Respublica
Repertório Português de Ciência Política
Edição electrónica 2004 |
Draï, Raphael
Membro do grupo da filosofia do desejo. Analisa o inconsciente na vida política,
referindo o carácter fálico do poder: o Estado permanece falocrático,
mesmo em democracia liberal dita pluralista. Até porque o militante
coloca o Chefe no lugar do seu Eu, para por o seu Eu no lugar do Chefe,
acreditando que assim recupera narcisisticamente uma parcela do poder fálico.
A vida política é vista como uma ordem edipiana, com uma dupla lógica: a da relação
fálica e a da castração. Há uma castração colectiva que
leva a recalcamentos. Assim, as revoluções e as revoltas são processo
vingativos, processos de libertação face ao recalcamento promovido pelo tal caácter
fálico e castrador do poder político.
·Le
Pouvoir et la Parole
Paris,
Librairie Payot, 1981.
·«Science
Politique et Psychanalyse»
In
Grawitz, Madeleine, Leca, Jean, Traité de
Science Politique, vol. III, pp. 141 segs., Paris, Presses Universitaires de
France, 1985.
·La
Politique de l’Inconscient
Paris,
Librairie Payot, 1989.

© José Adelino Maltez. Todos os direitos reservados. Última revisão em:
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