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| Partido Socialista Operário Espanhol Partdo Socialista Obrero Español (1879) | |
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O endurecimento das posições conservadoras e o forte impacto popular, causados pelo esmagamento da Revolução das Astúrias, promove a união das forças progressistas republicanas num único bloco político, a Frente Popular.
A vitória nas eleições de 1936, permitiu retomar a política de reformas iniciada em 1931.
Não obstante, estas expectativas foram goradas pelo golpe de estado militar que, com o beneplácito da direita espanhola, afundou o país numa guerra civil sangrenta durante 3 anos (1936-1939).
A assistência do fascismo internacional a Franco, a paralisia dos regimes democráticos, a maior disponibilidade recursos econômicos dos nacionalistas, a par de outros factores, originou o colapso, após longos e duros combates, do frágil governo republicano.
O primeiro governo socialista, presidido por Felipe González, com Alfonso Guerra na vice-presidência, desenvolve uma política orientada, por um lado, para o aprofundamento e estabilização da jovem democracia, e, por outro, para a implementação de uma série importante de reformas, entre as quais avultam a profissionalização das Forças Armadas, a operacionalidade do modelo de Estado autonómico, a reforma educativa, as medidas de saneamento econômico e o lançamento das bases para uma legislação moderna assuntos assuntos controversos, como o legalização do aborto e a igualdade da mulher.
Tudo isto concorre para criar um clima novo de confiança nas instituições.
Um outro aspecto de grande relevância, neste primeiro estádio, é a incorporação total de Espanha nas instituições internacionais ocidentais e, muito especialmente, a adesão às comunidades europeias, que ocorre a 12 de Junho de 1985, entrando em vigor a 1 de Janeiro de 1986.
Espanha deixa de ser um país isolado e transforma-se numa das nações mais activas nos foruns internacionais.
Cabe a este país, em diversas ocasiões, o exercício da presidência da União Européia. Nestes mandatos, a liderança de Felipe González e a gestão feita pelo aparelho socialista no Poder, obtêm reconhecimento nacional e internacional.
Em 1986, o PSOE ganha outra vez, nas eleições gerais, a confiança da maioria dos eleitores.
Na primeira década de governação socialista, um programa de modernização das comunicações, sem precedents na História de Espanha, resulta na construção de novas infraestruturas viárias.
No âmbito interno, o PSOE faz neste período um esforço da integração e de abertura, procuarando captar outros sectores da esquerda espanhola. Aderem, ou fundem-se no partido, a tendência crítica encabeçada pelo antigo vice-secretário geral do PCE, Enrique Curiel (1990), o Partido dos Trabalhadores de Espanha (1991) e os bascos da Euskadiko Ezkerra (1993).
Em 1993, o PSOE vence de novo as eleições gerais e, meses mais tarde, o 33.º Congresso Federal, realizado em Madrid (Março de 1994), inicia uma nova etapa de transformações.
Passa à oposição, em 1996, na sequência da retumbante vitória obtida pelo PP de José Maria Aznar nas eleições legislativas antecipadas.
Rodríguez Zapatero sucede ao carismático González como secretário-geral.
© Nuno Zimas. Todos os direitos reservados. Cópias autorizadas, desde que indicada a proveniência: Página profissional de José Adelino Maltez ( http://maltez.info). Última revisão em: 21-12-2003