Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004


Pais, Álvaro (secs. XIV e XV)

Também dito Álvaro Pelágio. Nasce entre 1275 e 1280; morre em 1352. Franciscano, bispo de Silves. Assume a defesa do papa na polémica entre os curialistas, adeptos da teocracia papal, e os partidários do Imperador, como Ockam e Marsílio de Pádua. Tenta uma conciliação entre o tomismo e o agostinianismo. Marcado por Egídio Romano, é encarregado pelo papa João XXII de refutar as teses dos partidários do Imperador. Assume-se também contra o averroísmo racionalista. Quanto à rigem do poder político, aceitando que o poder dos reis vem de Deus (potestas regia a Deo), adopta a tese da mediação popular, quando considera que o mesmo é instituída pela natureza e pelas instituições dos homens (mediante natura hominum ... et mediante humana institutione).

   

·De Statu et Planctu Ecclesiae

Lyon, 1330 e 1332 (cfr. trad. Port. Instituto de Alta Cultura, 1954-1956).

·Speculum Regum

(cfr. trad. port. de Miguel Pinto Meneses, Espelho dos Reis, Lisboa, Centro de Estudos de Psicologia e História da Filosofia, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 2 vols., 1955 - 1963).

4Amzalak, Moses B., D. Álvaro Pais e o Pensamento Económico em Portugal, Lisboa, 1954.4Barbosa, João Morais, «A Teoria Política de Álvaro Pais no "Speculum Regum". Esboço de uma Fundamentação Filosófico-Jurídica», Lisboa, 1972, in Boletim do Ministério da Justiça, nºs. 212-213.4Silva, Lúcio Craveiro, O Agostianismo Político no “Speculum Regum” de Álvaro Pais, Braga, 1964.4Magalhães, José Calvet, História do Pensamento Económico em Portugal. Da Idade Média ao Mercantilismo, Coimbra, 1967, pp. 18 segs..4Maltez, José Adelino, Ensaio sobre o Problema do Estado, Lisboa, Academia Internacional da Cultura Portuguesa, 1991, II, pp. 260 segs..


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