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Gibelinos
Gibraltar
Giddens, Anthony
Giddings, Franklin Henry
Gide, André
Gide, Charles
Gierke, Otto Von
Gilbert, Alan
Gilbert, Claude
Gilbert, G. M.
Gilder, George
Gilpin, Robert
Gilson, Étienne-Henri (
Giner de los Ríos, Francisco (
Ginsberg, Morris
Gioberti, Vincenzo (
Giolitti, Giovanni (
Girão,
Amorim
Girard, René (n. 1923)
Girardet, Raoul
Girault, René
Girondinos (
Giscard d'Estaing, Valéry (
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Gibraltar De Gebel Tariqk. Território conquistado pelos ingleses em 1704, no decorrer da Guerra da Sucessão de Espanha, o território constitui ainda hoje uma colónia britânica; pelo referendo de 10 de Setembro de 1967, por 12 138 votos contra 44, o território preferiu manter os laços ao Reino Unido
Giddens, Anthony Professor de sociologia em Cambridge e depois director da London School of Economics and Political Science. Um dos inspiradores políticos do New Labour de Tony Blair, propõe que o socialismo se assume como uma terceira via.
·Politics and Sociology in the Thought of Max Weber
Londres, 1962.
·The Class Structure of the Advanced Societies
Londres, Hutchinson, 1973. Com Stanworth, P., eds.,
·Elites and Power in British Society
Cambridge, Cambridge University Press, 1974.
·New Rules of Sociological Method
Nova York, Basic Boks, 1976.
·Capitalismo e Moderna Teoria Socia
trad. port., Lisboa, Editorial Presença, 1976.
·Central Problems in Social Theory
Berkeley, University of California Press, 1979.
·The Construction of Society. Outline of the Theory of Structuration
Cambridge, Polity Press, 1984.
·The Nation-State and Violence. Volume Two of a Contemporary Critique of Historical Materialism
Cambridge, Polity Press, 1985.
·Durkheim on Politics and the State
Stanford, Stanford University Press, 1986.
·Social Theory and Modern Sociology
Cambridge, Polity Press, 1987.
·The Consequences of Modernity
Cambridge, Polity Press, 1990.
·Modernity and Self Identity
Cambridge, Polity Press, 1992.
·Politics, Sociology and Social Theory. Encounters with Classical and Contemporary Social Though
Stanford, Stanford University Press, 1995.
·Beyond Left and Right. The Future of Radical Politics
Stanford, Stanford University Press, 1995.
Giddings, Franklin Henry (1855-1931) Fundador da primeira cadeira de sociologia norte-americana na Columbia University de Nova Iorque, no ano de 1894. Marcado pelo chamado evolucionismo psicológico. Define a sociologia como a ciência que procura conceber a sociedade na sua unidade e pretende
explicá-la através das leis das causas cósmicas. A sociedade é vista como um fenómeno psíquico, condicionado por um processo físico. Há uma consciencialização da espécie, uma razão social. Depois de 1918 já considera que a sociologia é uma ciência estatística pelo método.
·The Principles of Sociology. An Analysis of the Phaenemona of association and Social Organization
1899.
·The Elements of Sociology
1892.
·Indutive Sociology
1901.
·Studies in the Theory of Human Society
1922.
·Scientific Study of Human Society
1924.
Gide, André Paul Guillaume (1869-1951) Escritor francês, prémio Nobel da literatura em 1947. Sobrinho de Charles Gide. De origens alsacianas, funda em 1909 a NRF. Torna-se simpatizante dos comunistas em 1930-1935. Afasta-se do grupo depois de uma visita feita à URSS, publicando um livro com imensas
críticas à realidade do sovietismo: Retour de l’URSS, Paris, 1936.
Gide, Charles (1847-1932) Economista. Professor em Bordéus, Montpellier e Paris. Doutrinador do cooperativismo, influencia particularmente António Sérgio. Nos anos vinte preside ao movimento para uma União Económica e Aduaneira Europeia, depois, continuado por Yves le Trocquer.
·Principes d’Économie Politique
1883. Ver a trad. port. De F. Contreiras Rodrigues, Porto Alegre, Globo, 1931, 3ª ed..
·Histoire des Doctrines Économiques
Com Charles Rist.
·La Coopération
1900.
·Les Societés Cooperatives de Consommation
1910.
·Les Institutions du Progrès Social
1921.
Gierke, Otto Von (1841-1913) Professor de direito em Breslau, Heidelberg e Berlim. Influencia o pluralismo alemão, inspirando Hugo Preuss, o principal redactor da constituição da República de Weimar de 1919. Distancia-se do romanismo de Savigny, considerando que o Estado ideal constitui uma síntese
entre as Genossenschaften e as Herrenschaften, influenciando os modelos de Bismarck..
Com Gierke o Estado passa a conceber‑se, não apenas por analogia como um organismo físico, mas antes como um ser vivo, como um organismo psíquico, enquanto unidade vital de um todo formado por partes análoga à que percebemos nos seres vivos da natureza. Para o mesmo autor, comunidades sociais, como
a família, as corporações e o povo, são de uma natureza simultaneamente corpórea e espiritual. Nelas haveria realidades psiquicas transpessoais, conexões psiquicas e vontades supra‑individuais, geradoras de uma consciência comum, a qual fariam com que uma comunidade fosse um todo dentro do qual
existe uma unidade real. Defende, assim, o Estado como uma personalidade moral marcada pela comunidade contra o artificialismo da Escola Histórica. Salienta contudo não esquecer que a estrutura interna de uma totalidade cujas partes são homens , tem que ser de uma qualidade tal que não se possa
buscar modelo na natureza;que ali se verifica uma conexão, uma vinculação espiritual, criada, formada, actuada e desenvolvida pelo operar psiquicamente motivado;que ali termina o reino da ciência e começa o império da ciência do espírito. Nestes termos, o Estado é uma unidade vital supra‑individual,
uma unidade‑grupo, com uma vontade verdadeiramente real que age através dos seus órgãos. Assim, é a própria pessoa colectiva que por intermédio dos seus órgãos quer e actua, tal como o indivíduo se manifesta mediante os seus olhos que veem e a sua mão que escreve. O órgão é, pois, um pedaço da
pessoa colectiva. Daí entender que no Estado um Chefe de Estado seja um verdadeiro representante do mesmo Estado tal como os representantes das pessoas físicas. Entende não ser possível uma personalidade jurídica diferente para os vários cargos e funções do Estado, uma dualidade entre a pessoa do
grupo e a pessoa do órgão, ao contrário do que defende Jellinek. O Estado para Gierke é, assim, um ente antropomórfico com consciência e vontade própria, um superorganismo volente.
O Estado como garante do direito
Considera que o Estado, em lugar de criar direito, apenas o garanta: pomos o Estado no direito e não acima e fora dele, de maneira que também a sua vontade está vinculada pela ordem jurídica, e, no entanto, colocamos também o direito no Estado e não acima e fora dele, de maneira que a omnipotência
formal do poder soberano é válida também em face do direito. Esta união entre o direito e a força leva a que o direito que não é capaz de se impôr desaparece da consciência colectiva e deixa, portanto, de ser direito.Mas a força que existe sem o direito deve, para afirmar‑se, ser reconhecida pela
consciência geral como conforme ao direito e, portanto, a partir desse momento, em direito.
Gierke concebe o Estado, não como organismo físico, mas como ser vivo, como um organismo psiquico, como uma unidade vital de um todo formado por partes análoga à que percebemos nos seres vivos da natureza. Assim, as comunidades sociais, como a família, as corporações e o povo, são de uma natureza
simultaneamente corpórea e espiritual. Nelas há realidades psiquicas transpessoais, conexões psiquicas e vontades supra‑individuais, geradoras de uma consciência comum que faz com que uma comunidade seja um todo dentro do qual existe uma unidade real. Defende, assim, o Estado como uma personalidade
moral marcada pela comunidade contra o artificialismo da Escola Histórica. Salienta, contudo, não esquecer que a estrutura interna de uma totalidade cujas partes são homens, tem que ser de uma qualidade tal que não se possa buscar modelo na natureza; que ali se verifica uma conexão, uma vinculação
espiritual, criada, formada, actuada e desenvolvida pelo operar psiquicamente motivado;que ali termina o reino da ciência e começa o império da ciência do espírito. Nestes termos, o Estado é uma unidade vital supra‑individual, uma unidade‑grupo, com uma vontade verdadeiramente real que age através
dos seus órgãos. Nestes termos, concebe que a própria pessoa colectiva que por intermédio dos seus órgãos quer e actua, tal como o indivíduo se manifesta mediante os seus olhos que veem e a sua mão que escreve. O órgão é, pois, um pedaço da pessoa colectiva. Daí entender que no Estado um Chefe de
Estado seja um verdadeiro representante do mesmo Estado tal como os representantes das pessoas físicas, dado não ser possível uma personalidade jurídica diferente para os vários cargos e funções do Estado, uma dualidade entre a pessoa do grupo e a pessoa do órgão,ao contrário do que defende Jellinek.
O Estado para Gierke é, assim, um ente antropomórfico com consciência e vontade própria,um superorganismo volente. Considera que o Estado,em lugar de criar direito,apenas o garanta: pomos o Estado no direito e não acima e fora dele,de maneira que também a sua vontade está vinculada pela ordem
jurídica,e,no entanto,colocamos também o direito no Estado e não acima e fora dele,de maneira que a omnipotência formal do poder soberano é válida também em face do direito. Esta união entre o direito e a força leva a que o direito que não é capaz de se impôr desaparece da consciência colectiva e
deixa,portanto,de ser direito. Mas a força que existe sem o direito deve, para afirmar‑se, ser reconhecida pela consciência geral como conforme ao direito e, portanto,a partir desse momento, em direito.
·Johannes Althusius und die Entwiclung der naturrechtlichen Staatstheorien
(cfr. trad. ingl. de Bernard Freyd, The Development of Political Theory, Nova Iorque, 1939)
·Das Deutsche Genossenschaftsrecht. I. Rechtsgeschichte der deutschen Genossenschaft
Berlim, Weidmann Verlag, 1868 [Natural Law and the Theory of Society. 1500 to 1800, Ernest Barker, trad., Cambridge, Cambridge University Press, 1938]. Quatro vumes, publicados entre 1868 e 1913.
·Die Publicistischen Lehren des Mittelalters
Political Theories of Middle Age, trad. ingl. Do III vol. da obra anterior, de Frederic William Maitland, trad., Cambridge, Cambridge University Press, 1938 (1ª ed. De 1900).
·Die Grundbegriffe des Staatsrechts und die neuensten Staatsrechtstheorien
(1874).
·Die Genossenschaftstheorie
(1887).
·Deutsches Privatrecht
3 vols., 1895-1917.
Gilbert, Alan
·Democratic Individuality
Cambridge, Massachussetts, Cambridge University Press, 1990.
·«Must Global Politics Constrain Democracy? Realism, Regimes and Democratic Internationalism»
In Political Theory, vol. 20, n.º 1, pp. 8-37, 1992.
Gilbert, Claude
·Le Pouvoir en Situation Extrême
Paris, Éditions L’Harmattan, 1992.
, Saez, Guy,
· L’État sans Qualités
Paris, Presses Universitaires de France, 1982.
Gilbert, G. M.
·The Psychology of Dictatorship
Nova York, Ronald Press, 1950.
Gilder, George
·Wealth and Poverty
Nova York, Bantam Books, 1982.
Gildin, Hilail, ed.,
·Political Philosophy
Indianapolis, Pegasus Books, 1975.
Gill, Peter, Ponton, Geoffrey,
·Introduction to Politics
Oxford, Basil Blackwell Publishers, 1993.
Gillouin, René,
·Le Destin de l’Occiden
Paris, 1929.
Gilpin, Robert
·U. S. Power and the Multinational Corporation
Nova York, Basic Books, 1975.
·War and Change in World Politics
Cambridge, Cambridge University Press, 1981.
·The Political Economy of International Relations
Princeton, Princeton University Press, 1987.
Gilson, Étienne-Henri (1884-1978) Professor em Estrasburgo (1919) e na Sorbonne (1921). Ferido e feito prisioneiro em 1916 na batalha de Verdun.
afirmar que à idade dos filósofos que se ocupavam de filosofia sucedeu a idade dos professores de filosofia que se ocupam de filósofos".
‑ Le Philosophe et la théologie,Paris,1960
‑‑‑Cultura e Sociedade de Massa,trad.port.,Lisboa,Morais,1970
‑‑‑D'Aristote à Darwin et retour,Paris,1971
·Les Métamorphoses de la Cité de Dieu
Paris, 1952 [Evolução da Cidade de Deus, João Camillo Oliveira Torres, trad., São Paulo, Herder, 1965].
Les Métamorphoses de la Cité de Dieu, Lovaina, 1952.
·Le Thomisme. Introduction à la Philosophie de Saint Thomas d'Aquin, 1920.
·Dante et la Philosophiee, 1939.
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Giner de los Ríos, Francisco (1839-1915) Krausista espanhol. Discípulo de J. Sanz del Río. Professor da faculdade de direito de Madrid. Um dos fundadores da Institución Libre de Enseñanza, de 1875 a 1936. Defende a necessidade de renovação do sistema pedagógico espanhol, de acordo com o modelo
europeu, pelo contacto com a natureza e com a tradição popular, com educação da mulher e liberdade religiosa.
· Principios de Derecho Natural
1874.
4Lopez-Morillas, Juan, El Krausismo Español. Perfil de una Aventura Intelectual, México, Fondo de Cultura Economica, 19564Jobit, Pierre, Les Éducateurs de l'Espagne Contemporaine I. Les Krausistes, Paris, 1936.
Ginsberg, Morris
·Reason and Unreason in Society
Essays in Sociology and Social Philosophy
ow, Longman, 1947 [reed., Harmondsworth, Penguin Books, 1968].
Gioberti, Vincenzo (1801-1852) Político italiano. Exilado em Bruxelas de 1833 a 1848. Autor de um estudo anti-jesuítico de 1846-1847, e uma obra defensora da unidade italiana de 1851, onde propõe a unidade federativa dos Estados italianos, sob a presidência do papa.
·Del Primato Morale e Civile degli Italiani
1843.
·Il Gesuita Moderno
1846-1847.
·Rinnovamento Civilie d’Italia
851.
Giolitti, Giovanni (1842-1928) Advogado. Cinco vezes primeiro-ministro italiano, de 1892 a 1921. Tenta introduzir o sufrágio universal e manter a neutralidade durante a Grande Guerra. Opõe-se ao fascismo a partir de 1924.
Girão, Aristides de Amorim (1895-1960) Geógrafo português. Professor da Universidade de Lisboa.
Girard, René (n. 1923)
·La Violence et le Sacré
Paris, Éditions Bernard Grasset, 1972.
·Des Choses Cachées Depuis la Fondation du Monde
Paris, Éditions Bernard Grasset, 1978.
·Le Bouc Émissaire
Paris, Éditions Bernard Grasset, 1982.
·La Route Antique des Hommes Pervers
Paris, Éditions Bernard Grasset, 1985.
Girardet, Raoul
·Le Nationalisme Français 1887-1914
Paris, Librairie Armand Colin, 1966.
·Mythes et Mythologies Politiques
Paris, Éditions du Seuil, 1986.
Girault, René
·Diplomatie Européenne et Impérialismes
Paris, Éditions Masson, 1979.
·Identité et Conscience Européennes au XXème Siècle
Paris, Éditions Hachette, 1994. Ed.
·Europe Brisée. Europe Retrouvée. Nouvelles Refléxions sur l’Unité Européenne au XXème Siècle
Paris, Publications de la Sorbonne, 1994. Com Gérard Bossuat.
Girondinos (Girondins) Um dos clubes políticos da Revolução Francesa. Surgiram em 1791-1792, durante o regime da Assembleia Legislativa, destacando-se dos Jacobinos. Se dominam a Assembleia, não controlam Paris. Têm como chefes Gensonni, Guadet e Vergniaud, tendo o apoio do marquês de Condorcet. Com
o regime da convenção, opõem-se ao grupo dos Montagnards, resultantes da fusão entre os jacobinos e os cordelliers. Apesar de dominarem a convenção são derrotados pelo golpe de Estado de 2 de Junho de 1793, passando à categoria de contra-revolucionários.
Giscard d'Estaing, Valéry (n. 1926) Político francês. Membro da Resistência. Deputado desde 1956. Ministro das finanças de 1962 a 1966 e depois de 1969. Presidente da República francês de 1974 a 1981. Autor de La Démocratie Française, 1976. Inspira o centrismo do português Diogo Freitas do Amaral.
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