Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004

 

Jaurès, Jean (1859-1914)

Professor de filosofia em Toulouse, doutorado com uma tese sobre as Origens do socialismo alemão em Lutero, Kant, Fichte e Hegel. Militante socialista não marxista, invoca Proudhon e Blanc. Amigo de Péguy. Deputado desde 1885. Dirigente da II Internacional, sempre recusou cargos governamentais, de acordo com as directivas do movimento. Um dos principais dreyfusards. Funda em 1904 o jornal L’Humanité. Assassinado em 31 de Julho de 1914, quando tentava evitar a guerra, depois de ter um encontro com uma delegação do SPD. Influenciado por Espinosa, Kant e Hegel, tenta misturar idealismo e materialismo. Considera que há uma evolução necessária, um movimento da história, mas também um sentido ideal: há um sopro de lamento e de esperança que sai da boca do escravo, do servo e do proletário; é esse sopro imortal de humanidade que forma a alma do que chamamos de direito (1894). Tenta também assumir o individualismo, em nome dos direitos do homem: somente o socialismo dará à declaração dos direitos do homem todo o seu sentido e realizará o direito humano … o socialismo é o individualismo lógico e completo. Ele não é o produto da inveja, que é o mais baixo dos impulsos humanos, mas da justiça e da piedade, que são os mais belos. O socialismo, portanto, é uma moral e uma religião, tanto quanto uma doutrina.

· Histoire Socialiste de la Révolution Française

Paris, 1901 - 1904. Cfr. a antologia L'Esprit du Socialisme, Paris, Gonthier, 1964.

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