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Lista de artigos

Artigos em grosso

Tableau Politique de la France de l’Ouest sous la IIIème République, 1913

Tabu

Tacitismo

Táctica

Tadjiquistão

Tagore, Rabindranath (1861-1941)

Taguieff, Pierre-André

Tailândia

Taine, Hippolyte Adolphe (1823-1893)

Taipa, 1º Conde da (1794-1866)

Taiwan

Taking Rights Seriously , 1977

Talmon, Jacob Leib

Talleyrand

Taminiaux, J.

Tamir, Yael

Tanenhaus, Joseph

Tansey, Stephen

Tanzânia, República Unida da

Taoísmo

Tarde, Gabriel de (1843-1904) S

Tariff 

Tarimbeiros da política

Tarrafal

Tavares, Francisco Sousa

Tavares, José Maria Joaquim

Taxis

Taylor, Charles

Taylor, Edward Burnett

Taylor, Frederic Winslow  1856-1915

Taylor, G. S.

Taylor, Michael

Taylor, P. J.

 
Taborda, Vergílio, Maquiavel e Antimaquiavel, Coimbra, Atlântida Editora, 1939.
 
 
Tableau Politique de la France de l’Ouest sous la IIIème République, 1913 Trabalho pioneiro sobre o comportamento eleitoral da autoria de André Siegfried. Explicação eleitoral através do nível dos factores morfológicos: a natureza do solo, o tipo de habitat e o regime da propriedade. Conclui que nas zonas graníticas de habitat disperso, onde domina a grande propriedade associada a pequenas explorações dominam os partidos de direita, até pela influência do catolicismo e dos padres. Nas zonas de solo calcário, com concentração do habitat, por causa da falat de água, onde dominam os pequenos e médios proprietários, existem os bastiões de esquerda.
 
äSiegfried
 
Tabu Uma restrição ou uma proibição resultante da tradição ou do costume.
 
Tacitismo Cornelius Tacitus (55-120), historiador romano, autor de Germania
 
Táctica Etimologicamente significa a arte de dispor as tropas por ordem tendo em vista um combate. Constitui uma das partes da arte da guerra, lado a lado com a estratégia. Clausewitz considera que a estratégia tem como fim a paz, enquanto o objectivo da táctica, enquanto emprego de tropas num combate, visa essencialmente a vitória. Diz-se também que a táctica apenas tem a ver com as acções tomadas contra um inimigo quando este entra no nosso campo de visão, enquanto a estratégia é bem mais ampla e vai além daquilo que é possível ver. Duroselle considera que a táctica é uma simples técnica, ao passo que a estratégia é uma maneira de pensar. Castex salienta que a estratégia é como o espectro solar: há um infravermelho que pertence ao campo da política e um ultravioleta, o domínio da táctica. Muitas vezes confundem-se os dois campos, como aconteceu na obra clássica do coronel francês Essai Général de Tactique, de 1770.
 
 
Tagore, Rabindranath (1861-1941) Poeta e filósofo indiano, prémio Nobel da literatura em 1913, o primeiro asiático a receber tal distinção, formado em direito em Inglaterra. Apesar de criticar a ideia ocidental de política, considerando-a como demoníaca, também se distancia de Gandhi, não alinhando com a respectiva política de resistência e não cooperação com as autoridades coloniais. Salienta que no Ocidente a adoração do demónio da política sacrifica todos os outros países como vítimas. Nutre‑se e engorda com a sua carne morta, enquanto as carcaças estão frescas. Refere que a nação é o aspecto de um povo como potência organizada e, assim, o homem desembaraça‑se do apelo da consciência quando pode transferir a responsabilidade para essa máquina que é criação da sua inteligência e não da sua completa personalidade moral. Por este meio, povos que amam a liberdade perpetuam a escravatura com o orgulho confortável de terem cumprido o seu dever. Considera que a Nação é o interesse egoísta e organizado de um povo no que ele tem de menos humano e de menos espiritual. Assim, o espírito de conflito e de conquista está na origem e no centro do nacionalismo ocidental, sendo a nação um aparelho de tirania e voracidade. Refere também que a ideia de Nação é um dos mais poderosos anestésicos que o homem tem inventado.Sob a sua influência, um povo inteiro pode executar um programa sistemático de egoísmo virulento sem ter consciëncia da sua perversão moral.Assim, os homens , a mais bela criação de Deus, saem da oficina nacional como turbas de fantoches,fabricantes de guerra e de lucro. Autor de The Religion of Man, 1931.
Nationalisme,Paris,1924,trad. de Cecile Georges‑Bazile
 
Taguieff, Pierre-André
[1990]
La Force du Préjugé. Essai sur le Racisme et ses Doubles
 
Paris, Éditions Gallimard
[1991]
Théories du Nationalisme. Nation, Nationalité, Ethnicité
 
Paris, Éditions Kimé
+Gil Delannoi.
[1994]
Sur la Nouvelle Droite. Jalons d’une Analyse Critique
 
Paris, Descartes & Cie.
 
Tailândia 513 115 km2. 59 200 000 habitantes. Monarquia, oriunda de um reino medieval que se tornou independente em confronto com os vizinhos khmers e birmaneses. A dinastia chakkizi, ainda hoje no poder, instalou-se em 1782. As fronteiras foram estabelecidas por acordo entre franceses e britânicos em 1892 e 1909. O reino adopta então o modelo de ocidentalização japonês, da era meiji, gerando uma forte elite militar. Surge um nacionalismo pan-tai que leva o reino do Sião a designar-se Tailândia desde 1939. Já antes em 1932, instala-se uma monarquia constitucional, com um parlamento eleito por sufrágio universal. Em 1941 torna-se em satélite do Japão, recuperando até o território de parte dos antigos reinos tributários, segundo o projecto da Grande Tailândia. Entretanto, em Junho de 1946, sobe ao poder o rei Rama IX, depois do misterioso assassinato do irmão. Tem o apoio dos Estados Unidos, onde aliás nasceu. A influência de Washington cresce a partir de 1961 com forte presença de contingentes militares, face à guerra do Vietname.
 

 
Taine, Hippolyte Adolphe (1823-1893) Positivista francês. Historiador. Marcado pelo positivismo, distancia-se da filosofia eclética de Victor Cousin que até 1857 dominava os meios intelectuais franceses. Eleito para a Academia Francesa em 1878. Criticando o romantismo, inicia a postura positivista, em nome da razão e das virtudes clássicas. Marcado pelo determinismo geográfico, à semelhança de Ratzel. Influenciado pelo darwinismo social.
Raça, meio, momento
Fundador do naturalismo, em nome da trilogia race, milieu, moment. Porque há um conjunto de caracteres biológicos transmitidos hereditariamente; porque as tradições, as crenças, os hábitos mentais e as instituições modelam os indivíduos; porque há sempre um conjunto de circunstâncias que desencadeiam a acção. Fala nas grandes pressions environnats, que la race façonne l'individu, que le pays façonne la race. Ligado a Renan. Colabora com Boutmy na fundação da École Libre des Sciences Politiques. Tenta transportar para o âmbito das ciências morais os métodos das ciências físicas, aceitando o determinismo e o mecanicismo psicológico. Porque existe uma espécie de predisposição que dirige todas as ideias e todos os actos de um povo.
 
Raça
Entende por raça, o conjunto das características hereditárias imprimidas pela família às gerações seguintes. Neste sentido distingue raças superiores e inferiores. Nas primeiras, a raça ariana, o espírito inteiro, tomado pelo belo e pelo sublime que concebe um modelo ideal capaz, por sua nobreza e sua harmonia, de conquistar para si a ternura e o entusiasmo do género humano. Já nas inferiores coloca os semitas, onde falta a metafísica, porque o espírito é muito tenso e inteiro … o homem reduz-se ao entusiasmo lírico, à paixão irrefreável, à acção fanática e limitada.
 
Psicologia positiva
Prélot considera que Taine é marcado por uma psicologia positiva e por uma sociologia não compreensiva, dado contrariar a máxima de Dilthey, para quem a natureza se explica, ao contrário da cultura que apenas pode compreender-se. Para Taine, pelo contrário, a alma faz parte da própria da natureza.
 
[1855]
Voyage aux Pyrénnées
 
 
[1856]
Essai sur Tite-Live
 
 
[1857]
Essais de Critique et d'Histoire
 
 
[1857]
Les Philosophes Classiques du XIX Siècle
[1870]
De l'Intelligence
 
 
[1873]
Histoire de la Littérature Anglaise
 
4 vols. 1863-1864.
[1875]
Les Origines de la France Contemporaine
 
1875-1893. Pretende ser uma espécie de manual de formação dos dirigentes da III República. 11 volumes em três partes.
 

 
Taipa, 1º Conde da (1794-1866) Gastão da Câmara Coutinho Pereira de Sande. 1º conde da Taipa desde 1823. Cunhado do marquês de Fronteira. Regressou a Portugal com D. João VI em 1821. Adere à vilafrancada de 1823. Par do reino em 1826. Preso por cumplicidade nas archotadas  de Julho de 1827. Participa na belfastada de 1828, como ajudante de ordens de Palmela. Opositor do partido dos amigos de D. Pedro em 1833-1935. Em Outubro de 1833 publica carta contra o governo, pedindo a amnistia, o fim dos sequestros e a liberdade de imprensa. Chega então a ser preso, por ordem de Silva Carvalho. Opositor do setembrismo. Os inimigos chamavam-lhe o gago-ladrão Companheiro de Almeida Garrett nas Viagens na Minha Terra.
 
 
Taking Rights Seriously , 1977 Obra de Ronald Dworkin onde se estabelece a diferença entre lei e direito, bem como entre legalidade (being obliged) e legitimidade (being obligated), salientando que nem toda a legalidade é legítima. Recusa também reduzir o direito a um conjunto de regras (legal rules), considerando que estas são interpretadas e incorporadas no interior de um sistema marcado por princípios gerais, enunciados de objectivos e modelos (standards) de julgamentos, que permitem a aplicação das regras a situações, muitas vezes, não previstas pelo legislador.Os princípios gerais são considerados como enunciados de objectivos, como modelos ou padrões de julgamento. As regras são aplicações segundo o princípio do tudo ou do nada, apesar de nelas poderem existir excepções que apenas as confirmam. Outro é o perfil dos princípios que não pretendem determinar as condições que tornam a sua aplicação necessária, afirmando mais uma razão que favorece uma determinada direcção, mas não necessitam de uma decisão particular.Dworkin considera também que o verdadeiro pai do liberalismo não é Bentham... mas Kant, salientando qualquer defesa do liberalismo é também uma defesa da igualdade. E numa posição anti positivista retoma a teoria da experiência de Burke contra o utilitarismo, considerando que injusto nas suas consequências, porque perpetua a pobreza enquanto um meio para a eficiência, e é deficiente na sua teoria da natureza humana, porque vê os indivíduos enquanto átomos egoístas da sociedade, em vez de considerá‑los seres cujo sentido de comunidade é uma parte essencial do seu sentido do ego.
 
 
 
Talleyrand Périgord, Charles Maurice de (1754-1838) Clérigo, político e diplomata francês. Ordenado sacerdote em 1779, torna-se abade de Saint-Denis em Paris. Bispo de Autun em 1789, demite-se em 1791 por subscrever a constituição civil do clero. Enviado pelo governo francês como diplomata a Londres em 1792. Exilado em Londres desde Setembro de 1792 e nos Estados Unidos desde 1794. Regressa a França em 1796 e torna-se ministro dos estrangeiros do Directório, cargo a que renuncia em Julho de 1799. Depois da subida ao poder de Napoleão, torna-se seu ministro dos estrangeiros, de 1799 a 1807, cargo a que volta a renunciar. Com a subida ao poder de Luís XVIII, passa representante francês no Congresso de Viena de 1814-1815. Chega a presidente do conselho e ministro dos estrangeiros nesse ano, até ser forçado a mais uma renúncia em Setembro de 1815. Sob pressão dos ultras, retira-se da vida pública, a fim de escrever as suas memórias. Mas em Julho de 1830, volta a colaborar com Luís Filipe de Orleães, sendo embaixador em Londres de 1832 a 1834.
 
–Legitimidade,55,349 Talleyrand observava que um governo legítimo,seja monárquico ou republicano, hereditário ou electivo, aristocrático ou democrático, é sempre aquele cuja existência, forma ou modo de acção são consolidados e consagrados por uma longa sucessão de anos,e diria de bom grado por uma prescrição secular.A legitimidade da potência soberana resulta do antigo estado de posse,da mesma forma que para os particulares a legitimidade do direito da propriedade.
Talleyrand apenas as grandes potências , abrangendo o conjunto, ordenarão cada uma das partes em relação ao todo.
 
·Mémoires
1891.
 
Talmon, Jacob Leib  Israelita, professor em Jerusalém.
 
Bibliografia
[1952]
The Rise of Totalitarian Democracy
 
Boston, The Beacon Press
Tad. fr. Histoire de la Démocratie Totalitaire, Paris, Éditions Calmann-Lévy, 1966
[1960
Political Messianism. The Romantic Phase
 
Nova York, Praeger Press
[1980
The Myth of the Nation and the Vision of Revolution. Origins of Ideological Polarisation in the Twentieth Century
 
Berkeley, University of California Press
 
Taminiaux, J.
Naissance de la Philosophie Hégelienne de l’État, Paris, Librairie Payot, 1984.
 
Tamir, Yael
Liberal Nationalism, Princeton, Princeton University Press, 1995.
 
Tanenhaus, Joseph, Somit, A., American Political Science. A Profile of a Discipline, Nova York, 1964.
, Somit, A., The Development of American Political Science, Boston, Allyn & Beacon, 1967.
 
Tansey, Stephen, Politics. The Basis, Londres, Routledge & Kegan Paul, 1995.
 
Tanzânia, República Unida da
883 749 km2. 31 500 000 habitantes.
 
Taoísmo
 
Tapparelli d'Azeglio. ìAzeglio.
 
Tarde, Gabriel de (1843-1904) Sociólogo francês. Começa como magistrado de província, destacando-se como especialista em estatísticas criminais, sendo chamado a Paris, para montar em 1894 o gabinete estatístico do ministério da justiça. Professor de filosofia moderna no Collège de France desde 1900. Como criminalista critica as teses de Cesare Lombroso, considerando que as causas do crime são, sobretudo, de ordem social. Considera que o progresso histórico resulta de um conflito entre os inventivos e os conservadores, apontando tês fase do desenvolvimento social: a repetição, a oposição e a adaptação.
 
[1886]
La Criminalité Comparée
 
 
[1890]
Les Lois de l'Imitation
 
 
[1895]
La Logique Sociale
 
 
[1897]
L’Opposition Universelle
 
 
[1899]
Les Transformations de Pouvoir
 
 
[1901]
L'Opinion et la Foule
 
 
 
Tariff Expressão inglesa que significa imposto ou taxa sobre as importações.
 
Tarimbeiros da política Nome dado em Janeiro de 1890 aos homens cinzentos do aparelho do partido regenerador durante o governo de António Serpa.
 
Tarrafal Prisão especial do regime salazarista, para deportados políticos. Considerada pelas vítimas como um campo de concentração. Foi em Outubro de 1936 que, a bordo do navio Luanda, seguiram para Cabo Verde os primeiros 200 presos políticos deportados para o Tarrafal. Entre eles, Bento Gonçalves, secretário geral do PCP. Ver Cândido de Oliveira, Tarrafal. O Pântano da Morte, Lisboa, Editorial República, 1974, com prefácio de José de Magalhães Godinho.
 
³Tavares, Francisco Sousa Jurista e jornalista português. De origens monárquicas, foi marcado pelo neotomismo. –Maritainismo,135,940. Demite-se do PS em 14 de Fevereiro de 1979.
 
Tavares, José Maria Joaquim (1873-1938) Professor de direito. Destacado civilista. Chega a colaborar politicamente com João Franco, sendo demitido de professor em 18 de Outubro de 1911.
 
Ciência do Direito Político
 
[1909-1910].
 
 
Taxis O mesmo que ordem, em grego, equivalente à ordo ou ordinatio dos romanos. O conjunto das regras que distribui e regula as diversas funções de autoridade, incluindo aquela que é a mais elevada, a suprema magistratura, que tanto pode ser detida por um só, por poucos ou por muitos. Trata-se de uma ordem exógena, uma ordem que resulta da intenção dos homens. Dentro desta, se há uma parcela que resulta da decisão deliberada (thesis), uma ordem que inclui, nomeadamente, as regras de organização, como as que definem a organização do poder, há também uma parcela que surge das convenções ou costumes (nomos). Difere da ordem endógena, que se aproxima do conceito de grego de kosmos, aquele género de ordem marcado por aquilo que Hayek chama regras da conduta justa, visando a grande sociedade, sonhada por Adam Smith, ou a sociedade aberta de Popper. Se a ordem endógena é uma ordem espontânea, auto‑gerada pelo tempo, a ordem exógena exprime organizações, ordens confeccionadas, exógenas, artificiais, resultado de uma construção. Se a ordem endógena é uma ordem amadurecida e espontânea, a ordem exógena é uma ordem imposta ou decretada.
 
Taylor, A. J. P., Trade Unions and Politics, Basingstoke, Macmillan Press, 1989.
 
Taylor, Charles. Um dos comunitaristas norte-americanos.
 
[1989]
Sources of the Self. The Making of Modern Identity
 
Cambridge, Cambridge University Press
 
Taylor, Charles L., ed., Why Governments Grow, Newbury Park, Sage Publications, 1983.
 
 
Taylor, Edward Burnett (1832-1917) Antropólogo, especialista em análise das religiões. Cunha o termo animismo, a crença em almas individuais, que todas as coisas, incluindo árvores ou montanhas, têm espíritos.
 
[1861]
Anahuac
 
 
[1865]
Researches into the Early History of Mankind
 
 
[1871]
Primitive Culture
 
 
 
Taylor, Frederic Winslow 1856-1915 Engenheiro norte-americano, criador de um sistema de racionalização do trabalho, tendo em vista a obtenção de um máximo de rendimento.
 
[1912]
The Principles of Scientific Management
 
Nova ed., Nova Iorque, Harper, 1947.
 
Taylor, G. S. Teórico do guildismo. Autor de The Guild State, 1919.
 
Taylor, Michael, Anarchy and Cooperation, Nova York, John Wiley & Sons, 1976.
Rationality and Revolution, Cambridge, Cambridge University Press, 1988.
 
Taylor, P. J., Gudgin, G., Seats, Votes and the Spatial Organizations of Elections, Londres, Pion, 1978.
, Johnston, R. J., Geography of Elections, Harmondsworth, Penguin Books, 1979.