Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004

Benjamin, Walter  (1892-1940)

 

 

Filósofo e crítico literário alemão. Membro da Escola de Frankfurt. Emigra para França em 1933. Suicida-se em 1940, quando tentava escapar da França ocupada, em direcção a Espanha. Assume-se como um nihilista que pretende destruir a violência do Estado, considerando que, desde Bakunine, a Europa tem falta de uma ideia radical de liberdade. Os surrealistas têm essa ideia. Considera que o nazismo entende a história como Estado de excepção, dado que o Estado de excepção é um conceito limite que se manifesta num caso limite onde a ordem jurídica não assenta numa norma , mas no monopólio da decisão, onde soberano é o que decide num Estado de excepção. Ora acontece que a excepção transformou-se em regra, o caso limite no caso normal, onde o soberano representa a história. Tem nas suas mãos o acontecimento histórico como se este fosse um ceptro.

·Ursprung des deutschen Trauerspiels

Tese de doutoramento apresentada em 1925 em Frankfurt que não deu ao autor acesso à carreira académica. Apenas publicada em 1928.

·Thesen uber den Begriff der Geschichtliche

Obra escrita em 1939-1940, mas apenas publicada postumamente) (cfr. trad. fr. Mythe et Violence, Paris, Librairie Denoël, 1971).

·Iluminationen

Escritos dispersos publicados em 1961.

4Buci-Glucksmann, Christine, «Walter Benjamin», in Dictionnaire des Oeuvres Politiques, pp. 67-74.4Gomes, F. Soares, «Walter Benjamin», in Logos, 5, cols. 763-765.

© José Adelino Maltez. Todos os direitos reservados. Cópias autorizadas, desde que indicada a proveniência: Página profissional de José Adelino Maltez ( http://maltez.info). Última revisão em: 14-12-2003