Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004

Saldanha, Duque de

Conde (desde 1827), Marquês (desde 1834) e Duque (desde 1862).

João Carlos Gregório Domingos Vicente Francisco de Saldanha Oliveira e Daun.

Filho do conde de Rio Maior e de uma filha do marquês de Pombal. Grão-mestre da Maçonaria do Sul entre 1832 e 1837 (teve aqui como colaboradores, José Liberato Freire de Carvalho e o 4º conde de Lumiares). Figura controversa, mas fundamental do liberalismo monárquico. O general sem exército, o grão-mestre sem lojas, é, sem dúvida o aventureiro napoleónico à maneira do seus mestre La Fayette. Alguém sem vontade de poder, mas que está sempre a saltar para o cavalo do poder. Alguém que se mostra sempre incapaz de organizar os factores de poder e quem nem sequer tem uma ideia firme sobre o que fazer com os sucessivos poderes que vai conquistando ou que lhe oferecem. Dividido entre as emoções  da chefia militar e as conversas de gabinete onde todos lhe reconhecem grande capacidade de sedução. Por esta contradição vai passar quase metade da história do constitucionalismo monárquico.

·Membro do Conselho Conservador em 1808.  Militar. Capitão com 17 anos e brigadeiro aos 28.

·Participa na vilafrancada; insta pela aprovação da Carta em 1826.

·Ministro da guerra do governo da regência de D. Isabel Maria, nomeado em 1 de Agosto de 1826. É substituído em 13 de Outubro de 1826 pelo ministro da marinha Costa Quintela, para comandar a repressão face à revolta do Algarve.

·Adoece gravemente e só volta à pasta em 1 de Maio de 1827.

·Acumula os estrangeiros a partir de 8 de Junho de 1827, por Palmela continuar embaixador em Londres.

·Sai deste governo em 26 de Julho de 1827, por ocasião das archotadas.

 




© José Adelino Maltez. Todos os direitos reservados. Última revisão em: 17-01-2004