Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004


Terrorismo de Estado

Camus fala no "estranho e aterrador crescimento do Estado Moderno" e na "crescente omnipotência" do mesmo. Chega mesmo a referir um "terrorismo do Estado". Porque "arrasada a Cidade de Deus,o sonho profético de Marx e as potentes antecipações de Hegel e de Nietzsche acabaram por suscitar um Estado racional ou irracional,mas terrorista em qualquer dos casos". Esta heteronomia seria potenciada pelas próprias revoluçoes dos tempos modernos:"todas as revoluções modernas conduziram a um revigoramento do Estado.1789 produz Napoleão; 1848, Napoleão III; 1917, Estaline os tumultos italianos dos anos 20, Mussolini; a República de Weimar, Hitler." Assim, "todas as revoluções modernas conduzem a um revigoramento do Estado" e que "o sonho profético de Marx e as potentes antecipações de Hegel ou de Nietzsche acabaram por suscitar um estado, racional ou irracional, mas terrorista em qualquer caso".Então "o Estado identifica-se com a máquina, isto é, com o conjunto dos mecanismos da conquista e repressão.A conquista dirigida para o interior do país chama-se propaganda ou repressão.Dirigida para o exterior cria o exército"

 




© José Adelino Maltez. Todos os direitos reservados. Última revisão em: