Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004


1850

O ano do crepúsculo de Costa Cabral. Desde o escândalo affidavit aos sucessivos conflitos com Lavradio, Saldanha e o irmão José Cabral. Tenta endurecer o controlo do país, através da chamada lei das rolhas, contra a qual protestam alguns dos seus anteriores apoiantes, e promove uma nova fornada de pares. Apesar de tudo, emite uma medida de grande alcance: através do ministro António José de Ávila, confirma a criação do Banco de Portugal.. 

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Janeiro

  12

Escândalo do affidavit
Em 12 de Janeiro de 1850, o Morning Post, onde pontificam miguelistas, fala  na riqueza dos palácios de Costa Cabral. Insinuam-se relações imorais entre Costa Cabral e D. Maria II. Cabral processa o jornal nos tribunais ingleses.


Fevereiro

  1

Questão da lei das rolhas
Em 1 de Fevereiro de 1850, é apresentada a proposta de Lei das rolhas. Em 18 de Fevereiro, surge um manifesto público contra a lei das rolhas, subscrito por Garrett, Herculano, Latino Coelho e Lopes de Mendonça, em nome da liberdade de pensamento. A lei é aprovada em 3 de Agosto.

 

Conflito entre Lavradio e Costa Cabral
Conde de Lavradio na Câmara dos Pares acusa A. B. da Costa Cabral de criminoso de lesa magestade. Saldanha apoia Lavradio.

  7

Conflito entre Saldanha e Costa Cabral
Em 7 de Fevereiro de 1850, Saldanha entra em conflito com Cabral e é demitido de mordomo-mor da casa real, conselheiro de Estado, vogal do Supremo tribunal de Justiça Militar e de primeiro ajudante de campo de D. Fernando.


Março


Abril

  16

Confirmada a criação do Banco de Portugal
Por carta de lei de 16 de Abril de 1850, referendada por António José de Ávila, era confirmada a criação do Banco de Portugal, cuja designação surgira no artigo 9º do decereto de 17 de Novembro de 1846, quando os activos e passivos da Companhia de Confiança Nacional se incorporaram no Banco de Lisboa (era então ministro da fazenda o visconde de Algés, José Maria de Sousa Azevedo)


Maio


Junho


Julho


Agosto


Setembro


Outubro


Novembro

30 

Conflito na facção cabralista do Grande Oriente Lusitano
Em 30 de Novembro de 1850, novas eleições na facção cabralista do Grande Oriente Lusitano. José Bernardo da Silva Cabral é eleito grão-mestre. Este está então em ruptura com os irmãos de sangue António Bernardo e João Rebelo. Passa a contar como colaboradores Agostinho Albano da Silveira Pinto, João Lourenço da Cruz, João Paulino Vieira e o cónego Euletério Francisco de Castelo Branco.


Dezembro

15 

Fornada de pares
Nova fornada de pares em 15 de Dezembro de 1850. A terceira concedida a Cabral. O governo passava a ter 53 pares em pouco mais de cem.


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