
Paine, Thomas
1737-1809Inglês, filho de quaker. Instalado em Filadélfia desde 1774, adere ao movimento independentista e em 1777 assume as funções de secretário do comité de negócios estrangeiros. Regressa à Grã-Bretanha em 1787, mas em 1791 já está em Paris, onde adere ao movimento revolucionário. A obra The Rights of Man foi publicada em duas partes. Na primeira parte, editada em 1791, faz um ataque Às teses de Burke, assumindo-se contra a tradição e os privilégios e defendendo o homem comum. Considera que cada geração deve fundar-se em si mesma e não no que aconteceu no passado, salientando que o fim do governo deve ser a felicidade de todos e não apenas os privilégios de alguns. Defende o sufrágio universal masculino, distritos eleitorais iguais, sufrágio secreto, abolição do carácter censitário das elegibilidades e o pagamento público aos deputados. Na segunda parte, estabelece a defesa da educação livre, do apoio à família e à maternidade, de pensões para os mais velhos, através da tributação progressiva, antecipando muitas das teses do Welfare State. A obra teve uma tiragem de 200 000 exemplares num só ano, o livro foi proibido e Paine teve de exilar-se em França. Feito cidadão francês em 26 de Agosto de 1792, foi eleito para a Convenção e, depois, membro da comissão de redacção da nova constituição. Pronuncia-se contra a condenação à morte de Luís XVI. Preso depois da queda dos girondinos em 1794. Robespierre condena-o à morte, mas consegue escapar da acção daqueles que qualifica como sanguinários. Volta à América em 1802, mas as teses expostas no seu último livro, onde condena qualquer religião organizada marginalizam-no no contexto da vida política norte-americana.
BIBLIOGRAFIA:
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1776 |
Common Sense |
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Philadelphia, 1776. Cfr. Rights of Man, Common Sense and Other Political Writings, ed. de Mark Philip, Oxford University Press, 1995. |
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1791 |
The Rights of Man |
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1791-1792. Obra publicada na Grã-Bretanha e dividida em duas partes. Na primeira um ataque às teses de Burke. Na segunda parte, publicada em 1792, defende um intervencionismo estadual. |
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1794 |
The Age of Reason |
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Paris, 1794, 1796 e 1807). Obra em 3 partes, onde defende o deísmo, criticando qualquer espécie de religião organizada. |
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Butler, Marilyn, ed., Burke, Paine, Godwin and the Revolution Controversy, Cambridge, Cambridge University Press, 19894 Vincent, B., Thomas Paine ou la Réligion de la Liberté, Paris, Aubier, 1987.© José Adelino Maltez. Todos os direitos reservados. Cópias autorizadas, desde que indicada a proveniência: Página profissional de José Adelino Maltez ( http://maltez.info). Última revisão em: