Respublica Repertório Português de Ciência Política Edição electrónica 2004 |
Barbosa, João Tamagnini de Sousa

Grão mestre da maçonaria do rito escocês
em 1933. Sucessivamente, esquerdista, camachista, centrista, sidonista e
nacionalista. Revela o trajecto típico do republicano não alinhado com o
afonsismo e o sistuacionismo da I República. Sucede a Sidónio, depois deste ser
assassinado, mas não consegue, como líder dessa transição, assegurar a
permanência institucional dos sidonistas depois de 1919.
·Candidato a presidente da república
derrotado em 1911, quando se apresenta como esquerdista contra o PRP.
·Circula entre os apoiantes de Brito
Camacho.
·Membro do Partido Centrista Republicano
que em 1917 se destacou dos evolucionistas (companheiro de Egas Moniz e Malva
do Vale).
·Um dos conspiradores do dezembrismo, por
banda dos camachistas. Abandona os unionistas quando estes saem do governo de
Sidónio.
·Ministro de Sidónio Pais, entre 12 de
Dezembro de 1917 e 14 de Dezembro de 1918. Ocupa as pastas das colónias (de 11
de Dezembro de 1917 a 15 de Maio de 1918), do interior (secretário de Estado de
15 de Maio a 8 de Outubro de 1918) e das finanças (secretário de Estado de 8 de
Outubro a 23 de Dezembro de 1918).
·Entra em conflito, durante o regime
sidonista, com a ala de Egas Moniz.
·Presidente do ministério de 23 de Dezembro
de 1918 a 27 de Janeiro de 1919, acumulando a pasta do interior. Assume então
uma posição de defesa da república, em aliança com canto e Castro e em oposição
às juntas militares, favoráveis à restauração da monarquia.
·Em 1924 apoia movimentações que, pela
primeira vez, invoca a necessidade de se seguir o fascismo italiano.
·Defende os revoltosos do 18 de Abril de
1925.
|