Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004

Eleições de 1965 (7 Novembro)
 

Novas eleições para deputados ocorreram em 7 de Novembro de 1965, pouco depois de Américo Tomás ter sido eleito presidente num colégio eleitoral (25 de Julho) e já depois de ter sido assassinado o general Humberto Delgado (13 de Fevereiro). Surgem candidaturas da oposição em Lisboa, Porto, Leiria, Viseu e Braga. Em Lisboa, 67,7% a favor da União Nacional. No Porto, 64%. Manifesto da oposição democrática defende autodeterminação do Ultramar (14 de Outubro). GAPs lançam bomba contra instalações da polícia (Novembro). O governo tinha sido remodelado em 19 de Março, surgindo, como novos ministros, Silva Cunha, no Ultramar; Corrêa de Oliveira, na economia, e Mota Veiga, como Ministro de Estado.

A nova oposição

Mas, na oposição já não predominavam os antigos republicanos, esses que tinham levado o país a participar na Grande Guerra de 1914-1918 para a defesa do Império Ultramarino e que se tinham revoltado contra Salazar por causa do Acto Colonial de 1930 ter destruído o conceito de nação una. Em Outubro de 1964 tinha sido criada a Acção Socialista Portuguesa liderada por Mário Soares e próxima da Internacional Socialista. Assim, em 15 de Outubro de 1965, a oposição, num manifesto, já defendeu a auto-determinação das então províncias ultramarinas, contra os anteriores programas de Norton de Matos, defensor da nação una, e de Cunha Leal, o feroz crítico do Acto Colonial do salazarismo.


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