AFL-CIO 1955 União da American Federation of Labour, fundada em 1886, e do Congress of Industrial Organization, dissidência da primeira, corrida em 1937. A maior central sindical norte-americana.

 

Aflak, Michel 1910-1988 Sírio, de Damasco, de etnia árabe e de religião ortodoxa grega. Um dos fundadores em 1944 do partido Baas. Professor de história, formado em Paris, na Sorbonne, e novelista. Teórico do nacionalismo árabe, considerado como uma realidade evidente, mas de carácter espiritual, dado colocar o amor acima de tudo, considerando esta atitude como uma fé superior às religiões. Distingue o nacionalismo árabe do nacionalismo ocidental, considerado colonizador e fanático. Salienta que a nação árabe não é uma nação como as outras, mas uma nação eleita, portadora de mensagem eterna, universal e humanista: o profetismo. Neste sentido, tem um destino revolucionário e está condenada a mudar a civilização que entrou em decadência. Neste sentido defende a insurreiçãp para que a nação árabe se liberte da alienção e recupere a sua essência profética, portadora de uma língua miraculosa, não por ser a língua do Corão, mas por ser uma língua natural, adâmica. Assume uma perspectiva laica, defendendo a separação entre a Igreja e o Estado, embora recuse o ateísmo e se considere como um crente, mas na tal fé superior às religiões particulares.

 

Affluent Society, The [1958] Galbraith, J. K.  Obra onde, analisando-se a evolução norte-americana, se considera que se atingiu uma era da opulência, um estádio de desenvolvimento económico onde o objectivo já não deve ser o da produção de mais bens de consumo, mas antes o do aperfeiçoamento dos serviços públicos. Um sociedade afluente tem uma alta média de rendimentos, abundância de bens de consumo e um largo sector dos serviços. Contudo, gera uma crise de valores que ameaça paralisar a sociedade, principalmente quando os jovens recusam os modelos de participação oferecidos. A sociedade da abundância, depois dita sociedade de consumo, constitui uma espécie de crise de luxo, quando, para manter a crescente procura de bens de consumo, gera uma criação artificial de necessidades

 

Afluência Do lat. ad mais fluo, fluere, flui, correr em direcção a . O mesmo que abundância.

 

Afonso, Carlos Alberto, Teoria do Estado, Petrópolis, Editora Vozes, 1988.

 
Aforismos políticos

·O rei reina mas não governa

·Tudo pela nação, nada contra a Nação

·O rei reina, mas não governa

·O povo unido jamais será vencido

·Regnum non est propter rex, sed rex propter regnum

·Quem não trabalha não come

·Não há liberdade sem pão, não há pão sem liberdade

·Antes vermelhos que mortos

·Não passarão

O Estado está acima do cidadão, mas o homem está acima do Estado (Fernando Pessoa)

 

Afreixo, Jaime (1867-1942). Oficial da marinha, aderente ao movimento de 28 de Maio de 1926.

 

African Political Systems, 1940 Obra básica da antropologia política, da autoria de Edward Evans-Pritchard e Mayer Fortes, que, partindo da distinção entre sociedades estatais (state societies) e sociedades sem Estado (stateless societies) estudam a passagem do parentesco ao político, a leadership, a hierarquia e o aparelho de poder. A passagem do composto ao conjunto, pela coordenação dos vários elementos integrantes. Primeiro, detecta‑se a existência de sociedades dominadas pelo parentesco, onde a ausência do político, no entanto, não significa a ausência de distinção. Trata‑se de sociedades muito pequenas onde a estrutura política se confunde com a estrutura do parentesco. Surgem, em segundo lugar, sociedades onde o político vai dominando o parentesco, detectando‑se a existência de grupos políticos, de grupos que se definem pela base territorial. Contudo, nesta segunda fase da evolução, se o político se vai sobrepondo ao parentesco, estes laços ainda vão sendo os dominantes. E isto porque faltam instituições especializadas, com autoridade permanente, tendo como função a manutenção da ordem social. Nestas formações sociais, ainda sem hierarquia ou autoridade, o mecanismo de equilíbrio social pode surgir de uma liderança, ou leadership. Em terceiro lugar, dá-se o aparecimento de sociedades com uma autoridade centralizada, um aparelho administrativo e instituições judiciais, onde já é flagrante o domínio do político sobre o parentesco. Agora, em lugar do equilíbrio, temos a hierarquia que marca o novo modelo organizacional. Surge também o sistema político que unifica no mesmo nível de extensão territorial os antagonistas e realiza a equivalência estrutural.pode haver político antes da estruturação vertical, hierarquista e piramidal dos Estados a que chegámos e que tem de haver político para além dos mesmos. [trad. port. Sistemas Políticos Africanos, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1981].

 

Africano, António de Freitas  séc. XVII Um dos juristas da Restauração. Natural de Tânger e doutor em leis. Autor de um importante opúsculo de cerca de 40 páginas que o celebrizou. Considera que não se diz de Portugal Rei, senão Rei de Portugal, porque o Rei foi eleito e subordinado para o Reino e não o Reino para o Rei

·Primores Políticos e Regalias de Nosso Rey Don Joan o IV

Lisboa, Manuel da Silva, 1641.

 

Aftalion, Albert (1874-1956) Economista francês, nascido na Bulgária. Professor em Lille e Paris. Autor de

[1913]

Les Crises Périodiques de Surproduction

 

2 vols.

[1927]

Monnaie, Prix et Change

 

After the Revolution? [1970] Dahl, Robert Obra subtitulada Authority in a Good Society. Está dividida em três partes. A primeira, sobre os três critérios da autoridade, abrange as seguintes matérias: escolha pessoal, competência e economia. Na segunda parte, sobre os diversos tipos de poder democráticos, analisam-se a soberania do povo; o princípio dos interesses afectados; as formas da democracia; a superioridade da democracia; o dilema da democracia directa; a dimensão humana da democracia. Na terceira parte, intitulada dos princípios aos problemas, abordam-se os seguintes assuntos: a desigualdade de recursos; uma firma mastodôntica; a democracia mastodôntica. (cfr. trad. fr. Après la Révolution. L'Autorité dans une Societé Modèle, Paris, Éditions Calmann-Lévy, 1973)