é, uma abstracção ideante e não como
conceito.
As
ciências da cultura
Observa
que o princípio constitutivo das ciências da cultura não
deve ser procurado nos valores, mas sim na forma, considerada como uma
unidade na orientação, não uma unidade no ser, isto é, como uma
abstracção ideante e não como conceito. A cultura é vista como um
mundo intersubjectivo: o homem vive nas palavras da linguagem, nas
imagens da poesia e das artes plásticas, nas formas da música, nos
quadros forjados pela imaginação e pela fé religiosa. Porque necessita
de representar
imaginariamente algo que não existe para poder passar da
possibilidade à realidade, da potência ao acto.
O
símbolo
O símbolo é que origina a cultura, incluindo entre as diversas
actividades simbólicas, o mito, a linguagem, a arte e a historiografia.
Se o naturalismo se preocupa com o ser e com a causa, eis que a filosofia
das formas simbólicas deve preocupar-se com o devir e com a forma. As ciências
da natureza determinam, as ciências da cultura caracterizam. E isto
porque o fenómeno da cultura está carregado de significações que
ultrapassam a coisa, pelo que o conhecimento só pode fazer-se por
aproximações.
Contra
o positivismo
Neste
sentido, proclama que a regra fundamental do positivismo consiste em
afirmar que qualquer proposição, que não possa ser reduzida com o máximo
rigor ao simples testemunho de um facto, não tem nenhum sentido real nem
compreensível.
O nome e a essência
Observa
que o nome
e essência estão entre si numa relação recíproca e necessária: o
nome não significa apenas, mas é a essência do objecto; a potência da
coisa real está contida no nome
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[1906]
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Das
Erkenntnisproblem in der Philosophie und Wissenschaft der Neuren
Zeit
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Berlim,
Bruno Cassirer, 1906-1907. Ver
El
problema del conocimiento en la filosofia y en la ciencia modernas,
Mexico, Fondo de Cultura Economica, trad de W. Roces, 1948, 2 vols.
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[1923]
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Die
Philosophie der ischen Formen
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Em
três volumes: I Die Sprache,
de 1923;
II
Das Mytische Denken, de 1925;
III
Phã nomenologie der Erkenntis,
de 1929
(trad.
ingl. The
Philosophy of ic Forms,
New Haven, Yale University ress, 1953; trad. fr. La
Philosophie des Formes iques, Paris, Éditions de Minuit,
1972, 3 vols.).
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[1944]
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An
Essay on Man
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New
Haven, Yale University Press, 1944.
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[1946]
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The
Myth of State
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New
Haven, Yale University Press, 1946 (ver a trad. port. de Daniel
Augusto Gonçalves, O Mito do Estado, Mem Martins, Europa-América,
1961).
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[1951]
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Filosofia
de la Ilustración
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Trad.
cast., de Eugenio Ímaz, México, Fondo de Cultura Economica, 1950. Ver
tb. A trad. Ingl. The Philosophy of the Enlightment,
Princeton, Princeton University Press, 1951.
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