Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004

Eleições de 1908 (5 de Abril)

 

 

Eleições realizadas depois do regícidio, da queda do governo de João Franco e com o governo da acalmação de Ferreira do Amaral. Eleitos 63 regeneradores, 59 progressistas, ainda liderados por José Luciano, 15 independentes amaralistas, 7 republicanos, 7 dissidentes progressistas, liderados por José de Alpoim, 3 franquistas, liderados por Vasconcelos Porto, e 1 nacionalista, Jacinto Cândido. Na lista do governo, apareceu inclusive o médico republicano Manuel Bombarda. Vitória dos apoiantes do governo da acalmação de Ferreira do Amaral (equilíbrio entre regeneradores e progressistas). Contudo, ainda se registam alguns incidentes de vulto em Lisboa, com 14 mortos e uma centena de ferido no largo de S. Domingos e em Alcântara. Dos 63 deputados regeneradores, 21 acompanharão a dissidência de Campos Henriques. 15 deputados amaralistas. 59 deputados progressistas. 7 deputados republicanos.

 

Deputados republicanos

Por Lisboa, António José de Almeida, Alexandre Braga e João de Meneses. Por Setúbal, Estevão de Vasconcelos e Feio Terenas. Por Évora, Brito Camacho. 3 deputados franquistas, liderados por Vasconcelos Porto. Além deste Martins de Carvalho e Malheiro Reimão. 7 deputados dissidentes progressistas. 1 deputado nacionalista.

45ª eleição geral

36ª eleição da 3ª vigência da Carta

33ª eleição da Regeneração

157 deputados

5 de Abril de 1908

Eleição da Câmara dos Deputados

Pelo decreto de 29 de Fevereiro deu-se a dissolução do parlamento. Convocadas as Cortes para 29 de Abril.

Houve tumultos no Largo de S. Domingos em Lisboa, 14 mortos e uma centena de feridos. Incidentes em Alcântara.

 

Vitória dos apoiantes do governo da acalmação de Ferreira do Amaral (equilíbrio entre regeneradores e progressistas), na sequência do regicídio. Incidentes em Lisboa. 14 vítimas no largo de S. Domingos de Alcântara.

693 424 eleitores no Continente e Ilhas

450 260 votantes no Continente e Ilhas.

Regeneradores

63 deputados. 21 deles acompanharão a dissidência de Campos Henriques.

Progressistas

59 deputados

 

Amaralistas

15 deputados

Republicanos

7 deputados. Por Lisboa, António José de Almeida, Alexandre Braga e João de Meneses. Por Setúbal, Estevão de Vasconcelos e Feio Terenas. Por Évora, Brito Camacho.

Dissidentes progressistas

7 deputados

Franquistas

3 deputados, liderados por Vasconcelos Porto. Além deste Martins de Carvalho e Malheiro Reimão.

Nacionalistas

1 deputado

 


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