Respublica           Repertório Português de Ciência Política            Total: C/Cl
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Lista de artigos

Artigos em grosso

Clã

Clandestinidade

Clapmar, Arnold (1574-1611)

Clark, George
Clark, K. B.

Clark, Samuel,

Clareza e Distinção

Claro, António José

Classe

Classe Governante

Classe Média
Classe Política

Classe Política (Oliveira Martins)

Clássica (Escola) da Economia

Classicismo vs. Romantismo

Clastres, Pierre 1934-1977

Claudel, Paul

Clausewitz, Karl von (1780-1831)

Clausius, RudolfClaval, Paul

Clay, General Lucius

Clegg, Stewart

Clemenceau, Georges

Clementia, De

Clenardo, Nicolau

Clericalismo

Clèves
Clientelismo
Climas e política

Cline, Ray S.

Clinton, Sir William Henry 1769-1846 

Clivagem
Clootz, Anacharsis (1755-1794)

Closets, François (n. 1933)
Clube de Roma
Clubes

CNT. Confederación Nacional de Trabajo 1911

Cnudde, Charles F.

Coabitação

Coacção

 
Clausius, Rudolf (1822-1888) Físico alemão, professor em Bona. Autor da chamada lei da entropia, a existência de uma nova grandeza variável da energia... a quantidade de energia que, sendo gasta numa mudança, é irrecuperável pelo sistema e fica para sempre na zona do desperdício no balanço da energia do Universo.
 
Claval, Paul, Espace et Pouvoir, Paris, Presses Universitaires de France, 1978.
 
Clavero, Bartolomé
·Tantas Personas como Estados. Por una Antropologia Política de la Historia Europea
Madrid, Tecnos, 1986.
·Manual de Historia Constitucional de España
Madrid, Alianza, 1990.
 
 
Clay, General Lucius (1897-1978) Comandante-chefe das forças norte-americanas na Alemanha entre 1945 e 1949
 
Clegg, Stewart, Power, Rule and Domination, Londres, Routledge & Kegan Paul, 1975.
Frameworks of Power [1ª ed., 1989], 3ª ed., Newbury Park, Sage Publications, 1993.
 
Clemenceau, Georges Benjamin (1841-1929) Político francês, alcunhado o Tigre. Deputado desde 1871, assumindo-se como o líder da ala esquerda dos radicais. Primeiro ministro em 1906-1909, quando reprime a greve geral de 1906, e em 1917-1920. Destaca-se como ministro do interior do governo Sarrieu, depois da vitória dos radicias nas eleições de 21 de Maio de 1906, constituindo governo logo em Novembro desse ano. Constitui um dos principais modelos dos republicanos anticlericais, quando proclama a necessidade de dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, mas acrescentando que a César pertence tudo. Na primeira vez que foi chefe de governo, mostra-se um democrata autoritário, marcado pela repressão aos sindicalistas e pela execução de uma política férrea de separação da Igreja e do Estado, na sequência da questão Dreyfus. Na segunda vez, assume a restauração do jacobinismo de guerra, foi considerado o pai da vitória. Assume então poderes quase ditatoriais, face ao esforço de guerra. É um dos mentores da Conferência de Paz de 1919. É marcado pela intransigência face à Alemanha, exigindo altas reparações dos vencidos. Nos últimos anos de vida retira-se da luta política.
·L'Iniquité, 1899.
·Vers la Réparation, 1899.
·Contre la Justice, 1900.
·Les Juges, 1901.
 
Clementia, De Obra de Séneca sobre a clemência. A qualidade daquele que perdoa uma ofensa ou que minora um castigo. O mesmo que indulgência.
 
Clenardo, Nicolau (1495-1542). Humanista. Professor em Lovaina, Paris e Salamanca. Vem para Portugal em 1538, a convite de D. João III.
 
Clericalismo Termo com significado polémico que entra na luta política principalmente pelo uso do seu contrário, o anticlericalismo. Os dois apenas começam a ser usados a partir de 1848.
 
Clèves O ducado de Clèves, no Reno, passou para os Hohenzollern do Brandeburgo em 1609
 
Clientelismo As relações de dependência pessoal no feudalismo, entre um fiel que oferece obsequium e um senhor que dá protecção.

Dá‑se, com efeito, uma estruturação contratual da sociedade, à semelhança do que sucedeu com o patronatus do Baixo Império, que regulava as relações entre os libertos e o antigo dono. Agora é o pequeno proprietário ou o cultivador de terra alheia que vai pedir protecção ao grande proprietário, tal como se dá a clientela entre os minores
e a relação de encomendação/fidelidade entre um fiel, que oferece obsequium, e um senhor, que dá protecção.
Lucy Mair: as relações de clientela e de dependência pessoal do feudalismo que constituiram "o germe do Estado Moderno"
Vilfredo Pareto(1848‑1923), no seu Tratatto di Sociologia, de 1916(dera que "se o consenso fosse unânime o uso da força não seria necessário" e fala num "governo efectivo" que emana dos bastidores e nos dois modos principais que usa a classe governante:"uma que usa a força(bravos, soldados, agentes de polícia, etc. ); outra que usa a arte(clientela política)"
 
 
Climas e política Ratzel (1844‑1904), vai levar às teses do espaço vital do próprio Estado, a uma concepção fisico‑natural de nação, não faltando até os que fazem corresponder os diversos tipos de regimes políticos e até as personalidades básicas dos povos com os climas e com os habitats. Para Ratzel, por exemplo, "toda a vida do Estado tem as suas raizes na terra", onde há três elementos fundamentais: a situação (lage); o espaço (raum) e a fronteira (grenze). Estas teses, fundamentais para o desenvolvimento do estrategismo, estão também na base das teorias do geographical environement, nomeadamente em E. Huntington, autor de The Human Habitat e em E. Chunchill Semple para quem "man is the product of the earth's surface".
Trata‑se de uma tendência que tem raízes no próprio Montesquieu, quando dissertava sobre as relações íntimas entre os climas e os regimes políticos, e que, aliás, constitui um tópico tradicional do pensamento e dos preconceitos políticos.
Renan, por exemplo, vem, depois, considerar que os desertos são monoteístas e Hippolite Taine referir que o território, entendido como pays é que constitui o elemento propulsor da marcha da história:"a raça modela o individuo; o país modela a raça. Um grau de calor no ar, a inclinação do chão é a causa primordial das nossas faculdades e das nossas paixões".
 
Cline, Ray S. Estrategista norte-americano, autor da célebre fórmula de Cline Pp=(C+E+M) x (S+W), segundo a qual, o poder apercebido - perceived power [Pp] é igual à massa crítica - função do território e da população [C] - mais capacidade económica [E], mais capacidade militar [M], vezes a coerência e adequação da estratégia nacional [S] mais a vontade nacional - a will to porsue national strategy[W], em função quer da vontade anímica da população, quer da sua adesão à estratégia nacional concebida pelo poder estabelecido. O mesmo Cline reconhece que a estratégia e a vontade são "intangible elements of national strength", que são elementos altamente subjectivos. Assim, define a estrategia nacional como "a parcela de elaboração da decisão política que conceptualiza e estabelece metas e objectivos designados para proteger e realçar os interesses nacionais na esfera internacional".
Cline, Ray S., World Power Assessment. A Calculus of Strategic Drift, Washington D. C., Georgetown University, The Center for Strategic and International Studies, 1975.
¾ World Power Trends and U. S. Foreign Policy for the 1980s, Boulder, Westview Press, 1980.
·World Power Assessment. A Calculus of Strategic Drift
Washington D. C., Georgetown University, The Center for Strategic and International Studies, 1975.
 ·World Power Trends and U. S. Foreign Policy for the 1980s
Boulder, Westview Press, 1980.
 
Para uma exposição e crítica desta fórmula, ver a dissertação de doutoramento de POLIBIO F. A. VALENTE DE ALMEIDA, Do Poder do Pequeno Estado. Enqadramento Geopolítico da Hierarquia das Potências, Lisboa, ISCSP, 1988 (consultámos e citam, os a edição policopiada).
 
Clinton, Sir William Henry 1769-1846 General inglês, comandante das tropas enviadas para Portugal em Dezembro de 1826 e saídas em 1828.
 
Clivagem Clivar é fracturar ou dividir um mineral no sentido natural das caadas que o formam. Daí que a designação sirva para qualificar o que separa ou diferencia grupos sociais e partidos. Neste sentido, costuma dizer-se que há clivagens sócio-estruturais (classes); clivagens de pertenças fundamentais (cor e sexo); e clivagens por atitudes e comportamentos (ideológicas e partidárias). Uma das clássicas clivagens é a que separa a direita e a esquerda.
 
 
Clootz, Anacharsis (1755-1794) Pseudónimo de Jean Baptiste du Val Grâce, barão de Clootz. Prussiano de ascendência holandesa, educado em Paris, considera-se um orador da raça humana, célebre pelos ataques que desencadeia contra o cristianismo. Jacobino, antigo colaborador da Encyclopédie. Naturaliza-se francês em Setembro de 1792. Membro da Convenção, propõe que a França liberte toda a Europa. Ligado à ala esquerda dos jacobinos, liderada por Jacques Hébert. Acaba guilhotinado por Robespierre. Emite um Project de Paix Générale et Perpétuelle, dirigido ao rei de Espanha, onde o ideal unitário da Revolução se volve num modelo cosmopolita, susceptível de, pelo nivelamento, ser extensivo a todo o género humano. defende a constituição em Roma de um tribunal da Europa composto por um membro de cada potência europeia, com a missão de julgar qualquer questão política; garantir uma paz geral e perpétua, e fazer respeitar o direito das gentes, também dito Lei das Nações. O mesmo seria perpétuo e permanente, reunindo duas vezes por semana, cabendo-lhe, do mesmo modo, governar a cidade eterna e os monumentos de Roma, em vez do papa. Aí também se estabelece um curioso programa de desarmamento: em 1805 seriam desmobilizados metade dos exércitos da terra e do mar; em 1810, a totalidade das forças armadas, mantendo-se, contudo, no Mediterrâneo uma força suficiente para enfrentar os piratas barbarescos, se eles continuassem o sistema de pilhagem. Assim se poderia dar ao comércio a maior liberdade possível. O mesmo autor, já em 21 de Abril de 1792, enviara à Convenção um escrito denominado La République Universelle, onde preconizava uma República Mundial centralizada, cuja capital seria Paris e que ele qualificava como a República dos Homens, dos Irmãos, dos Universais.
·Certitude des Preuves de Mohammédisme, Londres, 1780.
·La République du Genre Humain, 1793.
·Project de Paix Générale et Perpétuelle, 1820.
 
 
 
Closets, François (n. 1933)
Le Pari de la responsabilité. Commission "Efficacité de l'État" du Xe Plan, Paris, Payot, 1989
o relatório francês da Commission "Eficacité de l'État"du Xº Plan, presidida por François de Closets [Paris, Payot, 1989], considera mesmo que "a identidade francesa forjou‑se em torno do Estado", no sentido da "permanência do seu aparelho administrativo", para além dos vários regimes. Que ele foi "a ossatura do país" e o "garante da coerência nacional". Para a comissão, "o sistema administrativo dá à pátria as suas fundações enquanto o sistema político não parece senão dar‑lhe as suas superestruturas". Salienta mesmo que "ser francês é viver num sistema fiscal particular, é ter que utilizar um certo tipo de ensino para as suas crianças e recorrer a uma justiça específica para fazer valer os seus direitos perante o estado mas que eleger o conselheiro geral no seu cantão, o deputado no seu círculo. Uma parte essencial da identidade francesa está ligada à sua arquitectura administrativa"
 
 
Clube de Roma Fundado em 1968 na cidade de Roma por Aurelio Peccei, na velha academia de Galileu, a Academia dei Lincei. Encomendou ao MIT (Massachusetts Institute of Technology) um relatório sobre os limites do crescimento terminado em Julho de 1971 e publicado em 1972, Os Limites do Crescimento, sob a direcção de David Meadows.
 
1972
Meadows, Donella H., et alii, eds., The Limits to Growth. A Report for the Club of Rome’s Project on the Predicament of Mankind, Nova York, Universe Books, 1972 [trad. fr. Halte à la Croissance, Paris, Librairie Arthème Fayard, 1972; trad. port. Os Limites do Crescimento, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1973].
1974
Mesarivic, Mihajlo e Pestel, Eduard, Stratégie pour Demain, Paris, Le Seuil, 1974.
1978
Inbergen, Jean, Nord-Sud, du Défi au Dialogue, Paris, Dunod, 1978.
1977
Laszlo, Ervin, et allii, Goals for Mankind, Nova Iorque, Dutton, 1977
1978
Gabor, Dennis e Columbo, Umberto, Sortir de l’Ère du Gaspillage, Paris, Dunod, 1978.
1978
Montbrial, Thierry de, Énérgie. Le Compte à Rebours, Paris, J.-C. Lattès, 1978
1978
Laszlo, Ervin, The Inner Limits of Mankind, Oxford, Pergamon Press, 1978
1980
Guernier, Maurice, Tiers Monde. Trois Quarts du Monde, Paris, Dunod, 1980
1981
Giarini, Oro, Dialogue sur la Richêsse, Paris, Economica, 1981
1991
King, Alexander, Schneider, Bertrand, The First Global Revolution. A Report by the Council of the Club of Rome [1ª ed., 1991], Londres, Simon & Schuster, 1992.
 
Clubes Por influência inglesa, formaram-se em França, no tempo da Assembleia Constituinte, três clubes políticos: o dos jacobinos, o dos feuillants e o dos Cordelliers
}Mossuz, Janine, Les Clubes et la Politique en France, Paris, Librairie Armand Colin, 1970.
 
Cluny, Ordem de. Ordem beneditina fundada em 910 na abadia com o mesmo nome.