Respublica           Repertório Português de Ciência Política            Total: C/Ch
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Lista de artigos

Artigos em grosso
Chabot, Jean-LucChackerian, Richard
Chade
Chacon, Vamireh
Chagas, Artur Octávio Rego Chagas, Álvaro Pinheiro (1872-1935) Chagas, João Chagas Pinheiro Chagnollaud, Dominique
Challenge and ResponseChamberlain, Arthur Neville (1869-1940) Chamberlain, Houston Stewart (1855-1922) Chambers, W. N.Champagne, Patrick
Champalimaud, AntónioChampney, LeonardChantebout, BernardChapman, John
Chardin, Pierre Teilhard de 1881-1955 Lei da complexidade crescente
Charlesworth, James C.Charlot, Jean,
Charlot, Monica
Chartism Charvin, R.Chateaubriand, François-René de 1768-1848
Châtelet, François n. 1925 Chaunu, PierreChauvinismo Chaves, Francisco da Cunha Rego Chazel, FrançoisCheca, República Checoslováquia Checks and balancesChefeChefatura ()
Chefe político Chemillier-Gendreau, M.
Chemins (Les) de l'État, 1986- 1994 Cherry, ColinChesterton, Gilbert Keith 1874-1936 Chevalier, Jacques 1882-1962
Chevalier, Jacques
Chevalier, Jean-Jacques
Chilcote, Ronald H.Chile Chilton, StephenChina Chipman, Nathaniel Chipre Chirac, Jacques (n. 1933) Chissano, JoaquimChodron, M.,Chomsky, Noam
Choque Petrolífero 1973 Choucri, NazliChoupana, Grupo da (1955) Christenheit (Die) oder Europa [1799] Novalis
Christian Socialists, 1848 Christie, R.Christliche Mystik [1842] Görres, Joseph vonChristo, Francisco Manuel Homem (1860-1943)
Christo Filho, Francisco Manuel Homem Christo, C. Q.Churchill, Winston (1874-1965) Churchman, C. W.CIA (Central Intelligence Agency) Ciano, Galeazo. Conde de (1903-1944) CibernantroposCibernética.
 
Chabod, Frederico, Historia de la Ideia de Europa [ed. orig. 1962], José Maria Gimeno, trad., Madrid, Editorial Norte y Sur, 1967.
 
Chabot, Jean-Luc
·L’Idée d’Europe Unie de 1919 à 1939, Grenoble, Université des Sciences Sociales, 1978.
·Le Nationalisme, Paris, Presses Universitaires de France, 1986.
·Introduction à la Politique, Paris, Presses Universitaires de France, 1991.
 
Chackerian, Richard, Abcarian, Gilbert, Bureaucratic Power in Society, Chicago, Nelson A. Hall Co., 1984.
 
 
Chacon, Vamireh (n. 1934) Pensador brasileiro. Formação básica de jurista, pós-graduado em Munique e Chicago, começa como professor de história das ideias económicas para, depois, ensaiar formas globais de análise politológica e filosófica. Se nas primeiras obras reflecte os modelos da Escola Crítica de Frankfurt, evolui, marcado pela sociologia weberiana, para formas de procura da identidade brasileira e lusófona. Natural do Recife, onde também começa a respectiva carreira docente como professor de economia política e história moderna e contemporânea.
 
1960
·O Factor Economico no Marxismo
 
1960.
1965
·História das Ideias Socialistas no Brasil
 
1965. Nova ed., Rio de Janeiro, Ed. Civilização Brasileira, 1981.
1969
·Da Escola do Recife ao Código Civil
 
1969.
1977
·Estado e Povo no Brasil
 
Rio de Janeiro, José Olympio, 1977.
1978
·Dilema Político Brasileiro
 
1978.
1979
·A Experiência Espanhola
 
Brasília, EUB, 1979.
1979
·«Considerações sobre o Poder», in Revista da Universidade de Brasília, n.º 2, pp. 11-12, Brasília, 1979.
1980
·O Humanismo Brasileiro
 
São Paulo, Summus Editorial, 1980.
1981
·História dos Partidos Brasileiros
 
Brasília, EUB, 1981.
1984
·O Poço do Passado. Testemunhos do Meu Tempo
 
Rio de Janeiro, Ed. Nova Franteira, 1984.
1987
·Vida e Morte das Constituições Brasileiras
 
Rio de Janeiro, Forense, 1987.
1988
·Max Weber. A Crise da Ciência e da Política
 
Rio de Janeiro, Forense Universitária, 1988.
1990
·Deus é Brasileiro
 
1990.
1994
·Gilberto Freyre
 
1994.
1997
·História Institucional do Senado do Brasil
 
1997.
1998
·Humanismo Ibérico
 
Lisboa, Imprensa Nacional/ Casa da Moeda, 1998.
 
 
Chagas, Artur Octávio Rego Ministro da instrução de 20 de Julho a 14 de Setembro de 1920, no governo de António Granjo, na qualidade de democrático.
 
Chagas, Álvaro Pinheiro (1872-1935) Jornalista português, apoiante de João Franco.
 
 Chagas, João Pinheiro (1863-1925) Jornalista. Republicano histórico, próximo de Brito Camacho. Em 1890 publica no Porto o jornal A República Portuguesa. Estava preso por crime de imprensa na Relação do Porto quando se deu a revolta do 31 de Janeiro de 1891. Mas será condenado por instigar à mesma. Desterrado para Luanda e Moçâmedes, foge daqui. Volta ao Porto e volta a ser preso em finais de 1892. De novo desterrado para Luanda. Amnistiado pelo governo de Dias Ferreira. Edita no Porto entre 21 de Dezembro de 1893 e 3 de Junho de 1894 o Panfleto. Edita depois A Marselhesa e O País. Preso em 28 de Janeiro de 1908. Libertado pelo governo de Ferreira do Amaral, começa a editar, entre 10 de Dezembro de 1908 e 25 de Dezembro de 1910, as Cartas Políticas. Presidente do ministério de 3 de Setembro a 12 de Novembro de 1911, acumula as pastas do interior e dos negócios estrangeiros, esta até 12 de Outubro, onde surge Augusto de Vasconcelos. Tem a oposição do grupo de Afonso Costa. Nomeado chefe do governo em 15 de Maio de 1915. Sofre atentado no Entrocamento, sendo substituído por José de Castro. Retoma o lugar de ministro de Portugal em Paris em 10 de Setembro de 1915.
 
 
 
Chagas, Manuel Joaquim Pinheiro (1842-1895) Oficial do exército. Jornalista e historiador. membro do partido constituinte de Dias Ferreira, até à integração nos regeneradores em 1883. Professor no Curso Superior de Letras Deputado em 1871; 1871-1874; 1875-1878; 1879; 1882-1884; 1884-1887 Ministro da marinha e ultramar de 24 de Outubro de 1883 a 20 de Fevereiro de 1886. Autor de História de Portugal, popular e ilustrada, 8 vols., Lisboa, 1899-1903.
 
 
Chagnollaud, Dominique
·Le Premier des Ordres, les Hauts Fonctionnaires, Paris, Librairie Arthème Fayard, 1991.
·Le Désempire, Paris, Éditions Denoël, 1993. Introduction à la Politique, Paris, Éditions du Seuil, 1996. Com Jean Lacouture.
 
Challenge and Response Desafio e réplica / Toynbee. Segundo as teses de Arnold J. Toynbee, as sociedades, como a western civilization, entendidas estas como fenómenos mais amplos que os Estados, crescem através de um élan onde, a cada desafio corresponde uma resposta, embora possa haver uma ruptura (breakdown). Toynbee.
 
 
 
Chamberlain, Arthur Neville (1869-1940) Conservador britânico, primeiro ministro de 1937 a 1940. Filho de Joseph Chamberlain (1836-1914) e irmão de Joseph Austen Chamberlain (1863-1937).
 
 
 
Chamberlain, Houston Stewart (1855-1922) Inglês, naturalizado alemão, autor de uma perspectiva racista da história, defensora da superioridade da raça ariana em The Foundations of the Nineteenth Century, de 1899. A obra teve grande sucesso na Alemanha, influenciando Guilherme III. -Racismo, 65, 424
· The Foundations of the Nineteenth Century, 1899.
 
Chambers, W. N., Salisbury, R. H., eds., Democracy Today. Problems and Prospects, Nova York, Collier Books, 1962.
, Burnham, D., The American Party Systems. Stages of Political Development, Oxford, Oxford University Press, 1967.
 
Champagne, Patrick, Faire l’Opinion. Le Nouveau Jeu Politique, Paris, Éditions de Minuit, 1990.
 
Champalimaud, António (n. 1918) António Sommer Champalimaud. Capitalista e industrial português. Cabeça de um dos principais grupos económicos portugueses anteriores a 1974. Ligado aos cimentos Tejo, Leiria e Cabo Mondego, à Siderurgia Nacional, ao Banco Pinto & Sotto Mayor e às companhias de seguros Confiança e Mundial
 
Champney, Leonard, Introduction to Quantitative Political Science, Nova York, Harper Collins, 1995.
 
Chantebout, Bernard, Droit Constitutionnel et Science Politique, Paris, Éditions Oeconomica, 1980 [10ª ed., Paris, Librairie Armand Colin, 1991].
 
Chão e Estado KJELLEN, 100, 677
 
Chapman, John
, Pennock, J. R., eds., Representation, Nova York, Atherton Press/New York University Press, 1968.
¾ , ed., Participation in Politics, Nova York, Atherton Press, 1975.
¾ , Pennock, J. R., eds., Liberal Democracy, Nova York, Atherton Press/New York University Press, 1983.
, Wetheimer,... *, eds., Majorities and Minorities. Political and Philosophical Perspectives, Nova York, New York University Press, 1989.
 
Charbonneau, P. E., Cristianismo, Sociedad y Revolución, Salamanca, Ediciones Sígueme, 1969.
 
 
 
 
 
Chardin, Pierre Teilhard de 1881-1955 Padre jesuíta francês, desde 1905. Parte para o Egipto em 1908. Trabalha no laboratório de Paleontologia do Museu de Paris. Em 1918 passa a professor de geologia do Instituto Católico de Paris. Doutor em ciências desde 1922. Parte em 1923 para a China, donde apenas regressa em 1945. Em 1926, os superiores jesuítas ordenam-lhe que abandone o ensino no Instituto Católico de Paris. Descobre em 1929 o Sinanthropus. Tenta reconciliar o cristianismo com a ciência, mas as suas obras não são autorizadas pelo Vaticano. Em 1933 é negado o imprimatur a Le Milieu Divine. Em 1938 a L'Enérgie Humaine. Em 1944, Roma proíbe Le Phénomène Humaine, para lá enviado em 1941. Instalado em França de 1946 a 1951, não obtém das autoridades eclesiásticas autorização para poder candidatar-se ao Collège de France, em 1948.. Retira-se então para Nova Iorque, onde se instala desde 1951. Um decreto do Santo Ofício de 6 de Dezembro de 1957 determina que os seus livros devem ser retirados das bibliotecas dos seminários e instituições religiosas e não devem ser vendidos em livrarias católicas. Em 1962, ainda o Santo Ofício condenava as respectivas teorias. Só em 1981 é que o Vaticano as deixou de considerar como heterodoxas.
 
Lei da complexidade crescente
Estabelece a lei da complexidade crescente das estruturas, reintroduzindo, no debate contemporâneo, a ideia de autonomia dos sistemas complexos. Uma forma mentis que leva a falar numa ciência da autonomia para os sistemas abertos como são os sistemas políticos, onde a autonomia da sociedade depende dos indivíduos.
Uma interpretação espiritualista da evolução
Com efeito, a partir de Chardin, passa a fazer-se uma interpretação espiritualista da evolução e utiliza-se um modelo dialéctico, superador da respiração hegeliana da tese-antítese-síntese.
Um evolutivo cósmico
O autor perspectiva um evolutivo cósmico onde há simultâneamente divergência e convergência, geradoras de uma complexidade capaz de lançar para cima e para dentro através da emergência, no sentido de um estado cada vez mais complexo e centrado, pela subida do múltiplo para a unidade.
O caminho para o ponto ómega
Foi assim que aconteceu, sucessivamente com o aparecimento da vida, a partir do múltiplo inicial. Assim voltou a acontecer com a cefalização e o aparecimento do homem. Do mesmo modo, vai sucedendo com o processo de noogénese, com a socialização, no caminho para o trans-humano, o ponto ómega, para a síntese do universal e do pessoal.
O simples e o complexo, o fechado e o aberto
Todos os sistemas vivos, enquanto sistemas abertos são sistemas complexos e não sistemas simples. Se nas coisas simples domina uma energia tangencial, o acaso, a entropia e a probabilidad, já nas coisas complexas existe uma energia radial, o anti-acaso, a anti-entropia e o improvável. O sistema aberto seria regido por mecanismos de auto-organização, responde a flutuações aleatórias, tem processos de crescente complexificação, conuzindo a ordens cada vez mais espontâneas. Deste modo, cada nova ordem traz consigo novos desafios, donde surgem novas ordens ainda mais complexas.
Uma nova forma de energia que lança para cima e para dentro
A complexidade diz respeito aos todos, às totalidades que não são simples justaposição de elementos simples, diz respeito aos todos centrados sobre si mesmos. A especificidade está na energia radial ou interna das coisas humanas, dessa anti-entropia que atravessa o mundo físico e o faz subir para o improvável. É esse poder que têm os seres vivos para a regeneração e para a multiplicação. Essa forma de energia que lança para cima e para dentro, para estados cada vez mais complexos e mais centrados. Essa forma de energia que liga os corpúsculos de centro a centro, de consciência a consciência sempre no sentido do improvável.
A anti-entropia
Nisso, os seres vivos divergem da lei da degradação da energia marcante no mundo físico, onde domina a entropia, aquela quantidade de energia que, sendo gasta numa mudança, se torna irrecuperável pelo sistema e fica para sempre na zona do desperdício. A entropia tende para a involução e para o nivelamento de conjuntos corpusculares marcados pela probabilidade, por esse jogo nivelador e homogeneizador que conduz à morte da matéria. Ela não passa de uma energia tangencial, mensurável.
A matéria-espírito
Contudo, a consciência faz parte do tecido do universo como o próprio corpo. Porque o universo é bi-facial, é Espírito-Matéria, dado que o Espírito emerge da complexidade da Matéria e o fenómeno humano constitui apenas uma fase suprema do fenómeno espiritual. A relação entre o Espírito e a Matéria é o mesmo do que a relação entre o Uno e Múltiplo. Não há antinomia, porque concretamente, não há Matéria e Espírito; somente existe Matéria tornando-se Espírito. Não há no mundo nem Espírito nem Matéria: o tecido do Universo é Matéria-Espírito. Não entre a Matéria e o Espírito separação nem justaposição. A super-estrutura do Espírito funda-se na infraestrutura da Matéria, a realidade da Matéria é o que permite a emergência do Espírito.
O político como antropogénese
Para que o político possa emergir não basta a reunião ou justaposição de elemento, é preciso que eles sejam coordenados ou centrados, não por um centro geométrico mas por uma unidade de acção que vise produzir uma acção comum. Neste sentido, o político é complexo, é composto de diferentes peças que funcionam em relação umas às outras, em função de um centro. O político é produto de uma antropogénese, é um ressalto original a evolução sobre si mesma, através da reflexão.
A amorização
A partir de então surge uma nova forma de energia que gera um movimento circular, produto da emergência de um sistema cerebral, de uma consciência reflexiva que tem vista uma convergência humana, de uma construção do universo pela amorização. Se há uma fase de divergência, de multiplicação de seres, segue-se a convergência, o encontro ou ínteses destes seres, onde surge a emergência, o aparecimento de uma qualidade nova, provocada pela energia radial, que aponta para uma subida no sentido do improvável. O motor da história não é a contradição, a antítese contra a tese, mas a atracção e o amor.
Divergência, convergência, emergência
A divergência não é oposição. A convergência é atracção. A emergência é uma qualidade nova que permanece ligada à síntese. Por outras palavras, a evolução é continuidade, não é ruptura, pelo que as próprias ciências sociais são o prolongamento da física e da biologia.
A noosfera
O político é produto de um centro que será tanto mais simples e mais profundo quanto mais densa e de maior raio for a esfera onde o coração se forma. O político não faz parte da biosfera, da zona da vida não reflexiva que cobre o planeta, da zona da vida dos vegetais e dos animais. O político faz parte da noosfera, da humanidade encarada como a camada pensante da terra, estreitamente ligada à biosfera, mas distinta dela, daquela noosfera que evolui para estados cada vez mais centrados.
A planetização
O mundo não é assim um mundo de coisas, mas de processos. Tudo se transforma, tudo está em evolução, tudo marcha do múltiplo para a unidade, num processo cósmico de planetização, segundo o qual os homens tendem a formar uma unidade assente na diferenciação, onde o todo, a totalidade não é uma soma nem um amontoado, mas um conjunto onde todas as partes estão ligadas entre si, de centro a centro, de consciência a consciência. Uma união que salvaguarda a diferença e originalidade de cada parcela, dado que nunca significa fusão, mas antes diferenciação. A humanidade é um todo em via de centração. Há continuidade na passagem do natural ao artificial, porque o fluxo da vida sobe para a consciência. O homem não é uma peça acrescentada ao mundo, emerge do movimento cósmico. O artificial, o cultural é o natural hominizado, é a organização da matéria acompanhada de psiquismo.
A necessidade de uma ultrafísica
Neste sentido, impor-se-ia uma ultrafísica, um esforço capaz de englobar a matéria e o espírito, capaz de relacionar dialecticamente idealismo e materialismo, uma explicação coerente do mundo capaz de apelar para a soma das nossas experiências, apelando ao aperfeiçoamento do mundo e ao crescimento ontológico do sujeito, um conhecimento que também seja praxis.
A totalidade como união e diferenciação
Caminhamos para a totalidade, para a conciliação entre o universal e o pessoal, para uma totalidae que não é fusão de elementos num amontoado ou num todo indeterminado, mas uma união que diferencia e interioriza, que personaliza, porque toda a unidade, consciente de si mesma, é distinta: na própria medida em que se encontrem reunidos uns contra os outros, os elementos pensantes que todos nós somos multiplicam incontestavelmente, por um mecanismo de inter-reflexão, o seu poder de reflexão individual. O ponto ómega será pois união na diferenciação, o contrário da uniformização, do nivelamento, do igualitarismo, do formigueiro de elementos, unicamente comandados por leis estatísticas dos grandes números e do acaso.
 
 
1923
La Messe sur le Monde
 
1923.
 
 
1955
Le Phénomène Humain
 
Paris, Éditions du Seuil, 1955, Oeuvres I. Cfr. trad. port. de Léon Bourdon e José Terra, O Fenómeno Humano, Porto, Livraria Tavares Martins, 1965. Obra escrita entre 1938 e 1940.
 
 
1956
L’Apparition de l’Homme
 
Paris, Éditions du Seuil, 1956, Oeuvres II. Recolha de artigos sobre pré-história e paleontologia.
 
 
1957
La Vision du Passé
 
Paris, Éditions du Seuil, 1957, Oeuvres III. Recolha de artigos científicos, morais e religiosos.
 
 
1957
Le Milieu Divin
 
Paris, Éditions du Seuil, 1957, Oeuvres IV. Recolha de textos sobre a espiritualidade cristã.
 
 
1959
L’Avenir de l’Homme
 
Paris, Éditions du Seuil, 1959.
 
 
1962
L’Énergie Humaine
 
Paris, Éditions du Seuil, 1962.
 
 
1963
L’Activation de l’Énergie
 
Paris, Éditions du Seuil, 1963.
 
 
1965
La Place de l’Homme dans la Nature
 
Paris, Éditions du Seuil, 1965.
 
 
1965
Science et Christ
 
Paris, Éditions du Seuil, 1965.
 
·Cartas de Hastings e de Paris. 1908 - 1914
Cfr. trad. port., Lisboa, Moraes Editores, 1967.
 
Cartas a Léontine Zanta
Cfr. trad. port., Lisboa, Moraes Editores, 1967.
 
Cartas do Egipto. 1905-1908
Cfr. trad. port., Lisboa, Moraes Editores, 1967.
 
4Coffy, Robert, Teilhard de Chardin e o Socialismo, Lisboa, Moraes Editores, 1967. 4Colóquio A Unidade do Género Humano, realizado no Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina, de 2 a 6 de Maio de 1965, com a colaboração da Societé Pierre Teilhard de Chardin e do Centro Português de Estudos Europeus, in Estudos Políticos e Sociais, vol. III, nº 3, 1965, pp. 791-866, destacando-se a lição de Adriano Moreira, «Sobre o Estado Universal», ibidem, pp. 997-1009. 4Cuénot, Claude, Aventura e Visão de Teilhard de Chardin, Lisboa, Moraes Editores, 1966. 4Lubac, Henri, A Oração de Teilhard de Chardin, trad. port. de António Jorge, Lisboa, Moraes Editores, 1965. ¾Blondel e Teilhard de Chardin, Lisboa, Moraes Editores, 1968. 4Martin-Deslias, Noel, Teilhard de Chardin. Aventureiro do Espírito, trad. port. de Manuel Poppe, Lisboa, Moraes Editores, 1965.
 
Charlesworth, James C., The Limits of Behaviouralism in Political Science, Filadélfia, 1962.
, ed., Contemporary Political Analysis, Glencoe, The Free Press of Glencoe, 1967.
 
Charlot, Jean,
Le Gaullisme, Paris, Librairie Armand Colin, 1970. Le Phénomène Gaulliste, Paris, Librairie Arthème Fayard, 1970. Les Partis Politiques, Paris, Librairie Armand Colin, 1971 [trad. port. Os Partidos Políticos, Lisboa, Parceria A. M. Pereira, 1974]. Le Gaullisme d’Opposition 1946-1958, Paris, Librairie Arthème Fayard, 1983. La Politique en France, Paris, Éditions Le Livre de Poche, col. Références, 1994. Com Charlot, Monica, L’Interaction des Groupes Politiques, in Madeleine Grawitz e Jean Leca, Traité de Science Politique, vol. III, pp. 429 segs., Paris, Presses Universitaires de France, 1985.
 
Charlot, Monica
Le Syndicalisme en Grande-Bretagne, Paris, Librairie Armand Colin, 1970. La Persuasion Politique, Paris, Librairie Armand Colin, 1970. La Démocratie à l’Anglaise, Paris, Librairie Armand Colin, 1972.
 
Chartism Movimento político britânico originário da People’s Charter de 1838, onde se fazia a defesa do sufrágio universal, secreto e sem restrições censitárias e que consegue uma petição nacional subscrita por cerca de 1, 3 milhões de assinaturas. Em 1840 institui-se uma National Charter Association, dirigida por Feargus O’Connor que entra em declínio no final da década de quarenta.
Halévy, Élie, História do Socialismo Europeu, trad. port. de Maria Luísa C. Maia, Amadora, Livraria Bertrand, 1975, pp. 67 segs.
 
Charvin, R., Gonidec, P., Relations Internationales, Paris, Éditions Montchrestien, 1981.
 
 
 
 
Chateaubriand, François-René de 1768-1848 Escritor e político francês. Não entra em ruptura directa com os regimes da Revolução e do Império. Ministro do interior nos primeiros tempos da Restauração e dos negócios estrangeiros de Dezembro de 1822 a Junho de 1824. Funda, com Bonald e Lammenais, Le Conservateur. Um dos principais cultores do romantismo. Opõe-se à instauração de um regime constitucional em Portugal, quando D. João VI queria dar uma carta ou restaurar as Cortes tradicionais. Opõe-se, a partir de 1824 ao governo ultra de Villèle. Embaixador em Roma em 1828-1829. Depois da revolução de 1830, assume o legitimismo.
1797
Essai Historique, Politique et Moral sur les Révolutions Anciennes et Modernes Considerés dans leurs Rapports avec la Révolution Française (1797) (reed. fr., Paris, Éditions Gallimard, 1978).
1802
Le Génie du Christianisme (5 vols., 1802).
 
·De Buonaparte, des Bourbons et de la Necssité de se ralier à nos Princes Légitimes pour le Bonheur de la France et celui de l’Europe, panfleto editado em Março de 1814
1816
La Monarchie selon la Charte (Novembro de 1816), onde desenvolve o princípio segundo o qual o rei reina, mas não governa.
1831
De la Restauration et de la Monarchie Élective
1831, onde se opõe à monarquia de Julho, assumindo o legitimismo.
1848
Mémoires d'Outre Tombe
(1848 - 1850).
 
4Canaveira, Manuel Filipe Cruz, Liberais Moderados e Constitucionalismo Moderado (1814-1852), Lisboa, INIC, 1988, pp. 14 ss.. 4Girardet, Raoul, «Chateaubriand», in Dictionnaire des Oeuvres Politiques, pp. 135-137. 4Guchet, Yves Guchet e Demaldent, Jean-Marie, Histoire des Idées Politiques. Tomo 2 De la Révolution à nos jours, Paris, Armand Colin, 1996, pp. 39 ss.. 4Maltez, José Adelino, Ensaio sobre o Problema do Estado, Lisboa, Academia Internacional da Cultura Portuguesa, 1991, II, p. 228. 4Prélot, Marcel, As Doutrinas Políticas, 3, secção «O Tradicionalismo Democrático: Chateaubriand», pp. 166 segs.. 4Raynaud, Philippe, «Le Libéralisme Français à l'Épreuve du Pouvoir», apud Ory, Pascal, op. cit., pp. 203 segs..
 
 
Châtelet, François n. 1925 Agregado em filosofia. Doutor em Letras. Professor em Paris.
·Péricles, Paris, Clube Français du Livre, 1960.
·La Naissance de l'Histoire, Paris, Minuit, 1961.
·Logos et Praxis, Paris, Gallimard, 1962.
·Platon, Paris, Gallimard, 1964.
·Hegel. Paris, le Seuil, 1968.
·La Philosophie des Professeurs, Paris, Gallimard, 1972.
·Logos et Praxis, Paris, SEDES, 1972.
·Les Conceptions Politiques du XXème Siècle. Histoire de la Pensée Politique, Paris, Presses Universitaires de France, 1981. Com Évelyne Pisier-Kouchner.
·Les Idéologies, 3 vols., Paris, Éditions Hachette, 1981. Com Gérard Mairet.
·Histoire des Idées Politiques, Paris, Presses Universitaires de France, 1982 [trad. port. História das Ideias Políticas, Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1994]. Com Évelyne Pisier-Kouchner e Olivier Duhamel.
· Dictionnaire des Oeuvres Politiques, Paris, Presses Universitaires de France, 1986. Com Évelyne Pisier-Kouchner e Olivier Duhamel (eds. ).
 
Chaunu, Pierre, «L’État», in Braudel, Fernand, Labrousse, C. E., Histoire Économique et Sociale de la France, Paris, Presses Universitaires de France, 1970.
 
Chauvinismo Diz-se de patriotismo exaltado face ao estrangeiro. Deriva do nome do soldado napoleónico Nicolas Chauvin, celebrizado por uma comédia dos irmãos Cogniard, de 1831.
 
Chaves, Francisco da Cunha Rego Ministro das finanças no governo de Sá Cardoso, de 29 de Junho de 1919 a 3 de Janeiro de 1920. Ministro das colónias no governo de Cunha Leal, de 16 de Dezembro de 1921 a 6 de Fevereiro de 1922.
 
Chazel, François, Birnbaum, Pierre, Sociologie Politique [1ª ed., 1971], Paris, Librairie Armand Colin, 1978 [trad. port. Sociologia Política, Lisboa, Editorial Presença, 1975].
¾ , Birnbaum, Pierre, eds., Théorie Sociologique, Paris, Presses Universitaires de France, 1975.
¾ , ed., Action Collective et Mouvements Sociaux, Paris, Presses Universitaires de France, 1993.
 
 
Checa, República 78 9000 km2 e 10 500 000 habitantes; segundo a formula de Cline, a Checoslováquia, 11. A actual república tem como antecedente o reino da Boémia-Morávia, desde o século XI, que, entre 1526 e 1918, esteve sob o domínio dos Habsburgos; no final da Grande Guerra, surgia a República da Checoslováquia. Em 1848 formou-se em Praga o comité de S. Venceslau que reclamou a constituição de um Estado checo independente; outra facção dos checos, reunida no congresso pan-eslavo do mesmo ano, apenas defendia autonomia política e cultural dentro do Império; em 1862 formam-se os Sokols de carácter independentista, a que se segue o Partido Nacional Checo; em 1870-1871, o governo imperial admite a concessão aos checos de uma autonomia equivalente à da Hungria, mas os alemães da Boémia, apoiados por Bismarck, bem como os húngaros, opõem-se à concessão de tais direitos; na década de oitenta surge o movimento dos Jovens Checos, defendendo uma autonomia radical; em 1897, o governo de Viena consagra uma série de medidas de autonomia cultural, nomeadamente quanto ao ensino do checo; forma-se um grupo checo que pretende instaurar um reino checo, a ser entregue a um grão-duque russo, mas em 1916 Masaryk e Benès fundam um comité nacional checoslovaco que obtém apoio do presidente norte-americano Wilson.
 
Checoslováquia Ceskoslovensko Criada a República da Checoslováquia depois da Grande Guerra, reunindo a Boémia, a Morávia e a Eslováquia, territórios que integravam então o Império Austro-Húngaro. Em 30 de Maio de 1918, checos e eslovacos chegam a acordo para a instituição de um novo Estado; em 28 de Outubro de 1918 era proclamada a independência da Checoslováquia, cujas fronteiras foram fixadas pelos Tratados de Versalhes, de 28 de Junho de 1919, com a Alemanha, o de Saint-Germain, de 10 de Setembro de 1919, com a Áustria, e o de Trianon, de 4 de Junho de 1920, com a Hungria; o novo Estado, com 7 000 000 de checos e 2 000 000 de eslovacos, integra 3 000 000 de alemães dos Sudetas, 700 000 húngaros e 450 000 rutenos. A figura inspiradora era o checo Tomás Mazaryk, nascido em 1850, eleito Presidente da República, auxiliado pelo ministro dos estrangeiros Eduardo Benès, seu sucessor na presidência, em 1935, os quais instituiram, logo em 1920, a chamada pequena aliança entre a Checoslováquia, a Roménia e a Jugoslávia, para se defenderem das resistências austro-húngaras. Em 29 de Settembro de 1938, os Sudetas passaram para a Alemanha; em 4 de Outubro, a Polónia ocupa Teschen; em Novembro, a Hungria ocupa territórios na Eslováquia e na Ruténia; em 24 de Março de 1939, a Boémia e a Morávia tornaram-se protectorados alemães e a Eslováquia passou a constituir um Estado; na mesma altura, a Ruténia foi cedida à Hungria, para, em Abril de 1945, passar para a URSS. O Presidente da República Eduard Benés, eleito em 1935 que se demitiu em 1938, mas que em 1939, no exílio, reassumiu as funções, regressou ao país em 1945. Contudo, nas eleições de 26 de Maio de 1946, o Partido Comunista obteve 38%. Mas no ano seguinte, depois de Moscovo ter vetado a adesão da Checoslováquia ao Plano Marshall, em 25 de Fevereiro de 1948, deu-se o chamado Golpe de Praga, quando Benés foi obrigado a aceitar um governo de trabalhadores, sob a presidência do comunista Klement Gottwald, que, em nome da depuração das instituições, logo procede à detenção dos ministros burgueses, seguindo-se uma ampla repressão policial. Nesta sequência, o próprio Ministro dos Negócios Estrangeiros, Jan Mazarik, acabou por suicidar-se. Em 17 de Abril deu-se a fusão de socialistas e comunistas. Em 30 de Maio, ocorrem eleições com uma lista única. Em 7 de Junho já era demitido o próprio Presidente Benés, depressa substituído pelo próprio Gottwald. Dava-se, assim, a implantação de um sistema comunista através de meios exclusivamente políticos num país industrializado, com estilos de vida semelhantes aos da Europa Central e Ocidental. A Checoslováquia representava assim uma cunha comunista no próprio coração da Europa.
 
Checks and balances Diz-se de um sistema político onde o poder está repartido em vários ramos os quais se inpeccionam e equilibram entre si. Expressão de Thomas Jefferson, reflectindo as teses de Montesquieu, sobre a necessidade de pesos e contrapesos no sistema do poder. Expressão consagrada por Bagehot, na sua análise da constituição britânica. Segundo Jefferson, os poderes têm que ser divididos e equilibram entre vários corpos, de maneira a não transcenderem os respectivos limites legalmente estabelecidos e para serem inspeccionados e restringidos por outros corpos.
 
Chefe Segundo Xenofonte Chefes são aqueles que sabem comandar… é chefe, qualquer que seja a sua situação de direito, aquele que é superior… está ao serviço dos que são comandados por ele, visto que estes o escolheram, em razão das suas qualidades, para defender os seus interesses
 
Chefatura (chefferie) Competência técnica sem poder, 74, 497 chefferie um espaço onde não existe podr (l'éspace de la chefferie n’est pas un lieu de pouvoir. Há um chefe sem poder, porque as sociedades primitivas são igualitárias e não estão marcadas pela dissemetria. O chefe apenas tem prestígio, pelos dons oratórios, pelo carismo, pela sua capacidade técnica, nomeadamente a militar. Só acontece isso quando surge a grande revolução do Estado, no neolítico. A partir de então, há uma divisão entre dominantes e dominados. Surgem, a partir de então, as noções de autoridade e de coerção.
Chefatura- Poder no seio da sociedade, 78, 521
Chefatura -Totalismo sem diferenciação, 74, 497
 
Chefe político Na Grécia, o chefe político recebia o nome de archein, palavra que tanto queria dizer comandar como começar.
 
Chefferie. Ver Leadership
 
Chemillier-Gendreau, M., Courvoisier, C., Introduction à la Sociologie Politique, Paris, Éditions Dalloz, 1971.
 
Chemins (Les) de l'État, 1986- 1994 Blandine Barret Kriegel publicou três volumes de Les Chemins de l'État, em 1986 e 1994. O segundo volume intitula-se La Politique de la Raison (1994) e o terceiro Propos sur la Démocratie. Essais sur un Idéal Politique, (1994). No primeiro volume, de 1986, três partes: nas origens do Estado Moderno (Bodin, Hobbes, legistas e filósofos); Estado e cultura (os historiadores e o poder, nascimento do intelectual); problemas da democracia (as origens clássicas das dificuldades da democracia, com destaque para as teorias de Espinosa e as questões do Estado de Direito e do Estado providência). No segundo volume, reunindo estudos publicados de 1990 a 1994, procurando demonstrar o carácter inovador do direito público moderno, depois de uma introdução sobre o fim da Escola dos Annales e o regresso da filosofia política, divide-se em três partes: a política dos filósofos (sobre Descartes, Kant, Fichte e Heidegger); a história política e cultural (nomeadamente sobre a ideia republicana); e o direito político (Declaração dos direitos do homem, Código Civil e crise da cidadania).
 
Cherry, Colin, On Human Communication, Nova York, John Wiley & Sons, 1961.
 
  
Chesterton, Gilbert Keith 1874-1936 Nasce em Londres. Militante do guildismo. Converte-se ao catolicismo em 1922.
 
·Orthodoxy
(1908) (cfr. trad. port., Porto, Livraria Tavares Martins, 1944, com pref. de João Ameal, intitulado A Revolução de Chesterton)
·St. Thomas Aquinas
Nova Iorque, 1933.
 
 
Chevalier, Jacques 1882-1962
Doutor em Letras. Professor em Grenoble. Ministro da instrução pública.
 
Chevalier, Jacques
·Le Service Public, Paris, Presses Universitaires de France, 1987.
·L’État de Droit, Paris, Éditions Montchrestien, 1992.
·Ciência Administrativa
Mem Martins, Europa-América, 1981. Com Danièle Loschak.
 
 
Chevalier, Jean-Jacques
·Les Grandes Oeuvres Politiques de Machiavel à nos Jours
Paris, Librairie Armand Colin, 1949.
·Histoire de la Pensée Politique
3 vols., vol. I - De la Cité-État à l’Apogée de l’État-Nation Monarchique; vol. II - L’État-Nation Monarchique. Vers le Déclin; vol. III - La Grande Transition. 1789-1848, Paris, Librairie Payot, 1979-1984 [trad. port. História do Pensamento Político, Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1983].
 
Chilcote, Ronald H., Theories of Comparative Politics, Boulder, Westview Press, 1994.
 
Chile 756 626 km2. 4 700 km de comprimento, 250 de largura, estende-se do cabo Horne aos Andes. 13 000 000 habitantes. 80% nas cidades e quatro milhões na grande Santiago. Independente desde 1818, depois do apoio britânico à secessão e de movimentos revoltosos iniciados em 1811. Assume-se como república aristocrática, expressão consagrada pela Constituição de 1833. Uma série de tensões com os vizinhos ao longo do século XIX. Primeiro com a Argentina, com tratado de fronteiras em 1881. Depois, uma guerra com o Peru e a Bolíveia entre 1878 e 1884, a chamada Guerra do Pacífico, conquistando as províncias desérticas e mineiras do Norte. Cerca de 50% das receitas fiscais na primeira metade do século XX provêm destas minas de nitrato e de cobre (o Chile dispõe de um quinto das reservas mundiais do metal).
 
Entre 1964 e 1970 está no poder o democrata-cristão Eduardo Frei que lança um programa de reforma agrária. Segue-se a vitória da Unidade Popular de Salvador Allende, liderando uma frente de comunistas e socialistas. Derrubado por um golpe militar que triunfa em 11 de Setembro de 1973, com o assalto ao palácio de La Moneda, onde morre o próprio presidente. Segue-se o regime liderado pelo general Pinochet, com uma repressão torcionária e uma economia nascida do laboratório neoliberal. No plebiscito de Outubro de 1988, derrota de Pinochet. Em 1990 sucede-lhe o democrata-cristão Patricio Aylwin, eleito em Dezembro de 1989. Em Dezembro de 1993, é eleito Eduardo Frei, filho do antigo presidente.
 
Chilton, Stephen, Defining Political Development, Boulder, Lynne Rienner, 1988.
 
 
 
Chipman, Nathaniel Um dos defensores da soberania divisível, na senda de James Madison. Considera que a ideia de soberania do Estado que é uma espécie de unidade invisível, um poder absoluto, sem fiscalização e sem limites, sofreu rectificações: a experiência demonstrou que é susceptível de divisão.
·Principles of Government
1833.
 
Chipre Kypriaki Dimokratia /Kibris Cumhuriyeti 9 251 km2 e 766 000; 80 % de gregos e 18% de turcos. A palavra vem de Kypros, cobre. Pertenceu aos imperadores bizantinos até 1191, quando Ricardo Coração de Leão conquistou a ilha, fundando-se o Reino de Chipre, que acabou por ser vendido a Veneza em 1489 e conquistado pelos turcos em 1571; a ilha colocada sob administração britânica em 1878, transformou-se em colónia da Coroa em 1925. Trataou-se de uma cedência dos otomanos aos britânicos, uma espécie de preço que aqueles pagaram pela protecção destes face às pressões russas. Surge, a partir de 1930, o movimento helenista da Enosis que, depois de 1950, passa a ser chefiado pelo arcebispo Makarios III, enquanto se forma um movimento de guerrilha EOKA, chefiado pelo coronel Grivas; cessam as hostilidades em 19 de Fevereiro de 1959; independência completa é em 16 de Agosto de 1960, com a eleição de Makarios. Depois de, em 15 de Julho de 1974, a guarda nacional ter feito um golpe no sentido da integração da ilha na Grécia, apoiada pelo regime dos coronéis, deu-se a invasão turca, em 20 de Julho; em 13 de Fevereiro de 1975, a comunidade turca cria um Estado autónomo, ainda dentro da via federal; declarada a independência da República Turca do Norte de Chipre em 15 de Novembro de 1983.
 
Chirac, Jacques (n. 1933) Eleito presidente da república francesa em 7 de Maio de 1995. Funda o RPR (Rassemblement pour la République) em 1976. Primeiro-ministro em Maio de 1974 e em 1986-1988 em regime de coabitação política, quando era presidente da república o socialista François Mitterrand. Vence as eleições legislativas de 28 de Março de 1993, à frente do RPR-UDF.
 
 
Chissano, Joaquim (n. 1939). Presidente de Moçambique, reeleito em 1999. Militante da FRELIMO. Depois de presidir ao governo de transição, de 20 de Setembro de 1974 a 25 de Junho de 1975, torna-se ministro dos negócios estrangeiros com a independência. Sucede a Samora Machel, como presidente do partido e da república. Assegura a transição para o pluralismo depois de uma longa guerra civil com a RENAMO.

 
Chodron, M., Almond, Gabriel, Pearce, R. Harvey, eds., Progress and Its Discontents, Berkeley, University of California Press, 1982.
 
 
 
 
Chomsky, Noam Avram (n. 1928) Linguista norte-americano, professor no MIT, desde 1955. Defende a existência de uma gramática generativa e de uma espécie de infra-estrutura criacional da linguagem. Contrário ao behaviorismo dominante, assme a necessidade de uma psicolinguística. Destaca-se também como activista político do esquerdismo norte-americano.
 
Bibliografia:
[1957] Syntactic Structures (Haia, Mouton) (trad. fr. Structures Syntaxiques, Paris, Le Seuil, 1969).
[1964] Current Issues in Linguistic Theory
[1965] Aspects of the Theory of Syntax (Cambridge, Mass, MIT, Press) (trad. fr Aspects de la Théorie de la Syntaxique, Paris, Le Seuil).
[1966] Cartesian Linguistics. A Chapter in the History of Rationalist Thought
[1967] Language and Mind (trad fr. Le Langage et la Pensée, Paris, Payot, 1970).
[1968] The Sound Pattern of English (Nova Iorque, Harper & Row. Com M. Halle).
[1969] American Power and the New Mandarins
[1975] The Logical Structure of Linguistic Theory
[1978] Human Rights and American Foreign Policy
[1980] Rules and Representations (Oxford, Blackwell) (trad. port., Regras e Representações, Rio de Janeiro, Zahar, 1981).
[1981] Lectures on Government and Binding (Dordrecht, Foris).
[1982] Towards a New Cold War
[1986] Barriers (Cambridge, Mass., MIT Press).
[1986] Knowledge of Language. Its Nature, Origin and Use, Nova Iorque, Praeger.
[1989] Necessary Illusions
 [1992] Deterring Democracy
 
Choque Petrolífero 1973 No Outono de 1973, na sequência da guerra do Yom Kippur, dá-se o chamado choque petrolífero quando os países da OPEP decidem quadruplicar os preços do petróleo, depois de terem decretado um embargo nas exportações de petróleo para a Holanda e de terem reduzido substancialmente as remessas do produtos para outros países europeus. A Europa comunitária toma então consciência que 63% das suas necessidades em energia provêm do Médio Oriente. A crise energética vai esmorecer os impulsos de um alargamento que parecia transfigurar-se em acabamento e aprofundamento, com o aumento dos preços dos produtos manufacturados e o desequilíbrio das balanças de pagamentos. Mas, neste caso, a necessidade não vai aguçar o engenho, dado que nem sequer se conseguem estabelecer as linhas mestras de uma qualquer política comum de energia
 
Choucri, Nazli
[1975] Nations in Conflict, São Francisco, Freeman & Co.Com R. North.
 
Choupana, Grupo da (1955) Marcello Caetano organiza o grupo da Choupana, fazendo a ligação com Craveiro Lopes e entrando em ruptura com o grupo de Santos Costa. O grupo também inclui Baltazar Rebelo de Sousa, Silva Cunha, Dias Rosas e Moreira Baptista. Passa, depois de 1958, a contar com o apoio do ministro da defesa, Júlio Botelho Moniz.
 
Christenheit (Die) oder Europa [1799] Novalis Obra escrita em 1799, publicada parcialmente em 1826 e integralmente apenas em 1880. Critica a Reforma, por ter quebrado a unidade da respublica christiana, considerando que talvez a Europa venha a acordar, talvez estejamos na aurora de um Estado dos Estados, de uma Ciência Política (... ) é preciso que venha o tempo sagrado da paz eterna, onde a Nova Jerusalém seja a capital. Partindo do princípiso que só a religião pode restaurar a Europa, invoca a necessidade de uma paz eterna que só espiritualmente poderia realizar-se. Neste sentido, reclama a instauração de uma internacional mística, tal como fôra a Igreja Católica na Idade Média, a única forma que visiona para superar a razão de Estado e a luta dos egoísmos nacionais. Adoptando aquilo que qualifica como um idealismo mágico, vem dizer que a pátria do homem é o seu mundo interior, defendendo que o mundo deve ser romantizado, dado que importa conferir alto sentido ao que é comum, aparência misteriosa ao que é ordinário e dignidade incógnita ao que é conhecido. Para tanto, aponta como meta um regresso tanto à Idade Média como ao espírito da Reforma: o problema supremo da cultura é o de se apropriar do próprio eu trancendental, de ser, ao mesmo tempo, o eu do próprio eu. Por isso surpreende pouco a falta de percepção e de inteligência completa dos outros. Sem uma perfeita compreensão de nós mesmos não é possível conhecer verdadeiramente os outros.
 
 
Christian Socialists, 1848 Movimento protestante de cristianismo social, chefiado por Charles Kingsley, Frederik Denison Maurice e John M. Ludlow. Vsa a criação de escolas, associações operárias e cooperativas de produção e consumo. Considera que em primeiro lugar está a reforma moral, mas aceita a linha quase filantrópica do socialismo associacionista de Owen.
 
Christie, R.,
[1954] Studies in the Scope and Method of the Authoritarian Personality, Glencoe, The Free Press of Glencoe. Com M. Jahoda.
 
Christliche Mystik [1842] Görres, Joseph von O autor, um intelectual do romantismo católico alemão, defende o federalismo, proclamando que é a mais deplorável de todas as cegueiras para um povo, deixar perder a sua originalidade, desconhecendo a sua natureza profunda, permitindo‑se ser arrastado por práticas estrangeiras... Tudo o que é estrangeiro, tudo o que se introduz sem razão profunda na vida de um povo, torna‑se para ele causa de doença e deve ser extirpado caso este queira permanecer são. Pelo contrário, tudo o que seja essencial ou particular deve ser cultivado e aperfeiçoado sem hesitação... Todo o grupo étnico tem o direito e o dever de conservar orgulhosamente a sua denominação histórica à qual estão ligadas as recordações do passado.
 
Christo, Francisco Manuel Homem (1860-1943) Francisco Manuel Homem Christo. Fundador do semanário O Povo de Aveiro, em 1882, demite-se então do exército. Fez parte do directório do Partido Republicano. Colaborou na revolta do 31 de Janeiro de 1891, sendo, então, preso. Opositor de Afonso Costa. Pede a demissão do exército em 1909 e exila-se em Paris. Violento polemista na linha de José Agostinho de Macedo, demolidor da política dos afonsistas, acaba por elogiar Carmona e o Secretariado da Propaganda Nacional. Em 1906 edita Pro Patria, obra de reflexão sobre a paz e a guerra e o militarismo, onde advoga a introdução em Portugal do modelo suíço de serviço militar. Escreve também Banditismo Político, considerado a Torre do Tombo da patifaria nacional.
[1906] Pro Patria
Banditismo Político
Notas da Minha Vida e do meu Tempo
 
Christo Filho, Francisco Manuel Homem (1892-1926) Jornalista. Colabora com o pai e a irmã Carolina na feitura de O Povo de Aveiro. Começa como anarquista, participando activamente na greve académica de 1907. Adere às ideias integralistas e torna-se fascista. Acaba amigo de Mussolini, falecendo em Itália num desastre de viação. Funda em 1914 a revista Ideia Nacional, inspirada na homóloga italiana, dirigida por Corradini. Sídónio Pais nomeia-o director dos serviços de informação de Portugal em Paris. Aí escreve Mussolino. Bâtisseur de l’Avenir. Regressa a Portugal depois do 28 de Maio de 1926, oferecendo os seus serviços a Gomes da Costa. Funda então o jornal A Informação. Volta ao exílio depois da queda de Gomes da Costa, tentando promover um Congresso Pan-Latino das Nações do Ocidente. Morre tragicamente em plena agitação organizacional.
 
Christo, C. Q.,
[1957] Introduction to Political Science, Nova York, MacGraw-Hill. Com Rodde, C. C/ Anderson, T. J.
 
 
Churchill, Winston (1874-1965) Winston Leonard Spencer Churchill. Primeiro ministro britânico em 1940-1945 e 1951-1955. Deputado conservador desde 1900. É autor de um célebre discurso proferido na Universidade de Zurique, em 19 de Setembro de 1946, onde se assume como o primeiro homem de Estado do pós-guerra a apelar para a criação dos Estados Unidos da Europa - qualquer seja o nome que lhe derem, destacando a necessidade da reconstrução da família europeia, através de uma aliança entre a França e a Alemanha, mas para a constituição daquilo que viria a ser o Conselho da Europa.
Discurso de Fulton
Poucos antes, em 5 de Março, em Fulton, no Missuri, também tinha sido ele o primeiro a denunciar a cortina de ferro, mas para incitar à união dos povos de língua inglesa contra o perigo soviético. Será também ele a proferir o discurso inaugural do Congresso de Amsterdão, em 12 de Abril de 1947, onde oeuropeísmo para que apela tem apenas como finalidade o pegar pela mão os alemães e reconduzi-los à família europeia. Da mesma forma, também lhe caberá prioridade no apelo à constituição de umas forças armadas europeias, em discurso proferido no Consselho da Europa, em 11 de Agosto de 1950. No discurso da Universidade de Zurique, reconhecia que os combates cessaram, o perigo não desapareceu. Se devemos criar os Estados Unidos da Europa - qualquer que seja o nome que lhe derem - devemos começar imediatamente. Vou dizer-vos qualquer coisa que vos espantará: o primeiro gesto de reconstrução da família europeia deve ser uma aliança entre a França e a Alemanha. E isto por considerar que não haverá renovação da Europa sem a grandeza espiritual da França, sem a grandeza espiritual da Alemanha. Dizer isto em 1946, quando ainda grassavam profundos sentimentos hostis face aos alemães, principalmente em França, constituía quase uma profecia. Além disso, a proposta de Churchill opunha-se claramente às teses, então, dominantes no seio do Departamento de Estado norte-americano, onde se restauravam os modelos daquele cosmopolitismo indiferenciado que já haviam marcado Woodrow Wilson em 1918 (BELOFF, p. 225). Ao acentuar a ideia de Europa unida, Churchill apostava numa reorganização mundial assente numa série de grupos regionais de estilo confederativo, evitando a fragmentação do primeiro pós-guerra. Para ele, na linha dos projectistas da paz, a Europa continuava a ser a fonte da fé e da moral cristãs o que estava em contradição com a vaga de explosivas paixões nacionalistas que tiveram a sua origem nos países alemães. Saliente-se, contudo, que a ideia de Estados Unidos da Europa preconizada por Churchill estava mais imbuída dos tradicionais reflexos da balance of power dos britânicos do que do visionarismo federalista. Para ele, seriam parcelas da Alemanha a integrar a federação europeia, da qual não participava, evidentemente a Grã-Bretanha que não passaria de madrinha do projecto. Assim, considerava que a construção dos Estados Unidos da Europa solidamente estabelecida tornará menos importante a questão do poder material dos Estados particulares. Os Estados anteriores da Alemanha, livremente unidos num sistema federativo para alcançar o bem estar comum, poderiam ocupar o seu lugar individual nos Estados Unidos da Europa. Em discurso de 5 de Março de 1946, proferido em Fulton, no Missuri, Churchill tinha lançado a sua célebre diatribe sobre a cortina de ferro : uma cortina de ferro abateu-se sobre o continente... Depois daquilo que eu vi dos nossos amigos russos durante a guerra, estou convencido que não há nada que eles tanto admirem como a força e que respeitem menos que a fraqueza militar... É preciso que os povos de língua inglesa se unam de urgência para enlever qualquer tentação para a ambição e a aventura. No Congresso de Amsterdão de 12 de Abril de 1947, o discurso inaugural é de Churchill e começa evidentemente pela questão alemã: a Europa necessita de todos estes franceses, de todos estes alemães, de tudo o que cada um de nós pode prestar. Por isso, saúdo aqui a delegação alemã que convidamos para que tome assente entre nós. Para nós, a questão alemã considte em restaurar a vida económica da Alemanha e e fazer honrar de novo a antiga boa reputação do povo alemão, sem que os vizinhos da Alemanha e nós mesmos fiquemos expostos mais uma vez o novo fortalecimento do seu poder militar. Ele queria acentuar a tarefa orgulhosa das potências vitoriosas, de pegar pela mão os alemães e de reconduzi-los à família europeia. Contudo, não se vê Churchill afrontar o governo trabalhista de Londres quando, em resposta ao projecto de Schuman vem considerar que os britânicos estão mais próximos da Austrália e da Nova Zelândia que da Europa pela língua, as origens, os costumes, as instituições, as concepções políticas e os interesses. Também Churchill via a Europa de fora. Discursava para a Europa como um corpo estranho. Como já dizia nos anos trinta, perante as propostas de Briand, nós estamos com a Europa, mas não somos da Europa. Estamos ligados, mas não estamos coligados. De certa maneira assumia que a Europa continental das margens do Reno deveria seguir uma via dolorosa de expiação. A Alemanha por causa do nazismo. A França por causa de Vichy. A Itália por causa dos fascismo. Churchill pensava que a Commmonwealth e a aliança com os norte-americanos lhe davam espaço para não se voltarem para o continente. A Grã-Bretanha ainda alimentava a ilusão mundialista e pensava que os ventos da história não afectariam o essencial do free trade. A Europa apenas servia para conter os soviéticos e impedir o regresso ao fascismo, constituindo uma espécie de seguro antitotalitário. Como dizia, no começo dos anos trinta, quando andavam no ar as propostas de Briand, mesmo sem o Império Britânico e a Rússia, a massa europeia, uma vez unida, uma vez federada ou parcialmente federada, uma vez consciente do seu continentalismo, constituirá um organismo sem igual. No que diz respeito à Inglaterra, nós estamos com a Europa, mas não somos da Europa. Estamos ligados, mas não estamos incluídos. Foi assim que Winston Churchill se dirigiu ao mundo quando tomou posse do cargo de Primeiro-Ministro em 10 de Maio de 1940: tenho apenas para vos oferecer sangue, suor e lágrimas. Temos diante de nós uma longa e dura provação. Temos diante de nós muitos e longos meses de luta e sofrimento... não sobreviverá o Império Britânico, não sobreviverá a mínima parcela dos seus vastos domínios e com ele esboroará todo o sagrado impulso que através dos tempos tem conduzido o homem para os mais altos destinos. Mas Churchill, apesar de apelar à unidade da Europa, ainda via a Europa de fora, fazendo apelo à unidade do continente, mas sem a participação dos ingleses. Para ele, a Grã-Bretanha seria o centro de uma série de círculos, onde o mais íntimo seria o da Commonwealth, o segundo, o da ligação anglo-americana, vindo a unidade europeia apenas em terceiro lugar. Posição que depois vai ser repetida pelo governo conservador de Churchill, regressado ao poder depois da vitória nas eleições de 25 de Outubro de 1951, através do ministro dos estrangeiros, Anthony Eden, que, num discurso proferido nos Estados Unidos, em 12 de Fevereiro de 1952, considerava que a Grã-Bretanha nunca poderia aderir a uma federação europeia: trata-se de algo que nós sentimos não poder aceitar até à medula dos ossos. Se o fizessemos, prejudicaríamos a força da nossa acção em prol da paz e da união atlântica que é a expressão dessa causa. É que a Grã-Bretanha e os seus interesses estendem-se para além do Continente europeu. O nosso pensamento vai para além dos mares. Sem isto, que é a essência da nossa vida, não seríamos mais do que alguns milhões de pessoas vivendo numa ilha da costa europeia.
 
Churchman, C. W., Qu’est-ce que l’Analyse par les Systèmes?, Paris, Librairie Dunod, 1974.