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Lista de artigos

Artigos em grosso

Blache, P. Vidal la (1845-1918)
Blackstone, William (1723-1780) Blanc, Louis (1811-1882)
Blanqui, Louis Auguste 1805-1881 Blasfémia
Blau, Peter M.

Bloch, Ernst

Bloch, Marc
Bloco

Bloco Central
Bloco Conservador

Bloco Liberal 

Blondel, Jean
Blondel, Maurice (1861-1949)

BloqueioLoy, Léon

Blum, Léon (1872-1950)
Bluntschli, Johann Kaspar
 

Blache, P. Vidal la (1845-1918)
·Principes de Géographie Humaine
Paris, Armand Colin, 1922.
 
Blackstone, William (1723-1780) Considera que no direito inglês há costumes gerais, o chamado common law, entendido como um costume geral e imemorial como tal declarado de tempos em tempos pelos tribunais

·Commentaries on the Laws of England (1765 - 1769).
 
 
Blanc, Louis (1811-1882) Jean Joseph Louis Blanc. Um dos socialistas utópicos. Funda em 1839 La Revue du Progrès. Defende, então, a criação de ateliers nationaux financiados pelo Estado e dirigidos por associações de trabalhadores. Colabora desde 1843 no jornal La Réforme. Entra para o governo em 1848, por pressão dos operários. Vive no exílio britânico de 1848 a 1871. Recusa a aderir à Comuna de Paris em 1871. Influencia as teses de Lassalle.
·Organisation du Travail
Paris, Prévot, 1840. Artigo publicado em 1839 em La Revue du progrès Organisation….
·Histoire des Dix Ans
1841.
·Histoire de la Révolution Française
12 vols., Paris, Langlois et Leclercq, 1847-1862.
·Le Droit au Travail
1848.
·Cathécisme des Socialistes
1849.
 
4Halévy, Élie, História do Socialismo Europeu, trad. port. de Maria Luísa C. Maia, Amadora, Livraria Bertrand, 1975, pp. 89 segs.
 
Blanqui, Louis Auguste  1805-1881 Um revolucionário típico que escreve a maior parte das suas obras no cárcere, onde passa cerca de quarenta anos. Participa na Revolução de Julho de 1830. Tenta golpe de 1839 com cerca de meio milhar de seguidores. Preso até 1840. Participa na Comuna de Paris de 1871. Preso até 1879. Influencia Lenine, sendo o inspirador das ideias dos revolucionários profissionais e da ditadura do proletariado. A partir dele surge o chamado blanquismo, segundo o qual a revolução faz-se através de uma insurreição violenta, desencadeada por um pequeno grupo de dirigentes revolucionários. Deste modo se liga a tradição jacobina da acção directa à tradição bolchevique protagonizada por Lenine.
·Instruction pour une Prise d’Armes
1868 - 1869.
·Textes Choisis
Paris, Éditions Sociales, 1956.
 
4Bernstein, Samuel, Auguste Blanqui, Paris, Éditions Maspero, 1970.4Dommanget, Maurice, Auguste Blanqui des Origines à la Révolution de 1848, Paris, 1969.4Halévy, Élie, História do Socialismo Europeu, trad. port. de Maria Luísa C. Maia, Amadora, Livraria Bertrand, 1975, pp. 87 segs.
 
Blau, Peter M. Corrige os extremismos psicologistas e individualistas da teoria da troca social ou do intercâmbio, assumindo o normativismo. Considera que a obrigação dese obedecer a ordens de uma autoridade legítima deriva de uma obrigação inculcada por agentes socializadores. Admite assim um consenso normativo e que as eleições individuais podem até reforçar o consenso. Porque os processos sociais transformam as racionalizações individuais em valores comuns.
·The Dynamics of Bureaucracy
Chicago, The University of Chicago Press, 1955.
·Bureaucracy in Modern Society
Nova York, Random House Publishers, 1956 (com M. Meyer).
·Exchange and Power in Social Life
Nova York, John Wiley & Sons, 1964.
·Inequality and Heterogeneity. A Primitive Theory of Social Structure
Glencoe, The Free Press of Glencoe, 1977.
 
Bloch, Ernst (1885-1977 ) Judeu alemão. Estuda em Munique. Doutorado em filosofia com uma tese sobre Rickert. Torna-se escritor livre, instala-se em Berlim e adere ao partido comunista. Emigra em 1933, vivendo nos Estados Unidos desde 1938. Volta à Alemanha no pós-guerra, passando a professor em Leipzig desde 1949. Abandona os comunistas e a RDA em 1961, protestanto contra a edificação do Muro de Berlim. Vem para a Alemanha Ocidental, ensinando em Tubinga. Próximo da Escola de Francforte, salienta que a "essência coercitiva, satânica e pagã do Estado" que ser quer como Deus na terra e aspira à "omnipotência mundial pela adoração do diabólico". Considera que há uma energia utópica no caminho para o socialismo, até porque este era uma teologia antes de Marx o transformar em economia política. Pretende abolir a contradição existente entre a pessoa humana e o indivíduo social. Estuda o messianismo e fala num novo reino onde o marxismo se reuniria ao sonho incondicionado. Considera que o direito natural é o direito da mãe-natureza, tendo um carácter subversivo por reivindicar a dignidade humana, exigindo tanto a libertação económica como a aplicação dos direitos do homem.
·Geist der Utopie
Munique, 1918. Obra escrita na Suíça. Cfr. trad. fr. L'Esprit de l'Utopie, Paris, Éditions Gallimard, 1977
·Das Prinzip Höffnung
Frankfurt, 1954 - 1959) (cfr. trad. fr. Le Principe Espérance, Paris, Éditions Gallimard, 1976). A obra foi escrita entre 1938 e 1947
Derecho Natural y Dignidad Humana
1961. Trad. cast., Madrid, Aguilar. Trad. Fr. Droit Naturel et Dignité Humaine, Paris, Payot, 1978.
Aesthetics and Politics
Londres, New Left Books, 1977. Com outros.
Essays on the Philosophy of Music
Cambridge, Cambridge University Press, 1985.
 
Bloch, Marc (1886-1944) Historiador francês de origens judaicas. Diplomado pela École Normale Supérieure, em 1904-1908. Combatente condecorado por feitos em combate na Grande Guerra de 1914-1918. Professor da Universidade de Estrasburgo entre 1919 e 1936. Fundador da escola dos Annales d’Histoire Économique et Sociale, em 1929, juntamente com Lucien Febvre. Em 1936 passa para a Sorbonne. Ainda volta a alitar-se como combatente em 1939. Salienta a Europa feudal não foi totalmente feudalizada no mesmo grau nem segundo o mesmo ritmo e, especialmente, que em parte alguma o foi completamente.Em nenhum país, a população rural caiu totalmente nas malhas duma dependência pessoal e hereditária.Quase por toda a aprte ‑ ainda que em número extremamente variável, conforme as regiões ‑ subsistiram terras alodiais, grandes ou pequenas.A noção de estado nunca desapareceu absolutamnete e, onde conservou mais vigor, houve homens que teimaram em chamar‑se 'livres', no sentido antigo da palavra, porque dependiam apenas do chefe do povo ou dos seus representantes. Observa também que as ideias que expõem correntemente os publicistas realistas dos séculos XVI e XVII parecem por vezes banais a quem percorreu a literatura dos períodos precedentes...não convem levar muito a sério a ruptura tradicional que,na sequência dos humanistas,nós normalmente consideramos na Europa por volta do ano de 1500. A chamada resconstituição dos Estados, na, segunda idade feudal, constituiu um fenómeno comum em todo o Ocidente, apesar de poderem ser enumerados três tipos de Estado: a monarquia nova dos Capetos; a monarquia arcaizante da Alemanha; e a monarquia anglo-normanda, produzida por feitos de conquista e sobrevivências germânicas.
·Les Rois Thaumaturges. Étude sur le Caracter Surnaturel attribué à la Puissance Royale particulièrement en France et en Angleterre
[1ª ed., Estrasburgo, 1924], Paris, Éditions Gallimard, 1983.
·Les Caractères Originaux de l’Histoire Rurale Française
1931.
·La Societé Féodale
1939-1940. Cfr. Trad. Port. A Sociedade Feudal, Lisboa, Edições 70, 1979.
·L’Étrange Défaite. Témoignage
Obra escrita em 1940 e publicada postumamente em 1946.
 
Bloco Do fr.bloc. Quando grupos ou partidos divergentes apoiam em conjunto um determinado governo. Difere da aliança e da coligação, quando grupos e partidos diferentes assumem-se como convergentes. No plano da política internacional, diz-se de um grupo de Estados que se juntam sem prévio tratado ou aliança, sendo exemplo do processo o grupo de Estados que se juntaram contra a França revolucionária.
 
Bloco Central
 
Bloco Conservador Designação dada, por ocasião das eleições de Agosto de 1910, as últimas da monarquia liberal, a um grupo onde alinharam os progressistas de José Luciano, em torno do Correio da Noite, os regeneradores de Campos Henriques, os franquistas de Vasconcelos Porto, com o Correio da Manhã, e os nacionalistas de Jacinto Cândido, em torno de Liberdade, apoiado em Castelo Branco por Tavares Proença, bem como dos jornais Palavra, dirigido por Francisco Gonçalves Cortez, e de Portugal, dirigido pelos jesuítas do padre Matos. O bloco, que reunia as oposições monárquicas ao governo de Teixeira de Sousa, tinha 50 deputados, contra 89 do bloco apoiante do governo, o chamado bloco liberal.
 
Bloco Liberal  (1910) Designação dada, por ocasião das eleições de Agosto de 1910, as últimas da monarquia liberal, a um grupo onde estiveram os dissidentes progressistas de José de Alpoim, ditos pelos inimigos como os buicidentes, os franquistas de Melo e Sousa e Malheiro Reimão, e os católicos de cariz franciscano, contrários ao partido nacionalista, influenciado pelos jesuítas, com Quirino de Jesus e Abúndio da Silva, que então já assumiam como defensores da democracia cristã. O bloco, que apoiava o governo de Teixeira de Sousa, contava na Câmara dos Deputados com o apoio de 89 deputados.
 
Blondel, Jean Destaca-se nos domínios da política comparada, principalmente na análise dos partidos políticos. Considera que o bipartidarismo resulta de sistemas eleitorais de maioria simples e que os sistemas proporcionais geram sistemas multipartidários.
·Voters, Parties and Leaders
Harmondsworth, Penguin Books, 1963.
·Introduction to Comparative Government
Londres, Weidenfeld Nicholson, 1969 [trad. cast. Introducción al Estudio Comparativo de los Gobiernos, Madrid, Revista de Occidente].
·A Reader in Comparative Government
Basingstoke, Macmillan Press, 1969.
·Comparative Legislatures
Englewood Cliffs, Prentice-Hall, 1973.
·Political Parties. A Genuine Case for Discontent?
Londres, Wildwood House, 1978.
·World Leaders
Newbury Park, Sage Publications, 1980.
·The Discipline of Politics
Londres, Butterworth, 1981.
·The Organisation of Governments
Newbury Park, Sage Publications, 1982.
·Government Ministers in the Contemporary World
Newbury Park, Sage Publications, 1985.
·Political Leadership
Newbury Park, Sage Publications, 1987 (com Muller-Rommel, F.).
·Cabinets in Western Europe
Basingstoke, Macmillan Press, 1988.,
·The Profession of Cabinet Minister in Western Europe
Basingstoke, Macmillan Press, 1991(com Thiebault, J.-L.).
·Governing Together
Basingstoke, Macmillan Press, 1993 (com uller-Rommel, F.).
·Theories of the Political System. Classics of Political Thought and Modern Political Analysis
Englewood Cliffs, Prentice-Hall, 1965 (com Bluhm, William T.).
·Ideologies and Attitudes. Modern Political Culture
Englewood Cliffs, Prentice-Hall, 1974.
·«Political Science and the Humanities. A Report of the American Political Science Association»
In Political Science Quarterly, n.º 18, pp. 247-259, Washington D. C., APSA, 1985 (com Hermann, M. G., Murphy, W. F., Nelson, J. S., Pye, L. W.).
 
Blondel, Maurice (1861-1949) Espiritualista francês.
 
Bloqueio. Em ingl. Blockade. Isolamento ou corte de comunicações de um determinado território com o exterior. Ficaram célebres, o Bloqueio Continental, decretado por Napoleão em Berlim em 21 de Novembro de 1806, e o Bloqueio de Berlim, estabelecido pelas autoridades soviéticas de ocupação da Alemanha, de 24 de Junho a 12 de Maio de 1949.

Bloy, Léon 1846–1917. Escritor católico francês que influencia Jacques Maritain. Autor de Le Désespéré (1886) e La Femme pauvre , bem como de Salut par les Juifs (1892).
  
Blum, Léon (1872-1950) Um dos mestres do socialismo democrático francês, defensor do pluralismo político, da planificação democrática. Opositor ao bolchevismo, considerando o mesmo como blanquista, contrário à tradição socialista. Jurista, literato e crítico de teatro. De origens judaicas. Depois de uma carreira como auditor no Conselho de Estado, desperta para a política com a questão Dreyfus. Funda, com Jaurès, L’Humanité, em 1904. Eleito deputado a partir de 1919. Encarregado da redacção do programa de acção dos socialistas, passa a director do jornal Le Populaire, que desde 1920 se opõe aos comunistas. Apesar de se assumir como marxista, entende o socialismo à maneira de Jaurès, como um sentimento da solidariedade humana e como uma exigência da consciência. Torna-se chefe do grupo parlamentar socialista. Apoia a formação do cartel das esquerdas em 1924, sustentando governos radicais, mas, até 1936, concebe, para os socialistas, uma política de soutien sans participation. Em 1926 salienta que os socialistas tanto podem assumir a conquista do poder, pela via revolucionária, como o exercício do poder, a gestão da ordem legal republicana, através de uma maioria parlamentar, com respeito das regras constitucionais. Presidente do conselho de ministros francês com a Front Populaire  entre 4 de Junho de 1936 e 21 de Junho de 1937 e de 13 de Março a 8 de Abril de 1938, assumindo, no intervalo, as funções de vice-presidente do conselho. Autoriza em Junho de 1940 que dois socialistas participem no governo de Pétain, apesar de, no mês seguinte, ser um dos oitenta deputados que recusam plenos poderes ao velho marechal. Preso na Alemanha durante a Guerra.. Volta à chefia do governo entre 13 de Dezembro de 1946 e 16 de Janeiro de 1947. Publica em 1945 À l’Échelle Humaine, obra escrita em 1941, onde defende a social-democracia como o processo de passagem do capitalismo para o socialismo, conservando as liberdades tradicionais. Advoga um socialismo humanista que não é fatalismo nem determinismo, tal como também não se configuar como resignação nem cinismo, devendo libertar a pessoa humana de todas as servidões que a oprimem..
·La Réforme Gouvernamentale
1918. Paris, Grasset, 1936.
·À l'Échelle Humaine
Paris, Éditions Gallimard, 1945. Cfr. ed., Paris, Gallimard, 1971, com prefácio de René Remond. Obra escrita em 1941.
·Le Socialisme Démocratique, Scission et Unité de la Gauche. Discours 1921-1946
Paris, Librairie Denoël, 1972.
 
 
Bluntschli, Johann Kaspar  (1808-1881) Suíço, professor na Alemanha, um dos autores marcantes do movimento da teoria geral do Estado e um dos principais representantes do organicismo. Defende o nacionalismo, quando proclama que cada nação tem a vocação e o direito de constituir um Estado. Assim como a humanidade está dividida numa pluralidade de nações, assim deve ser o mundo repartido por igual número de Estados. Cada nação é um Estado. Cada Estado um ser nacional.  Finalmente assume também a instituição de uma comunidade europeia (europische Staatengemeinschaft), pela instauração de um Estado federal europeu, de estrutura flexível. Haveria um Conselho Federal, representante dos Estados, e um Senado, representante dos povos. Não admite um organismo supra-nacional porque os Estados europeus se consideram pessoas soberanas, falando antes em cooperação e colaboração. Porque qualquer constituição europeia que instaure um novo Estado europeu único, no qual os Estados até então soberanos se integrem é irrealizável. Bluntschli estrutura-se a ideia do Estado como organismo biológico. Para este autor, os Estados nascem, crescem, são adolescentes, envelhecem e morrem, num ciclo comparável ao da própria vida de um indivíduo. Tal antropomorfismo chegou mesmo a equiparar a fixação dos impostos à nutrição do ser vivo; a organização militar ao instinto de conservação; a justiça ao vigor da saúde; e o poder soberano à cabeça do organismo. O Estado passa a ser entendido como pessoa viva, com uma cabeça - o governo -, para além do tronco, dos braços e das pernas. Importou‑se, inclusive, com o próprio sexo desse organismo, atribuindo‑lhe uma masculinidade patente, ao contrário da sensibilidade feminina da Igreja. Segundo as suas próprias palavras, a sensibilidade activa do Estado. Conforme ele diz, a história, ao revelar‑nos a natureza orgânica do Estado, dá‑nos a conhecer também que este não figura na escala dos organismos inferiores como os animais ou as plantas, mas que é uma de espécie superior. Revela‑a como organismo ético‑espiritual, como um grande corpo que é susceptível de fazer seus os sentimentos e ideias dos povos, e expressá‑los em leis, realizá‑los com acções próprias. Ela própria nos informa àcerca das propriedades morais,do carácter de cada um dos Estados. Atribui ao Estado uma personalidade dotada de corpo e espírito, capaz de possuir e emitir a sua própria vontade. Assim, o fim verdadeiro e directo do Estado é o desenvolvimento da nação, o aperfeiçoamento da sua vida, a sua conformação por uma marcha progressiva, que não está em contradição com os destinos da humanidade. O Estado é a humanidade organizada, mas a humanidade em sua manifestaço masculina, não em seu organismo feminino. Assim, considera que o Estado procede substancialmente do mesmo modo que qualquer ser orgânico sobre a terra. Percorre todas as transformações internas e as diferentes fases duma vida cheia de juventude e forte, e atinge a maturidade e a velhice. Neste sentido, considerava negativo para o Estado a separação dos poderes, porque separar a cabeça do corpo para dela fazer um seu igual é matar o homem.
Johan Kaspar Bluntschli (1808-1881), principalmente em Allgemeine Staatslehre [1852], nos três volumes de Lehre vom Modernen Staat I- Allgemeine Staatslehre; II- Allgemeines Staatsrecht; III- Politik als Wissenschaft [1875-1876], e em Psychologische Studien über Staat und Kirche [1884], vai ser o autor mais marcante do período, a partir da ideia básica do Estado como um organismo biológico, como uma pessoa viva, dotada de um corpo e de um espírito, com patente masculinidade, a chamada sensibilidade activa do Estado, em contraste com o carácter feminino da Igreja(). Bluntschli chegava, aliás, a Portugal através de traduções francesas, como La Politique [1883], Théorie Générale de l'État e Droit Public, livros que a Faculdade de Direito chegou a adoptar como compêndios entre 1884-1885 1890-1891, mas sem aquisição obrigatória. Isto é, as teias do krausismo abriam-se às teorias germanistas do Estado Força e da Teoria Geral do Estado, esse pós-krausismo sem as iluminações liberdadeiras de Vicente Ferrer Neto Paiva.
·Allgemeines Staatslehre
1852
·Geschichte der neuren Staatswissenschaft, Allgemeines Staatsrechts und Politik
Munique, 1864.
·Lehre vom Modernen Staat
3 vols.: I - Allgemeine Staatslehre; II - Allgemeines Staatsrecht; III - Politik als Wissenschaft, Estugarda, 1875 - 1876).
·Die Schweirische Nationalitat
1875.
·Die Organisation des Europisches Staatenvereines
1878.
·Psychologische Studien über Staat und Kirche
1884.