
Green, Thomas Hill
(1836-1882)Professor de filosofia moral em Oxford desde 1877. Influencia Arnold Toynbee. Idealista inglês da escola de Oxford, marcada pela análise dos textos de Platão e Aristóteles, reagindo contra a dominante utilitarista, escola onde também militam F. H. Bradley e Bernard Bosanquet. Influenciado por Kant e Hegel. Corrige as teses do primitivo liberalismo do laissez faire, procurando a defesa da intervenção do Estado no sentido da justiça social. Considera que o Estado tem uma vida natural e um fim essencialmente ético. Em 1870 considera que o verdadeiro liberal é, por natureza, um reformador social, o paladino do humilde explorado e o adversário de todos os altos interesses dominantes e predatórios. Mas não se deixa conduzir pela paixão ideológica, dado que os capitalistas não são os únicos a terem privilégios egoístas e predatórios; o operariado bem organizado, abrangendo muitos milhões de trabalhadores, pode também ser predatório e perigoso ao bem-estar comum. Defende uma ideia de federação de povos onde se limitem os direitos de cada Estado. Um dos membros do chamado New Liberalism dos finais dos século XIX, juntamente com Leonard Hobhouse e John A. Hobson. Esta corrente, dita de liberalismo social, ou de social-liberalismo, para se distinguir do socialismo liberal, usa os argumentos dos individualismo para a defesa de um modelo de Welfare State.
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Liberalismo, Teoria e Prática1870. Trad. Port. de Leonidas Gontijo de Carvalho, São Paulo, 1957.
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Prolegomena to Ethics1883.
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Lectures on the Principles of Political Obligation1886.
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Liberal Legislation and Freedom Contract1881.
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Works3 vols, 1885, 1886 e 1889.
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