Agassiz, Jean Louis Rodolphe  (1807-1873) Professor norte-americano de Harvard, de origem suíça. Naturalista e biólogo. Começa como docente em Neuchâtel, mas vai para os Estados Unidos em 1848. Um dos mestres do racismo norte-americano. Recusa a mestiçagem e assume a defesa da superioridade dos brancos face aos negros. Baseia este preconceito em medições cranianas, nomeadamente as levadas a cabo pelo médico Samuel George Morton.

 

Agenda política (agenda setting) O estabelecimento do foco da discussão pública.

 

Agente Um indivíduo encarregado de administrar ou de defender os interesses do seu mandatário. Não goza de iniciativa pessoal, a não não ser de acordo com as instruções previamente estabelecidas. Neste sentido, é um instrumento inteligentes nas mãos de uma vontade que lhe é superior, diferindo do mero funcionário.

 

Agentes Eleitorais (1836) Logo nas eleições de 1836, durante o regime chamorro, surgem os chamados agentes eleitorais, destacando-se José Claro. Fronteira, na disputa de um lugar de eleitor por Benfica, enfrentou Joaquim António de Aguiar, este como candidato da situação, e, conforme diz, perdi dias e noites visitando o meu círculo, preparando-me para a grande batalha (Memória de Fronteira, parte Vi, p. 150).

 

AgestaìSanchez Agesta.

 

Agger, Robert E., Goldrich, Daniel, Swanson, Bert E., The Rulers and the Ruled. Political Power and Impotence in American Communities, Nova York, John Wiley & Sons, 1964.

 

A.G.I.L. Iniciais de Adaptation, Goal-attainment, Integration, Lattern Pattern maintainance.. As quatro funções que cabem ao sistema social: adaptação ao ambiente (A); prossecução de fins, ou goal-attainment (G); integração das tendências internas (I); manutenção dos modelos culturais, a função de conservação dos modelos ou latent pattern maintenance (L). As duas primeiras correspondem à relação do sistema social com o respectivo ambiente; as duas últimas estão voltadas para as relações internas do mesmo sistema. É neste contexto que o político é perspectivado como o subsistema social que tem como função o goal-attainment, a organização e a mobilização dos recursos necessários para a realização dos fins de uma determinada colectividade, a capacidade de fazer com que as unidades que pertencem a um dado sistema de organização cumpram as respectivas obrigações, sendo entendido como um sistema autónomo e aberto que mantém relações e trocas constantes com os outros subsistemas da sociedade: o conjunto das actividades económicas, o conjunto dos processos de socialização (família e educação), o conjunto de instituições que tem por função manter as solidariedades que uma sociedade pode exigir dos seus membros (o aparelho legislativo e o aparelho judicial).

 

 Agir moral justo Os defensores do regresso à filosofia prática  propõem o regresso ao agir moral justo e ao bem viver, não limitando a actividade do cientista político à procura do simples saber.

 

Agitação Do latim agito, sacudir, conduzir rapidamente de um lado para outro. Forma do verbo ago, agere, equivalente a pequeno salto. O agitador está assim próximo do salteador. Agitação tem, pois, a ver com uma perturbação da ordem estabelecida visando, não derrubá-la, mas miná-la. É um movimento de excitação lançado sobre a opinião pública visando atingir-se pelas vias legais um qualquer objectivo de ordem política e social. Neste sentido, agitador é aquele que provoca, desenvolve e dirige o movimento. Os partidos comunistas durante a Guerra Fria e no âmbito da estratégia indirecta dispunham de uma secção dita de agitprop, de agitação e de propaganda.

 

Agnew, Spiro  1918-1996 Spiro Theodore Agnew. Vice-presidente de Richard Nixon, de 1969 a 1973. Conhecido pelos seus discursos de radicalismo conservador. Demitido por corrupção.

 

Agnosticismo Termo cunhado por T. H. Huxley em 1869 (agnosticism), e, depois, divulgado por Herbert Spencer. Formado a partir do grego agnostos, isto é, aquilo que é relativo ao desconhecido. Doutrina segundo a qual não é possível conhecer o que está para além da experiência. Os seres humanos nunca têm suficientes provas para sustentarem uma afirmação ou para negarem uma proposição. Neste sentido, a tese admite a impossibilidade do entendimento humano aceder ao absoluto. Que não é possível saber se Deus realmente existe ou não. A doutrina está ligada ao movimento céptico do cientismo, visando principalmente a rejeição das crenças cristãs. Distingue-se do ateísmo

 

Agnosticismo Espiritualista Balfour, Arthur

 

Agonia Miguel de Unamuno defende a agonia como luta, considerando que o desassossego e a inquietude constituem a base da autêntica vida religiosa.

 

Ágora Praça grega onde se reunia a ecclesia. Lugar de encontro e diálogo entre homens livres.

 

Agostinho (Santo) (354-430) Com Santo Agostinho, ou Aurelius Augustinus, vai considerar-se que a cidade de Deus era algo que, pelo espírito peregrinava por entre a cidade dos Homens: assim, esta cidade celeste, no curso da sua peregrinação na terra, chama a ela cidadãos de todas as nações; ela reúne uma sociedade de peregrinos de todas as línguas. Não se inquieta por saber se eles diferem pelos costumes, pelas leis e pelas instituições, graças às quais a paz da terra é adquirida ou mantida; ela não suprime nem destrói nada; bem pelo contrário, ela conserva e observa tudo o que há de diverso nas variadas nações e que tende ao fim comum e único da paz na terra, provendo para que nada se oponha à religião que ensina o culto do Deus único, soberano e verdadeiro. Durante esta peregrinação, a cidade de Deus serve-se, portanto, da paz terrestre; ela protege e ama tudo que se relaciona com a natureza mortal do homem e com o acordo das vontades humanas na medida em que permitam a piedade e a religião; ela relaciona a paz terrestre com a paz celeste. Foi em 354, um ano antes de francos, alamanos e saxões invadirem a Gália e quatro anos depois da morte de Constantino, que nasceu, no norte de África, em Tagaste, filho de um pagão, Patrício, e de uma cristã, Mónica, Agostinho. Ao vinte anos, depois de ter estudado na terra natal e em Cartago, este cidadão romano pagão, influenciado pelo maniqueísmo, torna-se professor nos próprios sítios onde estudou. Mais tarde, vem para a metrópole, para Roma e Milão e, no ano de 387, com 34 anos de vida, converte-se ao cristianismo.

Já eclesiástico, regressa a África e, em 396, é feito bispo de Hipona. É nesta qualidade que vive os terríveis acontecimentos do dia 24 de Agosto de 410, quando a cidade de Roma foi pilhada pelos bárbaros de Alarico, o que levou os cidadãos romanos não afectos ao cristianismo a proclamarem que a devastação de Roma tinha sido castigo dos deuses por causa da conversão ao cristianismo. É então que Agostinho decide escrever a obra da sua vida, vinte e dois livros, compostos entre 413 e 426, a que deu o título De Civitate Dei. Nos primeiros dez, uma apologética do cristianismo; nos restantes, a distinção entre aquilo que considera a Cidade de Deus e aquilo que diaboliza como a Cidade Terrestre. É nessa obra que Agostinho vai integrar no cristianismo tanto a teoria platónica das ideias, entendidas como modelos eternos das coisas na mente divina, como a concepção estóica do cosmos, entendido como lex aeterna.Assim, a lei natural passa a ser um aspecto particular da lei eterna, a razão divina e a vontade de Deus que manda respeitar a ordem natural e que proíbe a respectiva perturbação.

Agostinho não acredita que a história possa ser comandada pela vontade livre do homem e adopta uma concepção providencialista, considerando o sentido último da mesma história seria impenetrável para o homem, dado ser traçado por Deus.Contraria, assim, a crença tradicional na racionalidade do homem e na sua possível realização nos estreitos limites do humano, nomeadamente pela possibilidade de construção de uma sociedade justa e racional e pela aptidão para um autogoverno de maneira racional. A história passa a ser entendida como uma luta entre o pecado e a redenção. E quem comanda a evolução dos regimes já não é a deusa Fortuna, com uma venda nos olhos, mas antes a divina providência, porque Deus é o autor e o regulador de tudo. Segue-se a distinção entre uma civitas Dei ou civitas coelestis e uma civitas terrena ou civitas diaboli, separação que não teria vindo de Adão, mas sim de Caim e Abel. Não se pense, contudo que, para o bispo de Hipona, a civitas Dei se confunde com a Igreja e que a cidade terrena é o mesmo que sociedade política. A civitas dei seria algo que circula na cidade terrestre, dado que as mesmas apenas seriam duas sociedades de homens onde uma está predestinada a reinar eternamente com Deus e outra a sofrer um eterno suplício com o Diabo. Assim a cidade de Deus não é vista como uma cidade separada, mas tão só como a que é fundada na lei divina, distinguindo-se tanto daquilo que haviam sido a teocracia judaica e o constantinismo romano. A cidade de Deus é a cidade da virtude. A cidade terrestre é a cidade do vício. Logo, tanto refere a existência de elementos da cidade terrestre entre a Igreja, como, pelo contrário, de pessoas sem fé cristã que vivem na cidade de Deus. Todo aquele que procura a verdade e a virtude pode fazer parte da cidade de Deus. Como ele explicitamente refere: dois tipos de amor edificaram duas cidades: o amor de si mesmo levado até ao desprezo de Deus - a Cidade terrestre, e o amor de Deus levado até ao desprezo de si próprio - a cidade de Deus. Uma glorifica-se a si mesma, a outra glorifica o Senhor. Uma pede aos homens que lhe teçam glória, a outra põe a sua mais querida glória em Deus, testemunha da sua consciência. Uma, no orgulho do seu triunfo, marcha de cabeça erguida; a outra diz ao seu Deus: Vós sois a minha glória e sois vós que ergueis a minha cabeça. A Cidade terrestre, orgulhosa dos seus chefes e das suas vitórias sobre as outras nações, dominadas por ela, deixa-se levar pela paixão do comando. A cidade de Deus mostra-nos cidadãos unidos pela caridade e servidores uns dos outros, governantes tutelares, súbditos obedientes  Segundo as teses de Santo Agostinho, a origem do poder político está no pecado, dado que foi a partir do pecado original que se deu a distinção entre os que mandam e os que obedecem. O poder político aparece assim como uma espécie de sanção estabelecida por Deus para se poder ter uma segurança, ou uma paz relativa. Tudo teria começado quando Caim matou Abel. Da mesma maneira na história lendária da fundação de Roma, como Rómulo a matar Remo. Com efeito, a partir do pecado original teria sido destruída a harmonia, surgindo a propriedade privada, a escravatura e o governo.

 

·De Civitate Dei contra paganos libri viginti duo

 (413 – 426) Cfr. trad. cast. La Ciudad de Dios, Francisco Montes de Oca, introd., México, Porrúa, 1981; trad. fr. de G. Combès, La Cité de Dieu, 5 vols., Paris, Desclée de Brouwer, 1959 - 1960).

 

 

4Arquillière, Henri-Xavier, L'Augustinisme Politique. Essai sur la Formation des Théories Politiques du Moyen Âge [1934], Paris, Librairie Vrin, 1955.4 Combès, Gustave, La Doctrine Politique de Saint Augustin, Paris, Librairie Plon, 1927.4Deane, Herbert A., The Political and Social Ideas of St. Augustine, Nova York-Londres, Columbia University Press, 1963.4Ferreira, José Manuel Santos, Teologia do Espírito Santo em Agostinho de Hipona, Lisboa, Didaskalia, 1987.4 Gilson, Étienne, Introduction à l'Étude de Saint Augustin [1929], Paris, Librairie Vrin, 1943.4Marrou, Henri-Irenée, Saint Augustin et l'Augustinisme [1955], Paris, Éditions du Seuil, 1973.4Cunha, Joaquim Silva, História Breve das Ideias Políticas, pp 120-128. 4Fédou, Michel, «Saint Augustin», in Dictionnaire des Oeuvres Politiques, pp. 31-40.4Gettell, Raymond G., História das Ideias Políticas, trad. port. de Eduardo Salgueiro, Lisboa, Editorial Inquérito, 1936, pp. 108 segs.. 4Maltez, José Adelino, Ensaio sobre o Problema do Estado, Lisboa, Academia Internacional da Cultura Portuguesa, 1991, II, p. 251. ¾            Princípios de Ciência Política. Introdução à Teoria Política, Lisboa, ISCSP, 1996, p. 70. 4Moncada, Luís Cabral, Filosofia do Direito e do Estado, I, pp. 56 segs..4 Prélot, Marcel, As Doutrinas Políticas, I, pp. 253-273. 4Serra, Antonio Truyol, Historia de la Filosofia del Derecho y del Estado., I, pp 216-225. 4Theimer, Walter, História das Ideias Políticas, trad. port., pp. 62 segs..

 

Agostinianismo Depois de Santo Agostinho, os tópicos da cidade de Deus e da cidade terrestre transformaram-se numa criatura que se libertou do criador, gerando-se a ideologia do augustinianismo político que veio confundir a cidade de Deus com a Igreja institucionalizada, coisa que nunca foi admitida por Santo Agostinho, o qual chegou mesmo a admitir que a civitas diaboli também circulava no seio da própria Igreja. Deste modo, a partir do papa Gelásio e de Santo Isidoro de Sevilha, surge um certo tipo de pensamento teocrático que gerou a submissão do poder temporal dos reis ao poder espiritual da Igreja e que teve o seu auge com Egídio Romano.

 

Agregação Vem do lat. aggregare que etimologicamente significa juntar ao rebanho (grex, gregis). Forma particular de agrupamento de elementos, diferente da complexidade.  Uma reunião de elementos não combinados. Segundo a definição cibernética, um processo de junção que leva a uma colecção de elementos e onde o todo é descrito como a soma das unidades integrantes da mesma colecção. Já  a complexidade é uma heterogeniedade organizada, ligando os elementos num conjunto com um raio determinado, ligando os vários elementos entre si, conforme as ideias de Teilhard de Chardin.  O agregado é assim mera reunião de elementos nem sempre da mesma espécie. Uma grandeza global constituída por um conjunto de grandezas particulares.

 

Agregação de interesses Politologicamente, é a forma dos grupos de pressão e dos grupos de interesse darem coerência e unidade à multiplicidade das respectivas reivindicações, homogeneizando e harmonizando a multiplicidade das reivindicações. Em análise sistémica, diz-se que a agregação de interesses é aquela função do sistema político que converte as exigências ou reivindicações provindas do ambiente num projecto político coerente e que pode concorrer com outros projectos políticos. Para Almond e Powell, um dos inputs do sistema político, ao lado da articulação de interesses. Consiste na depuração das exigências, é o processo pelo qual se combinam e harmonizam as múltiplas exigências, homogeneizando-as, hierarquizando-as e combinando-as.

 

Agressão Do lat. ad + gressus, isto é, passo, sendo o mesmo que caminhar ao encontro de. Deu adgressione, o mesmo que ataque ou assalto. Em snetido estrito, acto de violência de um Estado para com outro. Poder ser clássica, como na violação de fronteiras, ou indirecta, como acontece no apoio a rebeldes, a actos de subversão, propaganda ou espionagem. A Constituição de 1976 proclama que ela dever ser abolida nas relações internacionais4Lorenz, Konrad, On Agression, Nova York, Harcourt, Brace & World, 1966.

 

Agressividade Diz-se hoje da atitude anti-social que se manifesta normalmente por actos de violência e qque, quando é muito intensa revela um caso patológico. Freud considerou a agressividade como manifestação do instinto da morte. Adler ligou-a à vontade de poder. Henri Laborit considera a agressividade individual, de grupos e de Estados como um problema fundamental do mundo contemporâneo.

 

Águia (A), 1910-1932 Revista mensal publicada no Porto entre 1910 e 1932, como órgão do movimento da Renascença Portuguesa. Entre 1912 e 1916 foi dirigida por Teixeira de Pascoaes. Como principais colaboradores: Leonardo Coimbra, Jaime Cortesão, António Correia de Oliveira e Afonso Lopes Vieira, bem como Fernando Pessoa e Mário Sá-Carneiro.

 

Aguiar,  marquês de  (1752-1817) D. Fernando José de Portugal e Castro.  Vice-rei do Brasil e ministro de D. João VI.

·Formado em direito.

·Governador da Baía e vice-rei do Brasil, de 1804 a 1806. 

·Ministro do reino e da fazenda, assistente ao despacho, desde 10 de Março de 1808, quando a Corte se instala no Rio de Janeiro.

·Morre em 24 de Janeiro de 1817.

 

 

 

Aguiar, António Augusto de (1838-1887) Lente de química na Escola Politécnica. Ilustre maçon. Deputado, par do reino e ministro da monarquia constitucional. Sucessivamente, membro do partido constituinte e do partido regenerador. Presidente da Associação Industrial Portuguesa

1871

·Membro do partido constituinte, liderado porJosé Dias Ferreira, de 1871 a 1883.

1883

·Ministro das obras públicas, comércio e indústria de 24 de Outubro de 1883 a 4 de Fevereiro de 1885, num governo de Fontes.

1879

·Deputado em 1879 e em 1880-1881.

1881

·Par do reino de 1881 a 1887.

1886

·Grão-mestre do Grande Oriente Lusitano Unido (1886-1887).

 

·Presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa.

 

Aguiar, João Nepomuceno Namorado de  (1976-1945) Coronel em 1928. Ministro da Guerra de Janeiro de 1930 a Janeiro de 1931. O primeiro comandante-geral da Legião Portuguesa, Nomeaado em Novembro de 1936.

 

 

 

Aguiar, Joaquim (n. 1947)  Politólogo português. Estuda economia no Porto e em Lisboa. Colaborador do Gabinete de Investigações Sociais (1969-1974) e da entidade que lhe sucedeu, o Instituto de Ciências Sociais (desde 1975). Jornalista no Tempo Económico e no Expresso. Influenciado pelos modelos norte-americanos, destaca-se pela divulgação da matéria nos principais meios de comunicação social portugueses, nomeadamente no Expresso. Conselheiro político do primeiro-ministro do VI Governo Provisório (1975-1976) e de vários presidentes da república (1976-1996), é também o analista político habitual a que recorrem as grandes associações patronais portuguesas..

 

Bibliografia

[1983]

A Ilusão do Poder. Análise do Sistema Partidário Português 1976-1982

 

Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1983.

[1985]

O Pós-Salazarismo. As Fases Políticas no Período 1974-1984

 

Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1985.

[1987]

«Partidos, Estruturas Patrimonialistas e Poder Funcional. A Crise de Legitimidade»

 

In Análise Social, vol. XXII, pp. 241 segs., Lisboa, Instituto de Ciências Sociais, 1987.

[1989]

A Política de Defesa Nacional como Política Pública Interdepartamental

 

1989.

[1990]

«As Funções dos Partidos nas Sociedades Modernas»

 

In Revista Análise Social, vol. XXV, pp. 107 segs., Lisboa, Instituto de Ciências Sociais, 1990.

[1992]

«Para além do Estado nacional. Da crise política à crise dos conceitos»

 

In Revista Análise Social, vol. XXVII, pp. 118-119, Lisboa, Instituto de Ciências Sociais, 1992.

 

 

 

Aguiar, Joaquim António de  (1792-1871) Político da monarquia constitucional. Um dos pais fundadores do nosso liberalismo. Professor de direito. Deputado e ministro. Chefe do governo por três vezes: 1840-1841, 1860 e em 1865-1868. Por ter referendado o decreto de 28 de Maio de 1834, será conhecido como o mata frades. Um dos reformistas de 1834, oposto ao setembrismo, será o último chefe de governo deste regime. Regenerador, depois de 1851, é o presidente do conselho do governo da fusão.

1815

·Formado em direito em 1815, começa por ser professor em Coimbra, sendo afastado em 1823 e reintegrado em 1826. 

1826

·Deputado às cortes de 1826-1828 emigrará depois da belfastada.

1833

·Ministro do reino da regência, de 15 de Outubro de 1833 a 23 de Abril de 1834, quando assume a pasta da justiça até 24 de Setembro de 1834.

1834

·Deputado em 1834-1836.

1836

·Ministro da justiça no governo de Terceira, de 20 de Abril a 10 de Setembro de 1836.

1836

·Acusado de alta-traição em Novembro de 1836, na sequência da belenzada.

1838

·Deputado em 1838-1840 (faz então parte da minoria cartista) e em 1840-1842.

1841

·Presidente do ministério de 9 de Junho de 1841 a 7 de Fevereiro de 1842, acumulando a pasta do reino.

1842

·Deputado em 1842-1845 e 1846. 

1846

·Ministro da justiça no governo de Palmela, de 19 de Julho a 6 de Outubro de 1846.

1851

·Deputado em 1851-1852.

1860

·Volta a chefiar o governo de 1 de Maio a 3 de Julho de 1860.

1865

·Novamente chefe do governo em 1865-1868 (de 4 de Setembro de 1865 a 4 de Janeiro de 1868, o governo da fusão).

1874

·Faleceu em 26 de Maio de 1874.

 

 

Aguiar, Fernando. ìCaracteres da Monarquia.

 

Aguila, Rafael Del, Montoro, Ricardo, El Discurso Político de la Transición, Madrid, Centro de Investigaciones Sociológicas, 1984.

 

Aguillera, Rodriguez, Vilanova, Perez, Temas de Ciencia Política, Barcelona, PPU, 1987.