Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004


1838

 

 

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Janeiro


Fevereiro


Março

4, 9 e 13 de Março

Revoltas radicais em Lisboa. Comando de Soares Caldeira que pede a demissão de Bonfim

Surgem várias revoltas radicais em Lisboa nos dias 4, 9 e 13 de Março de 1838. Em 4 de Março, Soares Caldeira, que havia sido nomeado logo em 9 de Setembro de 1836,  pediu à rainha a substituição dos ministros moderados. Segundo Fronteira, Caldeira era o menino no meio das bruxas, conduzido por Leonel Tavares e pelos clubes revolucionários, que tinham à sua disposição os doze mil Guardas Nacionais

Em 4 de Março de 1838 deu-se a revolta radical do Arsenal comandada pelo então administrador-geral de Lisboa, Soares Caldeira, também director da Guarda Nacional. Nesta sequência, Sá da Bandeira demitiu Caldeira, substituindo-o por António Bernardo da Costa Cabral. Na manhã do dia 9, o batalhão do Arsenal apareceu de armas na mão e voltou a exigir um governo puto. Sá da Bandeira demitiu então o capitão-tenente França e dissolveu o batalhão dos operários navais. Os condenados chamaram-lhe então traidor e deram-se vivas à oposição no próprio parlamento.  

António Bernardo da Costa Cabral, com o programa de reprimir a anarquia, foi nomeado administrador geral de Lisboa em 7 de Março de 1838, substituindo o referido Soares Caldeira. Manteve-se em tal posição até 7 de Dezembro de 1838.

No dia 9 o batalhão do Arsenal e parte da Guarda Nacional exige um governo puro. Dissolvido nesse dia o batalhão do Arsenal, os chamados maltrapilhos da Ribeira. Por decreto de 9 de Março, Sá da Bandeira demite Ricardo José Rodrigues França de inspector do arsenal da marinha e de comandante do batalhão de artífices do mesmo arsenal. Ataques da oposição parlamentar. Caem Silva Sanches, Bonfim e Campos e Almeida.

Em 9 de Março de 1838:

·Tojal substitui Sanches no reino 8até 22 de Março)

·Sá da Bandeira substitui Bonfim na guerra e na marinha (até 17 de Abril)

·Tojal substitui Campos na justiça

Em 13 de Março, nova revolta da Guarda Nacional, exigindo a reintegração de França. Os sediciosos são, entretanto, dominados no Rossio, nessa tristíssima batalha cívica… onde correu sangue português, e sangue que uma “imprudente” Rainha portuguesa foi no dia seguinte calcar, no seu passeio, com os pés dos cavalos ingleses, como testemunha amargamente José Liberato Freire de Carvalho

Em 22 de Março de 1838:

·António Fernandes Coelho no reino, em lugar de Tojal

·Manuel Duarte Leitão na justiça, em lugar de Tojal


Abril

4 de Abril

Jurada a nova Constituição. Amnistiados os implicados na revolta dos marechais

Nova Constituição
Jurada a nova constituição em 4 de Abril de 1838, ao mesmo tempo que eram amnistiados os implicados na revolta dos marechais. Era a terceira constituição que D. Maria II jurava em quatro anos. Em Maio, já Silva Carvalho regressa a Lisboa.

Em 17 de Abril de 1838:
João de Oliveira é substituído por Manuel António de Carvalho, futuro barão de Chanceleiros, na fazenda. Bonfim regressa à guerra, onde substitui Sá da Bandeira (17 de Abril)


Maio

Maio

Silva Carvalho regressa a Lisboa


Junho

Em 14 de Junho de 1838, no dia de Corpo de Deus, no fim da procissão solene, Sá da Bandeira, então acompanhado por Silva Carvalho que, no mês anterior havia regressado do exílio, foram atacados pela populaça, sendo salvos pelo próprio Costa Cabral que foi obrigado a disparar sobre os sediciosos. Sá da Bandeira apenas se salvou do golpe de baioneta de que foi alvo, porque este tocou na parte metálica das condecorações com que estava ornado.

·Em Junho há graves tumultos por ocasião da procissão do Corpo de Deus. De 7 de Março de 1838 a 7 de Dezembro do mesmo ano, A. B. da Costa Cabral é nomeado administrador-geral de Lisboa, substituindo Soares Caldeira. Em 9 de Março era exonerado Rodrigues França, o inspector do Arsenal, sendo dissolvidos os batalhões arsenalistas. Reacção militar de cerca de três mil revoltosos. José Estevão conseguem solução de compromisso entre os arsenalistas e o governo.

·No dia 13 tropas governamentais ocupam o Arsenal. Recontros sangrentos (o chamado massacre do Rossio, cerca de uma centena de mortes). A ilusão revolucionária de Setembro, terminava com uma repressão sangrenta. Muitos salpicos de sangue e enxovalhos de perfídia, segundo as palavras de José Estevão. Nesta sequência o visconde de Reguengo passa a conde de Avilez. Também são feitos conde o barão de Bonfim e o visconde de Antas.


Julho


Agosto

2 de Agosto

Fuzilamento de José Joaquim de Sousa Reis, o Remexido. Havia sido preso no dia 28 de Julho.

·Em 2 de Agosto dava-se o fuzilamento do Remexido, José Joaquim de Sousa Reis, que havia sido preso em 28 de Julho. Como refere Raul Brandão, nos finais do século XIX, nas famílias ruarais do Algarve, o retrato do Remexido ainda estava pendurado, ao lado, aliás, do de João de Deus. Dizia-se brigadeiro daos reais exércitos de sua majestade o senhor D. Miguel I, governador do reino do Algarve e comandante em chefe das forças realistas ao sul do Tejo.  

eleições de 12 de Agosto e 12 de Setembro de 1838


Setembro


Outubro


Novembro


Dezembro


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