Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004


1834

Jan.  Fev.  Mar.  Abr.  Mai.  Jun.  Jul.  Ag.  Set.  Out.  Nov.  Dez.


Janeiro

14

Conquista pedrista de Leiria e posterior retirada
Em 14 de Janeiro de 1834, Saldanha conquista Leiria, mas depois retira-se

30

Vitória pedrista em Pernes
Em 30 de Janeiro, vitória dos pedristas em Pernes


Fevereiro

18

Vitória pedrista em Almoster

Em 18 de Fevereiro, vitória dos pedristas em Almoster


Março

23

Ofensiva de Napier no Minho
Em 23 de Março, Napier desembarca em Caminha e, a partir daí, conquista Viana, Ponte de Lima, Santo Tirso, Braga e Valença (em 3 de Abril)


Abril

22

Tratado da Quádrupula Aliança

Em 22 de Abril, Tratado da Quádrupla Aliança entre D. Pedro, Maria Cristina, regente de Espanha, Luís Filipe de França e Jorge IV do Reino Unido.

23

Joaquim António de Aguiar na justiça e Bento Pereira do Carmo no reino.


Maio

17

Vitória pedrista e Asseiceira. Fim da guerra

Em 17 de Maio, derrota miguelista na Asseiceira

27

Convenção de Évora Monte

Em 27 de Maio, assinada a Convenção de Évora Monte

28

·Em 28 de Maio, decreto suprimindo as congregações religiosas. Marcadas as eleições. Havia então cerca de quatro centenas de conventos e de meia centena de hospícios; o diploma terá deixado na miséria milhares de pessoas, dado que, prevendo-se o pagamento de uma pensão para os religiosos, exceptuavam-se os que tinham colaborado com o miguelismo, talvez a maioria, e isto nod ia seguinte a um decreto de 27 de Maio que estabelecia uma extensão amnistia)

 

30

D. Miguel parte para o exílio

Em 30 de Maio, D. Miguel parte de Sines para o exílio, na fragata Stag


Junho

3

Em 3 de Junho, decreto sobre os círculos eleitorais

18

·Em 18 de Junho, decreto sobre a venda dos bens nacionais

20

Manifesto de Génova de D. Miguel

Em 20 de Junho, D. Miguel em Génova emite manifesto


Julho

4

Em 4 de Julho, expulsão dos jesuítas e corte de relações com Roma

7

Empréstimo

Em 7 de Julho de 1834, de um milhão de libras, através de Carbonnel e Ardouin

 

13

Eleições


Agosto

 

·Em 28 de Agosto de 1834, as Cortes confirmam a regência.


Setembro

 

·D. Pedro morre em 24 de Setembro de 1834.

24

Governo de Palmela

Governo da coalição entre os palmelistas e os chamorros. Os oposicionistas chamam-lhe uma camarilha feita para devorar o país à sombra de uma criança. Dão-lhe o jocoso nome de pastelão, segundo uns versos surgidos na altura: um pasteleiro queria/ fabricar um pastelão/ e, porque tinha de tudo,/ deu-lhe o nome de fusão.

 

São imediatamente extintos 20 batalhões de voluntários nacionais e organizada uma Guarda Nacional que acabou liderada pela maçonaria da oposição e onde se terão inscrito muitos antigos miguelistas[2].

 

Grande parte do gabinete terá sido cozinhada em casa do duque da Terceira, desempenhando papel fundamental Mendizabal, então lídere do chamado quinteto chamorro, com Silva Carvalho, Agostinho José Freire, Rodrigo da Fonseca, Gomes de Castro e  Mendizabal.

 

O conde de Vila Real militava até então na oposição. Em 24 de Março, o deputado da oposição António Joaquim Barjona chega mesmo a acusar Vila Real de ter servido os Silveiras em 1823. Assumiu a defesa do conde o deputado Rodrigo da Fonseca.

 

·A oposição, desde logo, contestou o gabinete, dado que este era constituído por sete membros, contariamente aos seis previstos na Carta. Defenderam o gabine, oerante a Câmara dos Deputados, tanto Palmela como Agostinho José Freire.

 

·Notam-se tensões na equipa governamental, com Agostinho José Freire em dissonância com Palmela e em directo conflito com Barreto Ferraz. Palmela fora contra o modo de extinção dos dízimos e discordava do modo como se havia feito a extinção das ordens religiosas.  Freire começou a lançar calúnias sobre Palmela.

 

·Nomeados 21 pares no dia 1 de Setembro de 1834


Outubro

 

·Em 6 de Outubro, António Luís de Seabra apresenta proposta de lei visando terminar com a reforma administrativa de Mouzinho da Silveira


Novembro


Dezembro

 

1

D. Maria casa com D. Augusto
Em 1 de Dezembro, D. Maria II casa com D. Augusto de Leuchtenberg, cunhado de D. Pedro IV, que chega a Lisboa em 25 e é nomeado comandante em chefe do exército em 20 de Março. Ildefonso Bayard foi o nosso enviado a Munique para tratar do casamento (o ducado de Leuchtenberg estava, então, sob a soberania da Baviera). Refira-se que, segundo os observadores de então, a opção por D. Augusto reflectia a influência francesa, enquanto o segundo casamento da rainha, sob o comando do duque de Palmela, vai reflectir a influência britânica.


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