Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004


Governos da I República

1910 1911 1912 1913 1914 1915 1916 1917 1918 1919 1920 1921 1922 1923 1924 1925

1910

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Governo Provisório (334 dias). De 5 de Outubro de 1910 a 3 de Setembro de 1911. Eleições em 28 de Maio de 1911. Na presidência, Teófilo Braga. António José de Almeida no interior. Afonso Costa na justiça. Correia Barreto na guerra. Amaro Azevedo Gomes na marinha. Bernardino Machado nos estrangeiros. António Luís Gomes no fomento.

Remodelação em 22 de Novembro de 1910, com Manuel Brito Camacho a assumir a pasta do fomento


1911

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Governo de João Chagas  De 3 de Setembro a 12 de Novembro de 1911, 70 dias. O primeiro governo constitucional. Chagas acumula a pasta do interior. Augusto Vasconcelos nos estrangeiros, desde 12 de Outubro. Duarte Leite nas finanças. Sidónio Pais no fomento. Melo Leote na justiça. Pimenta de Castro na guerra, até 8 de Outubro. Celestino Almeida nas colónias. O governo nasce do bloco de almeidistas de camachistas que elegeu o Presidente Manuel de Arriaga, tendo a oposição dos afonsistas. Há apenas um único almeidista, Celestino de Almeida. Alberto Carlos da Silveira assume a pasta da guerra em 8 de Outubro. Em 7 de Novembro perde apoio dos almeidistas).

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Governo de Augusto de Vasconcelos De12 de Novembro de 1911 a 16 de Junho de 1912. Reúne três democráticos, sendo os restantes do bloco (quatro camachistas e um almeidista). 217 dias. Cerca de sete meses. 2º Governo constitucional.  Vasconcelos na presidência e nos estrangeiros, onde continua. O camachista Sidónio Pais passa para as finanças. Outro camachista António Carlos da Silveira continua na guerra. O almeidista Celestino de Almeida na marinha. Outro camachista, Silvestre Falcão, no interior. O democrático António Macieira na justiça. Outro democrático José Estevão de Vasconcelos no fomento. O terceiro democrático é José de Freitas Ribeiro, nas colónias, substituído em 25 de Janeiro de 1912 pelo também democrático Albuquerque e Castro.


1912

Governo de Duarte Leite De 16 de Junho de 1912 a 9 de Janeiro de 1923 (3 democráticos, 3 unionistas e 2 evolucionistas). 198 dias. Cerca de seis meses e meio. Presidente acumula o interior. O democráticos são Correia de Lemos, na justiça; Correia Barreto, na guerra; e Albuquerque e Castro, nas colónias. Unionistas são o presidente António Vicente Ferreira, nas finanças; e Augusto Vasconcelos nos estrangeiros. Evolucionistas são Fernandes Costa, na marinha, e António Aurélio da Costa Ferreira, no fomento.


1913

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Governo de Afonso Costa De 9 de Janeiro de 1913 a 9 de Fevereiro de 1914. O primeiro governo democrático e o 5º governo republicano. Cerca de 396 dias. (integrado por democráticos e independentes agrupados de António Maria da Silva, com o apoio parlamentar dos unionistas).  Costa acumula a presidência e as finanças. Álvaro de Castro na justiça. Rodrigo Rodrigues no interior. António Maceira nos estrangeiros. Almeida Ribeiro nas colónias. João Pereira Basto na guerra. Freitas Ribeiro na marinha. António Maria da Silva no fomento. Sousa Júnior na instrição.


1914

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Governo de Bernardino Machado, De 9 de Fevereiro a 12 de Dezembro de 1914. 306 dias. Reúne quatro democráticos. Os restantes são independentes. Bernardino na presidência e no interior. Aquiles Fernandes no fomento. Pereira de Eça na guerra. Eduardo Neuparth na marinha. Lisboa de Lima nas colónias. Sobral Cid na instrução. Nos estrangeiros, Freire de Andrade, desde 23 de Maio. Na justiça, Manuel Monteiro, até 23 de Junho, e Eduardo Augusto de Sousa Monteiro, desde 23 de Julho. Nas finanças, Tomás Cabreira, e, depois de 23 de Junho, António dos Santos Lucas.

Governo de Vítor Hugo Azevedo Coutinho desde 12 de Dezembro de 1914. 44 dias. Alexandre Braga no interior.


1915

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Movimento das Espadas em 22 de Abril de 1915 e governo de Pimenta de Castro, até 14 de Maio de 1915 (109 dias). Gomes Teixeira no interior. Chega a ser elaborada  nova lei eleitoral que dava direito de voto a oficiais, sargentos e equiparados, ao mesmo tempo que criava 22 círculos plurinominais no Continente.

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Governo de João Chagas/ José de Castro, desde 15 de Maio de 1915. João Chagas acumula o interior. A partir de 17 de Maio é substituído nas duas funções por José de Castro. A partir de 19 de Junho de 1915, José Augusto Ferreira da Silva no interior. A partir de 11 de Novembro de 1915, Catanho de Meneses.

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Governo de Afonso Costa, desde 29 de Novembro de 1915. No interior, Almeida Ribeiro.


1916

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Governo da União Sagrada,  presidido por António José de Almeida, desde 15 de Março de 1916. 405 dias.


1917

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Governo de Afonso Costa, desde 25 de Abril de 1917. 231 dias. Almeida Ribeiro no interior.


1918

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Sidonismo (desde 5 de Dezembro de 1917). Constituído governo em 12 de Dezembro de 1917, com três unionistas e dois centristas. 376 dias.

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Governo de Tamagnini Barbosa desde 23 de Dezembro. 35 dias.


1919

 

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Governo de concentração republicana de José Relvas (de 27 de Janeiro a 30 de Março de 1919). 62 dias. Presidente acumula com o interior. Couceiro da Costa na justiça, o democrático paiva Gomes nas finanças; o independente Freitas Soares na guerra; o unionista Tito de Morais na marinha; Egas Moniz nos estrangeiros; o sidonista Pinto Osório no comércio; o independente José Carlos da Maia nas colónias; o democrático Domingos Pereira na instrução; o socialista Augusto Dias da Silva no trabalho; Jorge Vasconcelos Nunes na agricultura; João Henriques Nogueira nos abastecimentos.
Remodelação em 20 de Março, com a saída dos ministros sidonistas.

 

 

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Governo de Domingos Pereira Dee 30 de Março de 1919 a 29 de Junho do mesmo ano, com democráticos, evolucionistas, unionistas, independentes e socialistas. 92 dias. Presidente acumula com o interior. O 16º governo republicano, o 2º governo do pós-sidonismo. Eleições em 11 de Maio de 1919. O evolucionista António Granjo na justiça; o democrático e futuro socialista Ramada Curto nas finanças; o democrático António Maria Baptista na guerra; o evolucionista Macedo Pinto na marinha; o independente Xavier da Silva nos estrangeiros; o evolucionista e futuro popular Júlio Martins no comércio; o democrático João Lopes Soares nas colónias; o democrático Leonardo Coimbra na instrução; o socialista Augusto Dias da Silva continua no trabalho; o unionista João Vasconcelos Nunes continua na abricultura; o unionista Brito de Guimarães nos abastecimentos.

 

·Sá Cardoso (da ala moderada dos democráticos, de 29 de Junho de 1919 a 15 de Janeiro de 1920). 205 dias. Presidente acumula com o interior.

 


1920

 

Governo de Fernandes Costa, nomeado no dia 15 de Janeiro. António Granjo previsto para o interior. Não toma posse e é reconduzido o gabinete de Sá Cardoso.

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·Domingos Pereira (de 21 de Janeiro a 8 de Março de 1920). 47 dias. Presidente acumula com o interior.

 

·António Maria Baptista/ Ramos Preto (de 8 de Março a 6 de Junho de 1920). 110 dias. António Maria Baptista acumulou com o interior. A partir de 14 de Junho de 1920, José Pedroso Lima.

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·António Maria da Silva (com democráticos, populares e socialistas, de 26 de Junho a 19 de Julho de 1920). 23 dias. No interior, José Pedroso Lima.

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·António Granjo (de 19 de Julho a 20 de Novembro de 1920, numa aliança entre liberais e reconstituintes). 124 dias. Felisberto Alves Pedrosa no interior.

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·Álvaro de Castro (de 20 a 30 de Novembro, com reconstituintes, populares e democráticos). 10 dias. Presidente acumula o interior.

 


1921

 

·Liberato Pinto (de 30 de Novembro de 1920 a 2 de Março de 1921, com democráticos, reconstituintes e populares). 92 dias. Presidente acumula o interior.

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·Bernardino Machado (de 2 de Março a 23 de Maio, com democráticos, reconstituintes e populares, mas com oposição dos liberais) . 82 dias. Presidente acumula o interior.

 

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Governo de Tomé de Barros Queirós (governo liberal, de 23 de Maio a 30 de Agosto de 1921). 99 dias. Abel Hipólito no interior.

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·António Granjo (de 30 de Agosto a 19 de Outubro de 1921). 50 dias. Presidente acumula o interior.

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·Depois da noite sangrenta os governos outubristas. Primeiro, o de Manuel Maria Coelho (de 19 de Outubro a 5 de Novembro). 17 dias. Presidente acumula o interior.

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·Segundo governo outubrista de Maia Pinto (de 5 de Novembro a 16 de Dezembro de 1921). 41 dias. Presidente acumula o interior.


1922

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·Ministério da concentração partidária de Cunha Leal (abrangendo reconstituintes, liberais e democráticos, de 16 de Dezembro de 1921 a 6 de Fevereiro de 1922). 53 dias. Presidente acumula o interior.

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·António Maria da Silva (de 6 de Fevereiro de 1922 a 15 de Novembro de 1923). 646 dias. Presidente acumula o interior.  


1923

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Governo minoritário nacionalista de Ginestal Machado (de 15 de Novembro a 18 de Dezembro de 1923). 32 dias. Presidente acumula o interior.

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Álvaro de Castro (com democráticos, seareiros e independentes, de 18 de Dezembro de 1923 a 6 de Julho de 1924). 203 dias. Sá Cardoso no interior.


1924

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·Rodrigues Gaspar (com predominância democrática, de 6 de Julho a 23 de Novembro de 1924). 139 dias. Presidente acumula o interior.

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·José Domingues dos Santos (de 22 de Novembro de 1924 a 15 de Fevereiro de 1925). 84 dias. Presidente acumula o interior.


1925

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·Vitorino Guimarães (com sete democráticos, 2 reconstituintes e 2 independentes, dito governo misto de simpatia de canhotos, de 15 de Fevereiro a 1 de Julho de 1925). 136 dias. Presidente acumula o interior.

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·António Maria da Silva (governo bonzo, de 1 de Julho a 1 de Agosto de 1925). 31 dias. Germano Lopes Martins no interior.

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·Domingos Pereira, desde 1 de Agosto de 1925. 138 dias. Presidente acumula o interior.

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·António Maria da Silva, desde 17 de Dezembro de 1925. 63 votos favoráveis, 23 contra. 164 dias. Presidente acumula o interior.


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