Labriola, Antonio (1843-1904) Professor de história e filosofia em Roma. Discípulo de Bertrando Spaventa, hegeliano italiano, com quem estuda em Nápoles, e mestre de Croce e Gramsci. Considerado o primeiro marxista hegeliano, por contrariar a interpretação determinista e materialista do modelo de Engels, é também influenciado por Espinosa e Vico, acentuando o papel da consciência e da praxis. Se defende o gradualismo marxista, opõe-se, contudo, ao revisionismo de Bernstein, ao mesmo tempo que também se distancia das teses voluntaristas de Sorel. Considera que as leis do mundo natural não se aplicam ao mundo humano, dado que este é um meio artificial, onde a estrutura económica só em última análise determina as instituições e a consciência. Propõe a criação de uma associação que não produzisse mercadorias e que por isso já não é o Estado, mas sim o seu oposto, ou seja, o sustentáculo técnico e pedagógico da convivência humana, o “self government” do trabalho... a sociedade dirigida como Estado foi sempre a de uma maioria entregue à tutela de uma minoria, dado que o Estado é... sistema de forças que mantém o equilíbrio ou o impõe pela violência ou pela repressão, dado que Estado cresceu ou diminuiu de poderes mas nunca desapareceu... o Estado é uma real ordenação de defesas para garantir e perpetuar um método de convivência.

·In memoria del manifesto dei comunisti

1895. Primeiro ensaio de Labriola, editado em Itália pelo seu discípulo B. Croce.

·Saggi intorno alla concezione materialistica della Storia

1896. Trad. fr. de 1897, Essais sur la Concéption Matérialiste de l’Histoire, Paris, , Giard & Brière, com prefácio de Georges Sorel.

· Delucidazione preliminare

1896.

·Discorrendo di Socialismo e di Filosofia

1898.  Trad. fr. De 1899, Socialisme et Philosophie, Paris, Giard & Brière, com o subtítulo Lettres à G. Sorel.

·Scritti vari di Filosofia e Politica

1906.

·Morale e religione della libertà morale