Respublica Repertório Português de Ciência Política Edição electrónica 2004 |
Setembrismo
"A Rainha é o chefe da nação toda. E antes de eu ser de esquerda já era da Pátria. A Pátria é a minha política."
Forma do poder
A
forma de poder do setembrismo recebeu o manto, primeiro da Constituição de
1822 e, depois, da Constituição de 1838.
Imagem do poder
A imagem do poder
é marcada pela
ideia de Passos Manuel quanto cercar
o trono com instituições republicanas,
em dialéctica com a moderação
centrista dos ordeiros e o
doutrinarismo liberdadeiro dos
neo-cartistas.
Sede do poder
A sede formal do poder no período ditatorial,
balouça entre a
força do Paço, onde manobra Dietz, e a força armada, principalmente a Guarda
Nacional, controlada pelos clubes revolucionários, que chegam a mobilizar cerca de 12
000 homens.
Surgem novos grupos sociais, destacando-se os compradores dos bens
da fazenda nacional e os capitalistas e industriais.
Setembristas moderados
No tocante às facções é
dominante a dos setembristas
moderados apoiantes de Passos Manuel e de Sá da Bandeira, tentando estabelecer
uma ponte com o grupo de Silva Carvalho e uma solução de compromisso com a
Rainha. Assim, Passos Manuel promete uma conciliação entre a nova constituição
e a Carta e consegue a aprovação de uma constituição moderada, jurada pelos
próprios cartistas, lançando uma amnistia.
Ordeiros
É
de antigos membros da oposição
moderada que a ala dos ordeiros, com Lumiares, Sabrosa, Fronteira, Fonte da Arcada
e Derramado.
Radicais
Setembristas radicais liderados pelos clubes maçónicos e pelos
arsenalistas aparecem aos membros da Maçonaria do Sul como José Alexandre de
Campos, João Gualberto Pina Cabral. Entre os deputados radicais eleitos em
1836, José Estevão, José Liberato, leonel Tavares Cabral e Costa Cabral.
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cronologias políticas: |
Governos: |
| Eleições: |
Revoltas: |
Lista das revoltas
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1836 |
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Revolta de 9 de Setembro de 1836 |
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Revolta da Belenzada 2 a 4 de Novembro de 1836 |
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1837 |
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Revolta dos Marechais (1837) |
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1838 |
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Revolta radical de 9 de Março de 1838 |
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Revolta radical 13 de Março de 1838 |
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Revolta radical 14 de Junho de 1838 |
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1840 |
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Revolta radical 11 de Agosto de 1840 |
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Revolta radical 26 de Agosto de 1840 |
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Revolta radical 27 de Agosto de 1840 |
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1842 |
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Revolta cabralista no Porto. 27 de Janeiro |
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Revolta da guarnição do castelo de S. Jorge a favor da Carta |
| Forma do poder |
Constituição de 1822 Constituição de 1838 |
| Imagem | Cercar o trono com instituições republicanas em conflito com a moderação centrista dos ordeiros e o doutrinarismo liberdadeiro dos neo-cartistas |
| Tropa | Guarda Nacional controlada pelos clubes revolucionários (são mobilizados cerca de 12 000 homens) |
| Grupos sociais | · Compradores dos bens da fazenda nacional · Capitalistas e industriais · |
| Facções | Setembristas moderados apoiantes de Passos Manuel e de Sá da bandeira, tentando estabelecer uma ponte com o grupo de Silva Carvalho e uma solução de ccompromisso com a Rainha. Passos Manuel promete uma conciliação entre a nova constituição e a Carta. Grupo de Passos Manuel. Grupo de Bonfim. Passos consegue a aprovação de uma constituição moderada, jurada pelos próprios cartistas e lança uma amnistia. · Cartistas. Terceira, Saldanha, Luís Mouzinho de Albuquerque. Herculano publica a Voz do Profeta em Fevereiro de 1837. · Antigos membros da oposição moderada, donde surgirá a ala dos ordeiros, como Lumiares, Sabrosa, Fronteira, Fonte da Arcada e Derramado. · Setembristas radicais liderados pelos clubes maçónicos e pelos arsenalistas. Aliados aos membros da maçonaria do Sul como José Alexandre de Campos, João Gualberto Pina Cabral. Entre os deputados radicais eleitos em 1836, José Estevão, José Liberato, leonel Tavares Cabral e Costa Cabral. Grupo de José Alexandre de Campos. · Antigos situacionistas cartistas da linha de Silva Carvalho (este vai para o exílio logo em 4 de Novembro de 1836). acusados de lesa-majestade na sequência da Belenzada. Casos de Palmela, Joaquim António de Aguiar, Manuel Gonçalves de Miranda, barão de Rendufe e J. Joaquim Gomes de Castro. |
| Influência externa | · Embaixador belga, Van der Weyer |
| Política externa | · Rei dos belgas Leopoldo I tem influência junto do primo D. Fernando |
| Conflitos bélicos | · Guerrilha do Remexido · Revolta dos marechais de 12 de Julho de 1837 a 18 de Setembro de 1837. |
| Golpes cartistas | · Belenzada de 2 a 4 de Novembro de 1836 · Revolta dos marechais a partir de 12 de Julho de 1837 |
| Golpes miguelistas | |
| Golpes radicais | · 4 de Março de 1838 · 9 de Março de 1838 · 13 de Março de 1838 · 14 de Junho de 1838 |
| Dinâmica de governos | · A aliança entre o Paço e os cartistas · O ataque militar dos miguelistas · As revoltas radicais |
| Actores principais |
Passos Manuel Sá da Bandeira António César vasconcelos Correia, comandante da Guarda Municipal de Lisboa Conde de Lumiares António Dias de Oliveira Sabrosa Bonfim Joaquim António de Aguiar Soares Caldeira, administrador-geral de Lisboa Rodrigues França, comandante dos arsenalistas Rodrigo da Fonseca António Bernardo Costa Cabral. De deputado radical eleito em Novembro de 1836 a administrador geral do distrito de Lisboa desde 7 de Março de 1837. |
| Chefias militares adversas | · Saldanha · Terceira · Barão de Leiria |
Ver leis eleitorais do setembrismo