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Lefort, Claude Crítico radical do totalitarismo, não advoga, contudo, a perspectiva liberal. Em 1981 fala na desincorporação do social levada a cabo pelo sufrágio universal com a consequente desincorporação dos indivíduos, os quais perdem as suas marcas de identidade, pelo que o poder se transforma num lugar vazio, apenas ocupado temporariamente, gerando-se uma espécie de atomização dos indivíduos. Usando a perspectiva psicanalítica de Adler, salienta que os chefes servem o Estado por narcisismo, observando que os ideais do serviço público e do sentido de Estado servem para dissimular a libido dominandi. Até porque o amor que o chefe dirige relativamente às massas não passa de uma mistificação dado que ussufrui delas por prazer. · Elements d’une Critique de la BureaucratieParis, Éditions Droz,1972. · Le Travail de l’Oeuvre: MachiaveliParis, NRF-Gallimard, 1972. · Un Homme en Trop. Refléxions sur l’Archipel du GoulagParis, Éditions du Seuil, 1975. · La Boétie et la Question du PouvoirParis, Librairie Payot, 1976. Com Pierre Clastres. · Les Formes de l’Histoire. Essais d’Anthropologie PolitiqueParis, Éditions Gallimard, 1980. · L’Invention Démocratique. Les Limites de la Domination TotalitaireParis, Librairie Arthème Fayard, 1981 [trad. port. A Invenção Democrática, São Paulo, Brasiliense, 1983]. · Essais sur le Politique XIXème-XXème SièclesParis, Le Seuil, 1986. · Écrire à l’Épreuve du PolitiqueParis, Éditions Calmann-Lévy, 1992. © José Adelino Maltez. Todos os direitos reservados. Cópias autorizadas, desde que indicada a proveniência: Página profissional de José Adelino Maltez ( http://maltez.info). Última revisão em: |