Respublica Repertório Português de Ciência Política Edição electrónica 2004 |
1914
Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Jun. Jul. Ag. Set. Out. Nov. Dez.
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1 |
Bilhete de identidade Generaliza-se o uso do bilhete de identidade, nos termos das portarias de 9 de Setembro e 8 de Dezembro de 1913. O bilhete de identidade havia sido criado em 1907.
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Democráticos acusados de favorecimento pessoal O senador João de Freitas, em 9 de Janeiro, ataca pessoalmente Afonso Costa, acusando-o de favorecimentos a antigos clientes do escritório. Democráticos, em protesto, saem da sala.
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Deputado socialista passa a democrático Um dos dois deputados socialistas das eleições suplementares de 1913 passa para os democráticos. Dos independentes, que eram 19, passam 11
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Greve dos ferroviários (15 de Janeiro de 1914) Começa a greve dos ferroviários, com sabotagens. Dura até 23 de Janeiro e envolve cerca de sete mil trabalhadores. Encerramento do sindicato ferroviários e tumultos no Rossio, com mortos e feridos. Lisboa chegou a estar isolada da província.
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Apresentação do orçamento Afonso Costa apresenta orçamento em 14 de Janeiro.
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Camacho defende revisão da Lei da Separação Brito Camacho requer que a revisão da Lei da Separação entre em imediata discussão (16 de Janeiro).
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Votada no Senado moção contra o governo Senado vota moção contra o governo, com apoio de unionistas e evolucionistas (21 de Janeiro). Havia sido nomeado um governador da Guiné, sem se ouvir o Senado, violando ao artigo 25º da Constituição.
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Carta-programa de Manuel de Arriaga Manuel de Arriaga, em 24 de Janeiro, apresenta aos três principais partidos uma carta programa, pedindo trégua nas lutas políticas e a constituição de um governo extrapartidário, com eleições gerais depois da acalmação. Recebe apoio dos unionistas (em 31 de Janeiro) e dos evolucionistas (em 1 de Fevereiro). Oposição de Afonso Costa (4 de Fevereiro). Como salienta João Chagas no seu Diário, Arriaga, chamado aos oitenta anos a ser árbitro de conflitos humanos, o humanitarista de 48, o paladino da paz universal, o autor de “Harmonias Sociais”! O que vai ele fazer? O que fazem todos os portugueses em presença de conflitos – pedir ordem. A palavra ordem é a expressão máxima da sisudez nacional. Mas em Portugal só há ordem e paz quando não se levantam conflitos de ideias. Quando estes surgem, tudo grita e ninguém se entende…
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Governo pede a demissão Governo pede a demissão em carta datada de 25 de Janeiro, mas no dia 26 pede uma moção de confiança ao Congresso que é aprovada por 114-93. Protesto dos deputados e senadores da oposição que abandonam a sala.
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Cortejo democrático e desfeito por contra-manifestantesEm 26 de Janeiro, à noite, Afonso Costa promove cortejo de apoio aos democráticos, com foguetes, vivório, filarmónicas e um balão à veneziana; a manifestação é dispersa por oposicionistas ao tabefe, no Rossio. Bandos de formigas pretas chegam a cercar o jornal O Mundo. |
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Manifestação contra o governo de Afonso CostaManifestação oposicionista nocturna, do Largo de Camões para Belém, organizada por Machado Santos, Júlio Martins, Carlos da Maia e Rocha Martins exige a queda de Afonso Costa, amnistia para todos os presos políticos e reabertura das associações sindicais encerradas. Entram na manifestação sindicalistas armados de archotes, a partir da Avenida 24 de Julho. Almeida e Camacho recusam participar e os comerciantes de Lisboa não fecharam as portas. |
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9 |
Governo de Bernardino Machado Constituído o governo de Bernardino Machado. Bernardino era embaixador no Rio de Janeiro e tinha pouco antes regressado a Lisboa, a bordo do paquete Avon: caía do céu. Segundo João Chagas ofereceu pastas a toda a gente a dos negócios estrangeiros a meio mundo. Ninguém lhe pegou, nem o Júlio Dantas. O governo bernardizava-se, conforme dizia Guerra Junqueiro.
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Convite aos republicanos históricos do Porto Bernardino, primeiro, tentou chamar para o governo os republicanos históricos do Porto, convidando Basílio Teles, Alves da Veiga, Guerra Junqueiro e Paulo Falcão, mas todos recusaram. Segundo dizia, em nota oficiosa de 7 de Janeiro, quer formar o ministério com elementos extrapartidários e elementos conciliadores representantes dos partidos, numa fórmula que, conforme se lia em A Capital, não seria a repetição da concentração partidária.
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Apresentação parlamentar Apresentação parlamentar do novo governo em 10 de Fevereiro. Promete revisão da Lei da Separação e ampla amnistia, falando em congraçamento da família portuguesa e dizendo não ao sectarismo. Apoio formal dos democráticos, aberta oposição dos evolucionistas e expectativa benévola dos 17 deputados unionistas. Os evolucionistas justificam a oposição dizendo que no gabinete há três ministros democráticos, uma agremiação que fomentoua desordem, o tumulto, a guerra civil entre os portugueses e que agasalhou e incitou espiões miseráveis que vitimaram inocentes e desgraçaram famílias inteiras.
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Deputado socialista Manuel José da Silva, entrevistado por O Século, em 15 de Fevereiro, propõe a institucionalização dos contratos colectivos de trabalho.
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Proposta de fusão entre evolucionistas e unionistas Em 16 de Fevereiro, 62 parlamentares evolucionistas e unionistas assinam documento onde se propõe a fusão dos dois partidos. Camacho concorda, Almeida põe condições.
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Proposta de amnistia Proposta de lei da amnistia apresentada no parlamento no dia 19 de Fevereiro pelo ministro da justiça Manuel Monteiro. Aprovada no dia seguinte por 102-24, será publicada no dia 21. Os presos serão libertados logo no dia 22. Amnistia abrange o desterro dos bispos. Abrange 572 indivíduos presos e 1 700 emigrados. Segundo João Chagas, atira sobre a República dois mil adversários odientos. Brito Camacho terá apoiado a medida, dizendo que conspirar é um direito
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Reaparece o jornal monárquico O Dia, afecto a José Maria de Alpoim. |
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Tumultos em Monção. Chagas observar greve em Portugal. Comboios descarrilados, bombas, pontes que saltam, comunicações interrompidas |
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Patriarca de Lisboa regressa à diocese em Fevereiro. O do Porto em 3 de Abril. |
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Afonso Costa assume o exercício efectivo das funções de professor e director da Faculdade de Direito e Estudos Sociais de Lisboa em 2 de Março. Até fins de Janeiro de 1915, quando pede licença. Apenas regressa em Novembro de 1915, mas apenas preside a uma sessão do conselho, dado que, depois de Julho ter um acidente, passa a presidente do ministério. |
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Fernando Pessoa cria o heterónimo Alberto Caeiro em 8 de Março. |
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Morte de José Luciano de Castro na Anadia em 9 de Março. |
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Afonso Costa discursa da Câmara dos Deputados: tenho sido acusado de muitas coisas e, entre elas, a de extinguir o sentimento religioso em duas gerações. Essa calúnia é de tal natureza que merece o sorriso e o desdém que, quase sempre merecem os caluniadores |
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Criação da União Operária Nacional Congresso Operário de Tomar de 14 a 17 de Março de 1914. Criada a União Operária Nacional. Estão represnetados 103 sindicatos. Carlos Rates apresenta uma tese sobre A Carestia da Vida que será, depois, publicada em folheto.
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Comício católico interrompido em Coimbra (22 de Abril de 1914) Interrompido comício católico na igreja de S. João de Almedina em Coimbra em 22 de Março. Estavam presentes Salazar e Cerejeira.
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Católicos protestam junto de Bernardino Machado No dia 24 desloca-se a Lisboa comissão de católicos de Coimbra para inteirar o governo dos distúrbios. Bernardino Machado toma a salomónica decisão de, em nome da paz académica, mandar encerrar todos os centros académicos.
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Decreto sobre as Portas do RódãoDecreto sobre a central hidro-eléctrica das Portas do Ródão em 28 de Março. O diploma vai levar à queda do governo, sendo revogado em 24 de Junho. |
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D. António Barroso volta discretamente ao Porto em 3 de Abril. No dia 7, grande manifestação pública de apoio ao bispo regressado. |
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Doutrinação anarco-sindicalista Sai o primeiro número de O Despertar, dito mensário das juventudes sindicalistas. Na sede destas se reúnem vários militantes sindicalistas, ouvindo conferências doutrinárias sobre o anarco-sindicalismo. Entre os conferencistas o professor Aurélio Quintanilha, adversário da intervenção de Portugal na guerra e que, depois, servirá como intermediário dos anrco-sindicalistas junto de Sidónio Pais, de quem fora aluno. |
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O Integralismo Lusitano Começa a publicar-se em Coimbra Nação Portuguesa, em 8 de Abril. |
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O parlamento rejeita o regresso a Portugal do jesuíta Pestana da Silva que se encontrava gravemente doente na Galiza. Bernardino fora favorável a um requerimento apresentado pelo pai do mesmo, mas no parlamento apenas teve o apoio de Jacinto Nunes, João de Meneses e do socialista Manuel José da Silva. O governo cede, para não abrir crise. |
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Aniversário da Lei da Separação, os republicanos do Porto organizam grande manifestação de resposta à manifestação dos católicos do dia 7. |
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Greves de pintores e metalúrgicos em Lisboa e da construção civil em Coimbra. Tumultos em Olhão. |
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Congresso das Associações Comerciais e Industriais em Maio. No dia 1, lei sobre a livre associação e funcionamento das associações de classe. |
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Em 2 a 4 de Maio congresso no Porto da Federação das Juventudes Católicas, presidido pelo conde de samodães. Salazar discursa: A Democracia e a Igreja. Tentativa de assalto ao congresso no dia 4. |
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Freire de Andrade nos estrangeirosFreire de Andrade assume a pasta dos estrangeiros, até aí gerida interinamente por Bernardino Machado. |
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Greve dos pescadores em Sesimbra. |
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Afonso Costa desafia António José de Almeida para duelo, sabendo que este o não aceita, por ser defensor do modelo dos tribunais de honra. |
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João Chagas observa: a República continua a sofrer da sua crise de autoridade, que em Portugal ninguém sabe compreender |
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Reforma do ensino primário em 8 de Junho |
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Em 17 de Junho a questão do decreto de 28 de Março é levantada na Câmara dos Deputados pelo deputado evolucionista Celorico Gil. António Maria da Silva chama-lhe canalha. O contraventor insulta-o, qualificando este como tolerado. Bofetões nos Passos Perdidos. |
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20 |
Mantida a Lei da Separação, depois de votação parlamentar em 20 de Junho. Manifestações de católicos e da Associação do Registo Civil. Bernardino Machado lamenta que a República não tenha um cardeal Saraiva ou um D. Alves Martins. |
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Em 22 de Junho, Bernardino Machado pede a demissão por causa do decreto de 28 de Março. |
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Concurso para assistentes da Faculdade de Estudos Sociais e Direito. Admitido Martinho Nobre de Melo em detrimento de João Evangelista Campos Lima, Alfredo Pimenta e António Macieira. |
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20 |
Os ministros democráticos demitem-se, mas Tomás Cabreira, inconformado, apesar de demitir-se pede também a demissão de membro do partido democrático. O Supremo Tribunal Administrativo considerou o diploma inconstitucional. Em 20 de Junho os deputados e senadores democráticos votam pela constitucionalidade do diploma e mandam que os ministros do partido não assinem qualquer decreto declarando nulo o diploma. |
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23 |
Remodelação governamental por causa das Portas de Ródão Saem Rodrigues Monteiro e Tomás Cabreira da justiça e das finanças. Bernardino assume interinamente a justiça e Santos Lucas é o novo ministro das finanças.
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Anulado o decreto sobre as Portas do Ródão Anulado o decreto de 28 de Março em 24 de Junho. Como observa João Chagas, quando Bernardino Machado está no poder nunca há em rigor uma crise, e é o que sucede … tapou rapidamente os buracos deixados pelos seus três colaboradores e prossegue.
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Atentado de Serajevo Atentado de Serajevo em 28 de Junho
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Aprovação do orçamento Aprovado o orçamento e encerrada a legislatura em 30 de Junho. Houve falta de quorum nas sessões de 27, 28 e 29. A falta de quorum tem a ver com a projectada discussão da lei eleitoral. Os evolucionistas não comparecem e os unionistas retiram-se.
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30 |
Discussão da nova lei eleitoral Em 30 de Junho discute-se nova lei eleitoral, principalmente no tocante à divisão dos círculos. Admitia-se o sistema de lista incompleta, reservando-se um quarto dos deputados para as minorias. O deputado evolucionista Mesquita de Carvalho considera que o projecto serve para servir os interesses de uma seita e para favorecer a dementada ambição de uma criminosa ditadura parlamentar. O projecto será discutido e aprovado na Câmara dos Deputados, mas nunca chegou a ser votado pelo Senado.
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30 |
Afonso Costa defende governo extrapartidário Em 30 de Junho, Afonso Costa declara: a República carece de um governo extrapartidário até à s eleições; que o sr. Presidente do Ministério se conserve até lá no seu posto de honra.
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Tumultos (Junho de 1914) Tumultos na Idanha e na Azambuja. Conflitos estudantis em Coimbra (200 estudantes presos). Greve dos operários das moagens por falta de importação de trigo.
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Conferências anarquistas Realizam-se conferências anarquistas em Lisboa (28 de Junho) e no Porto.
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Aumento do câmbio que passa dos 4$93 de Maio de 1911 para 5$30. |
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Lei nº 253 de 20 de Julho sobre o regime de fiscalização do vinho do Porto. |
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Novos ministros Sousa Monteiro na justiça e Almeida Lima no fomento. |
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23 |
Ultimato à Sérvia em 23 de Julho. |
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28 |
Declaração de guerra do Império Austro-Húngaro à Sérvia em 28 de Julho. |
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31 |
Ultimato alemão à França e à Rússia, em 31 de Julho. |
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31 |
Marcação de eleições para 1 de NovembroEm 31 de Julho são marcadas eleições em Portugal para o dia 1 de Novembro |
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1 |
A declaração de guerra da Alemanha à Rússia em 1 de Agosto.
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Invasão alemã do Luxemburgo (2 de Agosto) e da Bélgica (3 de Agosto). |
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Em 3 de Agosto, proibida a exportação de combustíveis, gado e géneros alimentícios, à excepção do vinho, em Portugal. |
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4 |
Declaração de guerra à Alemanha pelo Reino Unido (4 de Agosto). |
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4 |
Encerradas as Bolsas de Fundos de Lisboa e do Porto em 4 de Agosto. Regime estabelecido pelo decreto nº 797 de 25 de Agosto. |
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7 |
Bernardino Machado, em 7 de Agosto, lê relatório sobre a posição de Portugal em sessão do Congresso. Proclamada a fidelidade à aliança luso-britânica. Aplauso unânime. |
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8 |
Em 8 de Agosto, a Lei nº 275 permite ao governo actuar sem peias parlamentares, face ao estado de guerra: concede ao poder executivo as faculdades necessárias para, na actual conjuntura, garantir a ordem em todo o país e salvaguardar os interesses nacionais, bem como para ocorrer a quaisquer emergências extraordinárias de carácter económico e financeiro. É ao abrigo deste diploma que se exercerá a ditadura de Pimenta de Castro. A lei foi prorrogada pela Lei nº 292 de 29 de Janeiro de 1915 e renovada pela lei de 5 de Junho de 1915. |
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Entre os defensores do intervencionismo está João Chagas, nosso representante em Paris. Teixeira Gomes, em Londres, é mais moderado. Brito Camacho é contra a intervenção no teatro europeu do conflito, defendendo apenas uma intervenção em África. Esta é também a posição dos monárquicos, através de Aires de Ornelas, lugar-tenente de D. Manuel II. O rei chega a propor que os monárquicos colaborem com a República para o efeito. Alguns jornais monárquicos, como a Nação falam mesmo na necessidade de um governo de concentração nacional. |
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Leote do Rego fala num perigo ibérico, referindo-se aos monárquicos |
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10 |
Novas penalidades para comerciantes que elevem os preços dos géneros de primeira necessidade, pelo decerto nº 741 de 10 de Agosto. Nesse diploma também se institui um sistema global de fiscalização do preço dos géneros alimentícios. |
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Leis nº 277 e 278. Leis orgânicas das províncias ultrmarinas do ministro Lisboa de Lima. |
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17 |
Criada uma Comissão de Subsistências, para géneros alimentícios e combustíveis, pelo decreto nº 767 de 17 de Agosto. |
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18 |
No dia 18 são instituídos armazéns gerais industriais e criada uma comissão especial junto do ministério do fomento para a aplicação de providências visando o abastecimento do país em géneros alimentícios e combustíveis. |
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21 |
No dia 21, criadas bolsas de mercadorias em Lisboa e no Porto. |
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18 |
Em 18 de Agosto determina-se a organização de duas expedições militares para África. |
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25 |
Ataque alemão ao posto de Maziua em Moçambique no dia 25 de Agosto. |
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26 |
Circulação fiduciária Decreto do ministro das finanças Santos Lucas, de 26 de Agosto, estabelece em 120 000 contos o limite da circulação fiduciária (limite das notas chamadas de ouro). Limite de 17 de Outubro de 1910 foi fixado em 72 000 contos de réis. Era de 86 559 contos em 31 de Dezembro de 1913 e de 96 459 em finais de 1914.
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Greve dos cabouqueiros e dos fabricantes de cal em Lisboa. Tumultos em Lamego (10 mortos). Assaltado o jornal A Liberdade. |
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Ramalho Ortigão declara simpatizar com o Integralismo Em 7 de Setembro é publicada a Carta de um Velho a um Novo, de Ramalho Ortigão, a João Amaral, onde aquele escritor apoia o movimento integralista.
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Partida das primeiras expedições para África Partem para África as primeiras expedições militares em 11 de Setembro. A de Angola, que segue a bordo do Moçambique, é comandada pelo coronel Alves Roçadas. Desembarca em Moç âmedes no dia 1 de Outubro e chega ao Lubango a 17 do mesmo mês. A de Moçambique, que segue a bordo do Durham Castle, e comandada pelo coronel Massano de Amorim. Chega a Lourenço Marques a 16 de Outubro.
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Assaltos a armazéns de víveres no Porto (18 de Setembro de 1914) Assaltos a armazéns de víveres no Porto, em 18 de Setembro. Intervenção das forças policiais. Greve dos tecelões no Porto. Assaltos a armazéns de víveres em Almada.
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Anarquia mansa Observações de João Chagas: aqui falta tudo – autoridade, disciplina, ordem, polícia. Uma só palavra convém ao que vejo: - anarquia – anarquia mansa, lenta, dissolvendo tudo, apodrecendo tudo.
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Adiamento das eleições sine die Em 19 de Setembro, as eleições são adiadas sine die, atendendo a que persistem ainda os motivos de ordem internacional que aconselharam os partidos republicanos à patriótica suspensão das questões políticas internas. Nesse mesmo dia, o governo publicita um relatório sobre as respectivas actividades.
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24 |
Fixação oficial das cotações cambiais Criação de uma Junta Reguladora da Situação Cambial, com delegados das associações privadas, em 24 de Setembro, pelo decreto nº 886. Visa a fixação oficial das cotações cambiais.
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24 |
O Dia suspende a publicação Jornal monárquico O Dia suspende a publicação, em 24 de Setembro, protestando contra o facto de alguns dos seus números terem sido apreendidos.
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Lançado à água o contratropedeiro Guadiana, construído no Arsenal da Marinha. |
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Greve dos tipógrafos no Porto. |
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10 |
Em 10 de Outubro, os britânicos convidam Portugal a abandonar a neutralidade. |
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13 |
Conselho de Ministros decide criar um corpo expedicionário destinado a intervir em França, em 13 de Outubro. |
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14 |
Proibida a reexportação de géneros alimentícios e de medicamentos, em 14 de Outubro. |
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18 |
Incidente de Naulila em 18 de Outubro. |
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20 |
Segunda outubrada (20 de Outubro de 1914) Segunda Outubrada. Proclamada a monarquia em Mafra em 20 de Outubro, com intervenção do germanófilo Rodrigues Nogueira. Os conspiradores monárquicos, quando se dirigiam a Torres vedras, são derrotados em S. Pedro da Caldeira pelas tropas governamentais comandadas pelo capitão Álvaro Poppe. Incidentes em Bragança. Assalto a vários jornais monárquicos em Lisboa (Jornal da Noite, Restauração e Talassa), bem como ao jornal crítico independente, Ridículos. Criado em 22 de Outubro um tribunal militar especial para julgamento dos conspiradores monárquicos.
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28 |
Importação de cereais Facilitada a entrada na metropole de cereais produzidos nas colónias, em 28 de Outubro.
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31 |
Ataque a CuangalaAtaque alemão a Cuangala em 31 de Outubro. |
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5 |
Novos embarques para África em 5 de Novembro, 1, 3 e 10 de Dezembro. |
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21 |
Congelamento das rendas de casa dos prédios urbanos em 21 de Novembro pelo Decreto nº 1 079. |
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23 |
Aurorização parlamentar para a entrada na guerra Governo é autorizado pelo Congresso a intervir na guerra em 23 de Novembro, numa reunião extraordinária do Congresso. Lei nº 283 publicada no dia seguinte.
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25 |
Redução dos custos de armazenagem dos géneros alimentícios no porto de Lisboa em 25 de Novembro. |
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Parte para o Brasil Duarte Leite, o primeiro embaixador formal da República no Rio de Janeiro. |
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29 |
Carta de Afonso Costa a João Chagas, em 29 de Novembro: eu tenho reclamado um governo patriótico, nacional em que os partidos se responsabilizem, solidarizem e concentrem, com um programa de ir à Guerra europeia (e consequente beligerância imediata) e de enérgica defesa republicana, um governo que até não deveria integrar nenhum dos chefes republicanos. Reconhece também que os dois grupos (evolucionistas e unionistas), agora, odeiam-se mortalmente … um só pensa em acabar com o outro, em fazer aproximações connosco que lhe permitam pôr a pão e laranja, nas próximas eleições o concorrente que não serviu para aliado |
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30 |
Instaurada a censura sobre assuntos miliatres em 30 de Novembro. |
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2 |
Reabertura do parlamento Reabertura do parlamento em 2 de Dezembro. Bernardino Machado lê o relatório do governo. |
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2 |
Em 2 de Dezembro o deputado democrático Vitorino Godinho referia insultuosamente o chamado decreto da mobilização.
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4 |
No dia 4, Bernardino Machado declarava categoricamente, sem a habitual cordialidade, que se a moção não fosse retirada o governo se demitiria.
Aprovada, por 77-10, moção para interpelação ao governo em 4 de Dezembro, por causa do decreto nº 1096 sobre a mobilização, publicado em 25 de Novembro.
A votação de 4 de Dezembro foi apenas sobre a admissibilidade da moção, dado que o líder dos democráticos na Câmara dos Deputados, Alexandre Braga contrariou os intentos de Bernardino.
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5 |
Bernardino pede a demissão Bernardino Machado apresenta a demissão em 5 de Dezembro.
Havia sinais de oposição ao governo dentro dos próprios democráticos e dos unionistas. Entre os primeiros, salientem-se as intervenções de Jaime Cortesão, a partir do jornal O Norte. Entre os segundos, os artigos de Jacinto Nunes em A Luta.
Defendiam o governo, A República, de António José de Almeida, e O Intransigente, de Machado Santos
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Preparativos para a formação de um novo governo Arriaga convidou Braamcamp Freire, Magalhães Lima e Machado Santos para formarem governo. Todos recusaram. Machado Santos ter-lhe-á dito: Senhor Presidente, apesar de sermos ambos livres pensadores, permita-me V. Exª esta expressão: Deus salve a República!.
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10 |
Convite a Azevedo Coutinho Em 10 de Dezembro já Manuel de Arriaga convida Azevedo Coutinho para formar governo.
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14 |
A crise, segundo BernardinoEm 14 de Dezembro, no Senado, Bernardino Machado refere: a crise … estava aberta já há muito tempo; é a crise profunda, que precisava de ser sanada, a crise dos partidos. Não há dúvida de que a formação dos partidos dentro da República foi prematura. |
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António José de Almeida recusa governo de concentração. Afonso Costa diz que a união é impossível por causa das guerras pessoais. Almeida considera que a questão tem a ver com princípios, nomeadamente com as divergências quanto à Lei da Separação. Brito Camacho está contra o governo de concentração e até contra a hipótese de governo extrapartidário, defendendo um governo de base parlamentar demo-evolucionista ou demo-unionista. Mas põe obstáculos até à concretização deste último. |
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10 |
Recrutou-se para a presidência o então presidente do Senado, convidado no dia 10.
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12 |
Governo de Vítor Hugo de Azevedo Coutinho Governo constituído no dia 12 de Dezembro. Todos os ministros são do partido democrático, à execepção de Ferreira de Simas. O governo conta apenas com o apoio parlamentar dos democráticos.
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14 |
Apoio da Câmara dos Deputados, rejeição do Senado Na apresentação parlamentar, em 14 de Dezembro, sem um palavra sobre problemas económicos, sociais e religiosos, quando continua a alta dos preços. Defesa da necessidade da realização de eleições gerais no mais curto prazo em condição da mais perfeita imparcialidade. Vitória na Câmara dos Deputados por 63-39. Derrota do governo no Senado por 27-26.
Oposição dos evolucionistas e não apoio dos unionistas Os evolucionistas assumem franca, calma e decidida oposição e guerra sem tráguas, dado não ser possível fazer uma política imparcial com um governo partidário. Os unionistas não apoiam, porque o governo não pode inspirar confiança à nação.
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Unionistas renunciam aos mandatos Os deputados unionistas e Machado Santos renunciam aos mandatos em 17 de Dezembro. Senado fica sem quorum. O Congresso, eleito em 28 de Maio de 1911, tinha a sua legislatura prolongada por um decreto do governo de Bernardino Machado de 19 de Setembro, que adiava as eleições. Chamam ao governo os miseráveis de Vítor Hugo e a adega do Alexandre. Senado fica sem quorum.
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Derrota em Naulila Combate de Naulila em 18 de Dezembro. Dura quatro horas. Derrota das forças portuguesas.
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Camacho contra a intervenção na guerra europeiaEm 19 e 20 de Dezembro, artigos de Brito Camacho em A Luta contra a intervenção bélica no teatro de operações da Europa. |
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