Respublica Repertório Português de Ciência Política Edição electrónica 2004 |
Governo de Palmela/ Subserra
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Depois da Vilafrancada, até 15 de Janeiro de 1825 |
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Manuel Inácio Martins Pamplona Corte Real (conde de Sub-Serra desde 1 de Junho) na guerra e na marinha, com a função de ministro assistente ao despacho; Joaquim Pedro Gomes de Oliveira no reino. Até 19 de Março de 1824, quando é substituído por Leite de Barros, o conde de Basto. Depois da Abrilada, sucede-lhe Palmela, a partir de 14 de Maio. Manuel Marinho Falcão de Castro na justiça (rainhista). Até 19 de Março de 1824, quando é substituído por Leite de Barros, o conde de Basto.Depois da abrilada, sucede-lhe Frei Patrício da Silva, arcebispo de Évora, a partir de 14 de Maio. José Xavier Mouzinho da Silveira na fazenda, apenas até 19 de Junho, quando é substituído pelo barão de Teixeira. D. Pedro de Sousa Holstein, conde de Palmela nos estrangeiros. |
Falhou a hipótese de um novo código constitucional, mas eliminaram-se as principais leis do vintismo. Junta para a reforma da lei fundamental é criada em 18 de Junho e composta por José Joaquim Rodrigues de Bastos, João de Sousa Pinto de Magalhães, Francisco Manuel Trigoso de Aragão Morato, António José Guião, arcebispo de Évora, Francisco de Borja Garção Stockler, José António Faria de Carvalho, José Maria Dantas Pereira, D. Manuel de Portugal, José António de Oliveira Leite de Barros, Manuel Vicente Teixeira de Carvalho, marquês de Olhão, Ricardo Raimundo Nogueira. A primeira reunião da junta é em 7 de Julho, com um significativo discurso de palmela.
Proibição das sociedades secretas
Pela carta de lei de 20 de Junho de 1823, referendada por Falcão de Castro, no dia seguinte à saída do governo de Mouzinho da Silveira, eram formalmente extintas as sociedades secretas, proibindo-se a adesão dos funcionários públicos a tais associações. Segundo a interpretação dominantes, a proibição dizia respeito ao futuro, deixando imunes as adesões passadas. Durante o mês de Julho, são intensas as perseguições aos maçon, começando as mesmas a atenuar-se já durante o mês de Agosto. Apenas são expulsas duas pessoas do país (Silva Carvalho, que partira antes, e Agostinho José Freire). Mais frequente era a residência fixa for a de Lisboa, sendo abrangidas apenas cerca de três dezenas de pessoas. Mas Pato Moniz é desterrado para a Ilha do Fogo.
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JUNHO DE 1823 |
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| 2 | Última reunião das Cortes vintistas Em 2 de Junho de 1823, reunião das últimas Cortes vintistas, sob a presidência de Pinto de Magalhães, estando apenas presentes 63 deputados que elaboram um protesto formal. Magalhães, aliás, abandonará a vida política de 1824 a 1833. |
| 5 | Em 5 de Junho, D. João VI regressa a Lisboa. Vem num carro descoberto, fidalgos desatrelam as mulas de arrastam o reio em delírio pela cidade. D. Miguel, vestido de campino, acompanha o pai. No dia 6 é derrubado o monumento que no Rossio havia sido erigido à vitória liberal[2]. |
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Rendufe ·Executa a missão o novo intendente da polícia, Simão Ferraz, barão de Rendufe, que se instala no antigo palácio da Inquisição, no Rossio. Ver a forma como José Liberato é desterrado para a zona de Coimbra |
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·Em 24 de Junho, o conde de Amarante regressa a Lisboa e é premiado com o título de marquês de Chaves. |
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Movimentações diplomáticas Importantes movimentações diplomáticas, substiituindo quase todo o pessoal deixado por Silvestre Pinheiro Ferreira. D. João Luís de Sousa, feito conde de Vila Real é despachado para embaixador em Londres. D. António Saldanha da Gama é feito conde de Porto Santo e vai para Madrid. Em Paris, reintegrado o marquês de Marialva. O conde do Funchal vai para Roma. O visconde de Moncorvo, Cristóvão de Morais Sarmento passa de Londres para Copenhaga |
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JULHO DE 1823 |
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·Carta de Metternich de 25 de Julho põe reservas à convocação das Cortes portuguesas. |
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AGOSTO DE 1823 |
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·Em 10 de Agosto de 1823 chega a Lisboa o novo representante francês, Hyde Neuville. |
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DEZEMBRO DE 1823 |
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Saneamento de professores Em 5 de Dezembro de 1823, criada na universidade de Coimbra uma junta expurgatória (entre os seis elementos da mesma, Frei Fortunanto de São Boaventura) que propõe a expulsão de catorze docentes (um deles é Manuel António Coelho da Rocha) e de trinta e sete alunos. No segundo semeste de 1823, há uma infinidade de publicações antimaç ónicas. |
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FEVEREIRO DE 1824 |
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·Ofício de Chateaubriand de 12 de Fevereiro de 1824 critica a hipótese de convocação das Cortes portuguesas. |
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·Em 24 de Fevereiro de 1824 era assassinado o 1º marquês de Loulé. |
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MARÇO DE 1824 |
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Leite de Barros no governo Entre 19 de Março e 14 de Maio de 1824 chamou-se para o governo o próprio líder da facção apostólica, Leite de Barros. |
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ABRIL DE 1824 |
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·Em 30 de Abril de 1824, revolta de D. Miguel. D. João VI com o apoio do corpo diplomático refugia-se a bordo da Windsor Castle. Grandes do reino, como Palmela, são presos em Belém. Palmela é único a ser isolado, mas, fleumaticamente, ia lendo o Times. Passam, depois, para Peniche. É perseguido o barão de Rendufe, então intendente-geral da polícia. Os revoltosos insurgem-se contra Vila Flor (futuro Terceira) e Paraty, camaristas de D. João VI. José Agostinho de Macedo é um dos condutores das massas, fazendo sucessivos comícios, onde denuncia os presos[5]. |
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MAIO DE 1824 |
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·Em 13 de Maio, D. Miguel parte para o exílio a bordo da fragata Pérola, com destino a França. |
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14 |
Rei regressa à Bemposta D. João VI regressa à Bemposta em 14 de Maio, demite Leite de Barros nomeando Frei Patrício da Silva para ministro da justiça e Palmela para o reino. |
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JUNHO DE 1824 |
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4 |
Convocação das Cortes Convocadas as Cortes tradicionais em 4 de Junho. |
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AGOSTO DE 1824 |
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14 |
Santa Aliança contra as Cortes tradicionais Em 14 de Agosto de 1824, conferência da Santa Aliança em Paris sobre a situação portuguesa, assume posição contrária à convocação das cortes tradicionais. |
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SETEMBRO DE 1824 |
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Novo embaixador inglês Em Setembro de 1824 chega a Lisboa o novo representante britânico, William A’Court, para substituir Thornton. Este fora acusado de ser enredado por Neuville. A’Court havia sido embaixador em Nápoles e em Madrid. Trabalhou desde logo para a demissão de Palmela, visando a nomeação de Beresford como generalíssimo. |