Respublica           Repertório Português de Ciência Política            Total: B/Br
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Lista de artigos

Artigos em grosso

Braamcamp de Almeida Castelo Branco (Ou Braamcamp Senior), Anselmo José

Braamcamp, Anselmo José (1819-1885)
Brabante
Bradley, Francis Herbert
Braço popularBraga, Alexandre (1871-1921)

Braga, Teófilo (1843-1924)

Braga, Luís Almeida (n. 1890)

Braga, Mário (1921-) 

Braillard, Philippe
Brams, Steven John
Branco, António Aresta

Branco, Camilo Botelho Castelo (1825-1890)

Branco, Fernando Augusto (n. 1890)
Branco, João de Freitas

Branco, João Soares
Branco, Lopes (1808-1889)
Brandão, António Emílio Correia de Sá (1821-1909)
Brandão, António José 

Brandão, Carlos Cal n. 1906

Brandão, Francisco Maria de Sousa (1818-1892)

Brandão, Mateus da Assunção.

Beneditino.

Brandão, João (1827-1880) Brandeburgo (Brandeburg)
Brandão, António José (1906-1984)

Brandão, Raul Germano (1867-1930)
Brandeburgo
Brandt, Willy Brasão, EduardoBrasil

Brasilach, Robert 1909-1945 

Braud, Philippe,

Braudel, Ferdinand

Brecht, Arnold Brecht, Bretold 1898-1956

Bréhier, Émile (1876-1952) Brederode, Fernando Teixeira Homem de
Brejnevismo Dissidentes soviéticos Brennan, Geoffrey
Brentano, Heinrich von

Bret, Pierre Cardin Le (1558-1655) Breton, André

Bretanha
Breton, Albert

Breton, André
Bretton Woods, Conferência de (1944) Breve doutrina e Ensinança de Principes (1525)
Breviário

Breviários de Príncipes
Breyner, Pedro de Melo (1751-1830)
Briand, Aristide (1862-1932) 

Brimo, Albert
Brito, António José de (n. 1927)
Brito, Elvino José de Sousa (1851-1902)
Brito, Joaquim José Rodrigues de 1753-1831
Brito, Joaquim Maria Rodrigues de (1822-1873)

Brito, José Joaquim Xavier de Brito, José Sousa

Brito, Farias
Broca, P. A

Brochado, Costa (1904)

Brogan, Denis W.
Bronze dos Salários, Lei de

Browson, A.
Bruck, Moeller Arthur van den Brugmans, Henri

Brumário, Dezoito deBrun, André (1881-1926)
Brunner, Emile
Bruni, Leonardo (m. 1444)
Bruno, José Pereira de Sampaio (1857-1915)

Bruno, Giordano (1548-1600)
Brunswick (Braunschweig)
Brutus, Junius ou Hubert Languet (1518-1581)
Bryce, James (1838-1922)

Brzezinski, Zbigniew

Braamcamp de Almeida Castelo Branco (Ou Braamcamp Senior), Anselmo José (1791-841) Do em 1821-22 e 1824-32; senador em 1838-41. Membro fundador da Sociedade Patriótica Lisbonense em 9 de Março de 1836. Secretário de Estado da regência do reino nomeada pelas Cortes em 26 de Janeiro de 1821.
 
 Braamcamp, Anselmo José (1819-1885) Bacharel em direito, 1840. Filho de Anselmo José Braamcamp de Almeida Castelo Branco (1791-1841). Maçon. Anticabralista, secretário de Sá da Bandeira durante a Patuleia, lado a lado com José Estevão. Pertence à Comissão Revolucionária de Lisboa em Maio de 1849, juntamente com José Estevão, Rodrigues Sampaio e Oliveira Marreca. Deputado desde 1851. Ministro do reino de 21 de Fevereiro de 1862 a 16 de Janeiro de 1864 no governo de Loulé, tomando medidas contra as congregações religiosas, no sentido do proposto or Vicente Ferrer de Neto Paiva. É então que as Irmãs da Caridade acabam por embarcar para França em 9 de Maio de 1862. Alinha então na facção da luva branca dos históricos, liderada por Loulé e ao lado de Mendes Leal e José Luciano. Ministro da fazenda em novo governo de Loulé, o terceiro governo histórico, de 11 de Agosto de 1869 a 26 de Maio de 1870. É então o responsável pelas reformas financeiras de Agosto de 1869, com a reforma da contribuição predial e da contribuição industrial, e a introdução da contibuição pessoal, o primeiro imposto português sobre o rendimento. Programa também a institucionalização daquilo que virã a ser a Caixa Geral de Depósitos. Par do reino desde Abril de 1874. Organiza o partido progressista, sendo o principal subscritor do pacto da Granja de 1876. É então uma grave e entristecida figura, levemente céptica. Presidente do ministério de 1 de Junho de 1879 a 25 de Março de 1881 (664 dias), acumulando a pasta dos negócios estrangeiros, lançando um programa de moralidde e liberdade. Tem, então, o apoio dos avilistas e a benevolência dos constituintes. Morre em 13 de Novembro de 1885. I75
 
Brabante (Brabant) Antigo ducado que os Habsburgos agregaram à Borgonha em 1477; a parte norte, Noordbrabant, passou para as Províncias Unidas em 1648.
 
 Bradley, Francis Herbert (1846-1924) Hegeliano inglês. Adopta uma visão totalizante da história, abrangendo passado, presente e futuro. Salienta que uma qualquer figura do passado continua presnete onde qualquer coisa que o universo contenha estivesse presente na sua mente.
·Ethical Studies, 1876.
·Appearance and Reality, 1893.
 
Ethical Studies (London: Oxford University Press, 1876; second edition, with notes: London: Oxford University Press, 1927).
The Principles of Logic (London: Oxford University Press, 1883; second edition, revised, with commentary and terminal essays, London: Oxford University Press, 1922).
Appearance and Reality (London: Swan Sonnenschein, 1893; second edition, with an appendix, London: Swan Sonnenschein, 1897; ninth impression, corrected, Oxford: Clarendon Press, 1930).
Essays on Truth and Reality (Oxford: Clarendon Press, 1914).
Aphorisms (Oxford: privately printed at the Clarendon Press, 1930).
Collected Essays (Oxford: Clarendon Press, 1935).
Writings on Logic and Metaphysics edited and with introductions by James W. Allard and Guy Stock (Oxford: Clarendon Press, 1994).
The Collected Works of F.H. Bradley, 12 volumes, edited and introduced by W.J. Mander and Carol A. Keene (Bristol: Thoemmes, 1999
 
Braga, Alexandre (1871-1921) Advogado. Um dos sete deputados republicanos eleitos em 5 de Abril de 1908. Raúl Brandão considera que fez da sua vida uma orgia... com esplêndidos discursosDeputado democrático. Opõe-se à amnistia para os conspiradores monárquicos, contra a proposta de António José de Almeida, em 1912-1913. Ministro do interior de Vítor Hugo Azevedo Coutinho, de 12 de Dezembro de 1914 a 24 de Janeiro de 1915. Ministro da justiça no governo de Afonso Costa, de 25 de Abril a 8 de Dezembro de 1917.Xx123
 
Braga, Joaquim Fernandes Teófilo (1843-1924) Participa na Questão Coimbrã de 1865. Forma-se em direito em 1868. Em 1872, professor de literatura do Curso Superior de letras. Publica Soluções Positivas da Política Portuguesa em 1879. Considera que o constitucionalismo monárquico é uma transigência provisória entre o absolutismo e a revolução, e que esse estado provisório era explorado por uma família, muito além do legítimo momento histórico, onde dominam partidos médios que quando têm força, intimidam, como vimos nos Cabrais ou, quando se sentem fracos, corrompem, como fez Rodrigo da Fonseca. Critica a geração dos republicanos de 1848 por não terem entendido o oportunismo de Gambetta na II República Francesa, que conciliou a burguesia com a república, sem alienar a simpatia dos democratas mais avançados.
Eleito deputado republicano nas eleições suplementares de 25 de Fevereiro de 1888, juntando-se a Elias Garcia e Zófimo Consiglieri Pedroso, sob um governo progressista. Observa que a filosofia positiva mostrou-nos que o constitucionalismo era uma transacção provisória entre o absolutismo e a revolução. Presidente do governo provisório de 5 de Outubro de 1910 a 4 de Setembro de 1911. Eleito presidente da república em 28 de Maio de 1915 até 5 de Outubro de 1915, depois da renúncia de Manuel de Arriaga.
 
 
·Poesia do Direito. I Genese da Symbolica do Direito Universal II Origens Poeticas do Direito Portuguez
Porto, T. Commercial, 1865.
·História das Ideias Republicanas em Portugal
1880 (ver Lisboa, Vega, 1980). Faleceu em 28 de Janeiro de 1924.
·Traços Geraes da Philosofia Positiva. Comprovados pelas Descobertas Scientíficas Modernas
Lisboa, Nova Livraria Internacional, 1877.
·Soluções Positivas da Política Portuguesa
Lisboa, Nova Livraria Internacional, 1879, 2 vols.: I - Da aspiração à revolução e sua disciplina em opinião democrática; II - Do advento evolutivo das ideas democráticas). História das Ideas Republicanas em Portugal (Lisboa, Livraria Sousa Neves, 1880).
·Sciencia das Religiões. Origens Poéticas do Christianismo
Porto, Imprensa Commercial, 1880.
·Systema de Sociologia
Lisboa, Livraria Castro & Irmão, 1884.
·O Povo Português nos seus Costumes, Crenças e Tradições
1885
·História da Universidade de Coimbra nas suas relações com a instrucção pública portugueza
Lisboa, 1892-1902, 4 vols..
·A Pátria Portuguesa. O Território e a Raça
1894
 
 
Braga, Luís Carlos de Lima de Almeida (n. 1890) Nasce em Braga. Advogado. Secretário de Paiva Couceiro. Exilado na Bélgica entre 1912 e 1914, fundando aí a revista Alma Portuguesa em 1913. Amnistiado, regressa a Portugal e é um dos fundadores do Integralismo Lusitano, expressão que ele próprio cunhou. Conclui a licenciatura em direito em 1917. Participa na revolta de Monsanto e volta ao exílio em 1919. É membro da Junta Central do Integralismo Lusitano em 1916-1922 e em 1926-1932. Depois do 28 de Maio, distancia-se do salazarismo. Apoiante das candidaturas de Norton de Matos, em 1949, e de Humberto Delgado, em 1958. Por isso é irradiado da Causa Monárquica em 1949, juntamente com Francisco Vieira de Almeida. Em 1949 considera que o Estado Novo é um grosseiro tecido de incoerências, de contradições, de ficções, de equívocos. Porque, elevado à categoria de ser absoluto, o Estado absorveu a Nação. Depressa o Poder passou a prepotência, que tudo esmaga e tritura, e faz da obediência lei para escravos castrados. Em 1958 dá uma entrevista ao Diário de Lisboa, onde declara: condeno o híbrido sistema político tirânico e vingativo que está a arrastar-nos para a pior catástrofe da nossa história ... a idolatria da autoridade, o materialismo da obediência passiva ... tendo começado por ser uma ditadura administrativa, manhosamente se transformou em ditadura policial, contrária ao destino moral e pessoal do homem ... O Estado Novo tornou os ricos mais ricos e os pobres mais pobres ... para me declarar monárquico não peço licença ao rei nem aos bobos da Corte. Já antes, em A Revolta da Inteligência, critica o estatismo e o totalitarismo: quando o Estado, tonando-se dono do homem, despreza as liberdades individuais e aniquila as autonomias locais, a si próprio prepara o fim por congestão. Município tutelado pelo Estado é município morto; corporação a que o Estado governa, é feira e alborque de consciências comandadas pela avidez do lucro. Para o normal funcionamento das qualidades nacionais, deve a corporação ser livre no município autónomo. Um dos poucos integralistas verdadeiramente tradicionalista de raiz portuguesa, até pelo facto de ter aprofundado o estudo dos nossos clássicos como D. Jerónimo Osório, Frei João dos Prazeres e José da Gama e Castro, que lhe deram argumentos consensualista para uma arrasadora denúncia do estatismo salazarista. Já em 1942, prefaciando a reedição da obra de Frei João dos Prazeres, assinala que a moderna estrutura corporativa padece do defeito de ter nascido da vontade do Estado, quando deveria brotar do humo social, pelo que prepara a planificação de tudo, como se lhe coubesse o encargo maléfico de assegurar as marchas forçadas do Socialismo. Defende assim o que qualifica como corporacionismo, como uma instituição económica e social que não atinge as últimas esferas do governo do Estado. Neste sentido, observa: a Nação é diversa, diversos corpos a formam; o Estado é uno, e a sua função máxima consiste em unificar os vários corpos de que a Nação se compõe. E não seria nunca o Estado esse necessário unificante se também ele fosse colectivo, quer dizer, se também ele se encontrasse repartido, em si mesmo acalentando um constante princípio de divisão. A Nação corporativa não é o Estado ... Confundindo corporativamente a Nação e o Estado, o interesse nacional pronto se verá sacrificado à voracidade dos egoísmos profissionais. As Corporações serão então o Estado. E ao abandonarem assim as suas funções naturais de produtores da riqueza para exercer as de administradores políticos da Cidade, esses Corpos ordenados lançam-se me preservante guerra uns com os outros, na insofrida concorrência a que, à custa da Nação, todos se entregam para a conquista dos maiores lucros.
·O Culto da Tradição
1916.
·Sob o Pendão Real
1942.
·Posição de António Sardinha
1943.
·Paixão e Graça da Terra
Lisboa, Edições Gama, 1947.
·Espada ao Sol
Lisboa, Biblioteca do Pensamento Político, 1969) (obra póstuma, com estudos sobre D. Jerónimo Osório e Frei João dos Prazeres).
 
Braga, Mário (1921-) Contista.
 
Braillard, Philippe
·Théorie des Relations Internationales, Paris, Presses Universitaires de France, 1977. ·Philosophie et Relations Internationales, Genebra, Institut International de Hautes Études Internationales, 1974.
 
Brams, Steven John
·Superpower Games, New Haven, Yale University Press, 1985.
·Rational Politics. Decision, Games and Strategies, Washington D. C., CQ Press, 1985.
·Games Theory and National Security, Oxford, Basil Blackwell Publishers, 1988.
 
BRAÑAS,Alfredo -Regionalismo em Espanha,66,433 Alfredo Brañas em El Regionalismo,de 1899
 
Branco, António Aresta Ministro da marinha de 11 de Dezembro de 1917 a 7 de Março de 1918.
 
 
 
Branco, Camilo Botelho Castelo (1825-1890) 1º Visconde de Correia Botelho Desde 1885 Estuda na Escola Médico-Cirúrgica do Porto em 1844-1845 e em Coimbra, em 1845-1846. Amanuense no governo civil de Vila Real em 1847. Em 1846-1847 foi iniciado na maçonaria por Ricardo Jorge, junto de José da Silva Passos. Preso como adúltero entre 1859-1861. Casou com Ana Plácido em 1863. Participa na Questão Coimbra em 1865. Suicidou-se no dia 1 de Junho de 1890.
 
 
·A Queda de um Anjo em 1866.
·Maria da Fonte, 1884.
 
Branco, Fernando Augusto (n. 1890) Oficial da marinha. Adido naval em Londres. Ministro dos negócios estrangeiros.
 
Branco, João de Freitas n. 1922 Maestro e compositor. Secretário de Estado da cultura de Vasco Gonçalves nos III, IV e V governos provisórios. Ligado depois de 1974 ao PCP, é um dos inspiradores do MUTI, Movimento Unitário dos Trabalhadores Intelectuais. Condecorado em 10 de Junho de 1970 por Américo Tomás, fazendo alocução pró-regime.
 
Branco, João Soares Major. Ministro da fazenda no governo de Sebastião Teles, entre 11 de Abril e 14 de Maio de 1909. Ministro da fazenda do governo seguinte, de Veiga Beirão.
 
Branco, Lopes (1808-1889) António Roberto de Oliveira Lopes Branco. Magistrado. Maçon. Governador civil de Coimbra em 1842-1843. Deputado em 1842-1845; 1846; 1848-1851; 1851-1852; 1860-1861; 1861-1864; 1868-1869. Segundo Lavradio, III, p. 283, homem sem princípios fixos, isto é, homem de ganhar, pois tem pertencido a todos os partidos. Era da oposição ao cabralismo em 1846, mas ofendeu-se com o governo de Palmela e passou a seguir Saldanha depois de 6 de Outubro de 1846. Ministro da fazenda de Saldanha, entre 29 de Janeiro e 18 de Junho de 1849.
 
Brandão, António Emílio Correia de Sá (1821-1909) Jurista. Maçon. Magistrado. Deputado em 1842-1845; 1846; 1848-1851; 1851-1852; 1853-1856; 1857-1858; 1858-1859; 1869-1870; 1879. Governador civil de Coimbra em 1847 e 1847-1848. Ministro da justiça de João Crisóstomo de 14 de Outubro de 1890 a 25 de Maio de 1891.
 
Brandão, António José Jurista. Uma das invocações jurídicas do movimento da Filosofia Portuguesa. Traduz Lothar Thomas.
·«Finanças e Moeda»
In Revista da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, III, 1940.
O Direito, Ensaio de Ontologia Jurídica
 Lisboa, 1942
Sobre o Conceito de Constituição Política
Lisboa, 1944
Vigência e Temporalidade do Direito
1944
Filosofia do Direito como Problema Filosófico
Coimbra, 1971
 
Brandão, Carlos Cal n. 1906 Advogado do Porto. Oposicionista ao salazarismo. Preso como estudante, logo em 1930. Volta a ser preso em 1931 por actividades bombistas. Deportado logo nesse ano, primeiro para Cabo Verde e, depois, para Timor, donde apenas regressa em Fevereiro de 1946, sendo um dos mais activos organizadores da resistência aos japoneses, juntamente com o anarquista Carrascalão. Integra logo o MUD e, a partir de então, faz parte de quase todas as movimentações da oposição, sendo várias vezes candidato a deputado.
 
Brandão, Francisco Maria de Sousa (1818-1892) Oicial do exército. maçon. Do directório do partido republicano. Deputado em 1865-1868. Antigo seminarista. O irmão foi fuzilado em 1833 pelos miguelistas. Participa nas guerras liberais e assume-se como setembristas. Participa na revolta de Almeida e exila-se em França em 1848, quando adere ao republicanismo. Aí se forma em engenharia. Regressa a Portugal em 1852. Com Lopes de Mendonça e Vieira da Silva, funda o jornal O Eco dos Operários. Cria, depois, o Centro promotor dos Melhoramentos das Classes Laboriosas.
 
Brandão, Mateus da Assunção. Beneditino.
·Reflexões sobre a conspiração descuberta e castigada em Lisboa no anno de 1817
 Lisboa, 1818.
·Resposta à analyse critica dos redactores do Investigador...,
Lisboa, 1818,
 
Brandão, João (1827-1880) Bandido da Beira, a partir de Midões. Foi apoiante dos Cabrais. Depois de 1851, transformou-se num iinfluente local, apoiando ora o governo, ora a oposição.
 
Brandeburgo (Brandeburg) O território constituía uma das antigas marcas carolíngias que, em 1356; foi constituído em eleitorado, com a capital em Berlim; desde 1415 que passou para os Hohenzollern, constituindo um dos três bastiões originais dos respectivos domínios; em 1618 passou a constituir o ducado da Prússia. Ver Prússia
 
Brandão, António José (1906-1984)
·«Estado Ético contra Estado Jurídico?» (in Revista O Direito, Lisboa, 1941).
·Sobre o Conceito de Constituição Política (Lisboa, 1944).
 
 
 
Brandão, Raul Germano (1867-1930) Um dos melhores escritores de língua portuguesa do século XX. Depois de tentar a carreira militar, dedica-se ao jornalismo. Com interesse politológico, para além da impressionista visão do Portugal das invasões francesas, destacam-se as monumentais Memórias, fundamentais para a compreensão psicológica dos homens e dos acontecimentos da I República, numa espécie de reportagem íntima de um republicano não alinhado, mas bastante influenciado pelo ambiente daquela geração portuense que não foi chamada a conformar o novo regime, onde se destacam Guerra Junqueiro, Basílio Teles e Sampaio Bruno, cujas observações, nunca escritas pelos próprios, são registadas por Raúl Brandão.
·El-Rei Junot
Porto, 1912
·Memórias
3 vols., vol. I, Porto, Renascença Portuguesa, 1919; vol. II, Lisboa, Aillaud & Bertrand, 1925; vol. III - Vale de Josafat, Lisboa, Edições Seara Nova, 1931 [reed., Lisboa, Perspectivas & Realidades, s.d.].
 
Brandt, Willy (1913-1992) Social-democrata alemão. Pseudónimo assumido durante a resistência por Herbert Karl Frahm. Burgomestre de Berlim Ocidental desde 1957, candidadato a chanceler pelo SPD contra Adenauer, em Setembro de 1961, e contra Erhard, em 1965. Presidente do SPD desde 1964. Em Dezembro de 1966, no governo da grande coligação, é vice-chanceler e ministro dos negócios estrangeiros, iniciando a chamada Ostpolitik. Chanceler da RFA de 21 de Outubro de 1969 a 6 de Maio de 1974, numa coligação SPD-FDP. Prémio Nobel d Paz em 1971. Apesar de ter abandonado o poder poucos dias depois do 25 de Abril de 1974 tem grande influência inspiradora em alguns dos líderes políticos da jovem democracia portuguesa, principalmente em Mário Soares.

Brasão, Eduardo (n. 1907). Embaixador, historiador diplomático. Secretário nacional do Secretariado Nacional da Informação entre 1956 e 1958.
 
Brasil A independência é proclamada por D. Pedro em São Paulo, nas margens do Ipiranga em 7 de Setembro de 1822, quando este lança o grito de é tempo, laços fora! Independência ou Morte. Parte para o Rio de Janeiro logo no dia 9 e a 12 é aclamado imperador constitucional e defensor perpétuo do Brasil. Segue-se a sagração e coroação no dia 1 de Dezembro. O novo Império tem então três milhões de habitantes, onde só 3% são alfabetizados, com um terço de escravos e um quarto de índios, ao mesmo tempo que se intensifica a recepção de escravos (cerca de 40 000 por ano). O apoio político interno vive da tensão das maçonarias. O rito francês ou maçonaria vermelha, liderada por Gonçalves Ledo e José Clemente Pereira, apesar de republicana, apoia a fórmula imperial (D. Pedro havia sido feito irmão em Abril de 1822). O rito britânico é minoritário, a chamada maçonaria azul. Nos primeiros tempos dominam os modelos conciliatórios dos Andradas, mas em finais de Outubro de 1822, já D. Pedro é obrigado a prender e exilar os maçons vermelhos, face os ataques que estes desencadeiam contra o governo dos Andradas. Nova tensão se vai estabelecer entre os nativistas e o chamado partido português. Nova perseguição aos vermelhos em Março de 1823. Depois de jurada a nova Constituição em 25 de Março de 1824, segue-se a revolta no Recife que chega a criar uma Confederação do Equador, de 2 de Julho a 12 de Setembro de 1824, liderada por Frei Caneca. Em 1825 é concluído o Tratado com Portugal, negociado em Londres pelo marquês de Barbacena, Felisberto Caldeira Brant. Depois de uma guerra com a Argentinam em 27 de Agosto de 1828, o Brasil tem de reconhecer a independência da República Oriental do Uruguai. Em 7 de Abril de 1831, D. Pedro abdica face a uma revolta de nativistas. Segue-se o domínio destes sob a liderança do regente Diogo António Feijó, um liberal contra quem se levantam os regressistas conservadores. Em 1834, um Acto Adicional à Constituição estabelece medidas de descentralização. Em 1840, com a maioridade de D. Pedro II, assume o poder o partido conservador liderado por Pedro de Araújo Lima. Por Lei de 12 de Maio de 1840 são comprimidas as autonomias provinciais e em 23 de Novembro de 1841, restaurado o Conselho de Estado. Em 1853 o Imperador impõe um governo de conciliação entre os dois partidos. Em 1868, o Brasil vence a guerra do Paraguai. Em 1881 surge uma reforma eleitoral estabelecendo o sufrágio directo, depois de proposta apresentada em 1879 por José Lins Cansação de Sinimbi. Em 13 de Maio de 1888, pela chamada Lei Áurea, é abolida a escravatura. A República é instaurada em 15 de Novembro de 1889, sendo primeiro presidente Deodoro da Fonseca que renuncia em 24 de Novembro de 1891, sendo substituído pelo seu vice, Floriano Peixoto. De 1894 a 1898, é a vez do paulista Prudente de Morais, a que se segue Campos Sales, de 1898 a 1902. Hermes da Fonseca vence as eleições de 1909, derrotando o civilismo de Rui Barbosa e fica no poder até 1914. Face à República positivista do café com leite, a aliança de cafeicultores de São Paulo, com os grandes proprietários pecuários de Minas Gerais, para além da oposição liberal de Rui Barosa, surge a contestação liderada por Olavo Bilac, apoiada nos anos vine por várias revoltas tenentistas.
 
Brasilach, Robert 1909-1945 Escritor francês, um dos mais destacados autores do chamado romantismo fascista. Começa como militante da Action Française. Colaborador do jornal Je Suis Partout, mesmo depois de 1941, quando o mesmo passa a ser um dos boletins afectos ao colaboracionismo. Apesar de ter abandonado o jornal em 1943, protestanto contra alguns extremismos, acaba por ser acusado de colaboracionismo, vindo a ser fuzilado em 6 de Fevereiro de 1945.
·Notre Avant-Guerre. Mémoires
Paris, Librairie Plon, 1941.
·Lettres Écrites en Prison
Paris, Éditions Les Sept Couleurs, 1953.
·Ecrit à Fresnes
Paris, Librairie Plon, 1967.
 
 
Braud, Philippe,
·Le Comportement Électoral en France, Paris, Presses Universitaires de France, 1973.
·Le Suffrage Universel contre la Démocratie, Paris, Presses Universitaires de France, 1980.
·Histoire des Idées Politiques depuis la Révolution, Paris, Éditions Montchrestien, 1983. Com Burdeau, François.
·Introdução à Ciência Política, trad. port., Lisboa, Notícias, 1984.
·«Du Pouvoir en Général au Pouvoir Politique», in Grawitz, Madeleine, Leca, Jean, Traité de Science Politique, vol. I, pp. 335 segs., Paris, Presses Universitaires de France, 1985.
·La Science Politique
Paris, Presses Universitaires de France, 1990.
·Le Jardin des Délices Démocratiques. Pour une lecture psycho-affective des régimes pluralistes
Presses de la Fondation Nationale des Sciences Politiques, 1991.
·Sociologie Politique
Paris, Librairie Générale de Droit et de Jurisprudence, 1992 [2ª ed., 1994].
·La Vie Politique
2ª ed., Paris, Presses Universitaires de France, 1992.
·La Violence Politique dans les Démocraties Européennes Occidentales, Paris, Éditions L’Harmattan, 1993.
·Dictionnaire de la Science Politique et des Institutions Politiques, Paris, Librairie Armand Colin, 1994. Com Hermet, Guy, Badie, Bertrand, Birnbaum, Pierre.
·L’Émotion en Politqiue. Problèmes d’Analyse
1996.
·Science Politique 1. La Démocratie 2 L’État
Paris, Le Seuil, 1997.
·Êtes-Vous Catholique?
1998.
 
 
 
 
 
Braudel, Ferdinand  (n. 1902). Historiador francês, autor de La Méditérranée et le Monde à Époque de Philippe II, Paris, Armand Colin, 1966.
 
 
 
Brecht, Arnold (1884-1977) Cientista político alemão. Formado em direito em Leipzig em 1906. Emigra em 1933 para os Estados Unidos da América, torna-se professor da New School for Social Research de Nova Iorque até 1954. Autor de Political Theory (1959), Prelude to Silence--The End of the German Republic (1944), Federalism and Regionalism in Germany (1945), The Political Philosophy of Arnold Brecht (1954), Political Theory--Foundations of Twentieth-Century Thought (1959), e The Political Education of Arnold Brecht (1970).
 
Brecht, Bretold 1898-1956 Dramaturgo alemão. Activista comunista. Pretende lutar contra a a alienação dos espectadores.
 
Bréhier, Émile (1876-1952) Professor de História da Filosofia na Sorbonne
·Histoire de la Philosophie
Paris, 1926-1948.
·Transformation de la Philosophie Française
Paris, 1950.
 
Brederode, Fernando Teixeira Homem de (1867-1939)Bacharel em filosofia pela Universidade de Coimbra. Ministro da marinha de 26 de Junho a 19 de Julho de 1920, no governo de António Maria da Silva. Idem, de 2 de Março a 23 de Maio de 1921, no governo de Bernardino Machado, na qualidade de popular. Deputado em 1921. Ministro do comércio no governo de António Maria da Silva, de 7 de Dezembro de 1922 a 9 de Janeiro de 1923. Termina os dias como administrador de companhias de seguros.
 
 
Brejnevismo Depois da queda de Khruchtchev, em 14 de Outubro de 1964, vai regressar-se a uma certa estagnação, marcada pela instauração daquilo que Vaclav Havel qualifica como um sistema pós-totalitário. E o bolchevismo, que fora juvenilemente revolucionário e messiânico, com os seus amanhãs que cantam, volveu-se num situacionismo sistémico, conservador do que estava, apesar de, paradoxalmente, ir semeando no exterior da URSS revoluções totalmente contrárias à índole do instigador. É a época dominada por Leonid Ilitch Brejnev (n.1906), o novo primeiro secretário do Comité Central do PCUS, e de Alexis Kossyguine (n. 1904), o novo chefe do Governo, aos quais se junta de Nikolai Podgorny (n.1903), Presidente do Praesidium do Soviete Supremo desde Dezembro de 1965, onde substituiu Mikoyan. É esta a face visível do grande iceberg soviético a quem cabe a gestão do último capítulo da guerra fria, quando a União Soviética atinge o cume do respectivo poder mundial como superpotência, para, depois, quase abruptamente, se autodestruir. Com efeito, nos primeiros tempos da gestão de Brejnev, optou-se por uma autêntica direcção colegial, com um secretário-geral apenas concebido como mero primus inter pares, pelo que dominavam aqueles que melhor controlavam os meandros do aparelho central, com destaque para MIkhail Suslov, considerado como o verdadeiro maestro da orquestra, o que descontentava os velhos companheiros de Brejnev, como G. Pavlov, K. Gruchevoi e K. Tchernenko. Este colegialismo vai, entretanto, ser superado por uma nova personalização do poder, a partir de Dezembro de 1969, depois de uma tentativa de oposição declarada, assumida por Suslov, Chelepine e Mazurov, que Brejnev conseguiu ultrapassar, principalmente com a ajuda do Ministro da Defesa, A. Gretchko. Sobretudo, a partir da Primavera de 1970, Brejnev passou a ser um grande leninista e um destacado lutador pela paz que até chega a ser promovido a marechal e receber, em 1978, a Ordem da Vitória. Se não se conhecem os feitos militares de Brejnev, sabe-se, pelo menos, que tinha uma grande paixão por medalhas e condecorações... Com efeito, para utilizarmos palavras de Vaclav Havel,  o sistema, a ideologia e o aparelho expropriaram tanto os governantes como os governados. Despojaram o homem da sua consciência, da sua razão e da sua linguagem naturais e, por isso, da sua humanidade concreta. Assim, o bem e o mal - como categorias provenientes do mundo natural e, portanto, sobrevivências do passado - perdem todo o sentido real em política; o único método passa a ser a utilidade, o único critério o sucesso objectivamente verificável e quantificável. Dissidentes soviéticos É deste ambiente crepuscular que vão emergir os chamados dissidentes que, tendo começado por ser uma simples literatura existencialista, marcada por um individualismo místico e por um certo panteísmo, acabaram por gerar uma vaga social anticomunista, radicada no tradicionalismo russo. Entre eles, destacam-se nomes como Andrei Amalrik, A. Zinoviev, Vladimir Bukovski e Alexander Soljenitsine, bem como a personalidade de Andrei Sakharov. Este membro da Academia das Ciências da URSS, que, já em 1958, havia criticado o sistema de ensino soviético, em 1966, é um dos signatários do apelo dirigido ao XXIII Congresso do PCUS, pedindo uma maior desestalinização. Quatro anos depois, funda um Comité para a Defesa dos Direitos do Homem, numa actividade que o vai laurear como Prémio Nobel da Paz em 1975. Refira-se que a crise dos dissidentes devastou a esquerda europeia no inverno de 1973-1974, por ocasião da publicação do Arquipélago de Gulag de Soljenitsine, quando muitas vozes ocidentais, justificadoras e defensoras do sovietismo, repetiram a reacção tida em 1937, quando se conheceram os processos de Moscovo, e em 1949, quando houve o primeiro relato sobre os campos de concentração do estalinismo. Esta revolução cultural teve especial expressão na revista de exílio Kontinent, dirigida por Vladimir Maksimov, que no seu estatuto editorial defendia os seguintes princípios: um idealismo religioso absoluto, ou seja, com uma orientação predominantemente cristã e uma aliança espiritual permanente com aqueles que professam outras religiões; um antitotalitarismo absoluto, ou seja a luta contra todos os tipos de totalitarismo: marxista, nacionalista ou religioso; um democratismo absoluto, ou seja, o apoio consequente a todas as instituições e tendências democráticas da sociedade contemporânea; uma ausência absoluta de partidarismo, considerando: nós somos o Leste e o Ocidente da Europa, as duas metades de um mesmo continente e devemos ouvir-nos e entendermo-nos antes que seja tarde. Com efeito, depois do degelo khruchtcheviano, o regime voltou a mostrar sinais de impaciência, nomeadamente com a condenação, em 1965 de Iuri Daniel e Andrei Siniavski, mantendo e agravando os métodos repressivos da residência fixa e do internamento em hospitais psiquiátricos para os opositores que, se nunca atingem os níveis totalitários do estalinismo, nem por isso deixa de ser um regime de medo moderado, para utilizarmos uma expressão de Medvedev. Com efeito, o artigo 70º do Código Penal soviético de então ainda tipificava a difusão sistemática de invenções mentirosas destinadas a caluniar o regime soviético e instruções especiais previam a hospitalização imediata dos doentes mentais susceptíveis de constituirem um perigo social.
Concentracionarismo
O brejnevismo pode ser considerado um paradigma de concentracionarismo, maracado por um sistema de comando em forma de pirâmide, onde no vértice estava o Secretário-Geral do PCUS, apoiado pelo Politburo do Partido (19 membros) e pelo Praesidium do Soviete Supremo. Se o Politburo emanava do Comité Central (360 membros) e este, do Congresso do Partido (cerca de cinco mil membros), já o o Praesidium era eleito por um Soviete Supremo, dividido em duas câmaras: o Soviete da União ( cerca de 750 membros, à medida de um delegado por cada 30 000 pessoas) e o Soviete das Nacionalidades (cerca de 750 pessoas). Ao lado deste, estava o Conselho de Ministros, orgão central de coordenação da Administração Pública,  o órgão executivo e administrativo supremo do poder do Estado na URSS, nos termos do artigo 128º da Constituição de 1977 . Este modelo levava, confome as palavras de Raymond Aron, à subida até à cúpula, de problemas secundários, pelo que o gabinete político tomava decisões que, noutros regimes, teriam sido tomadas em escalões inferiores (in Defesa da Europa Decadente, p.46). Com efeito, em qualquer sistema político marcado pela leviatânica estruturação vertical, quanto maior é o concentracionarismo, mais se despreza o princípio da subsidariedade e menor é a selecção da informação que chega ao topo do centro e, consequentemente, maior, a irresponsabilização dos delegados do mesmo centro junto da periferia. Isto é, o centro acaba por ficar desinformado sobre os problemas maiores da realidade e o próprio excesso de poder concentrado no mesmo centro corre o risco de nem sequer chegar a ser utilizado, de maneira que um qualquer pequeno David, utilizando as fundas do respectivo poder funcional, pode fazer vergar o gigante Golias do concentracionarismo. Ao mesmo tempo gerava-se uma nomenklatura, conforme a expressão consagrada pelo estudo de Mikhail Voslensky, de 1980. Isto é, de uma classe de privilegiados, constituída por cerca de 750 000 pessoas, cerca de 100 000 nas cúpuluas do PCUS, KGB e serviço diplomático, a que juntariam, nos estratos intermediários, 150 000.
Situacionismo pós-totalitário.
O brejnevismo significou, para o comunismo soviético, a consolidação de um status no status, dos apparatchiki, que elevou ao clímax o situacionismo do comunismo burocrático, enredado nas teias gestionárias dos elefantes brancos do sistema, nomeadamente os complexos agro-industriais e industriais-militares. Não nos esqueçamos que o PCUS chegou a ter quarenta e nove milhões de membros, isto é, que um em cada quinze cidadãos soviéticos era formal filiado no partido. Com efeito, o sistema brejneviano de poder, enredado que estava nas teias da macrocefalia e do concentracionarismo, supondo que a ideologia dispensava a crença, como salienta Besançon, apesar de estar prenhe de poderes,foi perdendo a autoridade. E quando deixou de conseguir controlar os executores, passou a ficar dependente de duas oligarquias: a da burocracia e a da bandocracia, muitas vezes designada por mafia. Como dizia uma anedota, toda a URSS, com Brejnev, era um mundo de ficção: já não era uma união; as repúblicas já não eram socialistas e nem sequer havia sovietes. Mas, mais dramática parece ter sido a situação de Brejnev que, depois de ataques cerebrais em 1968 e 1971, começou a padecer, a partir da Primavera de 1973, de sintomas de funcionamento deficiente do sistema nervoso central. Tudo se teria agravado em 1976 quando, segundo Chasov, antigo director do Hospital do Kremlin, também perdeu a capacidade de avaliar criticamente a sua própria personalidade. Isto é, desde 1976 que uma das duas superpotências seguia com piloto automático. O que não precisa de ser provado é a circunstância do supremo poder de uma superpotência, durante esse período crepuscular da guerra fria, ter tido uma face oculta, o que poderia ter degenerado num anonimato irresponsável, bem mais grave do que aquele que levou à decisão sobre a intervenção no Afeganistão.
 
Brennan, Geoffrey Um dos autores da chamada Public Choice School. Autor de The Power to Tax. Analytical Foundations of a Fiscal Constitution, Cambridge University Press, 1980.
 
Brentano, Heinrich von Ministro dos estrangeiros da RFA, com Adenauer. Foi presidente da comissão constitucional da assembleia ad hoc da CECA, entre 1952 e 1953.
 
Bret, Pierre Cardin Le (1558-1655) Conselheiro jurídico de Richelieu. Considera que a soberania é tão pouco divisível quanto um ponto em geometria, numa expressiva atracção geométrica e racionalista. Salienta que o poder soberano pela sua natureza está para a realeza assim como a luz está para o sol, sendo sua companheira inseparável. Observa, no entanto, que tanto a soberania popular como a soberania patrimonial do feudalismo não são verdadeiras soberanias, porque a soberania perfeita não depende senão de Deus e não está sujeita senão à lei de Deus. Daí considerar que a organização do Estado não deve ser apenas um estabelecimento humano. Porque o Rei é imagem de Deus, o lugar‑tenente de Deus na Terra. O rei é rei pela graça de Deus e a soberania tem que ser simultaneamente absoluta, una e indivisível.
·De la Souverainité du Roi et que sa Majesté ne se peut soumettre à qui ce soit, ni alièner son domaine à perpetuité
1632
 
Breton, André (1896-1966) Fundador do surrealismo.
 
Bretanha Só em 1532 é que se deu a união tiva entre o ducado da Bretanha e a França; em 1966 foi criada a Frente de Libertação da Bretanha.
 
Breton, Albert Considera que "o governo é um produto de bens colectivos", isto é, que qualquer bem ou serviço, quando é consumido por uma pessoa pertencente a um dado grupo não pode ser recusado a outros membros do mesmo grupo, o actor político é motivado pela procura do poder, "pela busca de um capital eleitoral suficiente para aceder e se manter em lugar de responsabilidade governamental", que "o homem político é um individuo que só pode atingir os seus objectivos ou realizar as suas ambições desde que esteja no poder e aí se mantenha" que "a competição política leva a uma espécie de selecção natural" e "não pode maximizar a sua função de utilidade pessoal sem ter em conta a da função pública"
 
Breton, André (1896-1966). Fundador do surrealismo.
 
Bretton Woods, Conferência de (1944)  terminada em 22 de Julho de 1944, onde se procurou estabelecer as bases para vertente económica da nova ordem mundial. Se, no plano da teoria, parecem dominar as posições de John Maynard Keynes, eis que, no plano prático, são marcantes as propostas do secretário do tesouro norte-americano, Henry Morgenthau, e do seu delegado à conferência, Harry Dexter White. É nessa conferências que se esboçam o FMI, o BIRD e a OIC. A URSS nega-se a subscrever os acordos.
 
Breve doutrina e Ensinança de Principes (1525) ,refere claramente que "todo o Rei Lusitano,que se nega Pai dos súbditos ,desmerece o soberano título de rei natural".Para ele deve o rei "mostrarse a finalmente... ser prudente em ho bõo regimento de seu povo,ho que çerto fora se em todas suas cousas procurar de lhe satisfazer cumprindo vontade comum". Breve Doutrina e Ensinança de Principes (Lisboa, 1525) (esta obra foi incluída nas antologias de Bento de Sousa Farinha e de António Alberto Banha de Andrade; cfr. a reprod. fac-similada da ed. de 1525 na ed. de Mário Tavares Dias, Lisboa, Instituto de Alta Cultura, 1965).A primeira parte do livro trata da sabedoria e a segunda, da justiça. Os caps. da Parte I são os seguintes: das três virtudes necessárias aos príncipes, a saber, sabedoria, justiça e prudência; como estas três virtudes devem os reis ter primeiro; de como a sabedoria faz os reinos fortes e dá vitória aos príncipes; de como a ciência honra e faz forte e dá virtuosa vida e fama; de como os reis, além de amarem a sabedoria, hão-de ter sábios para conselho; de como muitos reis tiveram mestres. Os caps. da Parte II são os seguintes: que coisa é a justiça e quantas partes tem; divisão da justiça em comutativa e distributiva; sem justiça não se diria o rei virtuoso; da excelência da justiça; de como a justiça, para ser perfeita, se deve fazer e guardar em toda a parte; da justiça para ser perfeita deve ser feita igualmente a toda a pessoa; três maneiras de se conservar o bem comum pela justiça; favorecendo os pobres agravados; quando se castigam os malfeitores; a paz . No último capítulo, observa-se: guarda-se a paz do povo com el-rei quando ele rege e governa mais por amor do que por temor, dado que vale mais ao rei ser amado que temido. O jerónimo Frei António de Beja (1493-1517) escreve uma Breve Doutrina e Ensinança de Príncipes, em 1525, qualificando-a como uma lembrança face ao casamento de D. João III com D.Catarina de Áustria. Invoca o facto do rei ser regedor e governador de Deos em ha terra () e trata de dissertar sobre três virtudes indispensávei ao reis e príncipes, a ciência ou sabedoria, a justiça e a prudência. Se, em nome da primeira, defende que os reis devem ser educados e depois aconselhados por sábios, já, sobre a segunda, considera-a, na linha aristotélica e tomista, como a base de todas as outras, desdobrando-a em comutiva e distributiva, como Aristóteles, mas acrescentando-lhe a categoria tomista de justiça geral ou legal, que consistiria em conservar e defender ho comum proveyto da Republica (). Impõe-lhe três objectivos: favorecer os pobres agravados (), castigar os malfeytores e soberbos () e procurando a paz ().
 
Breviário Do lat. breviariu, o resumido. O mesmo que resumo, sumário, inventário.
 
Breviários de Príncipes Com o absolutismo a técnica dos breviários de príncipes volveram-se em breviários de estadistas, de acordo com os modelos da razão de Estado. Em França, sob a influência de Richelieu, foi marcante esse impulso da arte política, onde se destacam autores como Pierre Cardin Le Bret (1558-1655), Daniel de Priezac, Les Discours Politiques; Padre Joseph, Discours des Princes et États de la Chrétienté, de 1624; Jean de Silhon, Le Ministre d'État, avec le véritable use de la politique moderne; François Colomby, De l'Autorité des Rois, de 1631; Guez de Balzac, Le Prince, de 1631; Philippe de Béthune, Le Conseiller d'État, de 1632; Henri de Rohan, De l'Intérêt des Princes et États de la Chrétienté, de 1638.
 
 
 
Breyner, Pedro de Melo (1751-1830) Maçon. Licenciado em cânones (1777) Desembargador da Relação do Porto (1783) e da Casa da Suplicação  (1787). Membro do conselho de regência em 1807, depois da ida da Côrte para o Basil, colaborará com os franceses, nomeadamente quando fez parte do Conselho de Guerra que Junot estabeleceu para julgar a revolta de 1808. Diplomata em Roma (1819), Nápoles (1822) Génova e Paris (1824-1825). Ministro da justiça do governo da regência de D. Isabel Maria de 14 de Novembro a 16 de Dezembro de 1826. Tenta, então, golpe palaciano em 6 de Dezembro, visando afastar Lavradio e Sobral, mas estes no dia 11 já regressam às respectivas funções ministeriais. Preso em 1828-1830.
 
 
Briand, Aristide (1862-1932) Socialista francês. MNE de 1915 a 1917 e de 1925 a 1932. No seu segundo mandato assumiu-se como um defensor da SDN e do entendimento franco-alemão. Assinou em 1928 o célebre pacto Briand-Kellog que colocava a guerra fora da lei. Apresentou em 1930 na SDN um memorando para a organização de uma união federal na Europa. Prémio Nobel da Paz em 1926. Começou no sindialismo da extrema-esquerda. Em 1904 junta-se a Jaurès na fundação do jornal L’Humanité. Briand, Aristide, Discours et Écrits de Politique Étrangère. La Paix, l’Union Européenne, la S.D.N., Paris, Librairie Plon, 1965.
 
Brimo, Albert
·Les Grands Courants de la Philosophie du Droit et de l’État, Paris, Librairie Générale de Droit et de Jurisprudence, 1967 [3ª ed., Paris, Presses Universitaires de France, 1978].
·Méthodes des Sciences Sociales, Paris, Éditions Domat, 1972.
 
Brito, António José de (n. 1927) Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e da Universidade Portucalense. Um dos consolidados neo-hegelianos portugueses.
·Notas sobre o conceito de soberania
Braga, 1959.
·Estudos de Filosofia
Lisboa, Edições Panorama, 1962.
·O destino do nacionalismo português
Lisboa, Editorial Verbo, 1962.
·Filosofia contemporânea
Porto, Livraria Tavares Martins, 1973.
·Diálogos de doutrina anti-democrática
Porto, edição do autor, 1975.
·Le Point de Départ de la Philosophie et son Développement Dialectique
(dissertação de doutoramento), Montpellier, 1979.
·Para uma Filosofia
Lisboa, Editorial Verbo, 1986.
·Introdução à Filosofia do Direito
Porto, Rés Editora, 1995.
·O Problema da Filosofia do Direito
Porto, Centro de Estudos Humanísticos, 1996.
 
 
Brito, Elvino José de Sousa (1851-1902) Goês. Engenheiro pelo Porto. Progressista. Deputado desde 1874. Director-geral de agricultura e secretário-geral do MOPCI. Par do reino desde 1898. Lente do Instituto Industrial de Lisboa. Ministro das obras públicas, comércio e indústria no segundo governo de José Luciano, de 18 de Agosto de 1898 a 26 de Junho de 1900, ficando ligado à instauração de um novo regime cerealífero proteccionista que, por ter aumentado o preço do pão, ficou conhecido como a lei da fome (lei de 14 de Julho de 1899 que aumenta em cerca de 40% o preço do p
 
Brito, Joaquim José Rodrigues de 1753-1831 Professor de leis. Filosoficamente sensualista e hostil à escolástica, à teocracia e ao ultramontanismo, situa-se, no plano das doutrinas económicas, entre a fisiocracia à maneira de Quesnay e o livre-cambismo de Adam Smith. Politicamente, defende do despotismo esclarecido. Considerado um dos últimos representantes do Iluminismo.
 
·Memórias Políticas sobre as verdadeiras bases da grandeza das nações e principalmente de Portugal
3 vols., 1803 - 1805.
 
4Moncada, Luís Cabral, Subsídios para uma História da Filosofia do Direito em Portugal (1772 - 1911), Coimbra, Coimbra Editora, 1938, 2ª ed., pp. 27 segs..
 
Brito, Joaquim Maria Rodrigues de (1822-1873) Na Filosofia do Direito [1869], defensor do psicologismo e do que designa por princípio da mutualidade de serviços. Um dos principais representantes do organicismo naturalista.
Brito vai conceber a sociedade como um organismo: os homens, membros necessários desse organismo, vivendo uma vida própria, mas no seio da vida geral, não podem constituir‑se como personalidades, nem desenvolver‑se nas diversas relações gerais da sua natureza, senão auxiliando‑se e prestando‑se mutuamente as condições necessárias ao seu desenvolvimento.
Nesta sequência, concebe o Estado como um sistema de garantias e uma autoridade exterior, investida de poder soberano, capaz de compelir as vontades individuais ao cumprimento dos deveres de direito. É uma associação de garantias que é organizada por todos os meios compatíveis com o grau de civilização dos povos, a fim de manter entre os homens o estado de direito. Ele tem por fim garantir a realização social da mutualidade de serviços; e por isso, propondo‑se o desenvolvimento progressivo da personalidade individual e colectiva da associação, procura pela mútua coadjuvação dos associados imprimir unidade e harmonia nos interesses individuais.
Salienta também que o fim do Estado é somente jurídico e político; e por isso só pode consistir em assegurar, sempre em harmonia com o progresso da civilização, a objectivação progressiva do direito em todas as condições da vida social de que necessitam os associados, – aplicando o direito a todas as precisões da vida prática e a todas as esferas da actividade individual,‑ amparando a todos os indivíduos e a todas as instituições sociais, subministrando‑lhes condições de harmonia, ordem e garantia que forem reclamadas pelo seu respectivo desenvolvimento, sem todavia intervir directamente nele.
Neste sentido, define o direito como o complexo de condições que os homens mutuamente devem prestar-se, necessárias ao desenvolvimento completo da personalidade de cada um, em harmonia com o bem geral da humanidade.
Os seus avanços no sentido da conciliação com o socialismo nascente, nomeadamente com as teses de Proudhon, levavam-nos, por exemplo, a certos regressos, desde ao repúdio da distinção utilitarista entre direito e moral, à tentativa de regresso a Wolff, fundando toda a filosofia jurídica sobre a noção de dever.
Estas ideias solidaristas da mutualidade de serviços levaram a que Brito entrasse em polémica com o seu velho mestre, Ferrer, ainda marcado pelo individualismo kantiano, tipificando-se duas atitudes clássicas: os velhos liberdadeiros individualistas, da cepa de Ferrer e Herculano, e os adeptos de concepções sociais que não desdenhavam o cognome de socialistas, como, por exemplo, vai acontecer com Joaquim Pedro de Oliveira Martins.
 
·Philosophia do Direito
Coimbra, Imprensa da Universidade, 1869
·Resposta às Breves Reflexões do exº sr. Dr. Vicente Ferrer sobre a “Philosophia do Direito”
Coimbra, Imprensa da Universidade, 1869
4Moncada, Luís Cabral, Subsídios para uma História da Filosofia do Direito em Portugal (1772 - 1911), Coimbra, Coimbra Editora, 1938, 2ª ed., pp. 92 segs..
 
Brito, José Joaquim Xavier de Ministro da marinha do governo de Pimenta de Castro, de 28 de Janeiro a 15 de Maio de 1915. Simpatizante dos unionistas.
Brito, José Sousa Juiz do Tribunal Constitucional. Foi docente no ISCSPU e na Faculdade de Direito de Lisboa.
«Fenomenologia do Direito e Teoria Egológica», in Estudos Politicos e Sociais, pp. 337‑385, Lisboa, ISCSPU, 1963
Filosofia do Direito e do Estado, Lisboa, Faculdade de Direito, 1981‑1982
Textos de Apoio ao Curso de Filosofia do Direito e do Estado, Lisboa, Faculdade de Direito, 1982
Brito, Raimundo de Farias (1862-1917) Forma-se em Direito no Recife (1884). Professor da Faculdade de Direito do Pará (1902-1909) e de lógica no Colégio D. Pedro II, já designado Ginásio Nacional. Ganha o concurso a Sílvio Romero. Ligado a Jackson de Figueiredo, nunca se converte ao catolicismo. Plínio Salgado vai considerá-lo um dos antecessores ideológicos do Integralismo. Francisco Elias de Tejada dedica-lhe um trabalho: Las Doctrinas Políticas de R. F. B., Sevilha, 1953. Considera que as duas manifestações fundamentais do espírito humano na marcha geral da sociedade são a política e a filosofia. A política dá em resultado o direito; a filosofia dá em resultado a moral; e o direito e a moral são as duas alavancas, os dois eixos centrais do grande mecanismo social ... A moral é o fim da filosofia, do mesmo modo que o direito é o fim da política ... o direito parte da sociedade, a moral parte do indivíduo; o direito é a acção exercida pela sociedade sobre o indivíduo; a moral é a acção exercida pelo indivíduo sobre si mesmo.
·A Finalidade do Mundo
·A Verdade como a Regra das Acções
·A Base Física do Espírito
 
 
 
 
Broca, P. Antropólogo francês do início do século XX. Defende a superioridade da raça branca, baseando-se nas medições cranianas.
 
Brochado, Costa (1904) Jornalista português, historiador e polemista. Uma das principais vozes de combate do Estado Novo, destacando-se no combate aos republicanos oposicionistas, quando enumera uma lista de erros da I República. Começa a carreira jornalística em O Comércio do Porto, chegando a militar no partido socialista. A partir de Dezembro de 1933 e até 1940 passa a dirigir o semanário A Verdade, em Lisboa, intimamente ligado ao Secretariado da Propaganda Nacional. Passa em 1935 a redactor do Diário das Sessões da Assembleia Nacional. Acaba secretário da Assembleia Nacional e secretário-geral da Assembleia Nacional e da Câmara Corporativa
·Salazar e “A Verdade”
Lisboa, 1937
·O Sr. Norton de Matos e a sua Candidatura
Lisboa, 1948
·Fátima à Luz da História
Lisboa, 1948
·Para a História de um Regime
Lisboa, 1949
·Para a História do Regime Liberal e da Democracia Directa em Portugal
Lisboa, 1949
·As Aparições de Fátima
Lisboa, 1952
·Memórias de Costa Brochado
Lisboa, 1985
 
Brogan, Denis W. 1900-1974 Segundo professor de Political Science em Cambridge, sucedendo a Ernest Barker. Antes, professor na LSE e em Oxford. Especialista no estudo comparativo das instituições políticas. Na sua lição inaugural de 1945 critica o modelo norte-americano que faz da ciência política um estudo da mecânica de uma sociedade cujo carácter genérico foi tomado como certo. Salienta a pretensiosidade da ciência política, porque os especialistas na matéria não adquirem tal domínio do mundo político como o fazem os cientistas físicos do mundo material. A política pode ter todas as potencialidades da bomba atómica, mas essas potencialidades não são o resultado das actividades dos cientistas políticos, como o plutónio ou o neutónio o são das actividades dos físicos. Defende que a política seja ligada à ética.
 
Bronze dos Salários, Lei de Ö Lassalle.
 
Browson, A. Autor norte-americano, discípulo de Franz Lieber. Defensor do nacionalismo estatista de inspiração germânica.
·Constitutional Government, 1842.
 
Bruck, Moeller Arthur van den (n. 1876) Um dos fundadores do pangermanismo. Vive em França, Itália e na Escandinávia, depois de ter saído da Alemanha para não prestar serviço militar. Autor de uma história do povo alemão em oito volumes, Die Deutschen, 1904-1910. Opõe-se ao liberalismo, em nome da liberdade, mas não adere aos conservadores, considerando-se contra o regime dos privilégios. É influenciado por Dostoievski e por Nietzsche. Ainda não é ostensivamente racista.
·Das Dritte Reich, de 1922, onde considera que o socialismo alemão tem como missão "suplantar na história intelectual da humanidade todo o liberalismo. Como salienta Hans Kohn,tudo tem como base "o colectivismo de um exército",visando‑se um modelo onde "o operário se torna soldado" e "as fábricas se transformam em quartéis",conforme os modelos de Ernst Junger,em Der Arbeiter,de 1932.
·Em Ensaio sobre os direitos dos Povos Jovens, considera que os alemães e os norte-americanos, como povos jovens, se opõem aos povos velhos, como os franceses, os italianos e os espanhóis. Adepto de uma aliança entre a Alemanha e a Rússia, considerando-se como inimigo do Ocidente.
·Quatro anos depois já combate o liberalismo, a social-democracia e o marxismo. Influencia uma corrente da direita antidemocrática que prepara a ascensão do nazismo ao poder.
 
Brugmans, Henri
·Les Origines de la Civilization Européenne
Paris, 1958. L’Europe Prend le Large, Paris, 1961.
·Com Duclos, Pierre, Le Fédéralisme Contemporain, Leyden, Sythoff, 1963.
·, ed., L’Idée Européenne. 1920-1970, 3ª ed., Bruges, De Tempel, 1970.
·Prophètes et Fondateurs de l’Europe, Bruges, Collège d’Europe, 1974..
 
Brumário, Dezoito de Segundo o calendário revolucionário, 9 de Novembro de 1799. Data do golpe de Napoleão Bonaparte, apoiado por Sieyès, que derruba o regime do Directório.
 
Brun, André (1881-1926) Oficial do exército. Comediógrafo e humorista. Organiza milícias republicanas em Janeiro de 1919 para o ataque a Monsanto.
 
Brunner, Emile Há também um direito natural de matriz protestante na senda do teólogo Karl Barth, com destaque para Emile Brunner, com, onde se adopta uma posição contra a concepção objectivista e cósmica de um direito natural considerado como um elemento da ordem do mundo, bem como contra o subjectivismo puramente individualista, defendendo-se o chamado homem concreto que tanto seria portador dos valores morais da liberdade, anteriores ao direito positivo, como um ser social cuja vocação se realizaria no seio e ao serviço da comunidade. Defende‑se assim tanto a liberdade na comunidade como a comunidade na liberdade.
 
·Justice, Théorie des Principes fondamentaux de l'Ordre Social, Zurique, Zwingli Verlag, 1943.
 
BRUNHES, Jean (1869-1930)
 
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Bruni, Leonardo (m. 1444) Chanceler de Florença. Tradutor de Aristóteles em 1415. Usa a expressão sociedade civil para verter a expressão grega koinonia politike.
·As Constituições dos Florentinos.
 
 
Bruno, José Pereira de Sampaio (1857-1915) Escritor português. Pseudónimo de Bruno, utilizado pelo autor no primeiro artigo publicado nos jornais. Um dos principais críticos do positivismo. Republicano histórico, esteve implicado no movimento do 31 de Janeiro de 1891.
·Análise da Crença Cristã (1874).
·Geração Nova. Ensaios Criticos (1886).
·O Brazil Mental. Esboço Crítico (1898).
·A Idea de Deus (1902).
·O Encoberto (1904).
·Os Modernos Publicistas Portuguezes (1906).
·Portugal e a Guerra das Nações (1906).
 
Carvalho, Amorim de, O Positivismo Metafísico de Sampaio Bruno, Lisboa, 1960; Sampaio, José Pereira, Sampaio (Bruno), Sua Vida e Sua Obra, Seara Nova, 1959. Serrão, Joel, Sampaio Bruno. O Homem e o Pensamento, Lisboa, 1959.
 
 
 
Bruno, Giordano (1548-1600) Estuda no convento dos dominicanos de Nápoles. Acusado de heresia em 1576, é afastado de Roma e passa o exílio entre Genebra, Paris e Oxford. Instala-se na Alemanha e passa a Veneza onde contacta Galileu. Depois de um processo que lhe foi movido pelo Santo Ofício, é queimado vivo. Em Spacio della bestia trionfante, referia as mónadas como as unidades do mundo metafísico(os átomos do mundo físico),obedecendo tanto a uma lei própria como a uma lei universal. aludia à diferença entre as mónadas,que tinham a ver com o mundo metafísico,e os átomos,que tinham a ver com o mundo físico.
La cena de le ceneri (1584)
De la causa principio e uno (1584)
De l'infinito, universo e mondi (1584)
Spaccio de la bestia trionfante (1584)
Cabala del cavallo pegaseo con l'aggiunta dell'asino cillenico
De gli eroici furori (1585)
De minimo
De monade (1590)
De immenso, innumerabilibus, seu de universo et mundis (1591)
De imaginum compositione
La cena delle ceneri
De la causa, Principio et Uno
De l'infinito universo e Mondi
Il candelaio
De umbris idearum
 
Brunswick (Braunschweig) O ducado foi anexado em 1807 ao reino da Vestefália; restabelecido em 1813, entrou em 1871 no Império alemão; um dos Estados da República de Weimar de 1918. Está hoje incluído na Baixa-Saxónia
 
Brutus, Junius ou Hubert Languet (1518-1581)
·Vindiciae contra Tyrannos
Edimburgo, 1579.
4Assoun, Paul-Laurent, «Junius Brutus», in Dictionnaire des Oeuvres Politiques, pp. 431-435.4Gettell, Raymond G., História das Ideias Políticas, trad. port. de Eduardo Salgueiro, Lisboa, Editorial Inquérito, 1936, pp. 197 segs..4Theimer, Walter, História das Ideias Políticas, trad. port., pp. 116 segs..
 
Bryce, James (1838-1922) Primeiro Visconde Bryce de Dechmont desde 1914. Um dos teóricos da Escola Histórica inglesa. Utiliza os métodos histórico-comparativos. Estuda em Oxford. Doutorado em direito em 1870. Professor de direito em Oxford, funda com Lord Acton em 1885 a English Historical Review. Deputado liberal, chega a subsecretário de Estado dos estrangeiros em 1886 e a gerir o departamento do comércio em 1894-1895. Secretário de Estado para a Irlanda em 1905. Embaixador em Washington de 1907 a 1913. Membro do Tribunal Internacional de Justiça durante a Grande Guerra. Um dos inspiradores da Sociedade das Nações.
·The American Commonwealth
1888. 3 vols.
·Studies in History and Jurisprudence
Nova Iorque, 1901.
·South America, Observations and Impressions
1914.
·Modern Democracies
Nova Iorque, Macmillan, 1918.
 
 
Brzezinski, Zbigniew Politólogo norte-americano de origens polacas. Professor na Columbia University de Nova Iorque e na John Hopkins University. Conselheiro dos presidentes democratas, de Kennedy a Carter. Nesta última presidência foi director do National Security Council. Manteve funções de conselheiro, perito em matérias da Europa do Leste na presidência de George Bush. Um dos principais sovietólogos da Guerra Fria, analista do fenómeno totalitário. Assinala a existência de três ciclos no sovietismo: se com Lenine, temos um partido totalitário visando a reconstrução total da sociedade, já com Estaline, passou a existir um Estado totalitário que subordinou totalmente a sociedade e tornou o próprio partido dependente do poder pessoal do secretário-geral deste que, aliás, também passou a ser assessorado directamente pelo aparelho militar e policial. Finalmente, com Brejnev, surgiu um Estado totalmente estagnado dominado por um partido totalitário corrupto. Analisando a subida de Gorbatchov ao poder, observa que que quanto mais o período estalinista fosse denunciado, mais o período leninista teria de ser idealizado, passando a fingir-se que tinha sido verdade aquilo que, nunca realmente, o tinha sido. Porque ao ter que atacar o estalinismo na base de um revitalizado leninismo, estava também a dar nova energia, a dar nova legitimidade e, assim, a perpetuar as forças ideológico-políticas que conduziram directamente ao leninismo.
·The Permanent Purge
Cambridge Massachussetts, Harvard University Press, 1956.
·Ideology and Power in Soviet Politics
Nova York, Praeger Press, 1962.
·Totalitarian Dictatorship and Autocracy
Cambridge, Massachussetts, Harvard University Press, 1956 [2ª ed., Nova York, Praeger Press, 1965]. Com Carl Joachim Friedrich.
·Between Two Ages. America’s Role in the Technotronic Era
Nova Iorque, The Viking Press, 1970.
·The Grand Failure. The Birth and Death of Communism in the Twentieth Century
[1ª ed., 1989], Londres, MacDonald & Co., 1990.
·Out of Control. Global Turmoil on the Eve of the 21st Century
Nova York, Collier Books, 1993.