Elazar, Daniel J.  Teórico do federalismo, falecido em 1999. Professor em Jerusalém e director da revista Publius.

·The Federal Polity

New Brunswick, Transaction Books, 1974.

·Federalism and European Integration

Tel Aviv, Turtledove Publishing, 1979.

·Exploring Federalism

Tuscaloosa, University of Alabama Press, 1987.

·Federal Systems of the World. A Handbook

Harlow, Longman, 1991. Editor.

 

 

Elbrick, Charles Bruke Embaixador norte-americano em Lisboa desde 31 de Dezembro de 1958. Chega a Lisboa depois da não eleição de Delgado. É com ele que em 1961 o ministro da defesa Júlio Botelho Moniz contacta, por ocasião da Abrilada de 1961. Passa, depois, para embaixador no Brasil, sendo vítima de um rapto de guerrilheiros em 1967.

 

Elder, Charles D., Cobb, Roger W., The Political Uses of Symbols, Harlow, Longman, 1983.

 

Eldersveld, Samuel J.

·Political Parties. A Behavioural Analysis

Chicago, Rand MacNally & Co., 1964.

·Political Parties in American Society

Nova York, Basic Books, 1982.

 

Electricidade Segundo Lenine, o comunismo consistira numa soma do marxismo com a electricidade. Com efeito, o comunismo da electricidade de Lenine e o subsequente comunismo do tractor de Estaline são filhos dilectos daqueles tempos modernos, iluminados pelas Luzes de uma Razão que, no século XIX, produziu o cientismo e, no começo do século XX, o futurismo do admirável mundo novo. Na URSS, com efeito, de 1928 a 1940, a produção de electricidade passa de 5 biliões para 48 biliões de quilovates por hora, ao mesmo tempo que a do aço cresce 4.3 biliões para 18.3 biliões de toneladas; também a dos veículos automóveis sobe de 8000 para 145 000, de tal maneira que a indústria passa a significar 84,7% da economia soviética.

 

Elefantíase Legislativa  Diz-se da inflacção de leis dos tempos contemporâneos. Pr analogia com aquela doença da pele que a torna dura e rugosa como a dos elefantes, produzindo também um exagerado aumento do volume dos membros inferiores.

 

Eleição Sufrágio Político  — Conceito de eleições políticas e de poder de sufrágio. Sistemas de representação qualitativa e de representação quantitativa. A representação dos interesses maiores e a representação dos interesses da maioria (Adriano Moreira). A teoria das cortes gerais e os parlamentos liberais. — O sistema proporcional e o sistema maioritário. O confronto entre a democracia representativa e a democracia participativa. — Funções das eleições: produção da representação, da governação e da legitimação. — O sufrágio como função e o sufrágio como direito. — O sufrágio activo. O eleitorado. Capacidades e incapacidades dos eleitores, requisitos gerais e requisitos especiais. — O sufrágio universal e o sufrágio restrito. Origem e evolução do sufrágio universal. — O sufrágio secreto. Sufrágio pessoal e sufrágio obrigatório. — O sufrágio livre e as eleições livres. — Sufrágio indirecto e directo; sufrágio uninominal e plurinominal. — O sufrágio passivo. As inelegibilidades. — O recenseamento eleitoral. Tipos de inscrição: automática, voluntária e mista. A inscrição de emigrantes. Processo eleitoral — O processo eleitoral. A convocação das eleições. A organização e a apresentação das candidaturas. A campanha eleitoral. A organização das eleições. As votações. O escrutínio. O contencioso eleitoral. — Sociologia e geografia eleitoras — Sondagens de opinião — Voto flutuante. O centro eleitoral. O abstencionismo — Clientelismo e caciquismo. A corrupção eleitoral

Sistemas eleitorais — Os sistemas eleitorais. Conceito e tipos básicos. Relação entre sistemas de partidos e sistemas eleitorais. — Sistemas de representação maioritária. Fórmulas de maioria simples ou relativa (plurality system). Fórmulas de maioria absoluta ou qualificada (majority system): o sistema de duas voltas; o sistema do voto alternativo. Fórmulas maioritárias corrigidas. — Sistemas de representação proporcional. Fórmulas do quociente eleitoral comum (voto individual transferível ou quota system). Sistema do quociente inteiro ou de Hare (Qh=V/M); sistema do quociente rectificado ou de Hagen-Bach-Bischoff (Qr=V/M+n). Método do resto maior e método da média mais alta. — Métodos do divisor comum. Método Hondt (1899). Método de Saint- -Lague. — Método do quociente eleitoral de lista. A fórmula de Niemeyer (1985). — Fórmula automática de Baden (1920). — A divisão eleitoral. Círculos nacionais e locais. Círculos plurinominais e uninominais.

Sobre eleições, sistemas e processos eleitorais, comportamento eleitoral e votação, devem ser consultadas as obras de Duverger [1950], Berelson, Lazarsfeld e McPhee [1954], Ross [1955], Blondel [1963], Campbell, Converse, Miller e Stokes [1966], Key [1966], Lipset e Rokkan [1967], Lancelot [1968], Milnar [1969], Cotteret e Emeri [1970], Lakeman [1970], Nimmo [1970], Rokkan [1970], Rosecrance [1970], Pattanaik [1971], Era [1971], Braud [1973], Alexander [1976], Budge, Crewe e Farlie [1976 e 1977], Estebán [1977], Johnston e Taylor [1977], Cayrol, Thoverin e Blumler [1978], Gudgin e Taylor [1978], Rose [1979], Pierce e Sullivan [1980], Patterson [1980], Rouquié, Linz e Hermet [1980], Nohlen [1981], Enelow e Hinich [1984], Budge e Farlie [1983], Finer [1980], Hearl, Budge e Robertson [1987], Garrigou [1992], Martin [1994], e Perrineau [1995].

 

Eleição Perdida, Uma [1888] Ficalho, Conde de

 

 

Eleições e caciquismo no Portugal oitocentista [1991] Almeida, P. Tavares de

 

Eleições e Parlamentos na Europa [1903]  Baptista, Henrique

 

Eleitores do Império Alemão. Ver Bula de Ouro.

 

Elementi di Scienza politica, 1896 Gaetano Mosca considera que há sempre duas classes,a dos governantes e a dos governados,onde a primeira "monopoliza o poder e goza das vantagens que lhe são próprias". Neste sentido, salienta que "nas sociedades primitivas a qualidade que mais facilmente abre acesso à classe política ou dirigente é o valor militar...os mais bravos tornam‑se chefes".Tal facto tanto pode derivar de uma situação de conquista,como da passagem do "estado venatório para o estado agrícola" onde há duas classes, "uma consagrada exclusivamente ao trabalho agrícola e outra à guerra". Para ele,"em toda a parte as classes guerreiras e dominadoras se apoderaram da quase exclusiva propriedade da terra". Acontece, então,"uma transformação social muito importante: a qualidade mais característica da classe dominante mais do que o valor militar vem a ser a riqueza,os governantes são os ricos mais do que os fortes".Para tanto,"é necessário que a organização social se aperfeiçoe e se concentre de maneira que o presídio da força pública se torne muito mais eficaz que a força privada.É necessário,por outras palavras ,que a propriedade privada seja suficientemente tutelada pela força prática e real das leis". É a passagem do Estado Feudal ao Estado Burocrático:"uma vez acontecida tal transformação é certo que ,tal como o poder político produziu a riqueza,assim a riqueza produz o poder". Além da riqueza e do valor guerreiro,Mosca assinala outras formas de influência social:notoriedade,grande cultura,conhecimentos especializados,graus elevados nas hierarquias eclesiásticas, administrativas e militares,a aristocracia  sacerdotal e burocrática e castas herditárias.Para ele "todas as classes políticas têm tendência para se tornarem de facto,senão de direito,hereditárias".Têm "força de inércia,isto é, a tendência para permanecer no ponto ou no estado em que se encontram".Cita a propósito Mirabeau o qual considerava que "para qualquer homem uma grande elevação na escala social produz uma crise que cura os males que tem e lhe cria outros que inicialmente não tinha". Mosca, Gaetano,

 

Élements de Droit Politique, 1833.  Obra de M. L. A Macarel  editada em Coimbra pela própria Imprensa da Universidade a partir de 1843. Trata-se de um texto elaborado para um conjunto de jovens estudantes do Egipto vindos a França, a fim de se formarem na civilização europeia, dado que não estavam familiarizados com as ciências políticas e morais. Macarel, que ainda utiliza o conceito básico de sociedade civil como sociedade política, e não de acordo com a perspectiva hegeliana, consegue transportar para o seio do liberalismo a própria linha clássica do conceito de governo, e empreende uma interessante análise neoclássica do conceito de dinâmica política, pela utilização de uma perspectiva ampla de corrupção do princípio do bom governo. Isto é, algumas das perspectivas da análise de Montesquieu e algo do modelo de Benjamin Constant conseguem conformar uma obra marcada pela clareza e pela síntese compendiária. Aliás, tanto o livro de Macarel, desde 1837, como o Jus Publicum de Melo Freire fazem parte da lista obrigatória de livros da Faculdade até ao ano lectivo de 1873-1874. O manual em causa, paradigma da síntese e da linguagem harmoniosa, reflecte as tendências centrais de um liberalismo ordeiro, centrista e moderado, contribuindo para a integração do regime português nas grandes correntes europeias da pós-revolução. Contudo, o estilo compendiário simplificado constitui um travão à reflexão e impede o realismo na análise das própria circunstâncias portuguesas, mantendo o condenável sistema do livro único, talvez o pior dos erros das reformas universitárias pombalistas.

 

Éléments d'Idéologie, 1801 Obra de Destutt de Tracy visando tratar da ciência das ideias. Marcada pelo sensualismo de Locke e de Condillac. A ideologia faz parte da zoologia, distinguindo-se da metafísica cujo objecto é determinar o princípio e o fim de todas as coisas, e adivinhar a origem e o destino do mundo. Considera que pensar é sobretudo sentir e que é principalmente pelos nervos que sentimos. A ideologia, enquanto pensamento, tem uma origem puramente fisiológica. Quer pensar segundo os factos e não segundo a imaginação, como o fazem os poetas e os filósofos (4 vols., 1800 - 1815). Ver a reed. Paris, Vrin, 1970.

 

Eley, Geoffrey, Suny, Ronald G., Becoming National. A Reader, Oxford, Oxford University Press, 1996.

 

 

 

 

Eliade, Mircea  (1907-1986) Escritor romeno. Historiador das religiões, teórico do mito. Formado por Bucareste em filosofia (1928).  Doutorado na mesma universidade em 1933, com uma tese sobre Yoga. Ensaio sobre as origens da mística indiana. Passa a professor da história das religiões e de filosofia indiana em Bucareste. Adido cultural da embaixada da Roménia em Londres (1940), e em Lisboa (1941-1944). Professor na Sorbonne a partir de 1945. Emigra para os Estados Unidos em 1956, sendo professor de história das religiões na Universidade de Chicago. Funda em 1961 o jornal de History of Religions. Editor coordenador da Encyclopedy of Religion que se edita em 1987.

·Aspects du Mythe

[1ª ed., 1949], Paris, Éditions Gallimard, 1963.

·Archétypes et Répetition

Paris, Les Essais, 1949.

·Traité d'Histoire des Réligions

Paris, Payot, 1949

·Le Mythe de l’Éternel Retour. Archétypes et Répétitions

1ª ed. de 1949. Paris, Éditions Gallimard, 1969 [trad. port. O Mito do Eterno Retorno, Lisboa, Edições 70, 1985].

·Images et Symboles

Paris, Gallimard, 1952.

·Le Sacré et le Profane

[1ª ed., 1956], Paris, Éditions Gallimard, 1965.

·Mythes, Rêves et Mystères

Paris, Éditions Gallimard, 1957 [trad. port. Mitos, Sonhos e Mistérios, Lisboa, Círculo de Leitores, 1990].

·Forgerons et Alchimistes

Paris, Flammarion, 1956.

·The Quest. History and Meaning in Religion

1969.

·Occultism, Wirtschaft and Cultural Fashion. Essays in Comparative Religion

1976.

 

 

Elias, Norbert  1897-1990 Sociólogo alemão. Estuda medicina, psiquiatria e filosofia. Discípulo de Karl Mannheim. Refugia-se em Inglaterra por ocasião do nazismo, aí se estabelecendo até aos anos sessenta. Assume-se como psicoterapeuta de grupo, até se tornar professor de sociologia em Leicester. Nos anos setenta instala-se em Amsterdão, onde funda uma espécie de academia platónica. Defensor do interaccionismo simbólico. Influencia Pierre Bourdieu e em Portugal tem reflexos nalguns escritos de Vitorino Magalhães Godinho.

·La Dynamique de l’Occident

[ed. orig. 1939, trad. do tomo II de Uber den Progress der Zivilization], Paris, Éditions Calmann-Lévy, 1975. A obra global, intitulada O Processo de Civilização, foi editada na Suíça em 1939, mas teve pouca divulgação. Reedição em alemão em 1969, na Universidade de Leicester. Traduções em francês a partir de 1973, em inglês, em 1978, e em italiano em 1982. Edição portuguesa da Dom Quixote, com o título O Processo de Civilização

·La Societé des Individus

1939, trad. fr., Paris, Fayard, 1991.

·La Societé de Cour

1969, trad. fr., Paris, Flammarion, 1985. Obra escrita nos anos trinta, com a qual pretendia um doutoramento em Frankfurt. Trad. port. da Editorial Estampa, Sociedade de Corte.

·Qu'est ce que la sociologie

1970, trad. fr., Paris, Ed. l'Aube, 1991. Trad. port. das Edições 70.

·La Civilization des Moeurs

trad. fr., Paris, Calmann-Lévy, 1979.

·A Condição Humana. Considerações sobre a Evolução da Humanidade, por Ocasião do Quadragésimo Aniversário do Fim de uma Guerra 8 de Maio de 1985 

[ed. orig. 1985, Humana Conditio], trad. port., Lisboa, Edições Difel, 1991.

·Teoria Simbólica

[ed. orig. 1989], trad. port., Oeiras, Celta Editora, 1994. Ver tb. trad. ingl. The Symbol Theory, Londres, Sage, 1991.

 

Elipse Figura geométrica com dois focus, dois eixos de simetria, com um centro situado na intersecção dos mesmos. Imagem que se usa para uma perspectiva da respublica christiana, onde em cada um dos focos se situa o Papa e o Imperador.

 

 

 

Elite A expressão tanto pode ter uma conotação neutra, enquanto indivíduos ou grupos que ocupam as mais altas posições numa hierarquia social estratificada, como um sentido pejorativo, quando, com ela, quer significar-se um pequeno grupo de pessoas com um desproporcionado poder de influência sobre as decisões finais de um determinado grupo. Pode até ter um sentido positivo, quando com a expressão se entende um grupo de pessoas que possui melhores condições para o exercício de determinadas funções, nomeadamente pela educação recebida ou pelas capacidades demonstradas. Neste último entendimento, a expressão tem a conotação de aristocracia, como o governo dos melhores, equivalendo à meritocracia e não ofendendo o princípio da igualdade, se existirem efectivas condições para o estabelecimento da igualdade de oportunidades. De qualquer maneira, o  estudo das elites constitui uma constante da ciência política. Depois de, nos anos cinquenta, sessenta e setenta, dentro do esquema sociologista e comportamentalista, surgirem os trabalhos de Meisel [1957 e 1958], Benn e Peters [1959], C. Wright Mills [1956], Treves [1961], Keller [1963], Bottomore [1964], Parry [1969], Domhoff [1967, 1970, 1978 e 1990], Amstrong [1973], Giddens e Stanworth [1974], Austin [1975], Freund [1976], Putnam [1976], Lebedoff [1981], e Marger [1987], eis que, recentemente, se prossegue essa pesquisa numa perspectiva mais globalista, com destaque para os trabalhos de Pierre Birnbaum [1977 e 1985]. Também entre nós, António Marques Bessa, na sua dissertação de doutoramento de 1993, Quem Governa?, e, posteriormente, n’A Arte de Governar, introduz o tema no universo da politologia portuguesa. O estudo das elites abrange não apenas a matéria teórica, como a investigação empírica sobre as elites administrativas, centrais e locais, os dirigentes e activistas políticos e os parlamentares.

 

}Albertone, Ettore A., Mosca and the Theory of Elitism, Oxford,  Basil Blackwell Publishers, 1987. } Amstrong, John A., The European Administration Elite, Princeton, Princeton University Press, 1973.} Austin, L., Saints and Samurai. The Political Culture of American and Japonese Elites, New Haven, Yale University Press, 1975.} Bachrach, Peter, The Theory of Democratic Elitism. A Critique, Boston, Little, Brown & Co., 1967 [trad. cast. Crítica de la Teoria Elitista de la Democracia, Buenos Aires, Ediciones Amorrortu, 1973].} Benn, S. I., Peters, R. S., Social Principles and the Democratic Elites, Londres, Allen & Unwin, 1959.}Bessa, António Marques, Quem Governa? Uma análise histórico-política do tema da Elite (dissertação de doutoramento), Lisboa, ISCSP, 1993. } Birnbaum, Pierre, Les Sommets de l’État. Essais sur l’Elite du Pouvoir en France, Paris, Éditions du Seuil, 1977.}Idem, Les Elites Socialistes au Pouvoir, Paris, Presses Universitaires de France, 1985.} Treves, R., ed., L’Elite Politiche, Bari, Edizioni Laterza, 1961.} Bottomore, Tom B., Elites and Society, Londres, C. A. Watts, 1964 [reed., Harmondsworth, Penguin Books, 1973].} Domhoff, G. William, The Higher Circles, Nova York, Random House Publishers, 1970.}Idem, Who Rules America?, Englewood Cliffs, Prentice-Hall, 1967.}Idem, Who Really Rules?, New Brunswick, Transaction Books, 1978.}Idem, The Power Elite and the State. How Policy is Made in America, Nova York, Aldine de Gruyter, 1990.}Freund, Julien, Des Elites pour quoi Faire?, Paris, Éditions Grece, 1976.} Giddens, Anthony, Stanworth, P., eds., Elites and Power in British Society, Cambridge, Cambridge University Press, 1974.} Keller, S., Beyond the Ruling Class. Strategic Elite in Modern Society, Nova York, Random House Publishers, 1963.}Laswell, Harold, Lerner, Daniel, World Revolutionary Elites. Studies in Coercive Ideological Movements, Cambridge, Massachussetts, MIT Press, 1965.} Lebedoff, David, The New Elite, Nova York, Franklin Watts, 1981.} Marger, Martin N., Elites and Masses. An Introduction to Political Sociology, Belmont, Wadsworth, 1987.} Meisel, James H., The Myth of the Ruling Class. Gaetano Mosca and the Elite, Ann Arbor, University of Michigan Press, 1958.} Mills, C. Wright, The New Men of Power. America’s Labor Leaders, Nova York, Harcourt, Brace & Co., 1948.}Idem, White Collar. The American Middle Class, Oxford, Oxford University Press, 1951.} Idem, The Power Elite, Oxford, Oxford University Press, 1956 [trad. fr. L’Élite au Pouvoir, Paris, Éditions Maspero, 1969; trad. port. Poder e Política, Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1962].} Parry, Geraint, Political Elites, Londres, Allen & Unwin, 1969.} Putnam, Robert D., The Beliefs of Politicians, New Haven, Yale University Press, 1973.}Idem, The Comparative Study of Political Elites, Englewood Cliffs, Prentice-Hall, 1976.}Idem, com Aberdach, J., Rockman, B. A., Bureaucrats and Politicians in Western Democracies, Cambridge, Massachussetts, Harvard University Press, 1981.} Treves, R., ed., L’Elite Politiche, Bari, Edizioni Laterza, 1961.} Ysmal, Colette, «Elites et Leaders», in Grawitz, Madeleine, Leca, Jean, Traité de Science Politique, vol. III, pp. 603 segs., Paris, Presses Universitaires de France, 1985.

 

Elite no poder Ver Wright Mills

 

Elites periféricas Da resistência ao controlo do centro,89,591 Samuel Finer considera que o Estado surgiu quando se deu uma modificação da estratégia das elites periféricas,que abandonaram a sua tradicional resistência perante o centro do sistema político,optando pela tentativa de procurar o respectivo controlo.Tal momento aconteceu com o fim da sociedade feudal e o aparecimento do Estado Territorial , dado que, neste momento, a relação centro‑periferia passou a fazer‑se em termos de dominação. O novo modelo de Estado Soberano não vai admitir imunidades.

Elites políticas.

 

Elitistas, Teorias. A análise dos partidos políticos de massas geraram as teorias elitistas, onde se destacam autores como Moisei Ostrogorski e Robert Michels. O primeiro é autor de Democracy and the Organization of Political Parties, 1902, onde aborda os seguintes temas: as elites escondidas; os programas omnibus; o indiferentismo das massas e o desvio oligárquico da organização; a classe política profissional. Do segundo, salientam-se as teses sobre as tendências oligárquicas das democracias modernas; a lei de ferro da oligarquia; a relação de promiscuidade política.

 

Elkin, Stephen L., Soltan, Karol Edward, eds., A New Constitutionalism. Designing Political Institutions for a Good Society, Chicago, The University of Chicago Press, 1993.

 

Elkins, Stanley, McKitrick, Eric, The Age of Federalism. The Early American Republic (1788-1800), Oxford, Oxford University Press, 1993.

 

 

 

Elliot, Thomas Stearn  1888-1965 Thomas Stearn Elliot. Poeta e dramaturgo britânico. Prémio Nobel em 1948. Nasceu nos Estados Unidos e foi educado em Harvard.

·The Wasteland

1922

·Marxist Literacy Criticism

1933

·Modern Education and the Classics

1934

·The Idea of Christian Society

1939

 

Elmandjara, M., Botkin, J., Malitza, M., On ne Finit pas d’Apprendre, Paris, Pergamon France, 1980.

 

Elms, A., Personality in Politics, Nova York, Harcourt Brace Jovanovich, 1976.

 

Ellul, Jacques 1912-1994 Ensaísta e sociólogo francês, de religião protestante. Jurista de formação. Crítico do modelo da modernidade. Um dos teóricos da sociedade técnica. Considera que deixou de haver simples técnicas, simples instrumentos ou máquinas e passou a haver a técnica, o milieu technique. A mediação já não se faz entre o homem e o ambiente, mas dentro do próprio meio técnico-. A técnica transformou-se ela própria no suporte da comunicação, gerando-se um conformismo. Se o homem continua a poder escolher, tem de o fazer no âmbito do próprio sistema técnico cada vez mais complexo. Este modelo levou ao esmagamento da cidadania e à modificação do funcionamento das próprias instituições democráticas. As escolhas dos cidadãos passam a ser dominadas por considerações técnicas que desvalorizam os elementos políticos propriamente ditos, como as ideologias, os intereses partidários e as estratégias de corrupção. O debate político corre o risco de se tornar artificial, surgindo o Estado.Espectáculo. O cidadão não consegue enfrentar os problemas políticos quando estes são dominados por parâmetros técnicos. O mesmo acontece com os próprios parlamentares, incapazes de compreensão da complexidade técnica. A democracia corre o risco de transformar-se numa oligarquia de especialistas que exercem a respectiva actividade no segredo dos gabinetes e que tomam decisões a que os cidadãos são cada vez mais estranhos.

Fondement Théologique du Droit

Paris/ Neuchâtel, Delacheux, 1946

·La Technique ou l’Enjeu du Siècle

Paris, Librairie Armand Colin, 1954.

·Propagandes

Paris, Librairie Armand Colin, 1962.

·L’Illusion Politique

Paris, Éditions Robert Laffont, 1965.

·Histoire de la Propagande

Paris, Presses Universitaires de France, 1976.

·Le Système Technicien

Paris, Calmann-Lévy, 1977.

·La Parole Humiliée

Paris, Éditions du Seuil, 1981.

 

Éloge de Vincent Gournay, 1808 Obra de Turgot apenas publicada em 1808 por Dupont de Nemours. Um das obras de um autor que faz parte do mito fundador do liberalismo francês. Aí proclama que onde o interesse dos particulares for precisamente o mesmo que o interesse geral, o que pode fazer-se de melhor é deixar cada homem livre para fazer o que quiser. Ora, é impossível que no comércio deixado em si mesmo o interesse particular não contribua para  o interesse geral Turgot

 

Elogio da Loucura Ö Erasmo

 

Eloquência A arte de bem falar, o talento de através da palavra falada convencer, exaltar, comover ou persuadir outrem.

 

Elucidar Tornar claro, fazer conhecer, explicar.

 

Elucidário das Palavras e Frases que em Portugal antigamente se usaram, 1798. Obra de Frei Joaquim de Santa Rosa Viterbo.

 

El Salvador 21 041 km2. 5 900 000 habitantes.

 

Elshtain, Jean Bethke, Democracy on Trial, Nova York, Basic Books, 1996.