Emancipação Libertação face a uma situação opressora ou, mais especificamente, face a uma situação de escravatura. Emancipado é o que se liberta, que se torna independente. Em sentido jurídico, o emancipado é aquele que se exime do poder paternal ou da tutoria. Ficou célebre a emancipação dos servos da Rússia levada a cabo em 1861 pelo imperador Alexandre II. Considera então que é melhor fazer a libertação de cima para baixo do que esperar pelo tempo em que eles possam aboli-la por si mesmos, a partir de baixo. Nos Estados Unidos da América a abolição da escravatura apenas se concretizou em 1865, como o 13º amendment, apesar de Lincoln, no final da Guerra de Secessão, no dia 1 de Janeiro de 1863 ter emitido a Emancipation Proclamation, até pela circunstância da União ter mobilizado para as suas forças armadas cerca de 186 000 negros.

 

Embaixador Do italiano ambasciata. Representação dos Estados no exterior, diferente da mera legação. À frente desta há apenas ministros plenipotenciários.

 

Emblema Figura simbólica com palavras sentenciosas. O mesmo que divisa ou insígnia. Diverge do símbolo. Se este é constante, o emblema é variável. No símbolo há uma analogia natural com o objecto que representa, sendo normalmente de origem divina ou desconhecida. Já o emblema é inventado por alguém, implicando um esforço de inteligência para ser compreendido.

 

Emboscada 1846 Saldanha, regressado da embaixada de Viena em 23 de Julho de 1846, logo se passou para o cabralismo e, com o apoio do Paço, promove o golpe de Estado da emboscada, surgindo um novo governo cabralista sem cabrais, a partir de 6 de Outubro de 1846.  Assim, o conflito reancendeu-se a partir da sublevação do Porto de 10 de Outubro de 1846, iniciada por José da Silva Passos, só terminando nos últimos dias da Primavera do ano seguinte. Um governo marcado por sucessivas recomposições ministeriais que eram verdadeiros balões de oxigénio com os quais Saldanha procurava não já fortalecer- se no poder, mas apenas conservá-lo até ao momento de o poder transmitir ao Conde de Tomar, segundo o juízo do oposicionista conde do Lavradio. Continuando a citar o mesmo autor, a vida deste ministério foi languida e ambígua. O presidente mostrou- se sempre desejoso de conciliação, e não foi perseguidor, mas foi incapaz.

 

Emergência ÖChardin

 

Emeri, Claude, Cotteret, Jean-Marie, Los Sistemas Electorales, trad. cast., Barcelona, Ediciones Oikos-Tau, 1973.

 

Emerson, Rupert

·From Empire to Nation

Cambridge, Massachussetts, Harvard University Press, 1960.

 

Emiratos Árabes Unidos 83 600 km2. 2 300 000 habitantes.

 

Empatia A comunicação afectiva com outras pessoas, paixão, emoção. A capacidade que tem um determinado indivíduo de colocar-se no lugar de outro para tentar compreender as suas reacções.

 

Empirismo Movimento iniciado por Francis Bacon e continuado por David Hume. No plano político, considera que poder e conhecimento são sinónimos.

 

Empirismo ideológico. Marcuse considera a chamada sociologia empírica como um empirismo ideológico.41,261

 

 

Empirismo organizador (Maurras) Qualificação dada por Charles Maurras, em Mes Idées Politiques, de 1937, ao método que tentou imprimir à concepção ideológica de ciência política assumida pela Action Française. Haveria constantes regulares e leis estáticas da sociedade, representadas pelas reptições insosfimáveis da história. O modelo assume dimensões organicistas e naturalistas, recorrendo, como era timbre do tempo, a frequentes analogias biológicas. Esta corrente conservadora, de bases positivistas, aceita assim os principais postulados do evolucionismo darwinista, comungando, deste modo, com as correntes de esquerda dessa época.

Maurras

 

Empirismo racional Uma das características do liberalismo, segundo William Ebstein. Filiada em Locke, para quem a ciência deriva da experiência e a verdade se alcança por tentativas.

 

Empório Centro de comércio internacional, porto onde concorrem muitos estrangeiros para fazerem negócios.

 

Empresa (Betrieb). Para Weber é uma entidade que tem acção contínua e que exerce determinados fins. Na graduação associativa que estabelece a empresa vem depois dos graus sociedade e grupo, mas antes da instituição e do Estado. Na sociedade os individuos calculam os interesses mútuos. Surge o  grupo quando esse entendimento de interesses passa a contrato explícito. Acontece uma empresa quando o fim é determinado de forma racional. Um grau mais elevado de empresa é a instituição (Anstalt), quando a empresa é habilitada a impõr aos respectivos membros o seu comportamento pela via do decreto ou de textos regulamentares.

 

Empréstimo, Grande (1928) A causa próxima que levou Salazar a assumir a pasta das finanças no governo de Vicente de Freitas em 27 de Abril de 1928, está no facto de Sinel de Cordes não ter conseguido obter um grand empréstimo de doze milhões de libras junto da Sociedade das Nações. Contra essa operação, para além dos ataques dos exialdos que chegam a formar a Liga de Paris, ergueu-se o próprio Salazar, com uma série de artigos no jornal Novidades, em Dezembro, Janeiro, Fevereiro e Abril, alguns dos quais chegaram a receber cortes da censura, então dirigida pelo coronel Pratas Dias. Um perito da SDN, o economista francês Jacques Rueff, chegou a deslocar-se a Lisboa em Janeiro e Fevereiro e o ministro das colónias, Ivens Ferraz, foi a Genebra, em substituição de Sinel de Cordes. Tudo fracassa e o próprio Ferraz terá declarado que Portugal não se vende por doze milhões de libras. As condições impostas eram humilhantes, dado que, para além de um agente de ligação se previa a criação de uma comissão internacional para administrar as receitas públicas consignadas ao empréstimo. Face ao fracasso, tem de ser emitido um pacote financeiro restritivo a partir de 15 de Março, com a criação de um imposto de salvação pública sobre o vencimento dos funcionários públicos, de um quadro de adidos, do aumento das taxas da contribuição predial e de outros impostos. É nesta sequência que, a 16 de Março, se extinguem várias escolas, como a Faculdade de Direito de Lisboa, a Faculdade de Letras do Porto, a Faculdade de Farmácia de Coimbra, várias Escolas Normais e o Liceu da Horta, tudo sob a chancela de Alfredo Magalhães, ministro da instrução, e com os protestos do ministro da justiça, Manuel Rodrigues, que em 10 de Abril, data da aprovação do decreto do Conselho de Ministros que consagra estas extinções, pede a demissão.