Azambuja, Darcy

 

[1933]

A Racionalização da Democracia

 

Porto Alegre

[1942]

Teoria Geral do Estado

 

Porto Alegre

Nova ed., Porto Alegre, Globo, 1973.

 

Azaña, Manuel (1880-1940) Professor de direito em Madrid. Um dos líderes da II República espanhola.

 

Azcárate, Gumersindo de  (1840-1917) Um dos krausistas espanhóis.

 

Bibliografia

[1876]

El Selfgovernment y la Monarquía Doctrinaria,

 

 

[1876]

Estudios Economicos y Sociales

 

 

[1877]

Estudios Filosoficos y Politicos

 

 

[1879]

Ensayo sobre la Historia del Derecho de Propriedad y su Estado Actal en Europa

 

3 vols, 1879-1893

[1884]

El Regímine Parlamentario en la Pratica

 

 

[1892]

Tratado de Política

 

 

 

4Lopez-Morillas, Juan, El Krausismo Español. Perfil de una Aventura Intelectual, México, Fondo de Cultura Economica, 19564Jobit, Pierre, Les Éducateurs de l'Espagne Contemporaine I. Les Krausistes, Paris, 1936.

 

Azedo, Matias José Dias  n. 1758 Encarregado dos negócios da guerra e da marinha, assistente da junta de governo nomeada em 27 de Setembro de 1820, até 26 de Janeiro de 1821, auxiliado por Bernardo Sepúlveda.

 

Azeglio, Luigi Taparelli D' (1793-1873) Provincial dos jesuítas de Nápoles. Irmão de Massimo T. A., estadista do Piemonte (1798-1866) e primo de Cesare Balbo. Influencia Leão XIII e a encíclica Aeterni Patris. Refere o Estado como um poder ordenador racional, como a autoridade humana encarregada da realização do bem comum, que existe sempre e em toda a parte: uma sociedade pública recebe o nome de Estado, quando as leis promulgadas pelos seus órgãos superiores não precisam de ser confirmadas para serem obrigatórias para os súbditos, por o seu ser político não se destinar a fazer parte de uma outra sociedade maior.

 

 

Bibliografia

[1840]

Saggio Teoretico di Diritto Naturale appogiato sul Fato

 

1840-1843, 5 vols., edição definitiva de 1855

[1841]

Corso Elementare di Dirittto Naturale ad Usso delle Scuole

 

 

[1847]

Della Nazionalitá

 

Génova

[1848]

Esame Critico degli Ordini Rappresentativi nella Societè Moderna

 

 

[1860]

Le Ragioni del Bello secondi i Princii di San Tommaso

 

Roma

 

Azerbaijão  Azerbaijchan Respublikasy  Onome deriva do persa Azar-Apadega, a terra dos fogos eternos, por alusão aos inúmeros templos dedicados a Zoroastro. Os russos chamam-lhe Azerbaidzhán e os árabes designam a região por Arran., tem 7 131 000 habitantes, dos quais 78,11% são azéris e 8% russos. Possui fronteiras com a Rússia, a Geórgia, a Arménia, o Irão. Se, por um lado, integra a região autónoma do Alto Karabakh (com 78,1% de arménios), por outro, não pode esquecer a existência de mais de uma dezena de milhões de azéris no Irão, os quais também representam 5,3% da população da Arménia e 5,1% da da Geórgia. Já na região autónoma do Nakhitchevan, há 85% de azéris, contra 23% de arménios. Com efeito, o Azerbaijão histórico, que esteve unificado no século IV a.C. e nos séculos X e XI, está dividido numa parte norte, influenciada pelos russos, e uma parte sul, ainda hoje integrada no Irão, separadas pelo rio Araks. Invadido pelos árabes a partir do século VII, foi governada nos séculos X e XI por persas vassalos do Califado dos Abássidas. A partir do século XII caiu, todo ele, sob domínio turco. Importa salientar que a parte norte do Afeganistão, o Azerbaidzhán, por transliteração do russo, foi cedida pelos persas aos russos pelo Tratado de Gulistan de 1813, recebendo consagração pelo de Turkmantchai, em 1820. Já antes, em 1723, Pedro o Grande ocupara Baku, retirando, contudo, doze anos depois, para, em 1813, Alexandre I o reocupar. Depois de na Grande Guerra ser sucessivamente ocupado por turcos, russos e britânicos, a parte norte foi, em 1920, transformada em República Socialista Soviética. Entretanto, os soviéticos, em 1941, ocuparam o Azerbaijão persa, mas, em Maio de 1946, por intervenção da ONU, devolveram ao Irão a soberania desta zona. Em 1945 um movimento comunista tentara integrar a zona persa no Azerbaijão soviético e por acção de Iafar Pishevari, antigo agente do Komintern, chegou aí a ser proclamada uma República Democrática do Azerbaijão. A independência recente teve como núcleo a Frente Popular que começou a organizar-se nos finais de 1989 e foi legalizada no ano seguinte, tendo como principal reivindicação a manutenção do Karabagh na república. As eleições parlamentares de Janeiro de 1990 mantiveram no poder o comunista Mutalibov que apostava numa íntima ligação com Moscovo para a manutenção do Karabagh. Contudo, depois do golpe de Agosto de 1991, Mutalibov, face ao crescendo da oposição, proclama a independência do Azerbaijão, em 30 de Agosto, organizando um Conselho Nacional, com a participação de algumas figuras da oposição. Em 8 de Setembro seguinte era o candidato único às eleições presidenciais por sufrágio universal. Entretanto, o mesmo Mutalibov iniciava um processo de distanciamento face a Moscovo, dado que a Federação da Rússia se aproximava da Arménia e das reivindicações do Karabagh. A partir de Novembro de 1991, depois de Baku ter suprimido a autonomia do Karabagh, os arménios, maioritários na região, trataram de proclamar a respectiva independência, depois de um plebiscito, realizado em 10 de Dezembro, desencadeando-se uma escalada de combates, onde os azeris sofrem severas perdas territoriais, principalmente nos finais de Fevereiro de 1992. Nesta sequência, em 6 de Março, Mutalibov é obrigado a demitir-se, cedendo o seu lugar ao presidente do parlamento, Iakub Mamedov, que defende a necessidade de negociações com a Arménia (será concluído um acordo em Teerão, em 8 de Maio) e um reforço da democracia. Entretanto, prosseguindo os combates, com novas vitórias arménias, deu-se uma tentativa frustrada de Mutalibov de regresso ao poder (16 de Maio) e, depois da instituição de um governo de coligação nacionalista, realizaram-se eleições presidenciais em 7 de Junho, donde saiu vencedor o candidato da Frente Popular, Ebulfez Elchibey.

 

Azeredo, Francisco Paula d’ (1770-1857) 1º visconde de Samodães desde 1834. 1º conde de Samodães desde 1842 Participa na guerra peninsular e na guerra do Uruguai.

 

Azeredo, Francisco Paula d’ (1828-1918) Francisco Paula d’Azeredo Teixeira de Aguiar. 2º Visconde  e 2º Conde de Samodães. Formado em matemática e engenheiro civil e militar pela Escola do Exército. Presidente da câmara do Porto. Ministro da fazenda do governo de Sá da Bandeira, de 27 de Dezembro de 1868 a 11 de Agosto de 1869, substituindo Carlos Bento da Silva. Assume-se, a partir de então, como reformista. Governador civil do Porto de 6 de Fevereiro a 11 de Setembro de 1871. Em Dezembro de 1894 ainda participa na coligação liberal, união de progressistas e republicanos, contra o governo de Hintze, presidindo a comícios de protesto, no Porto. Um dos fundadores do jornal católico A Palavra e inspirador do partido nacionalista.. }Apontamentos biographicos de Francisco Paula d’Azeredo. Conde de Samodães, Porto, Tipografia de Manuel José Pereira, 1886

 

Azeredo, Francisco de Paula de  (n. 1859) Oficial de engenharia. Lente da Politécnica do Porto. Filho do 2º conde de Samodães. Vereador da câmara do Porto em 1901. Ministro da fazenda no governo de Wenceslau de Lima, entre 14 de Maio e 22 de Dezembro de 1909.

 

Azevedo, Aníbal Lúcio de Ministro do comércio do governo de António Maria Baptista/ Ramos Preto, de 8 de Março a 26 de Junho de 1920.

 

Azevedo, António de Araújo e António de Araújo e Azevedo. 1º Conde da Barca desde 1815 (1754-1817). Maçon. Íntimo do Duque de Lafões. Auxilia Silvestre Pinheiro Ferreira. Embaixador em Haia (1789-1797 e 1798-1802), Paris (1797-1798 e em 1801) e Rússia (1892-1803). Passou antes por França, onde contactou os revolucionários. Enviado a Paris em 1797 para negociar com o Directório. Assina o tratado de 10 de Agosto desse ano. Preso durante três meses pelo directório, de 28 de Dezembro de 1797 até 28 de Março de 1798, quando é expulso de França. Ministro dos negócios estrangeiros e da guerra (1804-1808), do reino. Assume então o partido francês. Ascende à categoria de ministro assistente ao despacho (1806-1808), da marinha e ultramar (1814-1817). Faleceu em 21 de Junho de 1817.

 

Azevedo, J. Cândido, A Adesão de Portugal à C.E.E., Lisboa, Secretaria de Estado da Comunicação Social/Direcção-Geral da Divulgação, 1978.

Portugal e Europa Face ao Mercado Comum, Amadora, Livraria Bertrand, 1978.

 

Azevedo, João Alberto Pereira de  (1782-1852) Médico e professor universitário. Maçon, da Loja Sapiência de Coimbra, entre 1818 e 1820. Deputado entre 1837 e 1838

 

Azevedo, João Lúcio de (1855-1933) Historiador português. Começa como livreiro em Belém do Pará, no Brasil, onde estava emigrado desde os dezoito anos. Regressa a Portugal em 1900. Ligado a Fidelino de Figueiredo, com quem funda em 1911 a Sociedade Portuguesa de Estudos Históricos que mobiliza autores como Costa Lobo, Gama Barris, Braamcamp Freire, David Lopes e Edgar Prestage.

 

[1893]

Estudos de História Paraense, 1893

[1901]

Os Jesuítas no Grão-Pará, 1901

[1909]

O Marquês de Pombal e a sua Época

[1918]

A História de António Vieira, 1918-1921

[1922]

História dos Cristãos-Novos em Portugal, 1922

[1918]

Evolução do Sebastianismo, 1918

[1929]

Épocas de Portugal Económico, 1929.

 

Azevedo, José António Maria de Sousa (1796-1865) Visconde de Algés desde 1849. Ministro da justiça do governo de Terceira de 14 de Setembro de 1842 a 27 de Junho de 1844. Ministro da fazenda do governo de Saldanha, entre 13 de Outubro de 1846 e 4 de Novembro do mesmo ano. Acumula a pasta da guerra no mesmo governo, desde 4 de Novembro de 1846 até 20 de Fevereiro de 1847. É então responsável pela criação do Banco de Portugal em 17 de Novembro de 1846. Par do reino.

 

Azevedo, J.  J. P. da Cruz (n. 1888) José João Pinto da Cruz Azevedo. Ministro dos abastecimentos com Sidónio Pais, de 9 de Outubro a 23 de Dezembro de 1918, continuando em tais funções no governo de Tamagnini Barbosa até 27 de Janeiro de 1919.

 

Azevedo, Padre Luís Gonzaga de (1867-1930) Sacerdote. Entra na Companhia de Jesus em 1897. Professor no Colégio de Campolide de 1900 a 1902 e de São Fiel, entre 1904 e 1907.

[1911]

Proscritos

Valhadolid

 

2ª ed., Bruxelas, 1914

[1913]

O Jesuíta. Fases duma Lenda

 

Bruxelas, 2 vols.

[1935]

História de Portugal

 

6 vols., Lisboa, Bíblion, 1935-1944

 

Azevedo, Luís Marinho de  (m. 1652)

 

Bibliografia

[1644]

Doctrina Politica, Civil e Militar, tirada do livro V das que escreveu Justo Lipsio

 

 

[1644]

Exclamaciones Politicas, Iuridicas y Morales

 

Lisboa, Lourenço de Anveres

[1652]

El Principe Encubierto, manifestado en quatro discursos politicos, exclamado al Rei Don Philippe IV, de Castilla. Escrivelos Lucindo Lusitano

 

 

 

Doctrina Política, Civil e Militar [1644] Azevedo, Luís Marinho de

Exclamaciones Políticas [1644]  Azevedo, Luís Marinho de

Principe Encubierto [1652] Azevedo, Luís Marinho de

Lipsius, Justus Azevedo, Luís Marinho de

 

 

 

Azevedo, Marciano de Vintista. Ministro do reino de 30 de Maio a 2 de Junho de 1823 durante a vilafrancada.

 

 

Azevedo, José Baptista Pinheiro (1917-1983) Comandante dos fuzileiros em 1974, integra a Junta de Salvação Nacional surgida do movimento do 25 de Abril de 1974. Chefe do Estado Maior da Armada durante o processo revolucionário. Depois da queda do V Governo Provisório de Vasco Gonçalves, assume o cargo de Primeiro-Ministro. Candidato a Presidente da República em 1976, derrotado pelo General Ramalho Eanes. Depois disso, é presidente do Partido da Democracia-Cristã. Militar, sem grande formação ideológica, foi considerado próximo dos comunistas, mantendo-se na Junta de Salvação Nacional depois do 28 de Setembro de 1974, apenas acompanhado por Costa Gomes e por Rosa Coutinho, então em Angola. E são os três que designam como Presidente da República Costa Gomes, depois da renúncia de Spínola. Já em 1975, em pleno Verão Quente, passa a linhar com o Grupo dos Nove e a defender posições próximas do PS. O respectivo governo vai viver os acontecimentos do 25 de Novembro, assistir à promulgação da Constituição e promover as primeiras eleições legislativas e presidenciais. Um dos seus conselheiros políticos directos é Joaquim Aguiar.

 

Primeiro Ministro e Ministro da Defesa Nacional: José Baptista Pinheiro de Azevedo

Finanças: Francisco Salgado Zenha (PS)

Administração Interna: Vasco Fernando Leote de Almeida Costa (militar)

Justiça: João de Deus Pinheiro Farinha

Negócios Estrangeiros: Ernesto Augusto de Melo Antunes (militar)

Agricultura e Pescas: António Poppe Lopes Cardoso (PS)

Indústria e Tecnologia: Luís Cordes de Ponte Marques do Carmo

Comércio Externo: Jorge de Pinho Campinos (PS)

Comércio Interno: Joaquim Jorge Magalhães Mota (PPD)

Trabalho: João Pedro Tomás Rosa (militar)

Educação e Investigação Científica: Vítor Manuel Rodrigues Alves

Assuntos Sociais: Jorge de Carvalho Sá Borges

Transportes e Comunicações: Walter Ruivo Pinto Gomes Rosa

Habitação, Urbanismo e Construção: Eduardo Ribeiro Pereira (PS)

Equipamento Social: Álvaro Augusto Veiga de Oliveira (PCP)

Comunicação Social: António de Almeida Santos

Cooperação: Vítor Manuel Trigueiros Crespo

 

Azpilcueta Navarro, Martin 1492-1586

 Relectio cap. Novit de Judiciis (Coimbra, 1548).

·Manual de Confessores e Penitentes

Coimbra, 1560.