Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004


1894

 

JANEIRO DE 1894

 

 

 

 

 

 

 

Manifestações das associações comerciais e industriais de Lisboa contra a política fiscal do governo. Anunciado comício para o dia 29 de Janeiro de 1894, é proibido

 

Em 31 de Janeiro, as eleições são adiadas sine die e surgem decretos dissolvendo a Associação Comercial de Lisboa, a Associação Industrial e a Associação de Lojistas.

 

 

 

FEVEREIRO DE 1894

 

Em 12 de Fevereiro, Carlos Lobo de Ávila cria a Câmara do Comércio e Indústria. Oliveira Martins está gravemente doente.

 

 

 

ABRIL DE 1894

 

As eleições haviam ocorrido em 15 e 30 de Abril. Os progressistas quase desaparecem de Lisboa. 1894 é considerado o ano de tosquia dos progressistas

 

MAIO DE 1894

 

Em 4 de Maio o governo decreta a abertura da Câmara dos Deputados apenas para o dia 1 de Outubro.

 

Em 11 de Maio é encerrada a questão da salamancada.

 

Em 27 de Maio de 1894, o jornal Correio da Tarde observa: a Constituição está suspensa, a soberania nacional foi atacada nos seus foros e nas suas franquias mais valiosas, os direitos do povo foram ofendidos e conspurcados, o regime representativo foi suprimido, sob a responsabilidade do Rei, que, faltando aos seu juramento, se colocou for a da Constituição unicamente porque à sua vontade aprouve fazê-lo, porque assim lhe pareceu melhor, segundo declarou, para os altos interesses da Nação[1]

 

JUNHO DE 1894

 

Em 8 de Junho, António Cândido anuncia o respectivo regresso aos progressiats a fim de continuar a pelejar pelas conquistas liberais.

 

JULHO DE 1894

 

Em 2 de Julho já se constitui uma União Liberal entre progressistas e republicanos , enquanto os alemães ocupam Quionga no norte de Moçambique.

 

AGOSTO DE 1894

24

Em 24 de Agosto morre Oliveira Martins.

 

SETEMBRO DE 1894

1

Em 1 de Setembro de 1894: Lobo de Ávila substitui Frederico Arouca nos estrangeiros. Artur Alberto Campos Henriques nas obras públicas.

 

OUTUBRO DE 1894

1

Em 1 de Outubro, quando reabre o parlamento, João Franco considera: não é já com ficções constitucionais que o País vai. O País conhece-nos a todos! Conhece-nos a todos, sabe o que cada um de nós exerce, o que cada um de nós ganha. O País sabe bem que a oposição progressista é uma oposição bifronte.

 

 

 

NOVEMBRO DE 1894

28

Em 28 de Novembro de 1894 são encerradas as Cortes e deixa de haver parlamento até Janeiro de 1895. Situação semelhante apenas ocorrera em 1847.

 

DEZEMBRO DE 1894

 

As oposições coligadas logo se reunem na redacção do Correio da Noite. Em 3 de Dezembro formava-se a Coligação Liberal, juntando progressistas e republicanos. Surgem importantes comícios anti-governamentais.

 

No dia 9 de Dezembro, grande comício no Campo Pequeno, com republicanos e progressistas junto. José Maria de Alpoim proclama que a pátria está em perigo. No Porto, o conde de Samodães também preside a comício de protesto no teatro do Príncipe Real.



[1] Apud Correspondência Literária e Política  com João Chagas, I, p. 25.

 


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