Filósofo
neomarxista francês. As respectivas vulgarizações têm
grande influência em Portugal na década de setenta, principalmente nos
meios intelectuais universitários marcados pela geração do Maio 68. No
plano da teoria do Estado marca a fase leninista do pensamento de Vital
Moreira. No ISCSP, influencia o estruturalismo de João Bettencourt da
Câmara. Uma das modas que, depressa, passou de moda...
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Aparelhos
ideológicos do Estado
Na
linha de Gramsci, cria as categorias de aparelho
ideológico e aparelho
repressivo do Estado. Os
aparelhos ideológicos, são movidos pela ideologia. Os repressivos, pela
violência.
A
luta de classes na teoria
Considera
que Marx teria fundado o continente
teórico da história, a terceira idade, depois da idade do continente
teórico das matemática (gregos, com Platão) e do período do continente
teórico da física, com Galileu e Desacartes. Entende o marxismo como a luta de classes na teoria.
Uma
prática nova da filosofia
Salienta
que "o marxismo não é uma (nova) filosofia da praxis,mas
uma prática(nova) da
filosofia",até porque a filosofia não passa da "luta de
classes na teoria". Marx "funda a ciência da história onde não
existiam senão filosofias da história".Considera também que o
materialismo dialéctico é "a ciência da evolução das formações
sociais".
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·Montesquieu,
la Politique et l’Histoire
Paris,
Presses Universitaires de France, 1959 [trad.
port. Montesquieu,
a Política e a História,
Lisboa, Editorial Presença, 1977].
·Pour
Marx
Paris,
Éditions Maspero, 1965.
·Lire
le Capital
2
vols., Paris, Éditions Maspero, 1965. Com Étienne Balibar.
·«Idéologie
et Appareils Idéologiques de l’État»
In
La
Pensée,
n.º Jul., Paris, 1970 [trad.
port. Ideologia
e Aparelhos Ideológicos do Estado,
Lisboa, Editorial Presença, 1974].
·Réponse a John
Lewis
Paris,
Éditions Maspero, 1973 [trad.
port.
Resposta a John Lewis,
Lisboa, Editorial Estampa, 1973].
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