Evangelho Do grego euanhélion, o mesmo que boa nova.

 

Evans, Peter

·Dependent Developmen

 Princeton, Princeton University Press, 1979.

· Bringing the State Back In

Cambridge, Cambridge University Press, 1985. Com Rueschemeyer, Dietrich, Skocpol, Theda, eds.,

·Embedded Autonomy. States and Industrial Transformation

Princeton, Princeton University Press, 1995.

 

Evans-Pritchard, Edward

·African Political Systems

Oxford, Oxford University Press, 1940, com prefácio de Radcliffe-Brown [trad. port. Sistemas Políticos Africanos, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1981]. Com Mayer Fortes.

·The Nuer

Oxford, Clarendon Press, 1940.

·The Nuer Religion

Oxford, Clarendon Press, 1956.

·Anthropology and History

Londres, 1961.

·Essays in Social Anthropology

Londres, 1962.

 

Everson, David H., Paine, Joann Popard, An Introduction to Systematic Political Science, Homewood, Dorsey Press, 1973.

 

Evidência, Regra da (Descartes). "jamais receber por verdadeira coisa alguma que eu não conhecesse evidentemente como tal"

 

Evola, Giulio Cesare Andrea (1898-1974) Assume-se como neo-gibelino, considerando-se membro do partido tradicional, mais homem de direita do que fascista. Oficial de artilharia na Grande Guerra de 1914-1918. Adere ao dadaísmo e ao modernismo de Marinetti nos anos vinte. Divulgador de temas esotéricos. Defende o mundo da tradição contra o mundo moderno na linha do esoterismo de René Guénon. Ligado a Mussolini, tem a oposição de Gentile. No título de uma das suas obras, propõe que se cavalgue o tigre, de acordo com um ditado oriental,  para o impedir de morder e para, eventualmente, poder dirigir-se a sua capacidade de correr. Defende o elitismo contra o bonapartismo, contra aqueles que recebem o poder de outros e não afirmam um princípio superior.

·Saggi sull'idealismo magico

1925.

·Fenomenologia dell'individuo assoluto 1930.

·La tradizione ermetica

1930.

·Rivolta contro il Mundo Moderno

1934 cfr. trad. port. de José Colaço Barreiros Revolta Contra o Mundo Moderno, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1989, com uma Breve Nota sobre a Vida e a Obra de Julius Evola, da autoria de Rafael Gomes Filipe.

· Il mito del sangue

1937.

·Sintesi di una dottrina della razza

1941.

·Gli Uomini e le Rovine

1953 cfr. trad. fr. Les Hommes au Milieu des Ruines, Sept Couleurs, 1972. Uomini, Gli.

· Metafisica del sesso

1958.

·Cavalcare la Tigre

Milão, 1962.

·Il Fascismo dal Punto di Vista della Destra e Note sul Terzo Reich

Roma, Volpe, 1974.

 

Evolucionismo. Corrente deensamento surgida a partir das teses de Darwin, destacando-se as posições de Herbert Spencer.

 

Evolucionismo de Fernando Pessoa

Utilizando a linguagem de Herbert Spencer, Fernando Pessoa, em 1926, num artigo publicado na Revista de Contabilidade e Comércio, sob o título «Organizar» fala numa escala evolutiva onde os organismos vão subindo mais alto quanto mais complexos os seus órgãos  e mais diferenciados.

 

 

Evolução pela unificação Para Etzioni as estruturas sociais não evoluem apenas através da cisão e da incessante especialização. Muitas vezes evoluem pela unificação, acrescentando novas estruturas  destinadas a cumprir  funções novas que não existiam em germe no contexto histórico precedente.

 

Evolucionismo O evolucionismo organicista no pensamento político clássico. Aristóteles (família, aldeia, polis). S. Tomás de Aquino (vicus, civitas, regnum). Althusius (família, parentesco, colégios ou corporações, universitates, cidade). A restauração do modelo pelo patriarcalismo (Robert Filmer) e pelo corporativismo organicista dos séculos XIX e XX. As teorias antropológicas evolucionistas sobre as orgens do político. Lewis H. Morgan (a passagem da societas à civitas). ªW. Southall (Sociedades sem Estado, Sociedades Segmentares, Estados Segmentares e Estados Unitários). M.H. Fried (Governo Mínimo, Governo Difuso, Governo Estatal). Pierre Clastres e as teses que defendem a existência de uma sociedade antes do Estado e de sociedades contra o Estado. O evolucionismo marxista. Chefatura, Estado tributário, Cidade (a propriedade do solo determinando a cidadania), Esclavagismo, Senhoria (modelo dos reinos bárbaros), Principado, Cidade burguesa, Estado Aristocrático (despotismo esclarecido), Estado Aristocrático Burguês (capitalismo manufactureiro), República Burguesa, República Burguesa Intervencionista (Welfare State). O modelo do sistemismo. A procura de uma definição universal do político, válidos para todos os lugares e para todos os tempos. David Easton (o sistema como conjunto de elementos interdependentes que formam uma totalidade coerente e o político como processo de alocação autoritária de valores). O evolucionismo neoliberal. A tese de Robert Nozick: associações de protecção mútua (implicam a mobilização permanente dos respectivos membros); agências de protecção em concorrência (há pessoas pagas para o exercício de funções de protecção, oferecendo-se, em regime de concorrência, diferentes políticas de protecção); agência protectora dominante (uma agência de protecção, vencendo a concorrência exerce um monopólio de facto); Estado ultramínimo (monopólio do uso da força, excluindo as represálias privadas); Estado mínimo (o Estado como uma grande companhia de seguros, uma espécie de Estado Guarda Nocturno da teoria clássica, mas já com funções redistributivas, quando obriga algumas pessoas a pagar o serviço de protecção).

 

Evolução espontânea  Para Hayek há um espontaneísmo evolucionista que é contrariado pelos sistemas e as filosofias da história que estabelecem uma verdade imutável e eterna. Considera que o socialismo e o planeamento revelam o ressurgimento de velhos instinto herdados da era tribal.

 

 

Evolucionismo e Estado.

A procura do elemento societário Outro dos tradicionais elementos do Estado é, como vimos, a população. Não o elemento material, natural e bruto, mas a maneira de ser de um determinado conjunto de pessoas, as relações que fazem, dessa soma de elementos, um grupo autónomo, tendo sobretudo em vista os fins que o marcam, que o transformam, por razões espirituais, num conjunto coerente, diferenciado face a outros conjuntos e capaz de prestar consentimento a um determinado poder, fabricando legitimidade.  Da societas à civitas Lewis Henry Morgan, autor de Ancient Society, de 1877, O modelo evolucionista progressistaTodo o evolucionismo e todo o progressismo consideram, aliás, que as estruturas se realizam passando do simples ao composto e deste para o conjunto, onde já há coordenação num todo dos respectivos elementos integrantes. Neste processo de evolucionismo coordenador, a primeira estrutura seria o clã que se foi multiplicando e cindindo em vários grupos que, entretanto, começaram a hostilizar‑se. Numa segunda fase, perante esta fragmentação, e havendo necessidade de estabelecimento de uma hierarquia no interior do sistema social, tal conseguiu‑se pelo recurso tanto às castas como às raças vencedoras. E é destas entidades superiores, destas elites que vai emergir o Estado, entendido como a estrutura social integrante de forças antagonistas num conjunto ordenado, como, por exemplo, salienta Lester Frank Ward. O modelo evolucionista organicistaEsta teoria da transformação dos organismos está também subjacente às teorias evolucionistas organicistas que consideram que o Estado surgiu do desenvolvimento da família. Trata‑se de uma posição que se é nítida em Fustel de Coulanges e Henry Sumner Maine, também não deixa de aparecer em Rousseau para quem a família é o primeiro modelo das sociedades políticas: o chefe é a imagem do pai, o povo é a imagem dos filhos. A mesma posição é adoptada por certos autores católicos, como Pietro Pavan para quem várias famílias formaram a tribo ou aldeia que, por sua vez, se associaram e formaram a cidade, dando várias cidades origem a uma entidade mais vasta:o Estado. Para o efeito invoca‑se o livro do Génesis (5, 31), onde se refere que as famílias se juntaram umas às outras e formaram um grupo orientado pelo respectivo chefe. Trata‑se de uma visão que também se encontra em Aristóteles ‑ para quem a polis seria uma associação de várias aldeias ‑ e que foi retomada por Cícero que salientava ser o conjugio a primeira das societates, a que se segue o domus que é principium urbis et quasi seminarium reipublicae. Mais recentemente Lecomte Du Nouy fala a este propósito na lei do aumento do tamanho que prevalece em Paleontologia, aproveitando para referir o possível desaparecimento do Estado num futuro longínquo.Para ele da família isolada, exposta a todos os perigos, ao clã, depois à aldeia; da aldeia à província, depois ao país e dum país aos Estados que entre si se confinam, a progressão é inelutável. E a protecção que a família derivava da associação ao clã, à aldeia modificou‑se quando, nos Estados totalitários, nos Estados polvos, a personalidade do indivíduo é inteiramente sacrificada à Pessoa política e económica que não é senão uma célula anónima. Iria por esse facto assistir‑se ao crepúsculo das nações, à morte das entidades impessoais, das colmeias governadas por leis desumanas. O esforço da civilização concentrar‑se‑á sobre o aperfeiçoamento da personalidade e da dignidade individual e a Evolução poderá, não é proibido pelo menos esperá‑lo, continuar a sua marcha no sentido do Espírito (La Dignité Humaine, Paris, 1949).

 

O paradigma da história romana

Na mesma linha se situa a clássica visão da história de Roma, com a passagem da família às gentes e depois à curia, à tribo e à civitas. Um evolucionismo que constitui um tópico do pensamento político clássico.Aristóteles coloca os seguintes degraus nessas corporações: domus, vicus, civitas, provincia, regnum, imperium.S. Tomás de Aquino e Baldo referem a sucessão vicus, civitas e provintia ou regnum.Dante fala em plura ordinata ad unum e considera a seguinte evolução: homo singularis, communitas domestica, vicus, civitas, regnum.Antonius de Rosellis, sistematizando a matéria, refere cinco corpora mystica universitatum, equivalentes às próprias divisões eclesiásticas: a communitas unius vici, castri ou oppidi, com um pároco, na parte religiosa, e um magister, na parte profana; a civitas, com um bispo e um defensor da cidade; a província, com o arcebispo e o praeses provinciae; o regnum com um primaz e um reino e o universus com um papa e um imperador.

 

O organicismo

Esta visão evolucionista orgânica é também assumida tanto pelos paternalismos monárquicos como por certos corporativismos, para quem a família era constitucionalmente considerada como célula fundamental da sociedade e um dos elementos estruturais da nação. Neste sentido também é paradigmática a teoria patriarcal de Robert Filmer, em Patriarcha, or the Natural Rights of Kings, de 1684, que suscitou a reacção individualista de Locke em An Essay concerning certain false principles. Este conjunto de teorias teve sempre a tendência de considerar o Estado como um organismo superior, como algo de semelhante a uma associação masculina criada pelo instinto de sociabilidade, diferente do impulso sexual. Bonald referia, por exemplo, que a sociedade foi primeiro família e depois Estado. E mesmo Rousseau, como vimos, não deixava de considerar que a mais antiga de todas as sociedades e a única natural é a da família.

O chefe como substituto do pai

Julius Evola, a este respeito, salienta que o Estado é uma aplicação ampliada do mesmo princípio que constitui a família patrícia, onde o paterfamilias é rei sacerdotal; onde há uma paternidade material e uma autoridade espiritual. É que a família antiga é mais uma associação religiosa que uma associação da natureza (Revolta contra o Mundo Moderno, trad. port., pp.71-72). E não tarda que Freud considere que o príncipe é uma espécie de substituto do pai que converte os homens em crianças sem vontade própria. Outros, mais simplesmente, referem a existência de uma comunidade tribal de descendência que, depois, passa a uma comunidade quando tem de afirmar‑se perante outra colectividade, assumindo uma posição guerreira, ofensiva ou defensiva. Salientam, contudo, que o enraizamento associativo pode provir de outras causas de união, seja a existência de uma comunidade linguística ou cultural, seja a de uma simples comunidade de destino, desde a mera way of life a uma religião comum. Isto é, cada associação populacional, sejam um povo único, muitos povos unidos, ou uma nação, tem várias e contraditórias causas, tanto a nível da sua história da formação da respectiva unidade, como no tocante ao próprio futuro da mesma. Não há, com efeito, regra única para a obtenção desse efeito unitário, nem é possível determinar qual o elemento preponderante no processo de unificação de tal constelação genética. Cada povo, cada nação, cada Estado tem a sua própria causa e tem que continuar a conquistar o seu próprio futuro, dado que o facto de o serem, ou de o terem sido, não é garantia para que o continuem a ser ou, caso já existam, que o venham a ser, caso apenas tenham desejo de o ser. Importa assinalar que, ainda hoje, alguns séculos volvidos sobre a instituição do Estado Moderno, o elemento societário, nomeadamente o Estado‑Nação e a Nação-Estado, tem de submeter‑se ao esquema geométrico territorialista do Estado. Apenas alguns povos lograram assumir‑se como nações em diáspora, desde os judeus, entretanto atraídos atraídos pela dificil territorialidade do Estado de Israel, às comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, que, da vagabundagem emigrante, estão sempre marcadas pela gravitação da saudade ou pelo desejo de regresso à santa terrinha. ,72,487