
Nasce
em Bilbau. Estuda e doutora-se em Madrid e torna-se catedrático em
Salamanca.
Reitor desta Universidade, de 1900 a 1924 e de 1931 a 1936.
Primeiro, é desterrado pela ditadura de Primo de Rivera, passando para as
Canárias, e, depois, para França, donde apenas regressa em 1930.
Retoma
o reitorado até Outubro desse mesmo ano, quando é destituído pelo
franquismo. Morre, pouco depois, em 31 de Dezembro desse mesmo ano.

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Europeização
de Espanha e espanholização da Europa
Logo em 1895 advoga a necessidade de regeneração de Espanha baseada
na abertura à Europa e no abandono da casta histórica. Fala na
necessidade de uma intra-historia, na vida silenciosa de milhões
de homens sem história donde vive a verdadeira tradição. Considera
que a europeização significa uma adesão à tradição universal,
cosmopolita. Mas, dois anos depois, já afirma a primazia do espírito
espanhol face ao europeu. Porque os espanhóis são mais apaixonados do
que sensuais, mais arbitrários do que lógicos. Lo somos y debemos
seguir siendolo. Neste sentido, defende a espanholização da Europa,
tal como já defendera a portugalização de Espanha.
O
sentimento trágico da vida
Os espanhóis são marcados pelo sentimento trágico da vida, por um
imortal conflito entre a razão e a fé, entre a inteligência e o
sentimento, pólos insusceptíveis de conciliação. Mas a fé só será
fecunda e salvadora quando tiver por base a luta constante entre o
cepticismo racional e a ânsia vital da imortalidade.
Precursor
do existencialismo
Em 1925, bastante influenciado por Kierkegaard, defende a agonia no
sentido etimológico, como luta, considerando que o desassossego e a
inquietude constituem a base da autêntica vida religiosa. Neste sentido,
é um dos precursores do existencialismo. Aranguren refere a origem
protestante deste modo de pensar e de sentir, dado que salta do desespero
para o seu contrário, a fé, tal como Kierkegaard e Lutero.
Um
olhar sobre Portugal
Merece destaque a sua íntima relação com Portugal e os portugueses,
tanto pelo estudo que fez de Oliveira Martins e Antero de Quental, quanto
pela ligação epistolar que manteve com Manuel Laranjeira, Teixeira de
Pascoaes, Sampaio Bruno, Leonardo Coimbra e Fidelino de Figueiredo.
Considerou-nos um povo de suicidas, mas também propô s a portugalização
da Espanha, isto é, o renascimento do pluralismo das autonomias políticas
das Espanhas.
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