Respublica           Repertório Português de Ciência Política            Total: C/Ce
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                © José Adelino Maltez. Última revisão em: 03-01-2004
 

[A] [B] [C] [D] [E] [F] [G] [H] [I] [J] [K] [L] [M] [N] [O] [P] [Q] [R] [S] [T] [U] [V] [X] [W] [Y] [Z]

 

Lista de artigos

Artigos em grosso

Ceaser, James W.
Ceausescu, Nicolae

Cecil, Lord Hugh

Célerier, Pierre
Céline, Louis Ferdinand 1894-1961 Celis, Jacqueline

Censitário
Censores
Censura
Centralismo

CDT. Conféderation Française Démocartique du travailCEM
Cenáculo
Censura, Órgão da

Centelhas, Frei Firmino de

Centralismo democrático
Centralização
Centrismo

Centro e Estado
Centro e periferia

Centro Académico da Democracia Cristã
1901
Centro de Acção Popular (1948)

Centro Católico Português

Centro Democrático e Social

Centro de Estudos Africanos

Centro Nacional de Cultura

Centro Parlamentar 1834-1835 

Centro Republicano, Partido do

Ceptro

Cérebro Social
Cerejeira, D. Manuel Gonçalves (1888-1977)

Cerny, Philip G.
Cerqueira, Lago
Cerroni, Umberto
Cértima, António de (n. 1895) 

César

César, Amândio (n. 1921)
César, Ângelo

César, Caio Júlio

Cesarismo Cesaropapismo

CEUDCGT. Confédération Générale du Travail (1895)

Chabod, Frederico
 

Ceaser, James W., Liberal Democracy and Political Science, Baltimore, The Johns Hopkins University Press, 1990.
 
Ceausescu, Nicolae (1918-1989) Político romeno. Secretário geral do partido comunista desde 1965 e chefe de Estado desde 1967. Promove o culto da personalidade e assume-se como conducatore.
 
Cecil, Lord Hugh 1869-1956
Hugh Richard Heathcote. Filho do terceiro marquês de Salisbury (1830-1903). Autor conservador, citado por Fernando Pessoa.
·Conservatism, 1912.
Cecil, Hugh, Conservantismo, trad. cast., Barcelona, Ediciones Labor, 1929.
 
 
Célerier, Pierre, Géopolitique et Géostratégie, Paris, Presses Universitaires de France, 1969.
 
Céline, Louis Ferdinand 1894-1961 Médico. Romancista francês, adepto do fascismo. Assume um descarado anti-semitismo. Depois da II Guerra Mundial, refugia-se na Dinamarca. Antigo comunista, celebrizado pelo romance Voyage au Bout de la Nuit, de 1932. Nas suas memórias, de 1953, não se mostra arrependido das ideias professadas e praticadas.
·Bagatelles pour un Massacre
1938.
·D’Un Château à l’Autre
1953.
 
Celis, Jacqueline, Los Grupos de Pressión en las Democracias Contemporaneas, Madrid, Editorial Tecnos, 1963.
 
Censores Magistrados da República Romana, em número de dois. Eleitos pelos comícios das centúrias, para um período de cinco anos, com funções temporárias de dezoito meses. Estabelecem o census dos cidadãos, classificando-os em categorias, podem declarar alguns como sujeitos a infâmia. Também adjudicam obras públicas.
 
Centralismo Um processo de construção do Estado marcado pela atracção face ao centro do aparelho de poder que, de cima para baixo, dita regras de organização uniformes. O processo, oriundo do absolutismo monárquico, foi particularmente exacerbado pelo jacobinismo revolucionário e democrático. Benjamin Constant chamava a atenção para a circunstância do centralismo democrático destruir a variedade local em nome da construção do Estado, quando os revolucionários para construir o edifício começaram por pulverizar os materiais que deviam utilizar, esquecendo que a variedade é a organização; a uniformidade é o mecanismo. A variedade é a vida; a uniformidade é a morte. Assim, em todos os Estados onde se destruiu a variedade local, eis que um pequeno Estado forma-se no centro; na capital aglomeram-se todos os interesses, vão agitar-se todas as ambições. Na sequência desta atracção pelo centro, surge a tendência para a uniformidade: é pena que não se deitem abaixo todas as cidades para reconstrui-las segundo o mesmo plano, nivelar as montanhas para que o terreno seja igual em todo o lado; é estranho que não tenham ordenado a todos os habitantes para usar o mesmo fato, a fim de que o senhor não reencontre mais a miscelânea irregular e de chocante variedade.
 
CDT. Conféderation Française Démocartique du travail (1919) Central sindical francesa oriunda da Confederação dos Sindicatos Cristãos, de 1919. Deixa de fazer referência à doutrina social da Igreja Católica a partir de 1964.
 
 
CEM Lista da oposição monárquica, liderada por Henrique Barrilaro Ruas. Distingue-se da restante oposição pela posição tomada quanto à questão ultramarina, dado que se afirma pela tese do ser contra as perspectivas do abandono, defendidas por socialistas e comunistas, e as do ter ou estar assumidas pelo regime.
 
Censura, Órgão da Em 5 de Abril de 1768 era criada a Real Mesa Censória que D. Maria I extingue em 21 de Julho de 1787, substituindo-a pela Real Mesa da Comissão Geral sobre o Exame e Censura dos Livros.
 
Centelhas, Frei Firmino de (1819-1887). Padre capuchinho espanhol, antigo soldado carlista. Ordenado sacerdote em Sabóia, instala-se no Brasil, onde se torna professor de filosofia no Seminário de São paulo. Autor de um Compêndio de Filosofia Católico-Racional, de 1864, onde assume um catolicismo reaccionário, adverso ao ecletismo.
 
Centralismo democrático Doutrina elaborada por Lenine. Na teoria, o princípio segundo o qual os membros da hierarquia primeira do Estado e do partido devem ser escolhidos de baixo para cima depois de ampla discussão, mas depois de uma decisão tomada ela deve imposta a todos os níveis. Na prática, o modelo gerou um concentracionarismo e a eliminação do pluralismo.
 
 
Centralização
 
}Wilensky, Harold L., The “New Corporatism”, Centralization and the Welfare State, Newbury Park, Sage Publications, 1976.
 
Centralização, paralela à civilização DURKHEIM
 
Centrismo Atitude política dos que procuram distanciar-se dos extremismos da direita e da esquerda. O primeiro partido centrista foi o Zentrum alemão, surgido em 1848 no parlamento de Frankfurt, de inspiração católica. O partido manteve-se e resistiu ao nazismo, estando na base da democracia cristã do pós-guerra. Centrista foi a atitude assumida pelo Centro Católico a partir de 1917, distanciando-se quer dos monárquicos, à direita, quer dos republicanos e propondo que os católicos aceitassem as regras do jogo democrático da I República. Certos grupos da democracia-cristã francesa retomam a designação e através de Jean Lecanuet criam o Centre des Democrates Sociaux. O modelo vai inspirar Diogo Freitas do Amaral e Adelino Amaro da Costa que em Julho de 1974 fundam em Portugal o Partido do Centro Democrático e Social. Em Espanha, o líder da transição para a democracia, Adolfo Suárez, nascido em 1932, lidera nas eleições de 1977 e de 1979 uma Unión de Centro Democrático.
 
Centro e Estado O Estado Moderno nasceu de um processo de construção do Estado em torno de um centro, tanto pela concentração do poder (a centripetização, a luta contra os poderes periféricos ou centrífugos) como pela centralização do poder.
 
 Centro e periferia Teoria do organicismo cibernético, defendida por Easton e Shils. Em qualquer sistema social há um centro dominante, cercado por uma periferia dominada ou subalterna. Para Shils, o centro é um fenómeno que pertence à esfera dos valores e das crenças. É o centro da ordem de símbolos, de valores e crenças que governam a sociedade. Este sistema central de valores gira em torno de um centro ainda mais fundamental que a aceitação e incorporação na autoridade.
 
}Ionescu, Ghita, Madariaga, I., Centripetal Politics. Government and the New Centers of Power, Londres, Hart-Davis, MacGibbon & Co., 1975. } Centro e Periferia [ed. orig. 1974], trad. port., Lisboa, Edições Difel, 1992.
 
Centro Académico da Democracia Cristã
1901 Funda-se em Coimbra no ano de 1901, como círculo de estudo, reflexão e propaganda, sendo dirigido por Francisco Sousa Gomes. O primeiro presidente é A. Francisco Meneses Cordeiro. Edita a revista Estudos Sociais que vai procurar estruturar um movimento social-cristão. A sede foi assaltada no dia 1 de Fevereiro de 1911 e o centro não funcionou no ano lectivo de 1911-1912. Em 12 de Fevereiro de 1912 o grupo começa a editar o jornal Imparcial, que tem como director Manuel Gonçalves Cerejeira e onde vai colaborar Salazar que, curiosamente, sob o pseudónimo de Alves da Silva, escreve artigos de resposta a outros estudantes republicanos, como António Granjo e Alfredo Pimenta. O CADC é solenemente reaberto em 8 de Dezembro desse ano de 1912. Desta última geração, destque para Gonçalves Cerejeira, António de Oliveira salazar, francisco Veloso, Carneiro Mesquita, Diogo pacheco de Amorim, Joaquim Dinis da Fonseca e José Nosolini.
 
Centro de Acção Popular (1948) Grupo dentro da União Nacional, ligado a Marcello Caetano, que toma posse em 22 de Janeiro de 1948. Entre os aderentes, Gastão melo Matos, Humberto Cruz, Luís Quartin Graça, Joaquim da Silva Cunha, José de Penha Garcia, Mário Morais de Oliveira, Rodrigo Leite de Faria.
 
Centro Católico Português (1917) Num congresso realizado em Braga em 8 de Agosto de 1917 é fundado o Centro Católico Português. O Apelo de Santarém ou Instrução pastoral colectiva do Episcopado, de 22 de Janeiro de 1917, apela para a acção política da União Católica, donde derivará o Centro Católico Português.Aprovado o programa redigido por Diogo Pacheco de Amorim e Almeida Correia. Eleita uma comissão central com Alberto Pinheiro Torres, José Fernando de Sousa (Nemo) e Diogo Pacheco de Amorim. Participam 36 leigos e 30 eclesiásticos, a maior parte deles oriundos da diocese de Braga.O II Congresso do CCP terá lugar em 22 de Novembro de 1919. Aprovadas as bases regulamentares do Centro Católico Português, em 22 de Novembro, durante o II Congresso do CCP, o chamado congresso da reestruturação, realizado em Lisboa, no Beco do Apóstolos, à Rua da Flores, na sede da Associação Católica. O movimento, fundado em 8 de Agosto de 1917, elegeu para presidente António Lino Neto, advogado e professor de economia política do Instituto Comercial e Industrial de Lisboa, apoiado por uma comissão central de que fazem parte António Pereira Forjaz, professor da faculdade de ciências de Lisboa, José da Fonseca Garcia, advogado. Da anterior comissão central, saíam Pinheiro Torres e Fernando Sousa (Nemo), marcados por militância monárquica. Na altura comemoram-se as festas do Beato Nuno. Há delegados de 13 dioceses. Em 18 de Dezembro de 1919, encíclica de Bento XV aos prelados portugueses, apoia expressamente a criação do CCP. No dia 19 de Janeiro de 1920 começa a publicar-se A União, órgão do Centro Católico Português. Tem como director António Lino Neto. Viverá inúmeras polémicas com A Época, jornal dirigido por José Fernando de Sousa (Nemo). Em Maio de 1920, divergências entre os católicos, no conflito entre A Época de Fernando de Sousa (Nemo) e A União, de António Lino Neto. Neto tinha escrito que a Igreja  é a mais bela democracia que tem visto o mundo e a primeira democracia de todos os tempos. Nemo contesta, baseando-se em Charles Maurras. Também Pequito Rebelo em A Monarquia havia contestado o presidente do Centro Católico Português, em Março desse ano. Nas eleições de 10 de Julho de 1921, um jovem assistente universitário de Coimbra, António de Oliveira Salazar, chegou a ser eleito por Guimarães, pelo Centro Católico. Publicada pastoral colectiva do episcopado, em 29 de Setembro de 1922, sobre as desinteligências que ameaçam dividir o campo católico, declarando-se confiança na direcção do CCP. Carta de Pio XI de 13 de Maio de 1923 secunda a pastoral colectiva do episcopado português que apoiava o CCP. Em 15 de Dezembro de 1923, reaparece o jornal Novidades, agora como órgão da hierarquia católica, em apoio do CCP. O A União cessa a sua publicação em Abril de 1924. Em 14 de Fevereiro de 1925, os bispos intervêm no confronto entre A Época e o Novidades dizendo que o CCP tem o apoio do episcopado e do próprio papa. Nemo abandona então o CCP e A Época transforma-se em jornal catolico, independente do Centro. Reacções contra os bispos: O Correio da Manhã considera a declaração dos bispos como uma impertinência política. O Comércio de Viseu, dirigido pelo visconde de Banho, põe-se ao lado de Nemo. Na Covilhã, um padre centrista chega a ser sovado por membros das Juventudes Monárquicas. O papa recusa recebr D. Manuel II.
 
Centro Democrático e Social ìPartido do Centro democrático e Social.
 
Centro de Estudos Africanos (1951) Organização de estudantes e intelectuais africanos criada em Lisboa, na Rua Actor Vale, nº 37. Em 1953 participam num inquérito sobre estudantes negros, publicado pela revista Présence Africaine, com a participação de Francisco José Tenreiro, Amílcar Cabral, Agostinho Neto, Mário de Andrade e Alda Espírito Santo. O grupo tem sessões regulares até 11 de Abril de 1954.
 
Centro Nacional de Cultura Surge em 1945, sob a égide do monárquico oposicionista Fernando Amado.
 
Centro Parlamentar 1834-1835 Nome dado, durante o governo de Palmela/ Linhares (1834-1835) ao grupo dos amigos de D. Pedro, então aliados aos ditos conservadores, isto é, aos partidários de Palmela, ambos se distinguindo da oposição radical e dos miguelistas.
 
Centro Republicano, Partido do (1917) Surgido a partir dos evolucionistas. O partido foi anunciado por Egas Moniz em 18 de Outubro de 1917. Dizia que não era nem radical nem conservador, defendendo um centro de atracção e de convergência dentro do regime. Apoiado por outros dissidentes do evolucionismo como Vasconcelos e Sá, Tamagnini Barbosa e Simas Machado. O programa é anunciado logo em 20 de Outubro e tem a adesão de algumas figuras ligadas aos antigos dissidentes progressistas de José Maria de Alpoim, onde, aliás, começara Egas Moniz. Em 6 de Fevereiro de 1918, é inaugurada a respectiva sede, com Egas Moniz a propor um regime presidencialista. O partido dissolveu-se em Abril de 1918, para integrar o Partido Nacional Republicano do sidonismo. O grupo integrará os liberais logo a partir de 1919. Já os apoiantes de Machado Santos criarão uma Federação Nacional Republicana, também em 1919.
 
Ceptro Um dos símbolos antigos da realeza, ligado ao centro do mundo, ao eixo  da roda que permanece imóvel.
 
Cérebro Social Durkheim considera o Estado como cérebro social, como o órgão que está encarregado de representar o corpo social no seu conjunto e de o dirigir. As principais actividades do Estado têm a ver com deliberações, pelo que a sua função essencial é a de pensar, ou reflectir, e não a de executar. Neste sentido, diz que o mesmo Estado é um órgão do pensamento social, diverso do pensamento irreflectido da multidão. Émile Durkheim, numa amálgama de hegelianismo e organicismo, conforme a expressão de Bertrand de Jouvenel, e procurando superar a incapacidade demonstrada pelo demoliberalismo da época em que viveu face à pressão dos grupos intermediários, considera nas suas Leçons de Sociologie, o Estado como o cérebro social, como o órgão que está encarregue de representar o corpo social no seu conjunto e de o dirigir. É que toda a vida do Estado propriamente dito passa-se não em acções exteriores, em movimentos, mas em deliberações, isto é, em representações. O Estado surge, pois, como um mecanismo de comunicação e de transmissão de informações, constituindo um instrumento neutro e funcional, claramente separado da sociedade. ìLeçons de Sociologie.
 
 Cerejeira, D. Manuel Gonçalves (1888-1977) Professor da Faculdade de Letras de Coimbra. Fundador do CADC. Cardeal Patriarca de Lisboa (1929-1972). Concluído o seminário em Braga (1909), logo se matricula na então Faculdade de Teologia de Coimbra, sendo ordenado sacerdote em 1911. Depois de formado na nova Faculdade de Letras (1916), torna-se aí professor de História Medieval. Doutora-se em 1918. Militante do CADC e companheiro de Oliveira Salazar, funda e dirige o jornal O Imparcial, em 1912. A partir de 1917, milita no Centro Católico Português. Em Março de 1928 vem para Lisboa como auxiliar do Patriarca D. António Mendes Belo. Nomeado Patriarca em Agosto de 1929, toma posse em 22 de Janeiro de 1930. Lança a Acção Católica Portuguesa em 1932. Apoia a institucionalização da Rádio Renascença em 1937. É um dos pilares da Concordata e do Acordo Missionário de 1940. Inaugura a Universidade Católica em 1967. Resigna em Maio de 1971. Símbolo do acordo entre a Igreja Católica e o Estado Novo, numa época marcada pela dupla de amigos Salazar-Cerejeira. Os dois instalam-se no poder de Lisboa no mesmo ano. Contudo, Cerejeira e Salazar mantiveram sempre uma certa independência institucional, havendo algumas divergências de fundo, desde o facto do Cardeal rejeitar a dissolução dos escoteiros católicos, integrando-os na Mocidade Portuguesa, à sua intenção de institucionalização de uma universidade católica, sempre adiada por Salazar que pretendia restaurar a Faculdade de Teologia. Mais recentemente, veio a saber-se que Cerejeira chegou a pôr a hipótese da constituição de um partido democrata-cristão, sendo, para o efeito, contactado António Alçada Baptista.
·O Renascimento em Portugal. Clenardo
1918. Dissertação de doutoramento.
·A Igreja e o Pensamento Contemporâneo
1925.
·A Idade Média
1936.
·Vinte Anos de Coimbra
1943.
 
Cerny, Philip G., Schain, M. A., eds., Socialism, the State and Public Police in France, Londres, Pinter, 1985.
The Changing Architecture of Politics. Structure, Agency and Future of the State, Newbury Park, Sage Publications, 1990.
 ed., Finance and Worldpolitics. Markets, Regimes and States in the Post-Hegemonic Era, Cheltenham-Brookfield, Edward Elgar, 1993.
 
Cerqueira, Lago António Joaquim Machado do Lago Cerqueira. Ministro do trabalho de 1 de Julho a 1 de Agosto de 1925, no governo de António Maria da Silva.
  
Cerroni, Umberto Filósofo italiano. Nasce em 1926. Doutor em filosofia do direito por Roma. Ensina história das doutrinas políticas. Professor em Roma, Salerno e Nápoles. Professor de ciência política na Universidade "La Sapienza" de Roma desde 1976.
 
 Kant e la fondazione della categoria giuridica
Milano, 1962
Marx e il diritto moderno, Roma, 1962; Teorie sovietiche del diritto, Milano 1964; Le origini del socialismo in Russia, Roma, 1965; Il pensiero politico, Roma, 1966; La libertà dei moderni, Bari, 1968; Il pensiero giuridico sovietico, Roma, 1969;Tecnica e libertà, Bari, 1970; Teoria della crisi sociale in Marx. Una reinterpretazione, Bari, 1971; Teoria politica e socialismo; Roma, 1973; Società civile e Stato politico in Hegel, Roma-Bari, 1974; Introduzione alla scienza sociale, Roma 1979; Lessico gramsciano, Roma, l978; Teoria del partito politico, Roma, l979; Logica e società, Milano, 1982; Teoria della società di massa, Roma, 1983; Politica, Roma, 1986; Regole e valori nella democrazia, Roma, 1989; La cultura della democrazia, Chieti, 1991.
O Pensamento Político. Das Origens aos Nossos Dias:
Tomo I - As Origens (Heráclito, Heródoto, Antifonte, Demócrito, Trasímaco, Critias, Tucídides). Sócrates e Platão. Aristóteles; Tomo II - A Decadência Grega (Epicuro, Zenão, Políbio). Os Romanos (Cícero, Séneca, Gaio, Élio Aristides, Marco Aurélio). Cristianismo e Idade Média (Paulo de Tarso, Clemente de Alexandria, Lactâncio, Ambrósio, Ambrosiastro, João Crisóstomo, Agostinho, Tomás de Aquino, Dante Alighieri, Marsílio de Pádua, Colucio Salutati, Matteo Palmieri, Bartolomeu Sacchi); Tomo III - Técnica e Utopia (Maquiavel, Guicciardini, Bodin, Naudé, More, Campanella). O Jusnaturalismo (Grócio, Hobbes, Locke, Espinosa, Leibniz); Tomo IV - A Superação do Jusnaturalismo (Vico, Montesquieu, Hume, Rousseau, Kant, Hegel). O Tradicionalismo (Burke, De Maistre, Rosmini); Tomo V - O Liberalismo (Humboldt, Constant, Tocqueville, Stuart Mill). O Socialismo Utópico (Saint-Simon, Fourier, Owen, Proudhon). O Socialismo Científico (Marx, Engels); Tomo VI - A Crise do Liberalismo (Laski, Dewey, Croce, Kelsen). Os desenvolvimentos do Socialismo (Labriola, Sorel, Lénine, Adler, Gramsci); Tomo VII - Fascismo e Nazismo (Gentile, Schmitt). A Sociologia Política (Pareto, Mosca, Weber). A Doutrina Social da Igreja Católica (Papa João XXIII).
 
Cértima, António de (n. 1895) Poeta e prosador. Autor de ntónio de Cértima reedita O Ditador (Lisboa, Rodrigues & Ca., a 1ª ed. é de 1926). No frontespício uma frase de Napoleão  celui qui sauve sa patrie ne viole aucune loi
 
César Segundo Weber, o homem de confiança das massas, seja do exército, seja de cidadãos, livre e desvinculado da tradição, transformando-se num chefe com poderes ilimitados.
 
César, Amândio (n. 1921)
 
César, Ângelo n. 1900 Ângelo César Machado. Poeta, advogado e deputado do salazarismo. Dirigente do Futebol Clube do Porto. Amante da poetisa Florbela Espanca.
 
 
 
César, Caio Júlio (101-44 a.C.) Nomeado cônsul em 59 a.C.. Conquistador da Gália entre 59 e 51 a.C.. Faz parte do primeiro triunvirato, como Pompeio e Crasso, emergindo como ditador. Acaba assassinado.
 
Cesarismo Diz-se da doutrina política bonapartista. A soberania do povo transmite-se, por aclamação ou por plebiscito, a uma pessoa que a exerce de forma autoritária ou ditatorial, mantendo-se, contudo, alguns órgãos de representação popular.
 
Diz-se da doutrina política bonapartista, de Napoleão I. A palavra terá sido cunhada em 1845 por J. F. Bohmer e sistematizada em 1850 por A. Romieu. Serve, depois, para qualificar o regime de Napoleão III. A soberania do povo transmite-se, por aclamação ou por plebiscito, a uma pessoa que a exerce de forma autoritária ou ditatorial, mantendo-se, contudo, alguns órgãos de representação popular. Inspira-se na carreira de Caio Júlio César (100-44 a. C. ), dito popularis, embora também se aplique a Octávio César Augusto (63 a. C. -14 d. C. ). Não falat quem nesse conceito inclua o dominado de Diocleciano, uma das formas de despotismo oriental, de tipo teocrático-militarista. Com ela procuram abarcar-se todas as formas de ditadura populista e democrática, incluindo-se também a experiência de Bismarck. Há quem utilize o conceito em sentido amplo, abrangendo o sistema presidencial norte-americano e até as lideranças democráticas britânica. O nosso Alexandre Herculano chegou a falar no despotismo dos césares de multidões.
 
Cesaropapismo O inverso da hierocracia. Pretende a subordinação completa da ordem clerical ao poder secular, pelo que o poder político trata também de apropriar-se da própria simbologia religiosa, sacralizando-se. Acontece também quando o carisma hierocrático se degrada em mera técnica oficial. Foi o que aconteceu com o bizantiismo e com o czarismo dos russos. A designação tem origem no Ocidente, quando os Papas quiseram ter poder sobre os reis. Foi também assumido pelo Parlamento inglês quando passou a controlar a Igreja Anglicana.
 
CEUD. Comissões eleitorais ligadas à Acção Socialista e a católicos amigos de Mário Soares que apresentam listas em Lisboa, Porto e Braga, em disputa com a CDE, influenciada pelos comunistas. No restante país, há listas unitárias e mesmo Maria Barroso, esposa de Mário Soares, candidata-se por Santarém. O monárquico Gonçalo Ribeiro Teles é também candidato pela CEUD, enquanto o futuro socialista aparece em Lisboa, como candidato pela CDE.