Revolta estudantil de Coimbra (1969)

 

 

Incidentes desencadeados a partir de 17 de Abril de 1969. Marcello Caetano está ausente do país. Américo Tomás, acompanhado pelo ministro da educação José Hermano Saraiva vão a Coimbra inaugurar o novo edifício universitário das Matemáticas. A recém eleita direcção da Associação Académica de Coimbra, através dos seu presidente, pede para falar na cerimónia, Tomás recusa. Foi o rastilho para o movimento acirrado pelas prisões feitas pela polícia dos dirigentes estudantis. Até Outubro a cidade de Coimbra vai viver em estado generalizado de desobediência cívica, não sendo suficientes as medidas repressivas, dado que estas serviram para reforçar a unidadeestudantil e do domínio da esquerda. No dia 2 de Junho começa a greve aos exames, apenas desmobilizada em Setembro. Cerca de 49 estudantes são compulsivamente integrados no serviço militar, não se concedendo o adiamento da incorporação. Em 11 de Abril de 1970, tudo parece terminar quando uma comissão de estudantes, com Alberto Martins à frente vem a Lisboa pedir benevolência a Américo Tomás, na presença do ministro da justiça, Mário Júlio de Almeida Costa, com discursos do reitor, Gouveia Monteiro, e de Teixeira Ribeiro, numa manobra que contou com a ajuda de Sebastião Cruz e Mota Pinto.

 

                   

© José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 01-05-2007