Respublica Repertório Português de Ciência Política Edição electrónica 2004 |
1837
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Abertura das Cortes Constituintes (2 de Janeiro)
O governo posterior à Belenzada, marcado pelo triunvirato de Sá da Bandeira, Passos Manuel e Vieira de Castro, apesar de conseguir fazer funcionar as Cortes Constituintes, acaba por ser afastado, em favor de uma nova linha de ordeiros e por sofrer os efeitos de uma conspiração miguelista. Experimenta-se um breve gabinete de António Dias de Oliveira, mas o país regressa a uma breve fase de guerra civil com a revolta dos marechais. Segue-se um gabinete de Sá da Bandeira, o vencedor da guerra, mas há fortes desentendimentos quanto ao modelo constitucional, nomeadamente quanto ao Senado. O situacionismo setembrista passa a viver num equilíbrio instável, sem a figura tutelar de Passos Manuel, com divergências entre os setembristas moderados, então liderados por Bonfim, e o grupo de José Alexandre de Campos, que pretende um entendimento com os radicais. Como síntese deste jogo de forças, sempre a figaura de Sá da Bandeira. Entretanto, no último dia do ano, eis que Silva Carvalho aparece a oferecer a conciliação dos cartistas com os setembristas moderados e um armistício constitucional.
Surge A Voz do Profeta, de Alexandre Herculano
Suspensão das garantias no Sul do país
Suspensas as garantias constitucionais no Sul do Alentejo e Algarve (4 de Março).Vencida conspiração miguelista
Conspiração das Marnotas, de cariz miguelista (13 a 15 de Março)Vieira de Castro sai do governo
Vieira de Castro abandona o governo, cedendo a pasta da Justiça a Passos Manuel e a da marinha a Sá da Bandeira.
Derrota parlamentar de Passos Manuel
Em 10 de Maio de 1837 a Câmara vota por 63 contra 33 sobre a não existência de subsecretários de Estado, conforme proposta do governo. Triunfou uma maioria de ordeiros e dissidentes. Costa Cabral vota contra Passos Manuel
Novo governo
Governo de Dias Oliveira (1 de Julho). O terceiro governo setembrista, que apenas dura até 10 de Agosto.Revolta dos marechais
Em 12 de Julho, a partir de Vila da Barca, o barão de Leiria faz desencadear a chamada revolta dos marechais, que dura até 18 de Setembro. Comandada por Terceira e Saldanha.Suspensão das garantias
Por lei de 14 de Julho de 1837 são suspensas as garantias por 30 dias. Prorrogada a suspensão em 13 de Agosto e 13 de setembro. Em 7 de Outubro, face à convenção de Chaves, regressa-se à normalidade. Apenas continuam suspensas as garantias no Algarve.
Governo de Sá da Bandeira
O 4º governo setembrista. (10 de Agosto) O presidente apenas assume efectivamente a chefia do gabinete em 14 de Outubro, dado que se encontra no teatro das operações.Chão da Feira
Derrota dos golpistas na acção de Chão da Feira (28 de Agosto). Morte do Conde da Redinha e do barão de S. Cosme. D. Fernando, o filho do Conde de Vila Real perde uma perna em combate e acaba por falecer.
Ruivães
Acção de Ruivães. Derrota definitiva dos golpistas que são obrigados ao exílio (18 de Setembro).
Regresso à normalidade
A Convenção de Chaves, de 7 de Outubro, faz regressar o país à normalidade. As garantias constitucionais apenas continuam suspensas no Algarve. Saldanha, Palmela, Terceira, Silva Carvalho e Luís Mouzinho de Albuquerque vão para o exílio.A questão do modelo de segunda câmara
Sá da Bandeira volta a Lisboa em 14 de Outubro e ameaça não assumir a chefia efectiva do governo. Pretendia a criação de um Senado com membros vitalícios de nomeação régia, mas as Cortes Constituintes tinham optado pelo modelo electivo por 48 votos contra 43. Chega-se a uma solução de compromisso, que satisfaz Sá da Bandeira, ao permitir-se que a legislação ordinária pudesse modificar o modelo de segunda câmara
Remodelação governamental
Sá da Bandeira assume a pasta dos estrangeiros, substituindo Manuel de Castro Pereira Mesquita. Bonfim na guerra e na marinha (9 de Novembro)
Código penal (3 de Dezembro)
Silva Carvalho propõe que os cartistas jurem a Constituição em elaboração (30 de Dezembro)
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