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Gladstone, William Ewart
Glaris
Glorious Revolution
Glosadores
Glucksmann, André (
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Gladstone, William Ewart (1809-1898) Líder dos liberais ingleses, tendo como conselheiro Lord Acton. Começa como deputado conservador em 1832. Membro do governo presidido por Robert Peel em 1834-1835. Volta ao governo, ainda conservador, em 1841-1847 e, depois, ao de Lord Aberdeen, entre 1847 e
1857, numa coligação com os wighs. Com o governo wigh de Palmerston, em Junho de 1859, Gladstone continua membro do governo. Já como líder dos liberais, depois do Reform Act de 1867, ganha as eleições de Dezembro de 1868. Forma então o primeiro governo oficialmente liberal, criando um novo estilo de
liderança política populista que destrói o modelo dos partidos de notáveis, a partir do sistemas do caucus. Perde as eleições em 1874, face a Disraeli
·An Inquiry into the Time and Place of Homer in History
1876.
·Bulgarian Horrors and the Question of East
1876.
·Gleanings of Past Years
1879.
·Letters on Church and Religion
1910.
Glaris (em alemão Glarus) Cantão suiço desde 1352
Glorious Revolution (1688-1689) Com o desembarque de Guilherme de Orange, em 5 de Novembro, que, desde logo, assume o título de regente do reino, desencadeia-se a Glorious Revolution que não envereda por um banho de sangue, mas antes pelo estabelecimento de um consenso entre o rei e o parlamento,
como vai acontecer a partir da Declaration of Rights, de 1689. Nesse mesmo ano, em Fevereiro, eis John Locke a regressar à Grã-Bretanha, aliás, no mesmo navio que transportava a rainha Maria.
Glosadores desde o século XII , com os glosadores, se passou a admitir , como fundamento do poder dos reis medievais, a prévia transferência do poder do povo, através de uma mítica lex regia , do tempo da monarquia romana.O poder dos imperadores romanos , deste modo, herdado dos reis, teria , pois,
uma mediata origem popular.Donde o brocardo medieval, segundo o qual papa habet imperium a Deo,imperator a populo.
Esta lei régia ,que constitui o equivalente a umas Actas das Cortes de Lamego da história romana,transformou‑se , portanto, num mito regulador da comunidade política , constituindo uma das principais bases estimuladoras das posteriores teorias da soberania popular.
A ideia vai,por exemplo,implicar a concepção de povo enquanto organização distinta do rei,enquanto universalidade.Gera também o dualismo rex/regnum ,precursor da actual distinção entre Estado e sociedade civil,e impondo a existência de um contrato de transferência do poder.
Foram,de facto, os glosadores que anteciparam essa ideia de pessoa colectiva retomando a figura privatística romana da universitas,onde o conjunto é algo de diferente das pessoas ou coisas que o integram.Foram também eles que ligaram esta perspectiva à ideia teológica de corpus misthicum,entendido
como realidade existente,mas não sensível.
criar uma teoria abstracta da soberania em proveito quer do principe, quer do papa, quer do povo e no qual participaram teóricos canonistas, glosadores, bartolistas e ... os primeiros humanistas".
A universitas, communitas ,collegium ou corporação passa, pois, a ser uma pessoa autónoma,universitas fingatua esse una persona.
Acontece também que esses corpos estão marcados por um fim e precisam de um tutor ou de um procurador.A direcção do corpo passa ,pois, a caber aos que mais contribuem para o exercício da função, aos meliores,aos valentiores,aos seniores,aos "homens bons" ou aos "mestres".
Glucksmann, André (n.1937) Um dos chamados novos filósofos franceses. Considera o Estado uma máquina de triturar homens, fazendo uma analogia entre o Estado soviético e a República de Platão, onde a linguagem é utilizada como máquina do poder tendo em vista a “ocupação dos crânios”. Considera que,
com o idealismo alemão se inicia o ciclo dos mestres-pensadores que "foram quase todos mestres da linguagem ao ponto de cada um tender a forjar uma linguagem própria para melhor a ter cientificamente na mão. Línguas de um domínio que se domina matematicamente a si próprio, movem‑se sempre no círculo
de uma tautologia". Então, "o Principe apaga‑se perante a lei, o Estado‑Sol torna‑se Estado‑Máquina, nem religioso nem adorável". Baseia-se o modelo naquele iluminismo e "a nova filosofia procede a uma dupla redução. Separa, em primeiro lugar, as luzes sobrenaturais e a luz natural: de um lado, as
revelações da fé, do outro, uma procura da verdade (...) Em segundo lugar, distingue a natureza em geral e as naturezas individuais, privilegiando as segundas". O antecedente é o cartesianismo, quando surgiu "a empresa de matematização do universo físico que redistribui os domínios da ciência e da
autoridade na viragem dos tempos modernos". E o facto é que "todas as universidades do Ocidente, quaisquer que sejam as suas teologias implícitas, procuram há dois séculos, pôr em paralelo ciências físicas e ciências morais, ciências da natureza e ciências humanas: gravitam todas no campo desta
revolução copérnica induzida pela entrada na órbita científica de 89. Desde esta data, dois projectos de domínio fundam‑se um no outro; Descartes convida a descobrir no homem capaz de física matemática o 'dono e senhor da natureza'. O homem capaz de revolução introduz, segundo o novo saber, ao dono
e senhor da sociedade:que seriam as ardentes e doutrinais querelas em ciências humanas, até mesmo as 'posições de partido' se não fossem as querlas de domínio e de posse?".
·Le Discours de la Guerre
Paris, L’Herne, 1967.
·Stratégie et Révolution en France
Paris, Bourgeois, 1968.
·La Cuisinière et le Mangeur d’Hommes. Essai sur les Rapports entre l’état, le Marxisme et les Camps de Concentration
Paris, Éditions du Seuil, 1975.
·Les Maîtres Penseurs
aris, Éditions Bernard Grasset, 1977 [trad. port. Os Mestres Pensadores, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1978].
·La Force du Vertige
Paris,Grasset,1983
·Descartes c’est la France
Paris, Éditions Flammarion, 1987.
·La Bêtise
Paris, Grasset, 1987.
·Quelques Mots sur la Parole. Sortir du Communisme c’est rentrer dans l’Histoire
La Tour des Aigues, Ed. L’Aube, 1989. Com Vaclav Havel.
·Le 11e Commandement
Paris, Éditions Flammarion, 1991.
·De Gaulle où es-tu?
Paris, Lattès, 1995.
·«Les Nouveaux Guerriers Totalitaires»
In Défense Nationale, 1996-04, pp. 144-151.
·«L’Intellectuel et l’Inhumain»
In Politique Internationale, nº 81, pp. 263-280, 1998.
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