Beloff, Max (n. 1913)

Professor em Manchester, Oxford e Oxford, aqui desde 1957, na cadeira de Administração Pública e Governo. Considera que nos séculos XVI e XVII persistem inúmeros "hábitos medievais de pensamento", salientando a existência de representações diplomáticas permanentes,desde o seculo XV,elemento revelador do facto do Estado começar a ser pensado como unidade permanente. Observa que "a Revolução francesa trabalhava em terreno lavrado por atitudes desenvolvidas durante o século XVIII e que culminaram no grande movimento cultural chamado romantismo". Compreender-se-ia portanto que a língua e a história tivessem sido os dois aspectos mais importantes da ideia naciona:"a ideia de nação é subjectiva e criação da história.Uma nação não é una por conformidade com qualquer critério especial,mas por os seus membros crerem ter em comum o que basta para constitur um status nacional. Com efeito, entre os séculos XVI e XVIII o Estado significava "uma aglomeração territorial específica sujeita a uma autoridade política regular",era o tal Estado territorial que "viu a vantagem resultante do conceito de nação e formulou a adequada teoria de que os habitantes de um só Estado formavam uma só Nação.Aqui o princípio do cujus regio ejus religio, base da formação territorial da Europa depois da Reforma, era evidentemente da primeira importância".

· Europa e Europeus

[ed. orig. Conselho da Europa, 1957], trad. port., Lisboa, Editorial Ulisseia, s.d. (ed.).

© José Adelino Maltez. Todos os direitos reservados. Cópias autorizadas, desde que indicada a proveniência: Página profissional de José Adelino Maltez ( http://maltez.info). Última revisão em: 18-01-2004