Ataíde, Augusto de (n. 1941) Augusto de Ataíde Soares d’Albergaria. Assistente da Faculdade de Direito de Lisboa, especialista em direito administrativo. Secretário de Estado da Juventude e Desportos de Marcello Caetano, entre 1970 e 1972, passa depois a Secretário de Estado da Instrução e Cultura, até 1974. Depois do 25 de Abril, dedica-se a actividades financeiras.

 

Ataíde, Simão Cordes Brandão de  (1809-1868) Simão Cordes Brandão de Ataíde. Lente. Membro da Junta dos Três Estados em 1808 e um dos redactores da súplica a Napoleão, ao lado de Ricardo Raimundo Nogueira e de Francisco Duarte Coelho

 

Ateísmo Doutrina que nega a existência ou a possibilidade de conhecimento de Deus. Esta negação de Deus é contrária ao chamado teísmo. Uma descrença activa na existência de Deus, deuses ou poderes sobrenaturais. Difere do agnosticismo que é uma atitude meramente céptica sobre a possibilidade de conhecermos a existência de Deus e que não proclama a descrença.

 

Atenas, Grão-ducado de Parcela  do império bizantino que pertenceu a Aragão entre 1311 e 1356.

 

Athayde, Tristão d' (1893-1983) Nome literário de Alceu Amoroso Lima. Maritainista brasileiro. Nome de baptismo do escritor brasileiro com o nome literário de Tristão D'Athayde. Pensador brasileiro, marcado pelo neotomismo maritainista. Converte-se ao catolicismo em 1928, sucedendo a Jackson de Figueredo na liderança do Centro D. Vital e na direcção da revista A Ordem. Secretário-geral da Liga Eleitoral católica em 1933 e presidente da Ação católica Brasileira em 1935. Membro do Conselho Nacional de Educação nos anos trinta, é um dos fundadores da PUC em 1941. Líder do Movimento Democrata-Cristão da América Latina. Reitor da Universidade do Distrito Federal. Resistente ao regime militar instaurado em 1964, assume-se como defensor dos direitos humanos, principalmente através dos artigos que publica no Jornal do Brasil e na Folha de São Paulo.

 

Prefacia o Legado  Político do Ocidente. "tanto liberalismo como socialismo integral são uma tentativa de destruição,por parte de indivíduos, aquele, e este por parte das massas,da unidade,social e espiritual do homem moderno,herança do cristianismo",que é  "umteocentrismo constante". Referia também que "a massa procura vencer o indivíduo,como o indivíduo quisera vencer Deus.A burguesia pretendeu eliminar a parte de Deus no homem ‑ a pessoa ‑ e conservar apenas a parte do indivíduo,substituindo o teocentrismo pelo antropocentrismo.O proletariado revolucionário, depois de Marx, elimina pessoa e indivíduo, instaurando o direito das massas, a religião das massas, a política das massas, que se baseiam sempre sobre o postulado materialista fundamental da inexistência de qualquer ordem de valores que transcendam, de qualquer modo que seja, a ordem dos valores sensíveis" (Problemas da Burguesia).

considerava que tanto o Direito como a Política não são soluções totais de destinos humanos, mas são condições para essa solução, que só  a morte ou a imortalidade trazem consigo. Daí a importância essencial, para toda  vida humana, dessa harmonia ou dessa desarmonia entre Política e Direito. Quando a Política nega o Direito, levanta-se o espectro da Tirania. Quando o Direito nega a Política, segundo a sentença romana “Summum jus injuria” (como no conceito capitalista de propriedade), o espectro que se levanta é o da Anarquia... O ideal democrático, em sua verdadeira natureza, que orienta sempre a marcha da realidade democrática, é precisamente o regime que procura reunir política e direito no plano da ordem pública Prefacia O Legado Político do Ocidente, organizado por Adriano Moreira e outros. -Direito e política,12,95  135,941

·Política

1932. Obra escrita em 1931. Nova ed., Petrópolis, Centro Alceu Amoroso Lima para a Liberdade, 1999. Prefácio de Cândido Mendes.

·Introdução ao Direito Moderno

Rio de Janeiro, 1933

·Fragments de la Sociologie Chrétienne

Paris, 1934

·No Limiar da Idade Nova

Rio de Janeiro, 1935

·Meditação sobre o Mundo Moderno

Rio de Janeiro, Livraria José Olympio, 1942

·O Existencialismo e Outros Mitos de Nosso Tempo

Rio de Janeiro, Edições Agir, 1956

·Obras Completas

Rio de Janeiro, Agir, 35 volumes.

 

 

Atitude política Disposição permanente de uma pessoa ou de um grupo que condiciona o respectivo comportamento e as suas relações perante um determinado fenómeno político, podendo traduzir-se em adesão, repulsa ou indiferença. A expressão atitude vem do italiano attitudine, originário do lat. aptitidinem, aptidão. O mesmo que percepção.

4Almond, Gabriel e Verba, Sidney, The Civic Culture. Political Attitudes and Democracy in Five Nations, Princeton, Princeton University Press, 1963 [reed., Boston, Little, Brown & Co., 1965].4 Bluhm, William T., Ideologies and Attitudes. Modern Political Culture, Englewood Cliffs, Prentice-Hall, 1974.4Duverger, Maurice, Les Attitudes Politiques, Paris, Presses Universitaires de France, 1962.4 Lancelot, Alain, Meynaud, Jean, Les Attitudes Politiques, Paris, Presses Universitaires de France, 1962.4 Manheim, J. B., The Politics Within. A Primer in Political Attitudes and Behavior, Englewood Cliffs, Prentice-Hall, 1975.4 Rémond, René, ed., Forces Religieuses et Attitudes Politiques dans la France Contemporaine, Paris, Presses de la Fondation Nationale des Sciences Politiques, 1965.4 Robinson, J. P., Rusk, J., Head, K., Measures of Political Attitudes, Ann Arbor, Survey Research Center, 1968.

 

Atlantismo Atitude política de alguns dirigentes europeus defensores de uma mais íntima ligação aos Estados Unidos da América. Foi assumida principalmente como reacção à postura de de Gaulle no começo da década de sessenta.

 

Atomismo Crença segundo a qual a realidade é fundamentalmente constituída por uma infinidade de pequenas partículas indivisíveis. Ideia da Grécia Antiga retomada por muitos filósofos do século, marcados pelo geometrismo e pelo século do movimento. Uma certa faceta do atomismo tem a ver com certo exagero individualista que, de acordo com as palavras de Gustav Radbruch considera o indivíduo como um indivíduo sem individualidade alguma, como mero homem abstracto. Para Tonnies, trata-se do mais artificial, uniforme e bem acabada de todas as máquinas que se inventaram até hoje, mas na qual devemos ver apenas um fantasma que por aí passeia à clara luz do dia.

 

Atomização dos indivíduos Segundo Claude Lefort, a sociedade de massa e o sufrágio universal levam a que o indivíduo se desincorpore dos grupos, com a consequente perda de identidade, surgindo a sociedade de consumo. Aquilo que Baudrillard qualifica como o reino da equivalência generalizada.

 

Atouguia, Jervis de  (1797-1861) António Aloísio Jervis de Atouguia. 1º Visconde de Atouguia, desde 1853. Madeirense. Maçon. Bacharel em matemática (1822). Engenheiro militar. Lente da Academia Real da Marinha. Ajudante de ordens de Saldanha. Professor na Academia Militar. Ministro da marinha e ultramar no governo de Saldanha, de 25 de Julho a 18 de Novembro de 1835, substituindo Loulé. Implicado na revolta dos marechais de 1837. Deputado em 1838-1840, faz parte da minoria cartista. Nomeado governador civil de Lisboa, de 31 de Agosto a 26 de Novembro de 1840, pelo governo do conde de Bonfim. Presidente da Câmara dos Deputados em 1841. Ministro da marinha no governo do Entrudo em 7 e 8 de Fevereiro de 1842. Ministro dos negócios estrangeiros entre 22 de Maio de 1851 e 4 de Maio de 1852. Da marinha, entre esta data e 6 de Junho de 1856, substituindo Fontes. Volta aos estrangeiros em 19 de Agosto de 1852, substituindo Almeida Garrett. Representava neste gabinete a facção dos ordeiros.

 

 

Attali, Jacques

[1972]

Analyse Économique de la Vie Politique

 

Paris, PUF

[1972]

Les Modèles Politiques

 

Paris, Presses Universitaires de France

[1994]

Europe(s)

 

Paris, Librairie Arthème Fayard

 

Attitude (L’) Fédéraliste, 1947. Denis de Rougement, no Congresso da União Europeia dos Federalistas, reunido em Montreux, entre 27 e 31 de Agosto de 1947, apresenta um relatório intitulado L’Attitude Fédéraliste, onde propõe uma nova tese federalista, que visava uma construção europeia feita, menos pelos Estados e mais pelas regiões:

-renúncia a qualquer ideia de hegemonia e a qualquer espírito de sistema, isto é, a consideração de que a federação, como arrange ensemble, teria de compor as realidades concretas e heteróclitas, que são as nações, as regiões económicas e as tradições políticas);

- a superação do problema das minorias (considerava-se que o federalismo seria capaz de resolver o problema dos pequenos Estados, como os suíços haviam resolvido o problema dos suíços italianos que, apesar de restritos, tinham lugar no Conselho de Estado);

- a ideia de que o federalismo deveria salvaguardar as qualidades próprias de cada grupo, não pretendendo apagar as diversidades, antes exigindo o amor pela complexidade, dado partir de baixo para cima, e não a partir do vértice de um centro político, mas sim a partir das pessoas e dos grupos.

 

Attlee, Clement Richard  (1883-1967) Líder do partido trabalhista britânico desde 1935. Formado em Oxford e professor da London School of Ecomics de 1913 a 1923, participando, a partir de então no gabinete trabalhista de Ramsay MacDonald, até 1927.Membro do governo de Churchill entre 1942 e 1945. Torna-se primeiro-ministro britânico entre 1945 e 1951. Participa na Conferência de Potsdam, de Agosto de 1945, com Estaline e Truman.

 

Attrape-tout Tipo de partido dito em inglês catch all. ìKirchheimer.

 

 

Attuel, Josiane, L’Autorité, textes choisis, Paris, Presses Universitaires de France, 1986.

 

Augé, Marc, Pouvoirs de Vie. Pouvoirs de Mort, Paris, Éditions Flammarion, 1977.