Smend, Rudolf
Vai considerar que só é possível entender o Estado de acordo com a teoria da integração, considerando-o como um fenómeno de comunhão que se realiza e integra no espírito dos que o compõem. Para ele "a teoria do Estado ou a teoria jurídica do estado tem por objecto o Estado enquanto simples parte que é da realidade espiritual. As formas colectivas espirituais sendo simples parcelas da realidade, não são substâncias localizadas e estáticas, mas antes meras unidades de sentido da vida espiritual em que todos os actos do espírito convergem". Assim, o "núcleo central da vida do Estado " é como "um plebiscito que se repete todos os dias ". Com efeito, "a unidade da organização estadual tem de ser compreendida, não como mera união de vontades, mas, pelo contrário, como unidade de autoridade". E isto porque "as colectividades são apenas os encadeamentos unificados da vivência de sentido dos indivíduos... o todo é e continua a ser, unicamente, a rde unitária entre as partes da vivência global". É que "se o indivíduo vive na substância do todo, não é menos certo que o todo vive também na substância do indivíduo".

bibliografia:

Verfassung und Verfassungsrecht, Leipzig, 1928
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