Respublica           Repertório Português de Ciência Política            Total: F/Fu
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Lista de artigos

Artigos em grosso
Fuero Juzgo
Führer Um novo conceito de Estado
Fukuyama, FrancisFulbright, J. W.
Fuller, J. F. C.Função Durkheim
Função de Sufrágio
Função Tribunícia Função
Funcionalismo
Ver Merton
Funcionalismo Europeísta Funck-Brentano, ThéofileFunctions du Politique
Fundamentalismos.
Fundação Lusíada Fundamentos de Ciência Politica Furet, FrançoisFurtado, Celso
Furtado, José Braz de MendonçaFuschini, Augusto Maria 1846-1911 Fustel de CoulangesFuturiblesFuturismoFuturo Futuro Presente Futurologia
 
Führer O nacional-socialismo tinha como linha de força o lançamento de um novo tipo de comando político e de governação, o führing, que emanaria directa e organicamente da própria comunidade. Daí o Führer ser entendido, não como órgão do Estado, mas como representante directo da nação, não como mandatário mas como o próprio poder incarnado. Deferiria tanto da tradicional regierung e não se confundiria com a ditadura clássica.
Um novo conceito de Estado
O Estado Aparelho, entendido como um conjunto de meios técnicos, pessoais e materiais ao serviço de um interesse geral que ele já não determina, como assinala Georges Burdeau, passou a estar nas mãos do führer para, como assinala Höhn servir a Volksgemeinschaft, por um lado, para preencher certas funções nacionais (ordem, segurança interior, defesa nacional) e, por outro, como instrumento para a educação do povo no espírito da Volksgemeinschaft. Nestes termos, o Estado já não tem a qualidade de uma pessoa moral à qual o particular deve obediência... A base do novo pensamento jurídico é a ideia de comunidade do povo. O Estado não é senão um instrumento para realizar os fins da mesma.
 
 
 
Fukuyama, Francis Autor norte-americano que ficou célebre por um artigo publicado em 1989, mais conhecido pelo título do que pelo conteúdo, mas que gerou larga polémica, mais jornalística do que doutrinária, conteporânea do processo de degradação do império soviético, depois da chamada queda do muro. Transformado mediaticamente em doutrinador dos novos tempos, é obrigado, três anos depois, a alinhavar um pequenos tratado de cariz hegeliano, onde uma interessante retórica revela a fragilidade dos meros oportunismos vocabulares. Em 1995 já produz nova obra de fôlego sobre a ideia de confiança, perspectivada como a virtude fundamental da sociedade liberal.
·«The End of History?»
In The National Interest, vol. 16, n.º Verão, pp. 3-18, Washington D. C., 1989.
·Have I Reached the End of History?
Santa Monica, Rand Corporation, 1989.
·The End of History and the Last Man
Glencoe, The Free Press of Glencoe, 1992 [trad. port. O Fim da História e o Último Homem, Lisboa, Edições Gradiva, 1992].
·Trust. The Social Virtues and the Creation of Prosperity
Glencoe, The Free Press of Glencoe, 1995.
 
 
 
Fulbright, J. W.
·Prospect for the West
Cambridge Mass., Harvard University Press, 1963.
·Old Myths and New Realities
Nova Iorque, Random House, 1964.
·The Arrogance of Power
Nova Iorque, Vintage Books, 1966.
 
 
Fuller, J. F. C. Major-general britânico. Estrategista de renome. Participa na Guerra dos boers e na Grande Guerra, retirando-se do activo em 1933. Autor do plano que levou ao ataque de blindados a Cambarai em 20 de Novembro de 1917.
 
Função As tarefas que a organização atribui formalmente a um indivíduo ou um grupo, incluindo a de mandar. A ideia de função foi, desde sempre, utilizada na matemática e na biologia. Na matemática, entendida como uma relação entre grandezas variáveis que mantêm entre si uma certa dependência. Na biologia, por seu lado, diz-se que um corpo é uma totalidade porque resulta da unidade de diversas funções, considerando-se estas como as operações mediante as quais uma parte ou um processo do organismo contribui para a conservação do organismo total. Não admira, pois, que o organicismo sociológico, entendendo a sociedade como um organismo, tenha começado a falar em estruturas, ou em órgãos, e funções, como aconteceu, sobretudo, com Herbert Spencer. Este último reconhece que os organismos sociais quanto mais crescem em massa, mais se tornam complexos, ficando as respectivas partes cada vez mais mutuamente dependentes. Assim, essa passagem da simplicidade para a complexidade no corpo político geraria uma functional dependence of parts, com centros coordenadores de uma espécie de sistema nervoso, destinados a receive infomation and convey commands. É que os organismos sociais seriam algo mais que a simples agregação da companionship e que a necessidade de acção combinada contra inimigos da multidão, dado destinarem-se a facilitar a sustentação pela mútua ajuda-cooperação para melhor satisfação do corpo e eventualmente do espírito.
 
Durkheim
Segue-se Durkheim que utilizou a palavra função para substituir as de fins e objectivos, salientando que a correspondência entre um facto social e as necessidades gerais do organismo social é independente do carácter intencional ou não deste facto. Assim, a função é entendida como o fim objectivo de uma instituição social, distinto da vontade subjectiva dos indivíduos.
 
A partir de então, começou a estruturar-se o processo sociológico e antropológico de análise funcionalista, diverso do processo de análise causal e complementar deste, principalmente na análise das relações entre duas partes da mesma sociedade ou da relação entre uma parcela e o todo da mesma sociedade.
Função soberana,20,137
 
Função de Sufrágio
 
 
Função Tribunícia Foi o politólogo francês Georges Lavau que, em 1968, utilizou pela primeira vez esta categoria na análise do PCF, dado que este era uma espécie de porta-voz das aspirações de grupos marginais, integrando-os no sistema. Isto é reservou esta função para os partidos que são manifestamente hostis a um determinado sistema político. Uma função que seria útil para o sistema dado que desvia virtualidades revolucionárias e impede clivagens.
 
Função, a satisfação de uma necessidade MALINOWSKY
 
Funcionalismo Doutrina que compara a sociedade a um organismo onde as diferentes parcelas da mesma exercem um determinado papel neessário para o conjunto. Segundo as teses de Talcott Parsons a sociedade e a respectiva cultura formam um sistema integrado d'accomplis sement de fonctions. Ao mesmo tempo que ocorria o choque da revolução behaviorista, desenrolava-se, nos domínios da ciência política, o processo de recepção das ideias de função, estrutura e de sistema, principalmente a partir das teorias gerais da antropologia e da sociologia.
Malinowski
Contudo, a aplicação do conceito de função no domínio das ciências sociais receberá um profundo incremento com o trabalho dos antropólogos evolucionistas como Bronislaw Malinowski (1884-1942) e Alfred Reginald Radcliffe-Brown (1881-1955) que estão, respectivamente, na base do funcionalismo absoluto, na teoria que pretende fornecer uma explicação completa e coerente de um dado objecto social, deduzindo-o das contribuições que esta dá para a satisfação de um certo número de necessidades sociais, e do funcionalismo estrutural, ou relativo, a teoria que utiliza o funcionalismo como mero paradigma formal que se propõe encarar os objectos sociais a partir das relações de contribuição que os ligam entre si e elaborar, nesta base, um certo número de propostas explicativas que não são vistas como necessárias nem exaustivas.
 
A partir de então, dizer função passa a significar dizer satisfação de uma necessidade e o todo social é visto como uma totalidade orgânica, onde cada elemento tem uma tarefa a desempenhar dentro de uma aparelhagem instrumental, conforme as palavras de Malinowski, autor que enumera uma série de princípios gerais que unem os seres humanos, os chamados princípios de integração. Em primeiro lugar, surge a reprodução, geradora de instituições como a família e o clã; em segundo lugar, vem o território, a comunidade de interesses devido à propinquidade, contiguidade e possibilidade de cooperação, gerando os grupos de vizinhança, entre os quais inclui os munícipios, a horda nómada, a aldeia e a cidade; em terceiro lugar, o princípio da integração fisiológica, as distinções devidas a sexo, idade e estigmas ou sintomas corporais; em quarto, as associações voluntárias; em quinto, o princípio da integração ocupacional e profissional, isto é, a organização de seres humanos por suas actividades especializadas para fim de interesse comum e mais plena execução de suas capacidades especiais; em sexto lugar, a classe ou condição, destacando nestas os estados medievais, as castas e as estratificações por etnia; em sétimo e último lugar coloca a assimilação, a integração por unidade de cultura ou por poder político, que tem a ver com a nação e o Estado, respectivamente. Refira-se que a tribo de Malinowski, segundo as suas próprias palavras, consiste num grupo de pessoas que têm a mesma tradição, o mesmo direito consuetudinário e as mesmas técnicas e igualmente a mesma organização de tipos menores, tais como a família, a municipalidade, a corporação ocupacional ou a equipa económica. Refere mesmo que o índice mais característico de unidade tribal lhe parece ser a comunhão de linguagem, pois uma tradição comum de habilidades e conhecimento, de costumes e crenças, apenas pode ser levada avante conjuntamente por pessoas que possuam a mesma língua.
Radcliffe-Brown
Já para A. R. Radcliffe-Brown, a função surge como o papel desempenhado na vida social total, a contribuição dada por um determinado elemento para a manutenção da estrutura. O sistema é entendido como mera unidade funcional e a estrutura, concebida como um simples acordo entre pessoas que têm entre si relações institucionalmente controladas e definidas. E da soma da ideia de sistema com a ideia de estrutura é que resulta a ideia de processo da vida social que, em si mesmo, consiste num imenso número de acções e interacções de seres humanos agindo como indivíduos ou em combinações ou grupos (...) Os componentes ou unidades da estrutura social são pessoas, e uma pessoa é um ser humano, considerado não como um organismo, mas ocupando uma posição na estrutura social.
Merton
Robert King Merton, destacando-se do funcionalismo absoluto, que confunde órgão com função, define o sistema como um todo funcional, sublinha a multifuncionalidade das estruturas, porque um só elemento pode desempenhar várias funções e uma só função pode ser exercida por vários elementos. Desta forma, torna-se possível a mudança social, até porque existem equivalentes funcionais.
 
Ver Merton
 
Pensadores contra-revolucionários como Maistre e Bonald adoptavam uma perspectiva organicismo que exigia identidade entre o órgão e a função. Durkheim admite que as estruturas da sociedade podem mudar de função.


Funcionalismo absoluto.
Raymond Boudon qualifica a perspectiva de Bronislaw Malinowski como um funcionalismo absoluto.
 
 
Funcionalismo Europeísta Quanto à metodologia, sempre a técnica de uma terceira via. Nos finais dos anos quarenta, princípios dos anos cinquenta, quando se agita a dialéctica federalistas-unionistas, Schuman e Monnet preconizam a integração. Tentam dizer que esta seria compatível com a manutenção da soberania nacional, ao mesmo tempo que apostam na emergência de algo mais forte que o mero cosmopolitismo de um núcleo meramente inter-estadual, à maneira das organizações internacionais. Procuram, pelo contrário, gerar uma autoridade supranacional. A CECA surgiria como um processo de integração supranacional, como uma alta autoridade, nascida das soberanias nacionais, mas provocando o aparecimento de um novo conjunto que giraria autonomamente, isto é, independente da possibilidade de veto de cada um dos membros do conjunto. Um modelo funcionalista que não ficava limitado pela regra da unanimidade.A nova unidade política assumia assim um recorte transestadual ou transnacional, dado que, para o novo centro político, eram transferidas parcelas das anteriores soberanias estaduais. Isto é, o novo centro político, dentro da área das respectivas funções, passava a ter uma plenitude de poderes, passava a ser soberano.Desta forma surgia uma nova entidade, bem diversa das anteriores organizações interestaduais. Surgia assim uma autoridade política europeia, com funções limitadas, mas poderes reais, conforme as palavras emitidas pela primeira assembleia consultiva do Conselho da Europa.Era esta a maneira nova de fazer a Europa. O funcionalismo em larga escala, se divergia do unionismo, não alinhava com qualquer espécie de integrismo federalista. Era federalista nos objectivos e funcionalista nos métodos. Tinha como fim, no longo prazo, a federação, mas apenas praticava um federalismo sem dor ou sem lágrimas.No fundo era o primado do método, pelo que se refugiava numa preponderância dos técnicos. Tinha contudo o defeito de fazer acirrar a desconfiança popular perante o processo. E, ao não prever esta participação das massas, acabou por gerar a própria desconfiança dos políticos que, para crescerem popularmente, acabaram por enveredar pelo populismo anti-europeu.Monnet, nas suas Memórias, reconhece que a ideia de unificação europeia que nessses finais dos anos quarenta, começos dos anos cinquenta, andava no ar: o problema era formulado de maneira lúcida, mas faltava o método para resolvê-lo. Ora, se não houvesse método, o problema não progrediria. Tinha aprendido que não se pode agir em termos gerais, partindo de um conceito vago, mas que tudo se torna possível se nos soubermos concentrar num ponto preciso que provoca o restante ... era preciso partir da dificuldade, apoiar-se nela para criar o início de uma solução geral. A união seria provocada progressivamente pela dinâmica de uma primeira realizaçãoQuando há um firme propósito sobre o objectivo que se quer atingir, é preciso agir sem pôr hipóteses sobre os riscos de não alcançar o resultado final. Enquanto não tiver tentado, você não pode dizer que uma coisa é impossívelCuriosamente a primeira recusa deste federalismo funcional parte dos pequenos Estados membros, como os do Benelux, que logo se insurgem contra o eventual carácter tecnocrático e despótico da Alta Autoridade, propondo um conselho especial de ministros, representante dos vários governos, a fim de evitar que o executivo da nova entidade política ficasse muito dependente das principais potências da nova unidade política.Os pais-fundadores percebem, desde então, que importava fazer uma correcção de rota no processo de lançamento do projecto europeu. Se, na metodologia, urgia corrigir o excesso de tecnocracia e de economicismo, nomeadamente pelo alargamento do projecto à educação e à cultura, como terá chegado a reconhecer o próprio Jean Monnet, eis que também se sentia a necessidade de um enfrentamento das próprias realidades nacionais, as tais brasas não apagadas que voltavam a crepitar, depois de afastadas as cinzas do imediato pós-guerra.
 
Funck-Brentano, Théofile Um dos inspiradores da École Libre des Sciences Politiques.
 ·La Politique. Principes, Critiques, Réformes
[1892].
 
 
 
Functions du Politique O Clube de l'Horloge considera que a cada uma das funções do político corresponde, não apenas um papel social, mas também valores de soberania para a função soberana, de coragem para a função guerreira, de iniciativa e temperança para a função produtora. Ao difundir na sociedade a sua ética própria, cada função propõe diferentes tipos humanos: ascetismo do sacerdote, heroísmo do guerreiro, dedicação da mãe de família e esforço do produtor. A função soberana é considerada ao mesmo tempo religiosa, intelectual e política, havendo correspondências privilegiadas entre sublimação e aspecto religioso da soberania, racionalização e aspecto intelectual e identificação (ao grupo, ao chefe, ao território) e aspecto político. A política seria, assim, uma actividade social específica que teria como instrumento de acção o Estado, entendido, tal como em Hegel, como lugar de convergência de todos os outros aspectos da vida. Mas os fins políticos seriam autónomos em relação a todos os outros: prendem-se com ideais e interesses que ultrapassam a simples existência pacífica, a pura economia, o simples bem-estar material. A política seria, pois, a arte de conduzir os povos para o seu destino, através dos obstáculos.
 
Fundamentalismos. Religião e política. As grandes religiões mundiais e as religiões seculares. Os modelos fundamentalistas actuais do judaísmo, do islamismo e do cristianismo. O regresso do bizantinismo (não separação entre a religião e a política).
 
Fundação Lusíada Constituída em Março de 1986, sob a presidência de Afonso Botelho, tem publicado importantes textos ligados ao movimento da Filosofia Portuguesa, nomeadamente de António Quadros, Pinharanda Gomes e Afonso Botelho.
 
Fundamentos de Ciência Politica Em Espanha ainda não existe a pluralidade das vias politológicas francesas, embora possamos detectar o estado da arte no manual emitido pela Universidade Complutense, Fundamentos de Ciência Política, trabalho coordenado por Manuel Pastor, com a colaboração de Andres de Blas Guerrero, Victor Abreu, Yolanda Casado, Secundino Gonzalez, Emilio Merino, Carmen Ninou, Alberto Reig e Carlos Cañeque que, na edição de 1994, adopta o seguinte esquema:
·Estado, Nação e Governo A singularidade do Estado Moderno. Factores do respectivo aparecimento. Do Estado Moderno ao Estado Liberal. As atitudes perante o Estado. O futuro do Estado. Nação, as dificuldades de um conceito. A nação política. A nação cultural. O princípio das nacionalidades. O direito de autodeterminação. Governo. O governo parlamentar. Governo presidencialista e de convenção. Governo de ditadura.
·As ideologias políticas Conceito. As grandes concepções ideológico-políticas (liberalismo, conservadorismo e socialismo). Ideologias legitimadoras do Estado.
·Teorias e métodos As teorias clássicas. Maquiavel, Hobbes, Locke, Montesquieu, Bentham, Marx, Weber e Pareto. Teorias e perspectivas actuais. Behaviorismo, funcionalismo, teoria geral dos sistemas, teoria da rational choice e teoria dos jogos.
·As ditaduras As ditaduras na história. O problema do totalitarismo. Regimes não-democráticos. Evolução, definição, teorias e tipologias dos regimes totalitários. Regimes autoritários, definição e tipologias. O fenómeno populista.
·As democracias A democracia como modelo de governo. A democracia grega. A democracia liberal (revoluções liberais, a democracia representativa, a igualdade de oportunidades e a liberdade, a extensão da cidadania). Teorias modernas da democracia (o elitismo competitivo, o pluralismo, teorias corporativas, teorias da democracia participativa). Tipologias da democracia. Condições da democracia.
·Actores políticos O conceito de acção social. O actor político no sistema político. Participação, eleições e representação política. O cidadão votante. O sufrágio eleitoral. O sistema eleitoral (processos e tipos). Os partidos políticos. Definição. Perspectiva histórica. Modelos de partidos na perspectiva actual.
·Os processos de mudança política Modernização e transição. A transformação dos regimes tradicionais. As teorias sobre a revolução.
·O sistema político espanhol O processo histórico-político. Análise da Constituição. Organização dos poderes.
 
 
Furet, François (1927-1997) Historiador francês, especialista na análise da Revolução e da história da esquerda.
·Penser la Révolution Française
Paris, Éditions Gallimard, 1978.
·La Gauche et la Révolution Française au Milieu du XXème Siècle
Paris, Éditions Hachette, 1986.
·Critique de la Révolution Française
1988, com Mona Ozouf.
·La Révolution 1770-1880
1988.
·Le Passé d’une Illusion
Paris, Éditions Calmann-Lévy, 1995.
·Fascisme et Communisme
1998.
 
 
Furtado, Celso Propõe para a história do Brasil uma periodização baseada nos ciclos económicos dos produtos exportados: período colonial, perído de transição para o trabalho assalariado e período da actividade industrial.
·Formação Económica do Brasil
Rio de Janeiro, Fundo de Cultura, 1959.
·Dialética do Desenvolvimento
Rio de Janeiro, Fundo de Cultura, 1964.
·Teoria e Política do Desenvolvimento Económico
Ed. orig. 1969. Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1971.
·A Fundação do Brasil. Testemunhos 1500-1700
Petrópolis, Vozes, 1993, 2ª ed. Com Carlos de Araujo Moreira Neto.
 
 
Furtado, José Braz de Mendonça. Professor da faculdade de direito de Coimbra na cadeira de Princípios Gerais de Direito Público, entre 1871 e 1880, é um dos responsáveis pela introdução do organicismo em Portugal. Deixa-nos umas Lições, redigidas por Barbosa Magalhães e João das Neves, em 1875-1876, onde, sobre um fundo de krausismo, já surgiam invocações de Stuart Mill, Alexis de Tocqueville, Proudhon, Guizot e J. K. Bluntschli. Iniciava-se assim nova viragem no capítulo das nossas tradicionais influências, misturando-se pitadas de positivismo e utilitarismo, com algum organicismo estadualista de matriz germânica que, em breve, nos conduziria à recepção das vulgatas hegelianas.
 
Fuschini, Augusto Maria 1846-1911 Engenheiro civil. Director dos caminhos de ferro. Arqueólogo e historiador da arte. Autor de vários folhetos e estudos sobre matérias financeiras e problemas sociais, desde a construção de casas económicas e salubres para as classes pobre (1884), ao trabalho dos menores na indústria (1885). Deputado e ministro da fazenda. Começa como regenerador, passa para a Esquerda Dinástica, organiza a Liga Liberal e assume-se, depois, como independente, opositor dos regeneradores.
·Como regenerador, participa na dissidência da Esquerda Dinástica promovida por Barjona de Freitas contra a liderança de António Serpa. Amigo do republicano José Falcão.
·Activista da Liga Liberal, em 1890.
·Ministro da fazenda de Hintze, de 23 de Fevereiro a 20 de Dezembro de 1893.
·Eleito deputado independente em 25 de Novembro de 1900, sob o governo regenerador de Hintze.
·Publica em 1904 Ensaios de História da Arte. A arquitectura religiosa na Idade Média, mas é excluído num concurso para professor da Escola de Belas Artes de Lisboa.
 
·Fragmentos de Memórias. I. Liquidações Políticas. Vermelhos e Azuis
Lisboa, Companhia Tipográfica, 1896.
·Fragmentos de Memórias. II O Presente e o Futuro de Portugal
Lisboa, 1899.
 
 
Fustel de Coulanges. ìCoulanges.
 
Futuribles Revista fundada por Bertrand de Jouvenel, dita de analyse et prospective
 
Futurismo Movimento literário lançado por Marinetti em 20 de Fevereiro de 1909, quando emitiu a partir de Milão o Manifesto Futurista. Aí see invoca o amor pelo perigo, o hábito daenergia e a temeridade, com coragem, audácia, revolta. Saúda-se a beleza da velocidade e que só há beleza na luta. Também proclama: encontramo-nos no promontório extremo dos séculos!... Como olhar para trás, num momento em que é necessário rsgar os véus misteriosos do Impossível? O Tempo e o Espaço morreram ontem. Vivemos já no absoluto, porque já criámos a eterna velocidade omnipresente. Queremos glorificar a guerra, - a única higiene do mundo – o militarismo, o patriotismo, o gesto destruidor dos anarquistas, as belas ideias que matam, e o desprezo da mulher. Queremos domolir os museus, as bibliotecas, combater o moralismo, o feminismo e todas as cobardias oportunistas e utilitárias... A Arte não pode ser senão violência, crueldade e injustiça ... De pé, sobre os pináculos do mundo lançamos mais uma vez o desafio das estrelas. Influencia o modernismo português. Primeiro através do heterónimo de Pessoa, Álvaro de Campos, nos ns. 1 e 2 de Orpheu, de 1915, e, depois, com José de Almada Negreiros: A Cena do Ódio, no nº 3 da mesma revista. Este último destaca-se no Manifesto Anti-Dantas, de 1916, onde se afirma Poeta d’Orpheu, futurista e tudo. Em 14 de Abril de 1917, o mesmo Almada, juntamente com Santa-Rita Pintor (1890-1918) numa sessão realizada no Teatro República, lança o Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas do Século XX. Em Novembro desse mesmo ano de 1917 começa a publicar-se a revista Portugal Futurista, onde também se destaca António Ferro, e onde se publica o Ultimatum de Álvaro de Campos.
 
Futuro Uma das dimensões do tempo quem depois do passado e do presente, se entendermos o temo de forma linear, perspectiva assumida pelo judeo-cristianismo, bem diversa da visão cíclica ou circular das religiões pagãs, greco-romanas, marcadas pela Idade do Ouro e pelo mito do etermo retorno. O tempo linear é orientado para um fim (eschaton), enquanto a anaciclose considera o passado como a principal das dimensões do tempo, dado que o presente é degerescência. A perspectiva escatológiva considera o futuro como novidade e criatividade e o cientismo da modernidade ate´proclama que conhecer é prever. Segundo Rainer Maria Rilke, de certo modo, o futuro já está contido no presente, pois aquilo a que chamamos futuro actua do memso modo como aquilo a que chamamos passado. Ambas as noções, reunidas em nós, formam todo o presente. Para Jean Lacroix é a única transcendência dos homens sem Deus (1952). Para Teilhard de Chardin, é a única descoberta digna do nosso esforço é construir o futuro.
 
Futuro Presente O grupo da revista Futuro Presente, marcado pelo modelo ideológico da Nova Direita na linha de Alain de Bénoîst e pelo conceito de ciência política do movimento empírico-analítico, inspirado nos modelos de Norberto Bobbio, é dominante nos temas da sociologia política e das doutrinas políticas. António Marques Bessa, um dos principais introdutores em Portugal dos temas de etologia de Konrad Lorenz e Robert Ardrey, publicará, nesta linha, as seguintes obras: Ensaio sobre o Fim da Nossa Idade, Lisboa, Templo, 1978, Introdução à Etologia. A Nova Imagem do Homem, Lisboa, Templo, 1978, e Dicionário Político do Ocidente, Lisboa, Intervenção, 1979. Já no plano universitário são de destacar, deste autor, Quem Governa? Uma Análise Histórico-Política do Tema da Elite, Lisboa, ISCSP, 1993 (dissertação de doutoramento) e A Arte de Governar, Lisboa, ISCSP, 1996. Entretanto, com Jaime Nogueira Pinto, editou Introdução à Política, Lisboa, Templo, 1978, uma obra destinada a servir de roteiro para alunos do ensino secundário, em que é marcante um estrito cientismo de linha neopositivista. De Jaime Nogueira Pinto, para além de relevantes artigos na revista Futuro Presente, como Introdução a Maquiavel [1980], Vontade Política e Poder Nacional [1980], A Direita e as Direitas [1981], Romantismo e Revolução nos Princípios do Século XIX [1982], Pensamento e Estado nos Séculos XVII e XVIII [1981], A Direita em Portugal. Notas para uma Auto-Crítica e Projecto [1982], Portugal 1983. Uma Situação Bonapartista [1983], Nação, Estado e Sociedade Civil [1984], Estratégia Indirecta, Poder Político e Comunicação [1986], são de destacar os testemunhos doutrinários contidos em O Fim do Estado Novo e as Origens do 25 de Abril, Lisboa, Difel, 1995, e A Direita e as Direitas, Lisboa, Difel, 1996. De Nuno Rogeiro, destacam-se alguns inovadores artigos na mesma revista, como A Política em Pessoa [1980] e A Política como Arcano. Memória de Eric Voegelin [1986], bem como o interessante exercício sobre o estado da arte, constante em O que é a Política, Lisboa, Difusão Cultural, 1993.
 
Futurologia. A ciência do futuro. O mesmo que prospectiva.
 
Fernandes, Vasco Da Gama
·Bernardino Machado, Leiria, 1952