Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004


Governo de Rodrigo Pinto Pizarro, barão de Sabrosa (1839)

 

De 18 de Abril de 1839 a 26 de Novembro de 1839. 5º governo setembrista  Sabrosa ocupa as pastas da guerra, da marinha e dos estrangeiros. Silva Sanches (presidente da Relação de Lisboa) no reino. João Cardoso da Cunha Araújo e Castro Portocarrero (juiz do Supremo) na justiça. Manuel António Carvalho, Chanceleiros, mantém-se na fazenda[1]. Segundo Canaveira, era criticado pelos moderados históricos, odiado pelos setembristas radicais … e carecido da confiança do trono (op. cit., p. 83). Segundo Lacerda, os setembristas logo clamam contra a influência inglesa, as manobras de Dietz e os manejos de Rodrigo da Fonseca. Em Agosto de 1839, Palmerston apresentou um bill para a supressão do tráfico da escravatura. Foi aprovado nos Comuns e rejeitado na Câmara dos Lordes, por oposição de Wellington, para quem se Portugal se sujeitasse à legislação britânica deixaria de ser uma nação independente[2]. Sabrosa, em 26 de Fevereiro, em plena sessão do Senado chamara aos ingleses bêbados e devassos. Em 25 de Setembro de 1839 Francisco Aguiar Otolini na marinha. O governo, considerado o último que se instituiu inteiramente com elementos do partido setembrista, pediu a demissão, depois do governo britânico ter decidido controlar a navegação portuguesa ao sul do Equador, por causa do tráfico dos escravos.

 



[1] Lacerda, pp. 71 ss.

[2] Lavradio, II, pp. 140 ss.

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