Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004


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Monteiro, Domingos (n. 1903)

Domingos Monteiro Pereira Júnior. Romancista português. Licenciado em direito em 1927. Apresenta doutoramento, convidado por José Tavares, na Faculdade de Direito de Lisboa em 1931, mas foi rejeitado. Defensor gracioso de várias centenas de oposicionistas, nomeadamente de militantes anarco-sindicalistas nos anos trinta. Ficaram a célebre as defesas que fez de Mário Castelhano, Manuel Henriques Rijo e Sarmento Beires, bem como dos grevistas da Marinha Grande. Presidente do directório da Renovação Democrática. Deixa de advogar no final da década de trinta. Colabora no Diário Liberal e em o Sol, dirigido por Lelo Portela. Ligado aos serviços culturais da Fundação Calouste Gulbenkian e à Guimarães Editores. Apoia o movimento da Filosofia Portuguesa. Impulsiona a editora SEC (Sociedade de Expansão Cultural). Já depois de 1974, financia o semanário A Pátria. Membro da Academia das Ciências. Elogiado por Álvaro Cunhal em Rumo à Vitória. Em 1932 critica tanto as democracias imperfeitas e a ditadura violenta da Rússia como as ditaduras italiana e alemã, consideradas como uma ameaça para a paz do mundo. Criticando a democracia vigente, chamando-lhe democracia de fachada, defende outra em que desapareçam não só os despotismos centrais mas também os despotismos privados, aquela em que a liberdade abstracta se transforme em liberdades concretas, em que a igualdade tenha uma base e um sentido económico, em que a fraternidade não morra como uma ave ferida, nos silveirais das fronteiras. Já depois de 1974 critica a censura interna de certos jornais que só admitem a colaboração dos que pensam como eles, negando assim o pluralismo ideológico que é a base da verdadeira Democracia.

 

·Bases da Organização Política dos Regimes Democráticos. I A Organização da Vontade Popular e a Criação da Vontade Legislativa

(dissertação de doutoramento em direito, 1931; obra proibida de circular).

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·Crise do Idelaismo Na Arte e na Vida Social, 1932.

 Livro proibido de circular.

·Paisagem Social Portuguesa, 1944.

Obra proibida de circular.

·O Livro de Todos os Tempos. História da Civilização

3 volumes, 1951.

·O Homem Contemporâneo. Subsídio para a sua História

(1957).

·Livros Proibidos

Lisboa, Sociedade de Expansão Cultural, 1974. Publica as obras de 1932 e 1944.


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