Respublica           Repertório Português de Ciência Política            Total: F/Fr
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                © José Adelino Maltez. Última revisão em: 30-12-2003
 

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Lista de artigos

Artigos em grosso
Fracção
Fraga Iribarne, Manuel
FRAINCP (1960)
Fraktion Framework for Political Analysis, A [1965] David Easton FrançaNa Na
França. Constituições
*
Franca, Leonel 1893-1948)
França da (1771-1823) França, Rodrigo José Rodrigues Bento da França, Salvador Pinto da FranchiseFranciscanos Franco, António Luciano Sousa (n. 1942)Franco , João
Franco, Francisco Soares (1772-1844)
Franco, Afonso Arinas de Melo
História e Teoria do Partido Político no Direito Constitucional Brasileiro
Franco, Visconde de Soares (

Franco , Francisco
Franco-Condado
Francoforte
Francónia
Franklin, Benjamin Franklim, Francisco Nunes
Franquistas
Frantz, ConstantinFranzini, Marino
Fratel, Manuel Joaquim
Fraternidade
Fraude política
Frederico II
Free trade
Freedom for want Freguesia

Freire, Agostinho José
Freire, Anselmo Braamcamp Freire Gomes
Freire, PauloFREIRE, Ver Melo Freire

Freiria, Fernando Augusto
Freitas, Alfredo Barjona
Freitas Barjona de Freitas, João da Costa Freitas, José Vicente de (1869-1952)

Freitas, José Joaquim Rodrigues de (Freitas, Frei Serafim de
Frente de Acção Patriótica (1964)
Frente de Libertação dos Açores (1974)
Frente Democrática Unida (1974)
Frente Eleitoral Independente (1960)
Frente Nacional Liberal e Democrática (1957)
Frente Patriótica de Libertação Nacional (1962)
Frente Popular
Frente Popular Portuguesa (1936)
Frente Portuguesa de Libertação Nacional (1964)
Frente Republicana e Socialista (1980)
Frente Revolucionária Africana FraINCP (1960)
Frente Socialista (1950)
Frente Socialista Popular (1975)
Frente Única da Oposição (1932)
Freud, Sigmund
Freudo-marxismo
Freund, Julien (A essência da políticaForça, violência e paz
Soberania e racionalidadeFreyre, Gilberto
Frenay, Henri
FreitasSena de
Frias, Eduardo FriburgoFriedan, BettyFriedberg, Erhard (Friedman, David
Friedmann, Georges
Friedman, Milton Friedrich, Carl Joachim
Frísia
Frisch, Max (n. 1911)
Fritsch-Bounazel, Renata
Fromm, Erich (
Fronda Front de Libération Nationale 1954
Fronteira Fronteira, Marquês (1802-1881)
FPLN Surge de uma Conferência das Forças Antifascistas Portuguesas, realizada em Praga, entre 19 e 21 de Dezembro de 1962. Participam na reunião representantes do Movimento Nacional Independente, representado por Manuel Sertório, da Resistência Republicana e Socialita, do PCP e do MAR. Assenta no movimento das Juntas Patrióticas, nascidas em 1959, antes de assentar em Argel, em 1960. Em 9 de Novembro de 1970, a FPLN, instalada em Argel, afasta o representante do PCP, Pedro Soares, e trata de afirmar-se revolucionária. Deste grupo se destacam as Brigadas Revolucionárias, em 1971, e os militantes fundadores do Partido Revolucionário do Proletariado, em 1973. Em 6 de Junho de 1974, os militantes remanescentes, com destque para Manuel Alegre e Fernando Piteira Santos dissolvem a frente, integrando-a nos efémeros Centros Populares 25 de Abril.
 
Fracção Derivado de fractione, o acto de quebrar. Diz-se da subunidade de um partido político, conscientemente organizada, com coesão e disciplina, normal nos estratos cimeiros. Significa o mesmo que corrente, sendo mais do que uma tendência, do que um conjunto estável de atitudes. As fracções resultam de variados factores, desde as situações clientelistas, aos movimentos autonómicos e regionalistas, passando pelas próprias situações de caciquismo. São também habituais em partidos resultantes de fusões. Trata-se de uma situação normal, dado que os partidos são quase todos amálgamas e combinações de grupos. Essa organização autónoma existente dentro de um partido visa impor a respectiva linha ou conquistar os lugares em disputa.
 
 
Fraga Iribarne, Manuel Político e professor espanhol. Foi ministro do franquismo, demitindo-se depois de enfrentar a facção próxima do Opus Dei. Professor da Universidade Complutense. Um dos elementos fundamentais da transição democrática, fundador da Alianza Popular, sucessivamente derrotada nas eleições pela UCD de Adolfo Suárez e pelo PSOE de Felipe González. Torna-se, depois, presidente da Junta de Governo da Galiza. Amigo e compadre de Adriano Moreira que se doutora em Direito na Universidade Complutense de Madrid.
·La Reforma del Congreso de los Estados Unidos
Madrid, Ediciones Cultura Hispánica, 1951.
· La Crisis del Estado
Madrid, 1955.
·«La Ciencia Politica Española»
In Información Jurídica, n.ºs 144-145, Madrid, 1955.
· El Nuevo Anti-Maquiavelo
Madrid, 1961.
· Carl Schmitt. El Hombre y su Obra
Madrid, 1962.
· El Desarrollo Politico
[1ª ed., 1971], Barcelona, Bruguera, 1975.
·«Legitimidad y Representación»
 [ed. orig. 1971], in Espanha, Caminhos da Democracia, trad. port., Braga, Braga Editora, 1977.
· La Monarquia y el País
Barcelona, Editorial Planeta, 1977.
· El Pensamiento Conservador Español
Madrid, 1981.
 
Fraktion Expressão alemã equivalente a grupo parlamentar, isto é, a representação parlamentar de um determinado partido.
 
Framework for Political Analysis, A [1965] äDavid Easton Considera o sistema político como um conjunto de interacções de qualquer sociedade pelo qual se decidem e executam alocações obrigatórias ou autorizadas. As decisões e as acções autorizadas dos líderes que influenciam a distribuição de valores como o produto do sistema político. Faz uma distinção entre sistema político (o sistema inclusivo total) e sistemas parapolíticos (dos grupos e organizações) O sistema político como sistema autónomo e aberto mantendo relações de troca com o ambiente. Os inputs: exigências e apoios. As sobrecargas: quantitativa (volume stress) e qualitativa (content stress). As funções de ajustamento das exigências à capacidade do sistema. A expressão das exigências. A regulação das exigências. Os outputs ou produção do sistema político.
 
França A actual République Française tem 550 000 km2 e 56 595 000 habitantes. Constitui um dos principais paradigmas de organização do político do nosso tempo, continuando a ser uma das principais potências culturais do mundo. Originária num reino medieval, foi mudando de corpo e de feição até chegar ao hexágono uniformizado, provocado por Luís XIV, pela Revolução Francesa e pelo bonapartismo, principalmente através do aparelho militar e da escola única; de um aparelho militar em regime de conscrição nacional e de serviço militar obrigatório e de uma escola única oficial, obrigatória, de livro único. A França, com efeito, construiu com o absolutismo um Estado centralizado dotado de geométricas fronteiras a que a Revolução francesa deu nação. Transformou-se no paradigma da modernidade estadual e na nation par excelence. Foram as longas batalhas que deram origem à centralização. Um exército real, o monopólio do centro no domínio fiscal. Assim se deu unidade à relação norte/ sul. A França militar é sobretudo o confronto com os vizinhos. A guerra com a Inglaterra, a Guerra dos Cem Anos (1346-1453); a guerra com os Habsburgos, principalmente a guerra dos Trinta Anos (1618-1648)A vitória de Valmy em 1792.As campanhas napoleónicasOs sucesivos confrontos com alemães. As derrotas de 1871, de Verdun (270 000 mortos), Junho de 1940.
Os Capetos
Em 987 Hugo o Capeto foi eleito rei de França, até então mero ducado; o rei governava um domaine royale que não abrangia o resto do reino repartido pelo conde de Champagne, pelo conde da Flandres, pelo duque da Normandia, pelo duque da Bretanha, pelo duque da Borgonha e pelo duque da Aquitânia, para além de muitos outros senhores laicos e eclesiásticos.Em 1066 o duque da Normandia, Guilherme o Conquistador, passou a governar a Inglaterra. O rei Filipe Augusto conquistou a Normandia, transformando-a em domínio real, com o mesmo estatuto do ducado de França. Foi também este rei que enfrentou em Bouvines, em 1214, um exército conjunto do Imperador Otão, aliado ao rei inglês e ao duque da Flandres, Ferrand, feito prisioneiro no recontro. O filho deste rei de França, Luís VIII, integra no domínio real Beaucaire e Cracassona.
Luís IX
Com Luís IX (1226-1270) consolida-se a unidade.Com a guerra dos Cem Anos, fica enfranquecida a Borgonha.
Filipe IV, o Belo
Com o neto de Luís IX, Filipe IV (1285-1314), destaca-se a acção dos legistas e a arquitectura política inspirada no renascimento do direito romano, destacando-se a acção de Guillaume Nogaret, chanceler. Criam-se os Estados Gerais em 1302, pela primeira vez com representantes dos burgueses, ao mesmo tempo que se institui a taille, um imposto individual quase geral e permanente. Nesse reinado dá-se um importante conflito com o Papa Bonifácio VIII.
A centralização do poder real.
Com a subida ao trono de Luís XI (1423-1483), em 1461, a França estava fragmentada em cerca de meia centena de senhorios feudais, que tentaram opor-se ao rei com a chamada Liga do Bem Público, liderada pelos duques da Borgonha, da Bretanha, de Bourbon e d'Alençon, bem como pelo duque de Berry, irmão do rei, e pelo conde de d'Armagnac. Foi particularmente duro o confronto com o duque da Borgonha, Carlos o Temerário.Segui-se a integração da Provença, do Maine e de Anjou, alargando-se substancialmente o domaine royale.Com Luís XII (1498-1515) é anexado o ducado de Orleães (1498); com a subida ao trono de Francisco I (1515-1547), é anexado o ducado de Angoulême (1515); em 1589, com a subida ao trono de Henrique IV ((1589-1610), integram-se na coroa as casas de Albret, do Béarn e de Navarra; Francisco I vai depois adquirir os feudos da casa de Bourbon, como o Boubonnais, o Auvergne, a Marche, o Beaujolais, transformando o titular dos mesmos, Carlos de Bourbon, príncipe de sangue real, descendente dos Capetos, condestável da França
O soberanismo
Primeiro, Jean Bodin. Ou de como a soberania vence a questão religiosa. Ou de como o estado  pode transformar-se numa religião secular, como o terceiro caminho entre o catolicismo e o protestantismo.Henrique de Navarra é o produto desta teoria, ou de como Paris vaut bien une messe. Sobe ao trono em 1589 e será assassinado em 1610. Converte-se ao catolicismo em 1593 e promulga o Edito de Nantes em 1589.Os neopolíticos pegam na ideia de reino e desenvolvem-na. O território passa a ser corps du Prince. O soberanismo não tarda a conduzir ao absolutismo.
O absolutismo
Em 1610 sobe ao poder Richelieu que domina a França até 1642. O seu projecto é claro: mettre la France en tous lieux où fut la France. O principal adversário era a Espanha que, dentro daquilo que Paris considerava os limites naturais  da França ocupava a Flandres, o Luxemburgo e o Franco-Condado.
 
Luís XIV, que os holandeses alcunhavam como devorador de países e de Estados a torto e a direito de 1613 a 1715 ensaia o imperialismo francês. Primeiro, usa o cardeal Mazarino (1602-1661). Depois da morte deste proclama-se o seu próprio Primeiro-Ministro, não tarda que como rei-sol proclame que l'état c'est moi. Com ele Colbert. Em 1667-1668, em nome do direito de devolução da sua esposa Maria Teresa (um antigo costume do Brabante segundo o qual os filhos nascidos de um primeiro casamento seriam os únicos herdeiros dos respectivos pais, excluindo os filhos nascidos de um segundo casamento) contra a Espanha. Ataque aos Países Baixos do Sul e à Borgonha. A Holanda, a Inglaterra e a Suécia aliam-se à França contra a Espanha. Pela Paz de Aix-la-Chapelle, a França obtém Lille. Guilherme de Orange tem como aliado o Brandeburgo-Prússia. 1670, ocupação da Lorena. Reagem as restantes potências da Europa com uma Coligação da Áustria, de Espanha e de principes alemães contra a França. Entre 1672 e 1674, os ingleses de Carlos II entram e guerra contra a Holanda, apoiando a França. Mas o parlamento impõe a neutralidade. Em 1675, a Suécia, aliada da França, invade o Brandeburgo e é derrotada na batalha de Fehrbellin. Em 1678, pela Paz de Nimega, com a Holanda e a Espanha, a França alarga as suas fronteiras para o Norte, obtendo Borgonha (Franche Comté), Cambrai, Valenciennes. Luís XIV, com um exército de 200 000 homens já pode assumir-se como o árbitro da Europa. Em 1679, paz com o Imperador, a França obtém Friburgo. Os suecos dão expulsos da Prússia oriental. Fora deste processo, a França ocupa a Lorena e a Alsácia, invocando-se direitos históricos. Em 1681, Estrasburgo é ocupada. Ninguém apoia a Espanha quando Luís XIV ocupa os territórios luxemburgueses dela. Entre 1688 e 1697 guerra contra o Palatinado que termina com a Paz de Ryswijk, o primeiro retrocesso de Luís XIV. Deu o pretexto a Guilherme de Orange para se tornar rei inglês. Logo em 1689, forma-se contra a França uma grande coligação com o Imperador, a Espanha, a Holanda, a Suécia, a Sabóia, a Inglaterra e os mais importantes Estados do norte da Alemanha, a Liga de Augsburgo. A partir de 1688 o rei inglês Guilherme III, de Orange, tranforma-se na alma da resistência. Ingleses e holandeses em 1692 aniquilam o poder naval francês na batalha deBarfleur-La Hogue. No fim da guerra, a Lorena volta a ser independente, mas a Alsácia permanece francesa.É neste período que é revogado o édito de Nantes. Começa em 1700. A França ocupa rapidamente os Países-baixos do Sul.Em 1701, holandeses, britânicos e austríacos juntam-se contra os franceses. A chamada grande aliança.Portugal entra na guerra. Ingleses conquistam Gibraltar, Minorca e a Sardenha1709 ocupam MadridEm 1712, os ingleses e holandeses saem da guerra após a subida de Carlos ao trono de VienaTratdo de Utrecht de 1713. Tratado de Rastadt de 1714Em 1713 são perdidas as últimas liberdades da Catalunha. A partir de 1715, uma détente entre a França e os ingleses durante duas décadas. Em 1719, a França e a Inglaterra impedem o expansionismo espanhol em ItáliaEm 1733 ataque francês aos domínios austríacos da Lorena e de Milão. Em 1738, paz de compromisso com a Áustria. Na Guerra da Sucessão da Polónia (1733-1738), os Bourbons ganham aos Habsburgos. Obtêm Nancy e o Condado da Lorena. Instalam o principe Carlos, filho de Filipe V de Espanha no trono das Duas Sicílias, em 1738. Termina com o Tratade de Viena de 1738. Na Guerra da sucessão da Áustria (1740-1748), Vitória francesa em Fontenoy (1745). Termina com a Paz de ix-la-Chapelle de 1748, onde a Prússia obtém a Silésia. Na Guerra dos Sete Anos (1756-1763), a França junta-se à Áustria e à Rússia na guerra contra a Prússia, aliada dos ingleses. O objectivo era a subversão do Tratdo e Utrecht, 1713, e de Aix la Chapelle, de 1748. A França perde com a Prússia a Batalha de Rossbach (1757). Perdem para os ingleses grande parte do império ultramarino: o Canadá em 1760 e a Índia em 1761. Termina com o Tratado de Paris de 1763.Na Guerra da independência norte-americanaA partir de Janeiro de 1778 a França apoia os independenetistas, contra os ingleses. Seguem-se espanhóis, em 1779, e holandeses, em 1780. Em 1783, pela Paz de Vesalhes, os ingleses já reconhecem a independência.
O ancien régime
A França nas vésperas de 1789 ainda é, segundo a célebre expressão de Mirabeau une agrégation inconstituée de peuples désunis. De facto o absolutismo do ancien régime se havia criado uma monarquia centralizada, não estabelecera ainda uma monarquia unitária e muito menos vestindo um modelo de administração uniformizado e unidimensionalizado. O território estava dividido de forma complexa.No plano administrativo existiam cerca de quarenta gouvernements, cada qual com o seu gouverneur, ao lado de 36 generalités cada uma com o seu intendant. No plano fiscal havia também vários tipos de territórios, desde os pays d'État, onde a repartição do imposto cabia aos deputados locais, enquanto nos pays d'élection tal repartição era levada a cabo pelos agentes do rei. Da mesma forma no plano jurídico, dado que se no sul dominava o chamada droit écrit, já no norte se vivia o pluralismo do droit coutumier.O rei de França também não mandava sob o mesmo título para todos os súbditos, dado que na Provença, por exemplo, se assumia como conde da Provença, enquanto as gentes do Dauphiné se orgulhavam em dizer que o respectivo estatuto era dans le royaume et non pas du royaume.A França da restauração.A França da Revolução de Julho  de 1830Com Charles de Gaulle surge une certaine idée de la France
 
França. Constituições A história constitucional francesa, marcada por uma postura absolutista, de carácter estadualista, considerando que , pelo "contrato social", muitas vezes confundido com a ideia de constituição escrita, os indivíduos conferem ao Estado os seus direitos naturais e este, posteriormente, volta a devolvê-los, mas transformados em direitos civis, estadualmente consagrados. Refira-se que , segundo o liberalismo anglo-saxónico, patente na Constituição norte-americana de 1787, há sempre um grupo de direitos individuais e naturais que não pode ser racionalmente reduzido à sociedade - como, por exemplo, o de propriedade - cabendo tão só ao Estado a garantia do jogo espontâneo das liberdades. Se a primeira postura origina a concepção democratista, já a segunda tem a ver com o modelo liberalista. Segundo Guglielmo Ferrero não houve uma, mas duas Revoluções Francesas: uma, começada em 5 de Maio de 1789, com a reunião dos estados gerais em Versalhes, que apenas visava uma reforma consensualista da monarquia absoluta, à maneira do que visionava Montesquieu; outra, desencadeada em 14 de Julho de 1789, com a Tomada da Bastilha, esta, não à regionalização!, verdadeiramente revolucionária. Para o mesmo autor,a chamada Revolução francesa é, pois, uma revolução dupla:ao mesmo tempo, uma das mais audaciosas tentativas de orientação nova do poder e da sociedade, e uma das mais gigantescas, rápidas e violentas destruições da legalidade. As duas revoluções, misturando-se, confundem-se, combatem-se, desfiguram-se, até se tornarem mutuamente incompreensíveis. Vejamos os principais passos do constitucionalismo francês: -
 
Constituição de 1791. Votada pela Assembleia Constituinte de 3 a 14 de Setembro , estabelecendo uma monarquia constitucional, onde cabe ao rei o poder executivo e à assembleia, o legislativo, nela também se incluindo a "declaração dos direitos do homem e do cidadão". -
 
Constituição do Ano I (1793). Elaborada, sob inspiração jacobina, pela Convenção e depois referendada popularmente, criando um órgão político único, o Corpo Legislativo, de que depende o Conselho Executivo. Refira-se que esta constituição quase não se aplicou, dado que a partir de 10 de Outubro de instituiu o chamado regime do Terror, dominado pelo "Comité de Salut Public", onde predominava Maximilien Robespierre.-
 
Constituição do Ano III (1795), do Directório, , na sequência do golpe de estado de Thermidor, de 27 de Julho de 1794, estabelecendo um executivo de cinco membros e um legislativo com duas Câmaras, acentuando-se a separação de poderes e voltando-se ao sufrágio indirecto e censitário. -Constituição do Ano VIII (1799),do Consulado (três consules) , com quatro assembleias (Senado, Conselho de Estado, Tribunado e Corpo Legislativo), resultante de um projecto elaborado por Sieyès e alterado por Napoleão, sob o princípio de que "a confiança deve vir de baixo, mas a autoridade tem de vir de cima". O Senado, dito Sénat Conservateur, elege os consules, os membros do Tribunado, do Corpo Legislativo e do Tribunal de Cassação. Coroava uma hierarquia de corpos eleitorais, das listas de notabilidades, em três graus: comunais, departamentais e nacionais. -
 
Constituição de 1802, resultante do senatusconsulto do Ano X, de 4 de Agosto de 1802, depois de um plebiscito do anterior mês de Maio que instituiu Napoleão como cônsul vitalício.
 
-Constituição de 1804, que confia o governo da República a um Imperador. -
 
Carta Constitucional de 1814, de Luís XVIII, fixando uma monarquia limitada e o Acto Adicional de 1815, de Benjamin Constant, que estabeleceu a Camara dos Pares ao lado da Câmara dos Representantes. -
 
Carta Constitucional de 1830, aprovada pelas Câmaras que aclamaram Luís Filipe de Orleães como novo rei. -
 
Constituição de 1848, da 2ª República, estabelecendo um regime presidencialista. -
 
Constituição de 1852, do 2ºImpério, de Napoleão III, na sequência do golpe de Estado de 2 de dezembro de 1851, depois do qual, através de um plebiscito se delegaram em Luís Napoleão os poderes necessários para fazer uma constituição, que veio a ser decretada em 14 de Janeiro de 1852, confiando, por dez anos, o governo da República,como Presidente.Só em 7 de Novembro desse ano, o então Presidente foi investido na qualidade de Imperador. -Constituição de 1870, marcando a evolução parlamentar do Império. -
 
Constituição de 1875, da 3ª República, parlamentarista. -
 
Constituição de 1946,da 4ª República, aprovada pela Assembleia Constituinte em 27 de Outubro de 1946 -
 
Constituição de 1958, da 5ª República, aprovada por referendo em 28 de Setembro de 1958

Franca, Padre Leonel  Edgard da Silveira (1893-1948) Jesuíta brasileiro. Nasce no Rio Grande do Sul. Ingressa na Companhia de Jesus em 1908. Estuda letras no Brasil, a partir de 1910 e filosofia na Universidade Gregoriana de Roma a partir de 1912. Volta ao Rio em 1915 e começa a leccionar filosofia no Colégio José Anchieta. Regressa a Roma em 1920, sendo ordenado em 1923. Doutor em filosofia e teologia em 1924. Regressado ao Brasil, é um dos fundadores do Conselho Nacional da Educação em 1931. Funda em 1940 a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, a primeira universidade privada brasileira, de que é reitor até 1948..

¾ nação como unidade de cultura,67,442 Idêntica perspectiva é adoptada pelo padre jesuíta brasileiro Leonel Franca (1893-1948), marcado pelo renascimento do neotomismo: se na unidade do sangue baseia-se a família, cujo princípio orgânico é a paternidade, já na unidade de uma cultura funda-se a nação, cuja alma é a consciência de destinos comuns a realizarem-se na história (). Neste sentido, a nação relaciona-se intimamente com o povo e a pátria, mas não se identifica de todo com nenhuma destas realidades. O acento tónico dominante cai aqui sobre o elemento cultural () Assim, cada nação, com a sua originalidade cultural tem uma missão própria a desempenhar nos séculos da sua existência. Toda a nação, portanto, possui, ao menos em germe, a tendência insíta a plasmar-se em organismo político independente. O Estado é o termo natural da sua evolução histórica () E é pela organização de novo Estado que a consciência nacional se afirma a si mesma, se objectiva como um ser sui juris, capaz de proteger a sua continuidade histórica e de orientar os seus destinos ().
 
·Noções de História da Filosofia
1918. Lições dadas no Colégio Anchieta.
·A Igreja, a Reforma e a Civilização
1923.
·A Crise do Mundo Moderno
1941 (ed. port., Lisboa, Pro Domo, 1945)
·Obras Completas
Rio de Janeiro, Agir, 15 vols..
 
França, Luís Pinto da (1771-1823) Luís Paulino de Oliveira Pinto da França. Maçon. Militar da guerra peninsular. Deputado em 1821-1822 e 1822-1823. Vice-presidente da Câmara dos Deputados em 1822.
 
França, Rodrigo José Rodrigues Bento da Capitão. Inspecto do Arsenal, bastião radical durante o setembrismo.Demitido em 9 de Março de 1838.
 
França, Salvador Pinto da Organizador da revolta anti-cabralista do Porto em Abril de 1851, que permite a ascensão de Saldanha ao poder e a Regeneração. Ministro da guerra do governo da fusão de 22 de Novembro de 1865, falecendo no exercício das respectivas funções.

Franchise Conceito inglês, querendo significar o direito que tem o cidadão de votal em eleições.
 
Franciscanos Ordem religiosa fundada por S. Francisco de Assis (1181-1226). No plano das teorias políticas,
ismo,120,846
 
 
Franco, António Luciano Sousa (n. 1942) Professor de Finanças da Faculdade de Direito de Lisboa e da Universidade Católica. Fundador do PPD e da ASDI. Ministro das Finanças do V governo presidencial presidido por Maria de Lurdes Pintasilgo e do governo de António Guterres. Antes de 1974 foi adjunto do secretário-geral da Corporação da Indústria, Basílio Horta (1972-1973).
 
Franco Pinto Castelo Branco, João Ferreira (1855-1929) Começa como deputado regenerador pela Beira Baixa, com o apoio do cacique Manso Preto. Ministro da fazenda de António Serpa, de 14 de Janeiro a 14 de Outubro de 1890. Ministro das obras públicas, comércio e indústria no governo de João Crisóstomo, de 25 de Maio de 1891 a 17 de Janeiro de 1892 . Ministro do reino no governo de Hintze Ribeiro, de 23 de Fevereiro de 1893 a 7 de Fevereiro de 1897. Constitui o grupo dos regeneradores liberais em 14 de Maio de 1901. Presidente do conselho de 19 de maio de 1906 a 4 de Fevereiro de 1908. Em 1920 foram editadas as Cartas d’El-Rei D. Carlos I a João Franco Pinto Castelo Branco, seu último presidente do conselho, Tip. do Anuário Comercial, 1920.
 
Franco, Francisco Soares (1772-1844) Doutor em medicina (1797). Maçon. Deputado em 1821-23 e em 1834-36 e 36.
 
Franco, Afonso Arinas de Melo
Jurista brasileiro
 
História e Teoria do Partido Político no Direito Constitucional Brasileiro
Rio de Janeiro, 1948.
 
Franco, Visconde de Soares (1810-1885) Francisco Soares Franco. 1º Visconde de Soares Franco. Filho de Francisco Soares Franco. Mindeleiro. Maçon. Cabralista. Alinha, depois com o Supremo Conselho do Grau 33, dissidência maçónica anti-cabralista liderada por Silva Carvalho, com Rodrigo da Fonseca e Sá Vargas. Deputado em 1857-1858; 1858-1859; 1860-1861. Par do reino desde 1862
 

Franco Bahamonde, Francisco (1892-1975) Chefe do grupo vencedor da guerra civil espanhola (1936-1939). General aos 33 anos. Generalíssimo desde 12 de Setembro de 1936, assume o cargo de Chefe de Estado em 29 do mesmo mês. Cria em 19 de Abril de 1937 a Falange Espanhola Tradicionalista e das Juntas de Ofensiva Nacional-Sindicalista, considerado um instrumento totalitário ao serviço da integridade da pátria. Assume a chefia do movimento desde os começos de 1938. Depois de vencer os republicanos em Março de 1939, protagoniza um novo regime anti-repubicano, mas sem regresso à legitimidade monárquica. Como ele dizia, encontrei a coroa numa valeta. Apesar do apoio militar recebido de nazis e fascistas, conseguiu manter a neutralidade durante a Segunda Guerra Mundial, unindo-se ao Portugal de Salazar através do Pacto Ibérico, apesar do cônsul português considerar que, de Espanha, nem bom vento nem bom casamento. O regime autoritário teve um cunho predominantemente reaccionário, inspirado em certo catolicismo integrista. Conseguiu, no entanto, assumir um pragmático desenvolvimentismo, com o apoio norte-americano e alguns ministros do Opus Dei. Preparou também a sucessão, garantindo o regresso da monarquia, não com Don Juan de Bourbon, mas com o filho deste, Juan Carlos.
 
Franco-Condado Franche-Comté Em 1384 juntou-se de novo à Borgonha até 1477, quando o Ducado da Borgonha se torna dependente de França e o Franco-Condado dos Habsburgos; em 1548 passa para o ramo espanhol dos Habsburgos e integra-se no círculo da Borgonha; conquistado definitivamente pela França em 1674, foi confirmada esta posição pelo Tratado de Nimega de 1678.
 
Francoforte Frankfurt am Main Desde 1254 que era cidade livre do Império, onde, pela Bula de Ouro de 1356, se procedia à eleição imperial. Entre 1806 e 1813, com Napoleão, foi criado um grão-ducado de Francoforte. Em 1815 volta a ser cidade livre, sede da Dieta da Confederação germâniaca. Em 1866 foi anexada pela Prússia, sendo incorporada na província de Hesse-Nassau.
 
 
Francónia Franken ou Frankenland Região histórica do sul da Alemanha, repartida actualmente entre a Baviera, o Baden-Vurtenberga e o Hesse; a respectiva dinastia governou o império entre 1024 e 1125.
 
 
Franklin, Benjamin 1706-1790 Estadista e cientista norte-americano. Celebrizado pela invenção do para-raios. Grande filantropo em Filadélfia, cria uma tipografia em 1729, funda bibliotecas, clubes e sociedades e num esforço de educação popular cria o Poor Richard’s Almanach. Um dos founding fathers dos Estados Unidos da América. Maçon. Enviado a França em 1776, consegue tratado de aliança entre Paris e os insurgentes em 1778. Recebido por toda a République des Lettres de forma entusiástica, sendo saudado como burguês da América e cidadão do mundo. Recebido por Luís XVI em Versalhes. Mantém-se embaixador em Paris até 1785. Defende o sufrágio universal porque este favorece o patriotismo e a obediência às autoridades estabelecidas.
· Autobiography
1788-1789.
 
Franklim, Francisco Nunes Membro da comissão da Academia das Ciências, autora do projecto constitucional de 21 de Outubro de 1820.
 
Frantz, Constantin (1817-1891) Filósofo alemão. Cônsul em Barcelona de 1853 a 1856. Começando influenciado por Hegel e Schelling, acaba por aderir ao empirismo. Mistura a defesa de um naturalismo organicista com o federalismo. Assume a necessidade de uma ciência natural do Estado, criticando aqueles que até então apenas se preocuparam com os aspectos morais e legais. Acentua a necessidade de perspectivar-se o político de acordo com os elementos físicos e naturais, nomeadamente a influência do clima e das condições geográficas. Neste sentido, considera que o Estado é uma entidade natural que tem uma estrutura essencialmente orgânica. Defensor de um federalismo hegemónico, acentua a necessidade do federalismo no plano internacional ser acompanhado de idêntico federalismo no plano interno. Advoga a primazia da Alemanha no processo, não só porque esta nação estaria para o federalismo, assim como a França estava para o centralismo, mas também pela circunstância do génio germânico ter uma missão universal. Ele, que se opunha àquilo que considerava depreciativamente a máquina unificadora prussiana, propõe que, para a construção europeia, visualizada como uma confederação de federações primárias, se comece por um sistema coordenado de três federações: uma, da Alemanha ocidental e dos países de língua alemã que lhe são fronteiros; outra, da Alemanha oriental e dos países bálticos; a terceira, com a Áustria e os países danubianos. A França não poderia entrar por ser centralista. A Rússia era excluída por ser imperialista. E a Grã-Bretanha, por ser uma ilha, apenas daria a respectiva amizade. Seguir-se-ia uma federação latina, que designa como romana. No plano político geral, defende a aristocracia como forma natural de organização política.
·Vorschule zur Physiologie der Staaten
Berlim, 1857.
·Die Naturlehre des Staats als Grundlage aller Staatswissenschaft
1870.
·Der Nationalliberalismus und die Judenherreschaft
1874.
·Der Foderalismus als leitende Prinzip fur die soziale staaliche und internationale Organisation
Mainz, Scientia Verlag Aalen, 1879.
·Die Weltpolitik,
Chemnitz, 1882-1883. 3 vols..
 
 
Franzini, Marino Miguel (1779-1861) Filho de um professor de matemática italiano, trazido pelo marquês de Pombal em 1772. Oficial da marinha. Membro da comissão da Academia das Ciências, autora do projecto constitucional de 21 de Outubro de 1820. Membro da Junta de 13 de Julho de 1826 que organiza as instruções para a eleição da Câmara dos Deputados. Deputado em 1821, 1822, 1834 e 1837. Par do reino desde 1861. Ministro da fazenda do governo de Saldanha, entre 22 de Agosto e 18 de Dezembro de 1847. Ministro da justiça e da fazenda de 1 a 17 de Maio de 1851, no governo presidido por Saldanha. Mantém-se na pasta da fazenda de 22 de Maio a 21 de Agosto de 1851.
 
Fratel, Manuel Joaquim (1869-1938). Colega de curso de Afonso Costa. Era aliás o aluno mais classificado. Ministro da justiça do governo de Teixeira de Sousa, de 26 de Junho a 5 de Outubro de 1910. O último ministro da justiça da monarquia, adepto de uma perspectiva laicista anticlerical, aproxima-se, assim, do primeiro ministro da justiça da República, ambos frutos da mesma geração. Mas tal corência liberal contribuiu para a redução do campo de apoio da monarquia, dado a hostilidade do chamado bloco conservador.
 
Fraternidade Ideal estóico assumido por Séneca (a natureza fez de nós uma única família) e Marco Aurélio. Consideração de que todos os homens são irmãos, fazendo parte de uma única família. Perspectiva reforçada pelo cristianismo. Uma das palavras da tríade da revolução francesa, visando laicizar os ideais cristãos.
 
Fraude política Segundo a chamada razão de Estado cristã  de Justus Lipsius, em Politicorum, sive civilis doctrinae libri sex (Antuérpia, 1589), há três categorias de fraude política: a ligeira, consistindo na desconfiança e na dissimulação, aconselhável a qualquer estadista; a média, incluindo a corrupção e o engano, apenas tolerável; e a grande, desde a perfídia à injustiça, considerada injustificável e absolutamente condenável.
 
Frederico II (1712-1786) Rei da Prússia, cognominado O Grande, é um dos típicos déspotas esclarecidos da Europa. Nasce em Berlim, sendo filho de Frederico Guilherme I. Corresponde-se com Voltaire. Sobe ao trono em 1740. Repõe Wolff na cátedra e convida Voltaire a viver em Berlim. Contrariamente às teses dos fisiocratas, para quem o rei reina mas a lei natural é que governa, defende que a lei reine e que o rei governe, considerando que o soberano é um servidor do Estado, em nome de Tudo para o povo, nada pelo povo!. Em 1747 publica o Codex Fridericianus. Funda a Academia das Ciências de Berlim. Vivendo o período da independência norte-americana, saúda tal evento, manifestando a sua admiração por George Washington. Influencia particularmente José II da Áustria. Vai preencher o vazio de poder deixado pelo declínio sueco, conquistando a Silésia no Inverno de 1740-1741, ao aproveitar-se da morte do imperador Carlos VI. A partir de 1756, alia-se com a Inglaterra, resistindo, de 1756-1763, na Guerra dos Sete Anos, contra uma coligação da Áustria, da França e da Rússia. Depois a Prússia alia-se com a Rússia (1764), atira os Habsburgos para os Balcãs e a Europa oriental. Assume-se, então, como a espada continental dos ingleses no seu jogo de balança do poder. E neste processo derrota sucessivamente a França e a Austria. Depois a Prússia alia-se com a Rússia (1764).
·Considérations sur l'État Présent du Corps Politique de l'Europe
1738.
·Anti-Machiavelli
1739. Ed. de Voltaire, 1740; cfr. trad. fr. Le Prince suivi de l'Anti-Machiavel de Frédéric II, Paris, Éditions Garnier, 1968). A obra escrita por Frederico antes da subida ao trono foi corrigida e prefaciada por Voltaire.
·Essai sur les Formes de Gouvernement et sur les Devoirs des Souverains
1777.
 
 
Free trade O comércio que se estabelece entre diferentes países e que está liberto de restrições quantitativas e de taxas aduaneiras. A base da Weltpolitik do Império Britânico, logo traduzida pela ideia de livrecâmbio.
 
Freedom for want A liberatação da necessidade, pela garantia de um mínimo para a sobrevivência do indivíduo. Proposta do chamado Plano Beveridge, de 1942.
 
Freguesia Comuna sem carta. Freguesia vem de freguês, talvez originário do latim filliuecclesiae,82,548
 

 
Freire, Agostinho José 1780-1836 Militar da Guerra Peninsular, com o posto de alferes. Deputado em 1821-1822. Exilado em Paris desde 1823. Regressa em 1826, torna ao exílio em 1828. Brigadeiro. Ministro da guerra e da marinha na regência de D. Pedro, desde 3 de Março de 1832. Cede a marinha a Sá Nogueira em 10 de Novembro de 1832. Substitui Palmela nos estrangeiros em 15 de Outubro de 1833. Opõe-se a Palmela e Silva Carvalho em 1835. Ministro do reino em Abril de 1836. Membro do partido dos amigos de D. Pedro. Ministro do reino no governo de Palmela entre 16 de Fevereiro e 27 de Maio de 1835. Ministro do reino no governo de Terceira, de 20 de Abril a 10 de Setembro de 1836. Assassinado durante a Belenzada, em 4 de Novembro de 1836.
 
Freire, Anselmo Braamcamp 1849-1921
 
 
 Historiador. Par do reino, aderiu aos republicanos em 1907. Chega a presidente do Senado.
 
 
Freire de Andrade e Castro, Gomes Pereira (1752-1817) Militar e activista maçónico. Coronel nas campanhas do Rossilhão (1739-1795). Campanha da Rússia. Um dos promotores dos motins de Campo de Ourique de 1803. Participa ao lado de Napoleão na invasão da Rússia (1817). Enforcado em 1817. Os revolucionários liberais de 1829 elevam-no à categoria de mártir da pátria e de pai fundador  da liberdade, culto que se mantém na I República.
 
 
Freire, Paulo Autor de Pedagogia do Oprimido, Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1970.
 
FREIRE, Ver Melo Freire

Freiria, Fernando Augusto Ministro da guerra no governo de Cunha Leal, de 16 de Dezembro de 1921 a 6 de Fevereiro de 1922. Ministro da guerra no governo de António Maria da Silva, de 7 de Dezembro de 1922 a 21 de Julho de 1923.
 
 
Freitas, Alfredo Barjona Coronel. Governador de Cabo Verde. Ministro das obras públicas, comércio e indústria no governo de Wenceslau de Lima, entre 14 de Maio e 22 de Dezembro de 1909.
 
Freitas, Augusto César Barjona de (1834-1900) Professor de direito. Membro do Partido Regenerador e depois líder da Esquerda Dinástica de 1877 a 1890. Deputado e par do reino. Ministro por quatro vezes. Uma das figuras cimeiras do fontismo. Destaca-se no governo da fusão, quando apresenta em 28 de Fevereiro de 1867 a proposta sobre a reforma prisional e a abolição da pena de morte, aprovada em 26 de Junho seguinte, ao mesmo tempo que o primeiro Código Civil. Ambos os diplomas são publicados no dia 1 de Julho. Reconcilia-se com António Serpa e volta ao seio dos regeneradores em 1890. Termina a vida pública como embaixador em Londres.
·Deputado em 1865; 1865-1868; 1870; 1871-1874; 1875-1878.
·Par do reino desde 1876.
·Ministro da justiça por ocasião da promulgação do Código Civil e da abolição da pena de morte (de 4 de Setembro de 1865 a 4 de Janeiro de 1868, no governo da fusão, presidido por Joaquim António de Aguiar). ·Ministro da justiça no primeiro governo de Fontes, entre 13 de Setembro de 1871 e 9 de Novembro de 1876.
·Ministro da justiça de Fontes, entre 29 de Janeiro e 15 de Novembro de 1878.
·Ministro do reino de 24 de Outubro de 1883 a 20 de Fevereiro de 1886 e, a partir de 24 de Fevereiro de 1885, até 19 de Novembro de 1885, a acumular a justiça, noutro governo de Fontes.
·Depois da morte de Fontes em 22 de Janeiro de 1877 chega a fundar um novo grupo político, a Esquerda Dinástica.
·Opositor interno de António Serpa. Reconcilia-se com Serpa em Janeiro de 1890, terminando a dissidência.
·Aceita o cargo de embaixador em Londres.
 
 
 
 
Freitas, João da Costa Professor nos ISCSPU. Subsecretério de Estado da Administração Ultramarina, de 13 de Abril de 1961 a 4 de Dezembro de 1962, um dos principais colaboradores de Adriano Moreira. Diplomado pela Escola Superior Colonial em 1944, inicia uma actividade administrativa no além-mar, chegando a inspector do Ministério do Ultramar.
 
Freitas, José Vicente de (1869-1952) José Vicente de Freitas. Natural da Calheta. Oficial do exército. Alfres em 1891 e tenente-coronel em 1917. Figura cimeira da Ditadura Nacional, começa como ministro do interior e, depois, assume a presidência do ministério, quando Carmona é eleito presidente da República. É nesse gabinete que entra Salazar como ministro das finanças. Faz parte do grupo republicano apoiante do 28 de Maio, lado a lado com António Osório, Tamagnini Barbosa, Pestana Lopes e Ferreira Martins, todos maçons. Em 13 de Janeiro de 1933, quando era presidente da câmara de Lisboa, dirige uma exposição a Carmona, publicada em O Século, onde considera expressamente que dentro do 28 de Maio, além de uma corrente nacionalista, há outra francamente republicana que sem, de maneira nenhuma defender o regresso à desordem política criada pela Constituição de 1911, é francamente liberal e democrática. Neste sentido, critica a perspectiva que defendia a transformação da União Nacional em partido: se um dia ela viesse de facto a ser uma organização política permitida em Portugal, os seus aderentes constituíriam uma casta privilegiada que pretenderia confundir-se com o Estado. Termina, proclamando: se os Estados têm realmente que ser fortes, o pensamento não pode deixar de ser livre. Salazar é implacável e demite-o de presidente da câmara, em 12 de Fevereiro, coloca em seu lugar Daniel de Sousa e emite uma nota oficiosa em 15 de Fevereiro onde o acusa de em 21 de Maio de 1932 ter aderido à União Nacional em sessão pública. Tenta organizar uma Liga Republicana entre os oficiais apoiantes do 28 de Maio.
·Governador da Madeira em 1914.
·Ministro do interior de 26 de Agosto de 1927 a 18 de Abril de 1928.
·Presidente do ministério de 18 de Abril de 1928 a 8 de Julho de 1929, depois da tomada de posse de Carmona como presidente da república (acumula a pasta do interior). Entra nesse governo, a partir de 27 de Abril, António de Oliveira Salazar.
·Presidente da câmara de Lisboa, é demitido deste cargo por Salazar em 12 de Fevereiro de 1933.
·Chefe da ala republicana do 28 de Maio e inspirador da União Nacional.
 

Freitas, José Joaquim Rodrigues de (1840-1896) Maçon. Diplomado pela politécnica do Porto, como engenheiro de pontes e estradas. Professor de economia política. Primeiro deputado republicano em 1870-1874; 1879-1881; 1884-1887; 1890 e 1893. Indigitado governante pela revolta republicana de 31 de Janeiro de 1891. Adepto do socialismo catedrático. Morre em 27 de Junho de 1896. Autor de Páginas Soltas, Porto, 1906, com prefácio de Carolina Michaelis e Duarte Leite.
 
 
Freitas, Frei Serafim de (1570-1633) Formado em cânones em Coimbra. Professor em Valhadolide (1607), cidade onde se instala como advogado, a partir de 1600. Autor da resposta à tese de Grócio sobre o Mare Liberum.
·De Justo Imperio Lusitanorum Asiatico
Valhadolide, 1625.
 
}Caetano, Marcello, Um Grande Jurista Português. Frei Serafim de Freitas, Lisboa, 1925.}Merêa, Paulo, Novos Estudos de História do Direito, 1937, pp. 19-45.
 
 
 
Frente de Acção Patriótica (1964) Dissidência do PCP criada em Janeiro de 1964 por Francisco Martins Rodrigues, depois de divergências na reunião do comité central de Agosto de 1963. Acompanham-no João Pulido Valente e Rui d’Espinay. Acusam o PCP de mero eleitoralismo. Em Abril de 1964 surge a partir deste grupo um Comité Marxista-Leninista Português que passa editar o periódico Revolução Popular.
 
Os principais dirigentes deste grupo serão presos em 1965, mantendo-se apenas um Comité do Exterior que organiza uma I Conferência em 1967.
 
Em 1968, o que resta da direcção do CMLP vai dar origem ao jornal O Comunista, de que saem 14 números, mais próximo dos trotskistas, entre os quais está o grupo de Maria Albertina, animado então pelo ex-comunista e futuro deputado do PSD, Silva Marques. Depois da expulsão deste grupo , e sendo desmantelada a organização no interior, o remanescente concilia-se com os que circulavam em torno do jornal O Grito do Povo, particularmente actuante no Norte, constituindo-se em 1972 a OCMLP, a Organização Marxista-Leninista Portuguesa. Desta OCMLP vai destacar-se uma UCRPML, dirigida por José de Sousa, a União Comunista para a Reconstrução do Partido Marxista Leninista. A OCMLP, quase destroçada em 1974, retoma a actividade depois do 25 de Abril integrando-se no chamado Comité Anti-Colonial. Contudo, nas eleições de 1975, destaca-se dos mesmos e retoma a autonomia, designando-se FEC ML (Frente Eleitoral de Comunistas Marxista-Leninista)
 
Uma II Conferência, no interior, ocorre em 1969, já dominada pela acção de Vilar, o antigo estudante do Instituto Superior Técnico, Heduíno Gomes.
 
 
Frente de Libertação dos Açores (1974) Tem a primeira manifestação pública em 6 de Junho de 1974. Destaca-se como líder da organização o antigo deputado da Acção Nacional Popular, José de Almeida, com fortes apoios da burguesia micaelense.
 
Frente Democrática Unida (1974) Criada em 27 de Agosto, pelo Partido do Progresso, o Partido Liberal e o Partido Trabalhista.
 
Frente Eleitoral Independente (1960) Surge em Setembro de 1960 no Porto para apoiar a candidatura da oposição nas eleições. Solicita em Novembro desse ano a realização de um Congresso dos Democratas, já previsto em Maio de 1959
 
Frente Nacional Liberal e Democrática (1957) Nuno Rodrigues dos Santos cria a Frente Nacional Liberal e Democrata em 1957. Presidida pelo general Ferreira Martins, com o apoio de Helder Ribeiro.
 
Frente Patriótica de Libertação Nacional (1962) Surge de uma Conferência das Forças Antifascistas Portuguesas, realizada em Praga, entre 19 e 21 de Dezembro de 1962. Participam na reunião representantes do Movimento Nacional Independente, representado por Manuel Sertório, da Resistência Republicana e Socialita, do PCP e do MAR. Assenta no movimento das Juntas Patrióticas, nascidas em 1959, antes de assentar em Argel, em 1960. Em 9 de Novembro de 1970, a FPLN, instalada em Argel, afasta o representante do PCP, Pedro Soares, e trata de afirmar-se revolucionária. Deste grupo se destacam as Brigadas Revolucionárias, em 1971, e os militantes fundadores do Partido Revolucionário do Proletariado, em 1973. Em 6 de Junho de 1974, os militantes remanescentes, com destque para Manuel Alegre e Fernando Piteira Santos dissolvem a frente, integrando-a nos efémeros Centros Populares 25 de Abril.
 
Frente Popular Surge em França em 1934-1935 uma Front Populaire, unindo socialistas, radicais e comunistas. O modelo foi apoiado pela Internacional Comunista em 1935, de acordo com um relatório do búlgaro G. Dimitrov. Em Itália deu-se uma aliança eleitoral entre comunistas e socialistas em 1947-1948, a chamada Fronte del Popolo. No Chile surge entre 1970 e 1973 a Unidad Popular. Em França, a Union de Gauche, em 1972.
 
Frente Popular Portuguesa (1936) Constituída a Frente Popular Portuguesa, dominada pelos comunistas, mas com a participação de alguns grupos republicanos. Nasce da actividade da Liga Portuguesa Contra a Guerra e o Fascismo, dirigida por Bento de Jesus Caraça, e criada em Agosto de 1934. Apenas publica o respectivo programa em 1937, sob as palavras de ordem pão, paz, liberdade e cultura. Defende a democracia popular e a economia cooperativa e considera as províncias ultramarinas, como parte integrante e inviolável da nação portuguesa. Um dos aderentes republicanos é José Domingues dos Santos.
 
 
Frente Portuguesa de Libertação Nacional (1964) Criada por Humberto Delgado no Verão de 1964, quando entra em ruptura com as estruturas integrantes da FPLN, principalmente o PCP. É então que o general passa a ser apoiado por Henrique Cerqueira, a partir de Rabat. Acusa os membros do grupo de Argel de politiqueiros palavrosos. O delírio conspirativo de Delgado leva-o a conceber vários planos de derrube do regime, nomeadamente uma chamada operação laranjas, com a instalação de um governo provisório em Macau, para o que pensava contar com o apoio da China. O isolamento do general propicia que este caia numa cilada armada pela polícia política que o atrai a Espanha em Fevereiro de 1965 e onde viria a ser assassinado.
 
Frente Republicana e Socialista (1980) A Frente Republicana e Socialista, uma coligação formada pelo PS, UEDS e ASDI, surge em 10 de Junho de 1980, durante o I Governo da AD. Obtém 28% dos votos nas eleições de 5 de Outubro do mesmo ano.
 
 
Frente Revolucionária Africana FraINCP (1960) Em Março de 1960 surge uma Frente Revolucionária Africana para a Independência Nacional das Colónias Portuguesas. Entre os fundadores da Frente, Mário Pinto de Andrade, Lúcio Lara e Viriato Cruz, do MPLA, Amílcar Cabral, do PAIGC, e Hugo de Meneses, do MAC.
 
Frente Socialista (1950)
 
Frente Socialista Popular (1975) Herdeira do Movimento Socialista Popular de Manuel Serra, integrada como grupo autónomo do PS, até Dezembro de 1974.
 
Frente Única da Oposição (1932) Em 1932, surge uma proposta não concretizada, da iniciativa de Francisco da Cunha Leal e de Catanho de Meneses, elementos não integrados na Aliança Republicana e Socialista.
 
 
 
Freud, Sigmund (1856-1939) Médico austríaco, fundador da psicanálise. Nasce em Friburgo. De origens judaicas. Autor de Die Traumdeutung (a interpretação dos sonhos), de 1900. Em Totem e Tabu, de 1913, considera o homem como um animal de horda, dado que o grupo humano, nas suas origens não passaria de uma massa aglutinada em torno de um macho dominante, de um pai despótico e omnipotente, que se apropriava de todas as mulheres e perseguia os filhos quando estes cresciam. Certo dia, os irmãos, revoltaram-se, matando e comendo o pai, transitando-se, a partir deste parricídio, da horda biológica e instintiva, para a comunidade, diferenciada e orgânica. Num terceiro tempo, terá vindo o remorso, o sentimento de culpabilidade, gerando-se tanto o tabu (por exemplo, a proibição de tomar mulheres dentro do próprio grupo) como o totem , o culto do antepassado assassinado que, assim, se diviniza e idealiza. E nesse complexo de Édipo estão os começos da religião, da moral, da sociedade e da arte. Neste sentido, o príncipe aparece como substituto do pai. Em Massenpsychologie und Ich-Analyse, de 1921, equipara a psicologia das multidões à psicologia individual, considerando que o condutor das mesmas, é não só o modelo, como também o adversário: uma multidão primária é uma soma de indivíduos que puseram um só e mesmo objecto em lugar do seu ideal do eu e estão por consequência, no seu eu, identificados uns com os outros. Em das Unbehagen in der Kultur, de 1929, considera o Ego como um lugar de fronteira dependente de duas forças: o inconsciente (Id) e o Superego. Os homens são sacudidos pelo choque das pulsões do Id com os ideais do Superego. Este último é um pequeno tribunal pessoal, produto da estrutura familiar e da interiorização das proibições pela criança. O Id é uma memória de pulsões reprimidas, onde a constituinte dominante é a pulsão da libido, a pulsão sexual que emana do corpo inteiro. A civilização resulta de uma tensão entre o princípio do prazer (Eros) e o princípio da realidade (Tanatos). O homem torna-se neurótico porque a sociedade lhe exige renúncia às pulsões sexuais em nome de um ideal cultural. Salienta também que qualquer "Kultur", expressão que deve traduzir-se, não por "cultura", mas não à regionalização! por "civilização", é essencialmente repressiva porque a ordem equivale à renúncia às pulsões (triebvezicht), à felicidade entendida como economia libidinal, como satisfação da tensão violenta das pulsões instintivas, através do terrorismo da repressão sexual levada a cabo pela religião, pela família e pela economia.
·Psychopathologie des Alltagslehren,
1904. Cfr. Trad. Port. Psicopatologia da Vida Quotidiana, Lisboa, Estúdios Cor, 1974.
·Totem und Tabu
1912 (Totem e Tabu, Rio de Janeiro, Delta, 1955).
·Jenseits des Lustprinzips,
1919-1920
·Massenpsychologie und Ich-Analyse
1921. Cfr. Trad. fr. Psychologie des Foules et Analyse du Moi, Paris, Payot.
·Das Ich und das Es
1923.
·Das Unbehagen in der Kultur
1929 (trad. port. Mal-Estar na Civilização, Rio de Janeiro, Imago, 1973; trad. cast. El Malestar en la Cultura, Madrid, Alianza Editorial, 1984)
 
 
 
 
Freudo-marxismo Alguns cultores da Escola de Frankfurt, nomeadamente Wilhelm Reich, procuraram a conciliação do marxismo e das teses de Freud.
 
Freund, Julien (1921-1993) Professor em Estrasburgo. Membro destacado da Resistência desde 1941. Doutorado na Sorbonne em 1965. Weberiano. Introduz o pensamento de Carl Schmitt no universo francês dos anos sessenta. Apesar das suas origens de esquerda, transforma-se, nos últimos tempos de vida, numa das bandeiras da direita radical francesa e europeia, sendo particularmente vangloriado em Portugal pelo grupo da revista Futuro Presente.
A essência da política
Na sua dissertação de doutoramento de 1965 procura demonstrar que existe uma essência da política, porque o homem seria imediatamente um ser político, tal como é imediata e autonomamente um ser económico e um ser religioso. Haveria, aliás, seis essências originárias, compreensíveis em si mesmas, dado situarem-se todas no mesmo plano e não dependerem, cada uma delas, de qualquer outra: a política, a ciência, a economia, a arte, a ética e a religião, dado considerar que todas as essências são autónomas e que não existe entre elas uma relação de subordinação lógica ou de hierarquia necessária.
Força, violência e paz
Considera que força é em política um meio essencial e por vezes o único de garantir eficazmente a estabilidade,a ordem e a justiça, salientando que todas as formas de paz, seja qual for o nome que se lhe dê, resultam de um equilibrio de forças entre os Estados. Acrescenta que a força, que não a violência, e o direito são duas noções completamente autónomas ,cada uma com a sua significação propria", sendo ambas igualmente originais pelo que a relação entre as duas apenas se traduz em trocas dialécticas, amigáveis ou hostis, conforme as circunstâncias. Neste sentido, observa que quer se queira quer não, a paz reside numa força hegemónica ou imperial, ou num equilíbrio entre potências, e um tratado de paz não passa do reconhecimento de uma determinada relação de forças.
Soberania e racionalidade
Considera a existência de dois elementos caracterizadores do Estado.Em primeiro lugar, o conceito de soberania,que leva a uma distinção entre o interior e o exterior,e à existência de uma sociedade fechada onde se dá a apropriação total do poder político,com exclusão de formas de poder privado. Em segundo lugar ,assinala o facto do Estado se caracterizar pela racionalidade. Uma racionalidade que atiraria para fora dos domínios do Estado tanto as criações políticas instintivas(v.g.as tribos e as cidades), como as estruturas políticas improvisadas (v.g. os impérios).
· L’Essence du Politique
Paris, Éditions Sirey, 1965 [reed., 1986].
·La Sociologie de Max Weber
Paris, Presses Universitaires de France, 1966.
·Max Weber
Paris, Presses Universitaires de France, 1969.
·Le Nouvel Âge. Éléments pour la Théorie de la Démocratie et de la Paix
Paris, Rivière, 1970.
Droit et Politique. Essai de Définition du Droit
in Archives de Philosophie du Droit, Paris, Sirey, 1971
Le Droit Aujourd’hui
Paris, PUF, 1971.
·Qu’est ce que la Politique?
Paris, Presses Universitaires de France, 1968 [trad. port. O que é a Política?, Lisboa, Edições Futura, 1974]. Publicação parcelar da dissertação de 1965.
·Pareto. La Théorie de l’Equilibre
Paris, Éditions Seghers, 1974.
·Des Elites pour quoi Faire?
Paris, Éditions Grece, 1976.
·La Sociologie du Conflict
Paris, 1983.
·La Décadence
Paris, Éditions Sirey, 1984.
·Les Théories des Sciences Humaines
Paris, Presses Universitaires de France, 1973 [trad. port. A Teoria das Ciências Humanas, Lisboa, 1977].
·Politique et Impolitique
Paris, Éditions Sirey, 1987.
·«Uma Nova Maneira de Abordar as Ciências Sociais»
In Revista Análise Social, vol. XXIII, pp. 7-13, Lisboa, Instituto de Ciências Sociais, 1987.
·Études sur Max Weber
Genebra, Éditions Droz, 1990.
·L’Aventure du Politique. Entretiens avec Charles Blanchet
Paris, Éditions Criterion, 1991.
 
 
 
 
 
Freyre, Gilberto  de Melo (1900-1987) Sociólogo brasileiro, natural do Recife. Discípulo de Franz Boas, com quem estuda na Columbia University de Nova Iorque. Professor na Universidade do Distrito Federal desde 1935. Funda tropicologia. Teórico do chamado luso-tropicalismo. Considera que o português se tem perpetuado, dissolvendo-se sempre noutro povo a ponto de parecer ir perder-se nos angues e culturas estranhas. Mas comunica-lhes sempre tantos dos seus motivos essenciais de vida ... Ganhou a vida perdendo-a. É que o português, por todas aquelas predisposições da raça, de mesologia e de cultura... não só conseguiu vencer as condições de clima e de sol desfavoráveis ao estabelecimento de europeus nos trópicos, como suprir a extrema penúria de gente branca para a tarefa colonizadora unindo-se com mulher de cor.
·Vida Social no Brasil nos Meados do Século XIX
[1ª ed. norte-americana, de 1922],Recife, 1964.
·Casa-Grande & Sanzala. Formação da Família Brasileira sob o Regime de Economia Patriarcal
Rio de Janeiro, Maia & Schmidt, 1933.
·Sobrados e Mucambos.Decadência do Patriarcado Rural e Desenvolvimewnto do Urbano
São Paulo, Companhia Editôra Nacional, 1936.
·O Mundo que o Português Criou
Rio de Janeiro, Livraria José Olympio, 1940, com prefácio de António Sérgio.
·Sociologia
2 Vols, , Rio de Janeiro, Livraria José Olympio,1945;
·Aventura e Rotina.Sugestöes de uma Viagem à Procura das Constantes Portuguesas de Carácter e Acção
[Rio de Janeiro, Livraria José Olympio, 1953],Lisboa, Livros do Brasil, s.d.;
·Integração Portuguesa nos Trópicos
1958
·Ordem e Progresso. Processo de Desintegração das Sociedades Patriarcal e Semi-patriarcal no Brasil sob o Regime de Trabalho Livre; Aspectos de quase Meio Século de Transição do trabalho Escravo para o Trabalho Livre; e da Monarquia para a República
2 vols., Rio de Janeiro, Livraria José Olympio, 1959.
·O Luso e o Trópico
Lisboa, 1961
·O Brasil em Face das Áfricas Negras e Mestiças
Lisboa, 1963
·Homem, Cultura e Tempo
Lisboa, União das Comunidades de Cultura Portuguesa, 1967
·Além do Apenas Moderno. Sugestöes em torno de Possíveis Futuros do Homem, em geral e do Homem Brasileiro, em particular
Rio de Janeiro, José Olympio, 1973;
·Palavras aos Jovens do Ceará
Fortaleza, Instituto Lusíadas, 1978;
·O Brasileiros entre os Outros Hispanos
Rio de Janeiro, José Olympio, 1975;
·Insurgências e Ressurgências Atuais. Cruzamento de Sins e Nãos num Mundo em Transição
Porto Alegre, Globo, 1983.
·Camöes: Vocação de Antropólogo Moderno
1984.
 
 
 
}JOSE JULIO GONÇALVES, Gilberto Freyre. O Sociólogo e Teorizador do Luso-Tropicalismo, in BAICP, nº 3, 1967, pp.49-72. 4Adriano Moreira, Gilberto Freyre: o Euro-Tropicalismo, conferência proferida no Recife, Instituto Joaquim Navbuco, 1987, in Comentários, pp. 55-68; Gilberto.O Teórico da Sociedade Civil, id.,in Comentários, pp. 69-78; Recordação de Gilberto Freyre, lição proferida na Universidade Internacional em 1988, in Comentários, pp. 45-53;4ILIDIO DO AMARAL, A Geografia Tropical de Gilberto Freyre, in Leituras do Tempo, Lisboa, Universidade Internacional, 1990
 
Frenay, Henri (1905-1988) Resistente francês, membro do governo provisório em 1944-1945. Afasta-se de De Gaulle, por defender o federalismo europeu. Autor de La Nuit Finira, 1973.
 
Freitas, Padre José Joaquim Sena de (m.1913) Natural de Ponta Delgada. Missionário no Brasil. Um dos combatentes do positivismo, autor da Autópsia da “Velhice do Padre Eterno”, São Paulo, 1886.
 
Frias, Eduardo Olímpio Beleza (n. 1895) Anarco-sindicalista, colaborador de A Batalha. Adere, depois ao nacional-sindicalismo, escrevendo em Revolução. Colabora na organização corporativa do salazarismo, sendo delegado do INTP em Beja.
 
Friburgo (em francês Fribourg; em alemão Freiburg). Cantão suiço desde 1481
 
Friedan, Betty Feminista norte-americana, autora de The feminine Mystique, Nova Iorque, Norton, 1974.
 
Friedberg, Erhard (n. 1942) Estuda no Instituto de Estudos Políticos de Paris. Especialista em sociologia das organizações.
·L’Acteur et le Système
Paris, Éditions du Seuil, 1977. Com Michel Crozier.
·Le Pouvoir et la Règle. Dynamiques de l’Action Organizée
Paris, Éditions du Seuil, 1993.
 
 
Friedman, David (n. 1945) Libertário norte-americano, filho de Milton Friedman. Doutor por Chicago e professor nas universidades de Chicago, Cornell e Califórnia (Santa Clara).
·The Machinery of Freedom. Guide to a Radical Capitalism
Nova York, Harper & Row, 1973.
·The New Palgrave. A Dictionnary of Ecomic Theory and Doctrine
1987.
·Price Theory. An Intermediate Text
1993.
·The Fortune Encyclopedia of Economics
1993.
·Hidden Order. The Ecomics of Everydaylife
Nova Iorque, Harper & Row, 1996.
 
 
Friedmann, Georges Colabora com Edgar Morin
·Industrial Society. The Emergence of the Human Problems of Automation
Glencoe, Illinois, The Free Press, 1955
·La Puissance et la Sagesse
Paris, Éditions Gallimard, 1970.
 
 
 
Friedman, Milton Economista, Prémio Nobel. Líder da escola monetarista de Chicago. Vulgarizador do neo-liberalismo, tanto na imprensa, principalmente em Newsweek, como através de séries de televisão. Defende o capitalismo competitivo, a livre empresa e o mercado, como reflexo da liberdade económica que é a base da liberdade política. O papel do Estado deve ser limitado àquilo que não pode cumprir-se através da estrita troca voluntária. Influenciado por Anthony Downs, James Buchanan e Gordon Tullock, invoca Adam Smith, John Stuart Mill e Walter Lippman.
 
The tyranny of statu quo,Harcourt,1980, onde consideram que "a maior ameaça à liberdade humana é a concentração do poder, quer nas mãos do Governo, quer nas de qualquer outra pessoa", alertando para os perigos de "uma sociedade sobregovernada" onde "os bons fins podem ser subvertidos por maus meios" (
Salientam que há uma tendência para "dar poder político indevido a pequenos grupo que têm interesses altamente concentrados...como se na política houvesse uma mão invisível que opera precisamente na direcção oposta da mão invisível de Adam Smith.Indivíduos que pretendem promover o interesse geral são levados pela política invisível a promover um interesse especial que não tinham intenção nenhuma de promover".(
·Essay in Positive Economics
Chicago, The University of Chicago Press, 1953.
·Studies in the Quantity Theory of Money
Chicago, 1956.
·A Monetary History of the United States. 1867-1960
Princeton, New Jersey, Princeton University Press, 1963. Com Anna J. Schwarz.
·Capitalism and Freedom
Chicago, The University of Chicago Press, 1962.
·From Galbraith to Economic Freedom
Londres, Institute of Economic Affairs, 1977. Ver trad. fr., Contre Galbraith, Paris, Éditions Oeconomica, 1977.
·Inflation and Unemployment. The New Dimension of Politics
Londres, Institute of Economic Affairs, 1977.
·Tyranny of the Status Quo
Nova York, Harcourt Brace Jovanovich, 1984. Com Rose Friedman.
·Free to Choose. A Personal Statement
Harmondsworth, Penguin Books, 1980 (cfr. trad. port. Liberdade para Escolher, Mem Martins, Publicações Europa-América, 1983). Com Rose Friedman, sua mulher. Base de uma série televisiva, pela primeira vez transmitida em 1980.
 
 
Friedrich, Carl Joachim nação, à maneira de Carl J. Friedrich, como um grupo regular e coeso que possui independência - no relativo sentido definido pela ordem internacional das Nações Unidas - que proporciona uma demarcação para o governo e que recebe o reconhecimento que legitima o governo interna e externamente.
· Constitutional Government and Politics
Nova York, Harper & Row, 1932 [trad. cast. Gobierno Constitucional y Democracia, Madrid, Instituto de Estudios Políticos, 19 ...*].
· The New Belief in the Common Man
Boston, Little, Brown & Co., 1942.
· Inevitable Peace
Nova York, Greenwood Press, 1948.
·Constitutional Government and Democracy. Theory and Pratice in Europe and America
Boston, Ginn & Co., 1950.
· La Filosofia del Derecho
[ed. orig. 1955], trad. cast., México, Fondo de Cultura Economica, 1982.
·Constitutional Reason of State. The Survival of Constitutional Order
Providence, Rhode Island, Brown University Press, 1957.
·Man and his Government. An Empirical Theory of Politics
Nova York, MacGraw-Hill, 1963 [trad. cast. El Hombre y el Gobierno. Una Teoria Empirica de la Politica, Madrid, 1968].
· Totalitarianism
Editor. Cambridge, Massachussetts, Harvard University Press, 1954.
· Studies in Federalism
Com Bowie, Robert R., ed., Boston, Little, Brown & Co., 1954.
·Totalitarian Dictatorship and Autocracy
Com Brzenzinski, Zbigniew, Cambridge, Massachussetts, Harvard University Press, 1956 [2ª ed., Nova York, Praeger Press, 1965].
·Authority
Ed., Cambridge, Massachussetts, Harvard University Press, 1958.
·Community
Ed., Nova York, Liberal Arts Press, 1959.
·Responsibility
Ed., Nova York, Liberal Arts Press, 1960.
· Liberty
Ed., Nova York, Atherton Press, 1962.
· The Age of Power
Com Blitzer, Charles, 3ª ed., Nova York, 1962.
· Justice
Com Chapman, J. W., eds., Nova York, Atherton Press, 1963.,
· Totalitarianism
Nova Iorque, Universal Library Paperbacks, 1964. Ed.
· Revolution
Ed., Nova York, Atherton Press, 1966.
·Die Philosophie des Rechts in Historischer Perspektive, Heidelberg
1955, um dos volumes da Enzyklopädie der Rechts und Staatswissenschaft, editada por Wolfgang Kunkel. Cfr. Perspectiva Histórica da Filosofia do Direito, trad. port. de Álvaro Cabral, Rio de Janeiro, Zahar, 1965 (há uma trad. cast. de Margarita Alvarez Franco, La Filosofía del Derecho, México, Fondo de Cultura Economica, 1964).
·An Introduction to Political Theory. Twelve Lectures at Harvard
Nova York, Harper & Row, 1967.
· The Impact of American Constitutionalism Abroad
Boston, Boston University Press, 1967.
· Trends of Federalism in Theory and Pratice
Nova York, Praeger Press/Londres, Pall Mall Press, 1968.
· Totalitarianism in Perspective
Com Curtis, M., Barber, B., , Nova York, Praeger Press, 1969.
· Tradition and Authority
ondres, Pall Mall Press, 1972.
·«Political Science in the United States in Wartime»
In American Political Science Review, vol. 41, Washington D. C., APSA, 1974.
 
 
Frísia (em holandês Vriesland; em alemão Friesland)A Frísia ocidental entrou em 1579 na União de Utreque. A Frísia oriental permaneceu no Império e, em 1744, integrou-se na Prússia; Napoleão integrou este último território em 1807 na Holanda; voltou em 1814 para a Prússia que, no ano seguinte, a cedeu ao Hanôver, integrando actualmente a Alemanha.
 
 
Frisch, Max (n. 1911) Ecritor suíço, autor da célebre observação: quem diz não se ocupar de política, está, desde logo, a tomar uma posição política, segue os que estão no poder.
 
Fritsch-Bounazel, Renata
·Les Allemands au Coeur de l’Europe
Paris, Cahiers de la Fondations pour les Études de Défense Nationale, 1983. Com A. Brigor e J. Cloos.
·L’Allemagne. Un Enjeu pour l'Europe
Alfred Gosser, pref., Paris, Éditions Complèxe, 1987.
 
Alemanha äFritsch-Bounazel, Renata
 
 
 Fromm, Erich (1900-1980) Autor da Escola de Frankfurt. Psicanalista. Estuda em Heidelberg. Obrigado a emigrar para os Estados Unidos em 1934, por ter origens arianas. Professor em Nova Iorque desde 1962. Um dos principais representantes do freudo-marxismo, influenciado por Adler. Defende um humanismo comunitário socialista e uma sociedade sã. Distancia-se e critica Herbert Marcuse. Defende a planificação humanista contra a burocracia alienante, insurge-se contra a sociedade tecnotrónica, essa sociedade completamente mecanizada, submetida à maximização da produção e ao consumo e que é dirigida por computadores. Propoe a instauração de pequenas comunidades que pratiquem o face to face.
·The Fear of Freedom, na edição britânica, ou Escape from Freedom, na edição norte-americana
Nova Iorque, Holt, Rinehart & Winston, 1941. Cfr. Trad. Fr. La Peur de la Liberté, Paris, Éditions Buchet-Castel, 1963; trad. port. O Medo à Liberdade, Rio de Janeiro, Zahar, 1980).
·Man for Himself
Nova Iorque, Holt, Rinehart and Winston, 1947.
·The Sane Society
Nova Iorque, Holt, Rinehart & Winston, 1955 (cfr. trad. fr. Societé Saine, Societé Aliené, Paris, 1956).
·You Shall Be as Gods
Nova Iorque, Holt, Rinehart & Winston, 1960.
·Marx’s Concept of Man
Nova Iorque, Frederck Ungar, 1961.
·Beyond the Chains od Illusion
Nova Iorque, Simon and Schuster, 1962.
·The Heart of Man
Nova Iorque, Harper and Row, 1964.
·Socialist Humanism. An International Symposium
Garden City, Nova York, Anchor Books, 1965. Org.
·To Have and to Be
1976.
·The Anatomy of Human Destructiveness
Nova Iorque, Holt, Rinehart and Winston, 1973. Trad. Port. Anatomia da Destrutividade Humana, Rio de Janeiro, Zahar, 1979 (2ª ed.).
·The Revolution of Hope
Trad. fr. Espoir et Révolution. Vers l'Humanisation de la Technique, 1970.
 
4Guasp, José Taberner, Moreno, Catalina Rojas, Marcuse, Fromm, Reich. El Freudo-Marxismo, Madrid, 1988.
 
 
Fronda Movimento francês que, entre 1648 e 1653 se opõe à política de centralização desencadeada por Richelieu. Primeiro, surge a fronda parlamentar, em 1648-1649, quando os parlamentares, aliados ao coadjutor de Paris, Paul Gondi, futuro cardeal de Retz, tentam transformar o parlamento num corpo político, restingindo os privilégios do poder real, nessa altura representado por Mazarino. Segue-se a fronda dos principes onde se destaca a liderança de Condé, mais uma vez aliado ao cardeal de Retz. As tropas da Corte dominam Paris em 1652 e acabam com a revolta, conquistando Bordéus em Agosto de 1653. A palavra vem do verbo fronder.
 
 
Front de Libération Nationale 1954 Movimento argelino fundado por Ben Bella que em Novembro de 1954 declara guerra à França. Depois da captura do líder em 1956, a guerra continuou, sendo especialmente intensa quando o movimento passou a ser dirigido, em 1960, por Houari Boumédienne, com cerca de 60 000 homens armados pela URSS e treinados no Egipto. O movimento, já marcado pelo marxismo-leninismo, consegue a independência do país e depois da conquista do poder promove uma ampla reforma agrária e a nacionalização da indústria petrolífera.
 
Fronteira Do lat. fronte, a fachada, a parte exterior. A primeira fronteira linear entre Estados Modenros surgiu em 1559, entre Portugal e a Espanha, seguindo-se a fronteira franco-helváticva, de 1601, e a franco-espanhola, de 1659.
A origem greco-romana
Os gregos não tinham uma noção equivalente, havendo apenas oqpus (montanha), mas as cidades gregas sempre ultrapassaram as chamadas fronteiras naturais, não existindo entre elas linhas aduaneiras ou demarcações militares. Os romanos tem como equivalente o limes, donde vem o italiano confine.
 
A expressão latina fronte, deu front em francês e brow em inglês. Nesta língua, as expressões border e boundary têm origens alemãs. enquanto Grenze, a expressão alemã equivalente, tem raízes eslavas. Do estado,76,510 Fronteira linear,76,511 Fronteira,88,585 Fronteira,separar o interior do exterior,88,585.
 
4Cordero Torres, J. Maria,  Fronteras Hispanicas. Geografía y Historia. Diplomacía y Administración, Madrid, Instituto de Estudios Políticos, 19604Fornier, Michel, Fronts et Frontières, Paris, Fayard, 1988.4Gottmann, Jean, La Politique des États et leur Géographies, Paris, Armand Colin, 1952.
 
 
 
Fronteira, Marquês (1802-1881) D. José Trazimundo Mascarenhas Barreto. Político e memorialista português. 7º Marquês de Fronteira e 5º Marquês de Alorna. Um dos membros da alta nobreza, combatente pelo liberalismo, que, vindo da esquerda, durante o primeiro período de vigência da Carta, se assume, depois de 1834, como opositor dos chamorros. Setembrista moderado, passa para os ordeiros e acaba por ser um dos principais apoiantes do cabralismo. Retira-se da política depois da Regeneração.
·Filho de D. João José Mascarenhas Barreto (6º marquês de Fronteira) e de D. Leonor d’Oyenhausen e Almeida (filha da marquesa de Alorna).
·Casado com D. Maria Constança da Câmara.
·Irmão de D. Carlos Mascarenhas (1803-1861).
·Ajudante de campo de Bernardo Sepúlveda e do Duque da Terceira.
·Par do reino desde 1826 (um dos treze pares que se mantêm em 1834).
·Implicado nas archotadas  de 1827.
·Mindeleiro, bate-se no cerco do Porto e destaca-se na batalha de Asseiceira.
·De 1834 a 1836 alinha na oposição, ao lado de Loulé e do conde da Taipa.
·Deputado em 1837.
·Senador em 1838.
·Assume, durante o setembrismo a linha dos ordeiros, mas logo em 1838 passa a alinhar com os cartistas.
·Retoma o lugar de par do reino em 1842.
·Cabralista, foi governador civil de Lisboa (1846-1851).
·Afasta-se da política em 1851.
·Mordomo-mor da rainha D. Estefânia.
·Memórias do Marquês de Alorna e Fronteira
Ver ed. de Lisboa, Imprensa Nacional/Casa da Moeda, 1986, em 7 vols.