CDS/PP - Centro Democrático Social/Partido Popular (1974)

 

Partido fundado por Adelino Amaro da Costa, director do gabinete de estudos e planeamento do ministério da educação durante a gestão de Veiga Simão, Diogo Freitas do Amaral, Basílio Horta, Valentim Xavier Pintado, Vítor Sá Machado e Luís Moreno, entre outros.

Teve sucessivamente como líderes: Diogo Freitas do Amaral, Francisco Lucas Pires, Adriano Moreira, Manuel Monteiro e Paulo Portas.

A liderança de Francisco Lucas Pires acentua a vertente liberal do partido, principalmente pela acção do chamado Grupo de Ofir.

Nas eleições legislativas de 19 de Julho de 1987, o CDS apenas consegue 4,3% e quatro deputados (Adriano Moreira, Narana Coissoró, Basílio Horta e Nogueira de Brito).

Regresso de Freitas do Amaral

Em 31 de Janeiro de 1988, no Congresso da Póvoa do Varzim, Freitas do Amaral regressa à presidência do partido.

Nas eleições europeias de 15 de Junho de 1989, com Lucas Pires, o partido obtém 14,1%. Nas eleições presidenciais de 13 de Janeiro de 1991, apresenta a candidatura de Basílio Horta. Nas eleições legislativas de 6 de Outubro de 1991, o CDS obtém 4,4%.

Em 22 de março de 1992, Manuel Monteiro é eleito presidente do CDS. Em 9 de Novembro desse ano, Freitas do Amaral demite-se de militante do CDS.

Por divergências sobre o sentido da construção europeia, o CDS é expulso do PPE.
Passrá a adoptar uma atitude mais conservadora, tomado a designação de Partido Popular.

Paulo Portas, antigo jornalista, assume a liderança em 1998.
Naas negociações conducentes à formação do XV Governo Constitucional, em Março de 2002, obtém para o seu partido dois ministérios, sendo o próprio investido no cargo de Ministro da Defesa Nacional.

© José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 02-10-2008