Adam, G., Le Pouvoir Syndical, Paris, Librairie Dunod, 1983.

 

Adams, Henry Brooks  (1838-1918) Historiador e filósofo norte-americano. Professor em Harvard. Aplica à história a teoria da termodinâmica, considerando que as várias fases da história humana são uma sucessão de fases de energia e que a energia mecânica vive em constante estado de dissipação.

 

[1880]

Democracy

 

Novela, contendo uma sátira política.

[1889]

History of the United States During the Administration of Jefferson and Madison (1801-1817)

 

9 vols., 1889-1891

[1902]

The New Empire

 

Nova Iorque, Macmillan

[1904]

Mont-Saint-Michel and Chartres

 

Obra sobre a Idade Média.

[1906]

The Education of Henry Adams

 

Boston, Houghton.

Obra autobiográfica

[1919]

Degradation of the Democratic Dogma

 

 

[1938]

Letters of H. A. 1892-1918

 

Boston, Houghton.

Ed. de W. C. Ford.

 

Adams, John (1735-1826) Advogado de Massachusetts. Sucede a George Washington, como segundo presidente da república norte-americana,  sendo apoiado pelos federalistas. Grande rival de Thomas Jefferson, na altura em que este funda o partido republicano, durante a administração de George Washington, antecedente do actual partido democrático. Durante a respectiva presidência surge, dentro dos federalistas, a facção dissidente de Alexander Hamilton, que se distancia de Adams quando este, em 1799,  aposta num tratado de paz com a França, enquanto Hamilton, mais  pró-britânico, tende para a continuação da guerra. Adams, no plano das teorias políticas,  é influenciado por Harrington e Vattel. Um dos fundadores do modelo conservador norte-americano, defende um governo forte, opondo-se ao poder das massas. Pugna por um sistema das duas câmaras. Adopta o princípio da soberania divisível. Critica as constituições-pudim. Muito à maneira de Montesquieu, considera que o poder deve opor-se ao poder, a violência à violência, a força à força, o interesse ao interesse, assim como a razão à razão, a eloquência à eloquência e a paixão à paixão. Distancia-se das posições de Benjamin Franklin e de Condorcet. Considera que a revolução norte-americana  não foi um levantamento inovador, mas a restauração das antigas liberdades e prerrogativas coloniais dos Tudor. Neste sentido, subscreve a tese  de Burke, para quem a mesma foi  uma revolução evitada, não realizada. Critica o abuso de conceitos apriorísticos, adoptados por Jefferson e Madison que, então, constituem o chamado partido republicano, base dos actuais democráticos. Adepto do conservadorismo à maneira de Burke, procura conciliar as ideias liberais com o saber consuetudinário. Como salienta em 1789, numa carta dirigida à mulher, tenho de estudar política e guerra, para que os meus filhos possam ter a liberdade de estudar matemática e filosofia, geografia, história natural  e arquitectura naval, navegação, comércio e agricultura, a fim de darem aos seus filhos o direito a estudarem pintura, poesia, música, arquitectura, escultura, tapeçaria e cerâmica.

 

[1776]

Thoughts on Government

 

 

[1787]

A Defence of the Constitution of Government of the United States of America

 

1787 - 1788

[1790]

Discourses on Davila

 

Publicados. em 1805

[1964]

Escritos Políticos de John Adams. Seleções Representativas

 

São Paulo, Ibrasa, 1964.

 

 

 

Adams, John Quincy  (1767-1848)  O sexto presidente dos Estados-Unidos (1825-1829). Filho de John Adams.  Puritano da Nova Inglaterra. Foi embaixador na Europa, chegando a passar por Lisboa. Um dos inspiradores da  chamada doutrina de Monroe, de quem foi secretário (1817-1825). Discípulo de Burke, de quem recebe a defesa do princípio da continuidade social e das  normas consuetudinárias, também acredita na ideia de progresso e na perfectibilidade da natureza humana. Teme as maiorias absolutas, defende a necessidade de um federalismo centralizador. Considera, em 1842, que a democracia é a pedra angular da religião cristã. É o elemento primordial de todos os governos legais da terra. A democracai é o autogoverno da comunidade pela vontade conjunta da maioria dos seus membros.

 

 

Letters of Publicola

 

Memoir of the Life of John Quincy Adams

 

12 vols., 1874 - 1877

 

Adams, W. G. S. (1874-1966) Primeiro professor de uma cátedra de ciência política no Reino Unido. Em Oxford, no ano de 1912, na Gladstone Professorship of Political Theory and Institutions. Fundador e editor de Political Quarterly.

 

Adaptação Do lat. ad mais aptare, acção de tornar apto para. O ser vivo, por exemplo, modifica-se para sobreviver em condições ambentais que lhe são adversas. Segundo Parsons, uma das quatro funções que cabem ao sistema social na relação com o respectivo ambiente. O sistema social teria de adaptar-se ao ambiente onde vive, para recolher recursos, armazená-los em função das necessidades e, como contrapartida, contribuir para o mesmo ambiente com produtos próprios. Este conjunto de processos funcionais, correspondente ao subsistema biológico, seria a chamada adaptação (adaptation). Segundo Piaget, trata-se de um equilíbrio entre a acomodação e a assimilação

 

Adenauer, Konrad  (1876- 1967) Natural de Colónia. Jurista, burgomestre de Colónia de 1917 a 1933 e deputado. Membro influente do partido democrata-cristão alemão Zentrum. Preso por duas vezes, em 1934 e 1944. Volta a ocupar tal cargo em 1945, mas os britânicos logo o destituem, acusando-o de ineficácia. Dedica-se, então, à construção daquilo que virá a ser a CDU. Vence as eleições de 1953. Chanceler alemão desde 14 de Setembro de 1949 até 1963. Obtém grande apoio norte-americano, dado ser considerado um bom aluno atlântico, cultivando especiais amizades com John Mac Cloy, alto-comissário norte-americano, e Foster Dulles, secretário de Estado de Eisenhower. Vai também ter um entendimento especial com o general de Gaulle, a partir de 1958.

Erinnerung, em 3 vols., Estugarda, 1965-1978

 

Adeodato, João Maurício Leitão Doutor em direito pela Universidade de São Paulo. Professor de filosofia do direito no Recife.

 

[1978]

Poder e Legitimidade. Uma Introdução à Política do Direito

 

São Paulo, Editora Perspectiva

[1989]

O Problema da Legitimidade. No Rastro de Hannah Arendt

 

Rio de Janeiro, Forense Universitária

 

 

Adesão Segundo Hauriou, a instituição gera a adesão dos membros do grupo, que difere substancialmente do conceito de contrato, dado que implica afectação, pois os membros do grupo  ficam vinculados à realização de modo duradouro da ideia de obra, e impõe, por outro lado, um estatuto, o "reflexo da instituição sobre os respectivos membros".

 

Adesivos Nome dado, logo em Outubro de 1910, aos antigos políticos monárquicos que trataram de declarar a sua adesão ao novo regime republicano. Surge imediatamente uma campanha contra o processo, visando atacar o grupo liderante do governo provisório.  Em A Luta, Brito Camacho, logo em 14 de Outubro, diz que a República não pode ser a monarquia com outro nome. Entre os principais adesivos, os antigos apoiantes de Teixeira de Sousa e de José Maria de Alpoim, que apareciam ligados a Afonso Costa. Continua uma série de artigos neste tom, especialmente em 20, 22, 23 e 25 de Outubro. No dia 23 chega a perguntar se não é necessária outra revolução. Defende que deve manter-se intacto o directório do partido republicano, para garantir o regime. Contrariava deste modo as posições de O Mundo, defensor da realização do congresso do partido, com renovação do directório.

 

Adiantamentos, Questão dos (1906) A questão dos adiantamentos à casa real foi discutida no Parlamento em Novembro de 1906, durante o governo de João Franco. Na sessão de 20 de Novembro de 1906, Afonso Costa disse: Por menos do que fez o Sr. D. Carlos. Rolou no cadafalso a cabeça de Luís XIV. Deputados republicanos suspensos durante um mês.

 

Adjudication. Expressão inglesa que significa decisão do poder judicial. Gabriel Almond refere a rule adjudication como uma das quatro saídas do sistema político, ao lado da rule making, da rule execution e da political communication.

 

Adler, Alfred (1870-1937) Teórico da psicanálise e do austromarxismo. Afasta-se de Freud, ligando-se a Nietzsche, influenciando Erich Fromm. Utiliza o conceito de Will zur Macht, considerando que o sentimento de inferioridade leva à tendência para a superioridade, através do instinto narcísico. O homem quer ser superior, procura o triunfo, porque se sente inferior. Há, assim, um impulso para a auto-afirmação e para a autoconservação, uma tendência para se superar a inferioridade pela vontade de poder, que é mais importante do que o instinto sexual.

 

[1907]

Studien uber Minderwerigkeit von Organen

 

 

[1918]

Praxis und Theorie der Individualpsychologie

 

 

[1934]

Der Sinn des Lebens

 

 

Adler, M. J., The Idea of Freedom, 2 vols., Garden City, Doubleday Books, 1958-1961.

 

Administração De ad + ministratio. O aparelho organizado do Estado, a burocracia, visando preparar e executar a legislação e as políticas públicas. Se é ministro aquele que presta um serviço, administra aquele que está junto a quem resta um serviço. A constituição de 1976 considera o governo como órgão superior da A.P.

 

Administração das coisas Engels no Anti-Duhring, considera que quando desaparecer o Estado, sucederá a administração das coisas, entendida como direcção das operações de produção, em vez do governo das pessoas.

 

Administração e política  Há uma diferença substancial entre o circuito administrativo e o circuito político. O circuito administrativo produz uma mera decisão técnica, é uma simples decisão sobre meios postos ao serviço de fins que são definidos pela política. O circuito político, acrescendo aos circuitos administrativos que lhe são anteriores, mas sem os eliminar nem substituir, visa sempre uma decisão sobre fins, dado que o decisor político é um decisor situado acima das partes, procurando conciliar os contrários da liberdade e do poder.

 

Administração Pública

 

Adoçar o poder Segundo Ferrero, os princípios da legitimidade servem para humanizar e adoçar o poder são um exorcismo do medo

 

Adoração pela força Segundo Antero de Quental “O Estado, a Autoridade, eis aí o seu deus social (...) aquela adoração pela força, aquela subserviência pelo sucesso que é um dos piores traços do carácter germânico".

 

 

Adorno, Theodor Wiesengrund (1903-1969) Filósofo e musicólogo alemão. Um dos fundadores do Institut fur Sozial Forschung, base  da Escola de Frankfurt, companheiro de Max Horkheimer. Discípulo do compositor austríaco Aban Berg, dedica-se a investigações sociológicas sobre a música. Sai da Alemanha em 1934, instalando-se em Inglaterra. Passa para os Estados Unidos em 1938. Regressa à Alemanha em 1949.

 

Bibliografia

[1944]

Dialektik der Aufklarung. Philosophische Fragmente

 

Trad. port. Dialética do Esclarecimento, Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1985].

+ Max Horkheimer.

[1950]

The Authoritarian Personality

 

Nova York, Harper & Row

Reed., Nova York, W. W. Norton, 1982].

+ Else Frenkel-Brunswick +D. H. Levinson, D. H. +Nevit Sanford.

[1951]

Minima Moralia. Reflections from Damaged Life

 

Trad. Fr., Paris, Payot, 1980. Análise do colapso da civilização ocidental durante a II Guerra Mundial.

[1955]

Sociologica

 

Frankfurt, Europische Verlagsanstalt

+Walter Dirks (eds.).

[1956]

Zur Metakritik der Erkenntnistheorie

 

Estugarda

[1958]

Noten zur Literatur

 

Berlim-Frankfurt, Surkamp

[1961]

”Ideologie”

 

In Kurt Lenk, Ideologie, Neuwied, Luchterhand, 1961, ed., pp. 262 ss..

[1963]

Quasi una Fantasia

 

Frankfurt, Suhrkamp

[1964]

Jargon der Eigentlichkeit

 

Uma crítica a Martin Heidegger.

[1966]

Negative Dialektik

 

Trad. ingl. Negative Dialectics, Londres, Routledge and Kegan Paul, 1973.

[1967]

Prisms

 

Londres, Spearman

[1969]

The Positivist Dispute in German Sociology

 

Londres, Heinemann

[1973]

Gesammelte Schriften

 

Frankfurt, Suhrkamp

[1976]

Introduction to the Sociology of Music

 

Nova Iorque, Seabury

[1984]

Aesthetics Theory

 

Londres, Routledge and Kegan Paul